Lançamento de Manifestos: 1964-2010, Azougue 2013

É meu livro mais recente, que acabou de sair. Sessão de autógrafos será dia 04 de dezembro, quarta feira, das 19 às 21:30 h. Na Biblioteca Alceu Amoroso Lima da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, à Rua Henrique Schaumann 777, em Pinheiros – lugar onde já dei cursos, oficinas e palestras.

Venham. Agradeço divulgação.

Haverá apresentação do livro das 19:30 às 20:10, através de mesa composta pelos poetas Fabricio Clemente, autor da dissertação Estilhaços da visão: poesia e poética em Roberto Piva e Claudio Willer (USP, 2012), Paulo Sposati Ortiz, Roberto Bicelli e Sergio Cohn, que publicou. Tem 192 páginas e custa R$ 36,00.

Reúne os manifestos que acompanharam três dos meus livros de poesia, Anotações para um apocalipse (1964), Dias circulares (1976) e Jardins da provocação (1981), todos feitos por Massao Ohno. Ao relançar poemas, em 2004, não os incluí. Mas Sergio Cohn e outros leitores opinaram que deveriam voltar a circular. Adicionei um novo e inédito manifesto, uma extensa entrevista que Piva fez comigo em 1997 e um artigo, que vem como posfácio, de Floriano Martins.

Ah, sim – tudo isso também será comemoração da efeméride, o 02/12 – festejaremos.

T. S. Eliot, em Quatro quartetos, escreveu: “Dirás que estou repetindo / Alguma coisa que já dissera antes. Tornarei a dizê-lo” (em seguida, vem aquela esplêndida adaptação de San Juan de la Cruz). Nessa série de manifestos, repeti-me, disse as mesmas coisas – mas acrescentei outras. No primeiro, fiz conexão beat-surreal, citei Ginsberg e Breton. Em todos, antecipei uma revolução por novos poetas. Acho que acertei.

Trechos, que estão na quarta capa do livro:

Proclama-se, a toda hora, o “fim” e a “derrota” das vanguardas; fim do surrealismo (que sempre se recusou a ser confinado como vanguarda); fim da beat, fim da contracultura, derrota das rebeliões juvenis. Como isso é reacionário. (“Um quarto manifesto”, 2010)

É diante do policial e de todo este estado de coisas que ele encarna que eu e mais alguns nos colocamos decididamente a favor de tudo o que é marginal, subversivo e ameaçador para a ordem pública, e que foge à esquematização das formas de conduta e possibilidades de ser. (“Fronteiras e dimensões do grito”, 1964)

Há uma lacuna entre a produção de 22 e a imediatamente após, e o momento em que Roberto Piva começou a praticar estrepolias e malabarismos com a nossa linguagem, por volta de 1962. (“Posfácio-manifesto”, 1976)

Todas estas agitações, as leituras de poesias e outras manifestações, têm um valor em si, como formas de atuação política, sem prejuízo da nossa adesão e apoio às demais frentes libertárias. (“Viagens 6 – quase um manifesto”, 1981)

Anúncios

6 responses to this post.

  1. Posted by Lelia on 22/11/2013 at 13:17

    Boa iniciativa profo! Bjs

    Resposta

  2. Reserve um para mim, dia 04 é prova na Facu, mas teremos outras oportunidades, Beleza,

    Resposta

  3. boa. imperdível!!!

    Resposta

  4. Muito legal!!! Grande abraço

    Resposta

  5. Claudio Willer,
    olá,
    gostei de seu blog…
    parabéns,
    abraço
    Rodolfo Geiser

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: