Do tempo em que havia boas políticas culturais públicas e municípios culturalmente ativos

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Digitalizei fotos de quando presidia a UBE, União Brasileira de Escritores. Esta, de um encontro de escritores realizado em Rio Claro, no ano de 2000; sessão com Lygia Fagundes Telles, no Centro Cultural dessa cidade – auditório grande, comporta centenas de pessoas. O encontro durou um fim de semana e teve várias sessões: Antonio Carlos Fester falou sobre literatura e direitos humanos, Beatriz Azevedo sobre poesia falada, entre outros. Prefeitura de Rio Claro, através de João Baptista Pimentel que dirigia o Centro Cultural, bancou tudo. Profissionalismo: pagaram cachê para todos, R$ 500,00, que corresponderiam a uns R$ 1.200,00 atuais. Como presidia a entidade, dei palestra mas declinei do meu. Fizemos outro encontro semelhante em 2004, em Dois Córregos; prefeitura local também compareceu, nos mesmos termos.
Hoje, temos festas literárias e outros eventos do mesmo teor. Adquiriram prestígio e atraíram patrocinadores particulares. Por outro lado, observo municipalidades que me informam que gostariam de receber escritores, promover palestras, mas não têm condições de pagar um cachê. É retrocesso. Algumas dessas municipalidades promovem shows e pagam cachês elevados: populismo, em alguns casos, corrupção.
Por isso, é bom guardar fotos. Tenho mais.

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