Desmatamento da Amazônia, segundo a FAPESP

Desta vez o alerta não é emitido pelo Greenpeace ou pelo World Wildlife Fund, mas pela FAPESP:

http://agencia.fapesp.br/17908

Merece leitura. Além das queimadas, registradas, há uma série de outras ameaças à diversidade: extração da madeira, caça e pesca.

Cito um trecho:

“A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou.

E os danos nas áreas alagadas e várzeas não são registrados por satélites, observa a matéria.

Para lideranças ruralistas, agitar esses tópicos não passa de conspiração, obedecendo a interesses internacionais visando a enfraquecer a agricultura brasileira. É o teor da manifestação daquela senadora, já comentada aqui:

https://claudiowiller.wordpress.com/2013/09/07/ruralistas-indios-e-teorias-conspiratorias/

Portanto, a agência paulista de fomento à pesquisa passa a fazer parte, junto com o CIMI, ambientalistas, antropólogos, FUNAI, do grupo dos inimigos do nosso crescimento econômico.

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4 responses to this post.

  1. Posted by maria das graças dos santos on 24/09/2013 at 10:47

    O tsunani dos capitais globais e nacionais passou antes pelo campo, subordinando o que encontrou pela frente: terras indigenas,ou de quilombolas, florestas amplametne derrubadas, o MTRT criminalizado, e lideranças, inclusive religiosas – que defendem comundiades locais e o meio ambiente, além de mudanças na legislação a respeito de uso de agrotoxicos , dos transgenicos e da mudança do Código florestal – assassinadas. Atualemtne, o Brasil é o maior consumidor de agrotxicos do mundo e o segundo maior produotr mundial de produtos transgenicos.(E. Maricato)

    Responder

  2. 2008. Naquele momento, o Presidente Lula e sua Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, manobravam agressivamente pela aprovação da Medida Provisória 422, também conhecida como “Medida da Grilagem”, que legalizava com total desfaçatez a apropriação fradulenta, e quase sempre violenta, das terras públicas na Amazônia por latifundiários e grandes interesses agronegociais. A ruidosa aterrissagem de Mangabeira Unger no governo, trazido de Harvard para vir dar legitimidade “científica” a essa política anti-ambientalista, foi o insulto final que forçou a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a deixar o cargo e, mais tarde, seu partido. A aprovação da MP pelo Senado deu-se em julho de 2008. (Veja p.ex. http://ppbr.in/KDz5n4 para um resumo dos fatos, nomes e outros links pertinentes.)

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