Livro de Domingos Pellegrini sobre Paulo Leminski

A seguir, os links através dos quais o livro pode ser baixado. Pellegrini – notoriamente um dos bons narradores contemporâneos brasileiros – perdeu a paciência e liberou o arquivo após autorização de publicação – pela Record – ser negada pelas herdeiras (Alice Ruiz? Estrela? Graça? que deplorável….! fora da minha lista de amizades no Facebook – fora das minhas referências bibliográficas! mesmo tratamento para todos os que controlam biografias com base nessa lei absurda!).

http://www.4shared.com/office/51s6IkpT/Passeando_por_Leminski_-_Domin.html

Passeando por Leminski – Domingos Pellegrini.doc www.4shared.com

Passeando por Leminski – Domingos Pellegrini.doc-4shared.com

https://docs.google.com/file/d/1JABSs7bj35dSbpkJbvDQic2zCXV6CA3_y1fmAhMG-spnQMCbkEpYOm2EEc_W/edit?usp=sharing

Mandaram-me links Celia Musili e Marcus Ribinski. Tornem-no viral, disseminem.

A mensagem de Pellegrini:

Olá, sou Domingos Pellegrini e, enviando o livro em anexo, Passeando por Paulo Leminski, espero contribuir para que o Brasil não seja o país das biografias chapa-branca.

    Em junho fui convidado pela Editora Nossa Cultura para escrever biografia de Leminski, de quem fui amigo. O editor me afirmou que fui escolhido de comum acordo por ele e pelas herdeiras de Leminski, com quem seriam divididos os direitos autorais e a quem os originais seriam submetidos.

    Inicialmente aceitei, honrado, mas logo me dei conta de que a tarefa me privaria de duas condições essenciais para uma escrita criativa condizente com Leminski, a paixão e a liberdade. Além disso, já havia uma biografia sua,  e eu teria ou de sugar informações dela ou buscar penosamente novas informações talvez não tão relevantes ou interessantes.  

    Assim, resolvi desistir da empreitada antes de assinar contrato – mas continuei a ter lembranças de Leminski, tantas que resolvi escrever  não exatamente uma biografia, mas uma mistura de minhas memórias com ele e necessárias observações críticas.  

    Escrevi em poucas semanas, apaixonado, e a Editora Record se interessou em publicar – desde que com autorização das herdeiras, pois, sem isso, toda editora brasileira hoje teme ter prejuízo com a publicação embargada judicialmente.

    Como as herdeiras negaram autorização, resolvi colocar o livro na internet, esperando honrar a memória e a obra de meu amigo.

    E desde já autorizo que o livro seja reproduzido e divulgado de qualquer forma.

    Grato!

EM TEMPO: (postado a 20/10): Vejam, ou melhor, leiam a observação do próprio Pellegrini ao final dos comentários a este post.

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8 responses to this post.

  1. Posted by Geraldo Gilson de Camargo on 17/10/2013 at 13:04

    Obrigado Cláudio , obrigado Pelegrinni. Valeu. Geraldo.

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  2. As relações dos artistas e autores com o público decididamente foram modificadas pelos meios digitais. Que bom ver um autor pular o muro das autorizações, fazendo valer seu direito à livre expressão, pondo abaixo biografias que se assemelham a discursos burocráticos diante dos túmulos com biografados sem vícios e sem defeitos. Isso vale para repensar toda cadeia de bens culturais, sujeita a editoras, indústrias fonográficas, empresas jornalísticas, além de herdeiros, claro. Quem não está atento à mudança, vai ficando para trás. Precisamos agora avançar em novos modos de remuneração pelo trabalho intelectual sem intermediários que ficam com a maior parte do lucro.

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  3. Posted by Daniela on 17/10/2013 at 13:20

    Lindo! Parabéns pela coragem e ousadia!

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  4. Nada de biografia chapa-branca! COmpartilhem as verdades que a família quer esconder!

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  5. Cláudio, te conheci quando morei em São Paulo, e depois, sempre atento a tua trajetória, fui comprovando que é um artista de visão, pautado pela ética, que nada mais é que boa conduta. Fico honrado de contar com teu apoio nesta luta pela liberdade! Viva Leminski! Viva a democracia. Diante disso tudo, meu amigo coçaria os bigodões, soltaria um de seus fundos suspiros e diria: – É isso aí, cara, contra estratégia oficial, táticas guerrilheiras! Abraço! Domingos Pellegrini

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  6. Domingos : BRAVOS!
    A proibição, vê-se, não é por grana, não só pelos herdeiros de Leminski e também pelos de Graciliano. Deve ser coqueluche. Como proibir-se biografia… Domingos era amigo do biografado, conhecia de perto, sabia de tudo; dos valores, das exceções, do jeito de olhar, do jeito de cuspir… Trazendo o Leminski obra e o Leminski pessoa. Pois é! Façam a biografia oficial, chapa branca: “Paulo Leminski era um cidadão brasileiro com feições de polonês, que fazia versos um tanto revolucionários…” Ah! Leminski vomitaria com aquele seu jeitão de sempre. Senhores HERDEIROS, acordem!…

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  7. Domingos Pelegrini de quem sou fã de longa data dá uma demonstração prática de caráter e coerência, que certamente teria sido aprovado pelo próprio Leminski!

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  8. muito bom, fessô!! Salve liberdade! vou ler a biografia de LEMINSKI. se bem que prefiro os poemas.

    Beijos!

    Lu

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