A vitrine beat e alguns comentários

vitrine beat02Havia postado no Facebook a foto da entrada da Livraria Martins Fontes, onde será meu lançamento na quinta feira. Foi apreciada, teve curtições e compartilhamentos. Por isso, publico-a também aqui. De fato, é algo bonito de se ver.
Por volta de 1985, quando saíram as primeiras traduções brasileiras de Kerouac, Ginsberg, Burroughs, Corso e Ferlinghetti pela Brasiliense e L&PM, que também lançou a coletânea Alma Beat, alguns afirmaram que se tratava de modismo. Até mesmo, disseram, nostalgia da década de 1950. Estavam errados. Livrarias não exporiam se não houvesse leitores. Editores não os publicariam se não houvesse procura, mesmo com a simpatia de Ivan Pinheiro Machado da L&PM pelos beats, ou a identificação de Sergio Cohn da Azougue. Um indício: a reedição em pocket do manuscrito original de On the Road, leitura mais especializada.
Edições beat, que haviam hibernado por um tempo, retornaram com a reedição da minha tradução de Ginsberg em 1999; e logo em seguida, de On the Road, seguidas por uma extensa série de títulos. Outras editoras, além da L&PM e Azougue, acompanharam. Destacarem-se em um mercado tão ocupado por dramalhões de John Greene e historietas de vampiretos indica avanço cultural. É uma satisfação fazer parte disso, com um ensaio que pode servir como guia de leitura, fonte de informação adicional e, principalmente, de reflexão.

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