Uma consulta: criação poética ou erotismo?

Estou combinando com o centro cultural b_Arco de fazermos alguma programação em setembro-outubro. Seria uma vez por semana, às quintas-feiras, horário a partir das 19 h. É um lugar muito bom, com programação ativa, como podem ver em http://www.obarco.com.br/. Fica na Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto 426,Pinheiros, e cobra mensalidade de quem freqüenta os cursos.

Mas estou na dúvida entre duas possibilidades: uma delas mais genérica, a outra com um foco mais definido. Gostaria que me respondessem – em meu blog, de preferência, ou no facebook ou direto por e-mail. Evidentemente, aqueles que efetivamente tiverem intenção ou interesse em fazer:

  1. Oficina de criação poética, nos mesmos moldes, com a mesma metodologia dessa recente na USP e outras anteriores – Biblioteca de Pinheiros, Instituto Moreira Salles, Casa da Palavra de Santo André, etc. Trabalharíamos com os textos dos participantes, faríamos leituras e haveria uma parte expositiva, como sempre. Os temas: valor poético, o que permite que um texto literário seja considerado “bom”; a imagem poética e as expressões não-discursivas; antinomias, oxímoros, sua presença na poesia; poesia e prosa; a poesia na prosa; leitura como expressão oral e como interpretação; percepção de sentidos em um texto; a poesia e o poético; identidades literárias, afinidades com diferentes vertentes, dicções, estilos e modos de escrever.
  2. Literatura erótica: tratei disso ano passado e achei interessante, deu vontade de fazer mais. Discutiríamos relação entre poesia e corpo; a complexa relação entre signos do corpo e não-corpo (Octavio paz) e a “linguagem crepuscular” associada ao erotismo (também Octavio Paz); valor poético na literatura erótica; o erotismo religioso, as místicas eróticas. Penso também em procedimentos de criação: por exemplo, participantes recortarem alguma obra de Sade ou outro clássico e montarem seu livro erótico; prosseguir, como prática de criação, os pseudo-conselhos ou conselhos falsamente virtuosos do “Manual de boas maneiras para meninas” de Pierre Louÿs; além de avançar na leitura e interpretação de textos, por exemplo, o que Hilda Hilst disse em “O caderno rosa de Lory Lamby” e outras obras também edificantes.

É claro que também aceitamos outras sugestões, dentro daquilo que estiver a meu alcance.

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16 responses to this post.

  1. Claudio, que tal alguns cursos pela internet? Já te perguntei sobre a possibilidade de vires para Florianópolis, mas penso que existem vários lugares te esperando, e a internet se mostra cada vez mais como uma ferramenta bacana para cursos, vide os resultados do Seminário de Filosofia do Olavo de Carvalho.

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  2. Literatura erótica!

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  3. Internet é complemento, não substitui cursos. Sempre formo e-group, em cursos mais longos e oficinas, o que permite prosseguimento. E, havendo condições, uso datashow. Florianópolis, já estive e retorno com prazer – basta instituição local me convidar.

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  4. Posted by maria regina on 08/07/2011 at 17:50

    Me interesso pela oficina, dependendo das condições para participar, pois não conheço esse trabalho. Abçs

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  5. Eu interesso-me pela “Oficina de literatura erótica”. Li, recentemente, por mera coincidência, um livro de contos eróticos femininos da Joyce Cavalccante, seguido de uma coletânia de contos eróticos masculinos (Um Prazer Imenso), terminando pelo novo livro de contos eróticos da Joyce. Essa leitura despertou algumas questões que poderiam ser abordadas por você: Existe texto erótico feminino diferente de um masculino? Uma mulher escreveria um conto erótico masculino e vice-versa? O que é um conto erótico? Em que ele difere de um conto pornográfico? Uma pessoa homossexual escreveria que tipo de conto erótico? Os primeiros contos da Joyce classifico como femininos, isto é, estão embebidos de uma experiência erótica que dificilmente seriam vivenciados daquela forma por um homem. Já os contos masculinos da coletânia poderiam ter sido escritos por qualquer pessoa. Um exercício que você poderia propor seria a redação de um texto erótico por um homem com uma mulher. O que resultaria?

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  6. Caro Willer. Repete o curso de Beat. Este é o momento.
    Parte história/crítica e parte oficina de texto e poesia.
    Eu acho que vai bombar. E com o livro próximo a sair…
    Que tal?

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  7. Posted by Ieda Estergilda de Abreu on 08/07/2011 at 18:57

    Que vença a “oficina de criação poética”.

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  8. Posted by josé geraldo neres on 08/07/2011 at 19:01

    creio que as duas são necessárias, a última para o pessoal que está mais habituado ou já frequentou outra oficina. ainda preciso recuperar o “dupla chama” do octavio paz; se fosse para optar faria a segunda opção, por se tratar de temática sutil e que requer muito do participante.

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  9. Posted by Maria Helena F. Vieira on 08/07/2011 at 19:11

    Claudio, as Oficinas ministradas por você valem a pena; no caso, da minha parte opto pela criação poética. Maria Helena Vieira

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  10. Posted by Rita Medusa on 09/07/2011 at 12:34

    Willer,voto na literatura erótica, se for este o tema abordado,vou sem dúvida.Gosto das oficinas poéticas, mas acabo de fazer a da Usp e agora anseio por outros universos. a proposta do curso está irresistível,o conteúdo programático já me despertou.

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  11. Oi pro, com voce eu faria todas as oficinas que puder. Contudo a de criaçao poética eu adoro, fiz com voce e foi excelente, libertou mina escrita. Bjs Lucila

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  12. Posted by Ana Acquesta on 09/07/2011 at 16:32

    Willer, gosto da peosia erótica, mas não oficina.
    Mas gostaria que me informasse o preço que vai ser a mensalidade de quem frequentar os cursos, para saber se tenho condições.
    Obrigada, beijos Ana Acquesta

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  13. Minha sugestão é Oficina de Criação poética.

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  14. Posted by Gabriel on 11/07/2011 at 16:15

    Criação poetica com um modulo de erotismo…?

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    • É – acho que caminhamos nessa direção – ia mesmo enviar e-mail comentando – ou talvez erotismo como módulo II de criação poética. “Oficina de criação poética e literatura erótica”

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