Contra a hipocrisia, VII

Eu ia postar a programação do Festival de Bonito, MS, do qual participo – e vou fazê-lo. Mas não sem antes colocar on line o vigoroso artigo de Larry Flynt sobre o escândalo envolvendo o magnata das comunicações Rupert Murdoch, que saiu hoje no Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,o-povo-versus-murdoch,746635,0.htm

Lembram-se de Larry Flynt? Editor da revista Hustler, chocou e provocou reações por publicar sexo explícito. Sofreu processos e, pior, um atentado por um moralista fanático. Desde então permanece preso a uma cadeira de rodas. Isso é relatado no bom filme de Milos Forman “O Povo Contra Larry Flynt” (The people against Larry Flynt) de 1996, protagonizado por Woody Harrelson, Courtney Love e Edward Norton.

Flynt tem legitimidade para mostrar a diferença entre moral e falso moralismo, coerência e hipocrisia. Quanto a Murdoch, assemelha-se (em versão piorada) a magnatas clássicos da imprensa como Hearst, que inspirou o Cidadão Kane de Orson Welles. A menção é para ressaltar, a propósito do debate sobre tecnologias e mundo digital de que participei sábado passado, o que é infra ou super estrutural neste nosso mundo digital.

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2 responses to this post.

  1. Pois é, Larry Flint está certo. Liberdade de expressão não pode ser usada como discurso para defender os bisbilhoteiros dos tablóides do mundo inteiro. Mas é preciso atentar-se para a censura do estado quando este avançar sobre uma mídia com o discurso oposto ( vide o caso com o Estadão em 2010 – censurado por meses pelo Clã Sarney).
    Quanto ao filme citado eu o assisti em 1999, vale a pena. Boa sugestão.
    Aproveito esse espaço para transcrever um trecho do artigo publicado no Estadão que me chamou bastante atenção: “Nossos líderes políticos permitem que empresas como Google e Facebook violem continuamente esse direito. Ambas servem como minas de dados, vendendo informação sobre seus usuários. O Facebook, usando o artifício das configurações para resguardar a privacidade individual, simplesmente acabou com ela. O governo necessita voltar às suas raízes: proteger a intimidade dos seus cidadãos, ao mesmo tempo encorajando as liberdades individuais.” É preciso atenção. Abraços Professor, nos vemos em Agosto no Museu de Lingua Portuguesa.

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