Mais sobre desmatamento e suas conseqüências evidentes

Após os 36 graus de ontem em São Paulo, com 16% de umidade do ar, clima de um deserto agravado por alta concentração de poluentes, volto a achar que minhas postagens sobre temas ambientais deveriam circular mais. Uma delas reproduziu boletim da UNESP, instituição neutra, relacionando seca no Sudeste com desmatamento da Amazônia. Aqui vai outro da UNESP, acabo de receber.
Uma notícia de hoje, terça dia 14, sobre a tardia e eleitoreira criação de novas reservas extrativistas na Amazônia, traz novamente que desmatamento na região cresceu 29% em 2013. Há devastação no entorno de Altamira, por causa da obra de Belo Monte, feita sem respeitar acordos ambientais e com índios. Por isso, reafirmo meu repúdio à candidata que sobe em palanque com Kátia “motosserra” Abreu, a líder ruralista que insiste na tese de que ambientalismo é conspiração estrangeira para enfraquecer nossa agricultura – essa faz que eu me sinta estrangeiro em minha terra.
Examinem:
Desmatamento eleva em 20% emissão de gás carbônico na atmosfera, revela pesquisador da Unesp
http://podcast.unesp.br/radiorelease-13102014-desmatamento-eleva-em-20-emissao-de-gas-carbonico-na-atmosfera-revela-pesquisador-da-unesp
As reservas – tardias, oportunistas, hipócritas:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/190526-governo-cria-3-unidades-de-conservacao-na-amazonia.shtml
Evidentemente, governo de São Paulo partilha responsabilidade. Faltou preservação da Serra da Mantiqueira, da qual a Cantareira é um ramo, entre outras providências. SABESP sabia, desde 2012 – levaram um ano até fazerem algo. Mas a seca, a poluição e o calor extemporâneo são nacionais, portanto federais. Observem, conforme a notícia, que até agora o índice de criação de reservas por Dilma foi zero, equivalente àquele do governo Geisel. E que foram criadas reservas no primeiro mandato de Lula, período no qual Marina Silva era ministra do Meio Ambiente – ou seja, até Lula ceder a empreiteiras e ala agressiva dos ruralistas, bancada da motosserra, despachando-a após reclamar que preservação de “uns bagres” retardava obras de usinas no Rio Madeira.

Anúncios

2 responses to this post.

  1. Me parece que este tema está sendo relegado ao segundo, terceiro, décimo quinto plano no debate eleitoral. As pessoas estão se esquecendo que isso é primordial, sem condições de vida na Terra, não vai dar para continuar as falácias populistas… Ainda bem que gente de peso como você, estão tentando chamar a atenção para isso. Devidamente compartilhado, na esperança que inspire mais gente a escrever e tomar atitudes com relação a isso. Obrigado, Willer!

    Resposta

  2. […] « Mais sobre desmatamento e suas conseqüências evidentes […]

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: