Beat e surrealismo: Língua Portuguesa e Ilustrada

Entrevista comigo sobre geração beat e temas correlatos na revista Língua Portuguesa, já nas bancas, a R$ 10,00. Também adquirida e distribuída por órgãos públicos, tem tiragem grande, de 150.000 exemplares.

Era para sair na revista literária Metáfora, que infelizmente acabou. Foi preparada por Marcos Gomes, jornalista experiente, que formulou perguntas precisas; por isso, minhas respostas são concisas – ou vice-versa, perguntas dele são concisas e minhas respostas precisas.

Não gosto de ser profeta através do bordão de que tudo pode piorar – mas, perguntado sobre crítica, observei que o problema não é a falta de críticos, porém de espaços – isso, antes do encerramento do suplemento Sabático e da revista Metáfora.

Língua Portuguesa tem pauta eclética. Estou na companhia de Marco Feliciano e do papa Francisco; ou melhor, do que disseram. Mas a beat teve mais destaque que o catolicismo e o evangelismo. Que assim seja, sempre.

Sábado passado, matéria de Ciro Pessoa na Folha Ilustrada sobre surrealismo no Brasil, com declarações minhas. Focaliza Rafael Sperling, prosador original (também na matéria recente no jornal Valor), Augusto Guimaraens Cavalcanti, de quem já tratei neste blog a propósito de Campos de Carvalho, e Demetrios Galvão, da Academia Onírica de Teresina. Está em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/107099-jovens-autores-se-enredam-por-um-novo-surrealismo.shtml

Texto foi, como sempre, bastante compactado. Ciro publicou em seu blog a entrevista da qual extraiu minhas declarações:

http://bloguedopessoa.tumblr.com/post/49778761909/surrealismo-e-literatura-brasileira-entrevista-com

Tema do surrealismo na literatura contemporânea brasileira crescerá, com os anunciados lançamentos de poemas de Fabrício Clemente (logo mais, em Goiânia) e Paulo Sposati Ortiz. E ainda haverá mais.

Anúncios

5 responses to this post.

  1. Posted by Franklin de Araújo Cordeiro on 07/05/2013 at 18:14

    A matéria do Ciro Pessoa ficou bem fraca. Parece faltar conhecimento mais aprofundado sobre o assunto (quando começa falando em “estética surrealista” eu já ligo o desconfiômetro no 220) e acaba patinando naquela coisa de associar surrealismo ao bizarro, ao excêntrico etc. Além disso, mais uma vez a imprensa focaliza elementos que não têm nada a ver com o surrealismo. É curioso, pois estou fazendo tese de doutorado sobre o tema e sempre que acesso revistas estrangeiras ligadas ao movimento internacional, encontro referências e participações de nomes que nunca são mencionados pela imprensa. Há uma defasagem séria aí, se não meros interesses mercadológicos ou de marketing pessoal envolvidos. Não sei não…

    Resposta

  2. Posted by Franklin de Araújo Cordeiro on 07/05/2013 at 18:20

    Sem querer ressuscitar aquela distinção proposta pelo Stefan Baciu, acredito que Sperling, Cavalcanti e Galvão talvez até sejam escritores originais, mas chamá-los surrealistas é um pouco hiperbólico… Quando muito poderíamos dizer que têm uma dicção “surrealizante”… Até mesmo pela ausência desses nomes em publicações e em livros de referência sobre o movimento internacional do surrealismo… Por que você não fala desses poetas e artistas visuais ligados ao movimento internacional, mesmo que alguns deles não tenham livros publicados (aliás, acompanho há anos sua trajetória intelectual e lembro-me que você tinha esse hábito de escrever sobre inéditos, mesmo na Cult)? É importante também que a crítica prepare o campo para a irrupção do novo no cenário editorial, caso contrário é sempre aquele jogo de cartas marcadas, marketing pessoal puro, quando não nepotismo (“filho de” ou “sobrinho de”, que é o caso em tela…), novidade velha…

    Resposta

  3. Mais um ‘alias’ no mundo digital… mandei e-mail querendo saber sobre essa tese, voltou, destinatário não existe – chequei no google, não há ‘Franklin de Arau8jo Cordeiro’ – mostre sua cara, polêmico comentarista

    Resposta

  4. Posted by Franklin de Araújo Cordeiro on 07/05/2013 at 19:50

    Faz o seguinte: antes de a pessoa comentar aqui, pede para ela apresentar o registro de identidade, mais ou menos como os chuís fazem…

    Resposta

  5. Posted by Diego Tardivo on 09/05/2013 at 17:13

    Gente, todas essas polêmicas não levam a nada. Que cada um faça seu trabalho sem interferir o trabalho de outrem e sem prejudicar ou ferir o próximo. Amem-se uns aos outros e levem a paz e o amor de Deus às pessoas. Esse deveria ser o objetivo máximo de cada um de nós, não ficar polemizando sobre bobagens.

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: