São Paulo Surrealista prossegue em cartaz

Que beleza. São Paulo Surrealista, o espetáculo encabeçado por Marcelo Marcus Fonseca e Liz Reis, e que tem minha colaboração, foi prorrogado e fica em cartaz por mais um mês, até o dia 23 de junho. E às sextas-feiras passou de 21:30 a 21 h – achei bom. Tem tido sessões lotadas, antecipadamente vendidas. Surrealismo e inventividade despertam interesse. Quem ainda não viu, vá ver. A seguir, reproduzo ficha técnica e release.

Espetáculo: São Paulo Surrealista

Com: Cia. Teatro do Incêndio

Roteiro e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca

Consultoria teórica e voz em off: Claudio Willer

Co-direção e figurinos: Liz Reis

Elenco: Liz Reis, Marcelo Marcus Fonseca, João Sant’Ana, Wanderley Martins, Sérgio Ricardo, David Guimarães, Giulia Lancellotti, Talita Righini, Sonia Molfi e outros.

Direção musical: Wanderley Martins

Iluminação: Rodrigo Alves

Fotografia: Bob Sousa

Composições originais: Marcelo Marcus Fonseca e Wanderley Martins

Produção e realização: Cia. Teatro do Incêndio

Apoio: Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo

Serviço

Local: Madame (antiga Madame Satã) – www.madameclub.com.br Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 873 – Bela Vista/SP – Tel: (11) 2592-4474 Temporada: sexta e sábado às 21 horas – Até 23/06/12 Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00), o ingresso dá direito à balada após apresentação. Bilheteria: 1h antes da sessão – Aceita cartões de crédito/débito (V, MC e AE). Reservas: 2347 1055  e  9628 1772 – Gênero: Surrealismo – Duração: 70 min – Classificação etária: 18 anos – Capacidade: 200 lugares – Ar condicionado Acesso universal – Estacionamento c/ manobrista (R. Cons. Ramaalho, 853): R$ 20,00.

A Cia. Teatro do Incêndio apresenta seu novo espetáculo São Paulo Surrealista, ritual teatral dirigido por Marcelo Marcus Fonseca. Com dia 2 de março (sexta-feira, às 21h30), a montagem inaugura a programação teatral da casa noturna Madame (antiga Madame Satã que reabriu suas portas totalmente reformada e sob nova direção).

Este novo projeto da companhia, contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, é uma ode à cidade e seus personagens, confrontando – em um jogo de imagens sobrepostas – as contradições e fantasias da metrópole. Em São Paulo Surrealista o público confere o resultado da primeira fase desta pesquisa do Teatro do Incêndio.

Claudio Willer – escritor e poeta, cujos vínculos literários são com a criação mais rebelde e transgressiva, como aquela representada pelo surrealismo e geração beat – foi consultor da companhia para esse projeto. Willer também fará participação especial na estreia do espetáculo.

O espetáculo não conta, necessariamente, uma história. Para revelar a cidade real, nada é realista. Os textos são colagens emolduradas por imagens e figuras da metrópole, sejam elas reais ou distorcidas, tendo na música ao vivo um elemento essencial para traduzir sua pulsação. “Esta montagem propõe também que o público perceba a cidade pelos olhos de André Breton, um dos criadores do surrealismo, em um jogo que ressalta pontos turísticos, monumentos, terreiros, restaurantes e bordeis paulistanos”, explica o diretor Marcelo Marcus Fonseca. Mário de Andrade, Roberto Piva, Pagu, nativos, cidadãos comuns, ninfas e animais recebem o surrealista André Breton, observado por Antonin Artaud (dramaturgo francês, surrealista), para um mergulho na capital paulista, percorrendo Os Nove Círculos do Inferno de Dante Alighieri. Em cena, 25 atores em uma celebração musical da cidade com alusões ao cinema de Pier Paolo Pasolini e Frederico Fellini e textos escritos durante o processo pelo próprio grupo, com base na escrita automática característica do Surrealismo. Todas as canções foram compostas por Marcelo Fonseca e Wanderley Martins especialmente para o espetáculo, algumas delas “em parceria” com Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire. São Paulo Surrealista é um espetáculo que interage com o público, questionando a existência pela natureza histórica, política, sensual e caleidoscópica de uma cidade anárquica num delicado equilíbrio de contrários. O público é recebido com uma taça de vinho (quem quiser beber outras terá que comprá-las) e também pode degustar o absinto, mas oferecido pelos atores em conta gotas. O espetáculo ainda propicia a experiência surreal de ver uma escola de samba tocando peça de Heitor Villa-Lobos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: