A leitura dos meus poemas, ontem

O que mais eu teria a comentar sobre a sessão do ‘Menu de Poesia’ coordenado por Maria Alice de Vasconcelos, que consistiu em leituras de poemas meus por um elenco de convidados, precedidos por uma fala de Roberto Bicelli?

Repetir que juntar umas 60 pessoas no Centro Cultural em um feriadão chuvoso à noite, com uma enorme agenda de eventos na cidade, para ouvir e dizer poesia, é algo que aumenta a confiança nas chances da espécie humana.

E que a diversidade de interpretações, algumas muito precisas e sóbrias, outras quase adaptações ou dramatizações, recriando-me, transformou o conjunto dos poemas em caleidoscópio. Citei, ao abrir, “A poesia deve ser feita por todos, não por um” de Lautréamont. Foi o que aconteceu.

Os dois vídeos do final. O da Fábrica do Som, de 1983 – com o vídeo, entendi a causa da gritaria do público– é que Tadeu Jungle provocou ao abrir, chamou todos de alienados:

http://www.youtube.com/watch?v=Txk0R0ZTsvA

O outro, a cena em que fumo, acolhida com aplausos, está no final da entrevista para Pipol, em Cronópios.

http://www.youtube.com/watch?v=DXEPCNUjnN0

Faremos mais.

Em tempo (acrescentado mais tarde): fotos aparecem, em

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=481018281943898&set=a.481018205277239.107532.100001071903473&type=1&comment_id=14216345#!/media/set/?set=a.481018205277239.107532.100001071903473&type=1

haverá mais

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4 responses to this post.

  1. Querido mestre poeta, adoro poesia inconsciente, promessa, intensa, gritada. Sua poesia é como a sua presença: fluida, rica, cheia de sangue enfunando veias vivas. Gosto muito de te ouvir. Gosto muito de você! beijos

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  2. Posted by José Geraldo Neres on 26/01/2013 at 12:05

    temos que repetir isso muitas e muitas vezes. a palavra desdobrada, recriada: sua poesia nos devorando. a marcar nos ossos “vivemos estranhas experiências”: “nós somos o pântano e somos o labirinto” / MAIS UMA VEZ!

    salve grande mestre!

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  3. Tb me chamou a atenção o público numeroso num feriado com chuva. Sua poesia tirou as pessoas de casa, como sempre tirou a todos do comodismo e da letargia. Sua poesia instiga à vida! Isso é seu maior trunfo. Grata pelas inéditos que tive a honra de ler. Bj grande!

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  4. Posted by Maria Alice de Vasconcelos on 28/01/2013 at 23:44

    Era aniversário da cidade e no Centro Cultural São Paulo o Menu de Poesia homenageava o poeta Claudio Willer com um Recital poética dedicado a sua obra para um público de 65 pessoas, entre amigos, poetas e admiradores de sua criação literária. Foram quase duas degustando poesia da melhor qualidade e visceral. Ficou um gostinho de QUERO MAIS.

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