Censura judicial e na rede social, somadas

Trago a notícia publicada no Estadão de hoje. Sobre decisões judiciais que, ao invés de limitarem a censura no Facebook, reforçam-na. Eles querem mais. Acham que censura pouca é bobagem. Ou que liberdade de expressão tem que ser severamente vigiada. Aí vai:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/protestos-nas-redes-sociais-vao-parar-na-justica-19052013

Trata da proibição de um usuário do Facebook expressar-se, protestando – certamente com razão – contra um empreendimento imobiliário.

O que me parece mais grave: a decisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo. Uma instância superior, um colegiado, e não apenas algum juizão retrógrado. Estão institucionalizando a censura, apesar de expressamente proibida pela Constituição.

Já tratei aqui de censura judicial, proibição liminar da circulação de livros. Houve, também, inúmeras decisões proibindo jornalistas e jornais de mencionarem políticos – e ainda multando-os pesadamente: resultou, entre outros casos, em alguns jornalistas inadimplentes no Acre, de tão multados que foram por mexerem com Sarney e membros do clã. Também partiram para cima de blogs e do google.

E já tratei bastante de censura no Facebook, em várias postagens, formando dossiê.

Desta vez, com um tribunal interferindo em postagens no Facebook, é como se as duas modalidades convergissem, ou se somassem.

O arcaico contra o moderno. Quem ganhará a parada?

Mas, enquanto isso, qualquer hora dessas, é capaz de ainda quererem censurar este blog.

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