Carta de um leitor

Recebo muitas cartas de leitores que me acham na internet – e ultimamente pelo Facebook. Mas esta, resolvi reproduzir no blog, por achar que toca em questões importantes:

  Claudio Willer,
lendo Uivo e outros poemas, decidi que te mandaria um e-mail, principalmente pela riqueza de suas notas. Eu realmente fiquei surpreso como alguém conhecia tantos personagens da geração Beat e suas histórias. Porém, eu ainda não sabia (e naõ sei) o objetivo do e-mail.
 Já que estou te mandando este e-mail, vou abordar, de forma rápida, assuntos que me vieram a cabeça nos últimos tempos, sempre acompanhados de alguma literatura Beat. Pimeiramente, gostaria de te falar como passei a me sentir limitado intelectualmente depois de sua obra, isso porque, apesar de ter aprendido sobre o Cubismo, Dadaísmo e o Surrealismo na escola, não entendia nada sobre as referêcias. Uma das ideias que tive (que foi acompanhada também por uma palestra que vi no youtube, sobre o fordismo nas escolas) foi exatamente sobre o “que eu realmente aprendi?”. Quando assisti a essa palestra, estava acompanhado de dois amigos e começamos a discutir.
 Esses meus dois amigs também estavam mais ou menos se indagando sobre o que aprenderam (nós já estudamos juntos). Não chegamos a uma conclusão exata, mas nem é essa a questão. O problema é passar dez anos na escola e mais dois anos na faculdade e se perguntar o que aprendemos. Assim, cada vez mais, acredito que as crianças estão trancadas em um círculo de ideias fixo, que não as possibilita uma nova forma de pensamento e sequer um outro tipo de conhecimento. Já que não cai no vestibular, não aprendi quase nada das vanguardas que eu falei (olha que merda!).
 Outra ideia que tive é que não devíamos ler apostilas na escola. Cheguei a conclusão de que as crianças no Brasil não gostam de ler por causa disso. As apostilas deviam ficar para o professor, é ele quemtme a função de passar detalhadamente as características das matérias, enquanto os alunos deviam ficar com obras de época (a Crise de 29 não seria explicada da forma mais bela possível com a literatura Beat?). Talvez assim, elas gostariam mais de ler.
 Agora, eu gostaria de te pedir um favor (se for possível). Eu gostaria de ser escritor, queria algum tipo de conselho. Gostaria de te pedir desde referências bibliográficas até qualquer outro tipo de conselho que me permita escrever alguma coisa. Como voce começou a escrever? Também gostaria que voce me indicasse sua obra mais importante.
 
Espero não ter te incomodado,
 
Obrigado, 
 

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3 responses to this post.

  1. Muito bom, mas eu também gostaria de ler a resposta, rs

    Responder

  2. Aqui vai minha resposta, conforme solicitado – foi no mesmo dia, sexta-feira passada:
    que bom! você é de onde? estuda o que? leia meu Geração Beat, também da L&PM, vai gostar. Sobre minha formação etc, vou selecionar uns links com entrevistas comigo onde falo a respeito. Tem um recente em cronópios, http://WWW.cronopios.com.br
    passeie por meu blog
    abraço

    Responder

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