O resultado da repressão dos glutões pelos anoréxicos

Em tempo, acrescentado a 15/07: uma rodada a favor dos glutões. Suspensa a lei que proibe o ‘foie gras’, patê de fígado gordo de ganso, em São Paulo:

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/07/justica-suspende-lei-que-proibe-venda-de-foie-gras-em-sao-paulo.html

Matéria, esta da qual copio o link, tem observações corretas de ‘chefs’ sobre abates de animais muito piores e em escala muito maior que ninguém fiscaliza. Ainda não deu tempo, tenho estado muito ocupado, mas pretendo publicar extensa crônica de excessos alimentares e desvarios gastronômicos.

Subiu o consumo de produtos feitos de fígado gordo de ganso, conforme relatado na boa matéria do suplemento “paladar” de O Estado de S. Paulo:

http://blogs.estadao.com.br/paladar/a-procura-pelo-foie-gras-dispara-em-sao-paulo/

E continuará alta depois da previsível revogação dessa lei oportunista e inócua.

É o efeito paradoxal (na aparência) dos proibicionismos. Nunca se bebeu tanto como durante a Lei Seca.

Leiam atentamente. Matéria tem belas ilustrações, apetitosas. Destaco duas informações. Uma, este ‘box’ sobre os problemas reais que deveriam preocupar os defensores da boa causa da bioética e, principalmente, da alimentação saudável, pelo modo como são criados frangos, galinhas e porcos no Brasil:

http://blogs.estadao.com.br/paladar/vao-proibir-ovo-frango-e-porco/

Outra, que Califórnia e Chicago, citados como argumento pela fração totalitária dos vegetarianos, desistiram da proibição.

A propósito, em comentário no Facebook a meu post anterior, foi observado que animais sofrem, são “semiscientes”. Nesse caso, ostra eu posso continuar comendo? Mexilhão? Anoréxicos torcerão o nariz, farão cara de desgosto.

Voltarei ao assunto.

Em tempo: Faz anos que não como o patê. Nem a terrine, que me parece mais saborosa. Anteontem almocei no vegano da Pompéia, próximo à Heitor, o Alcaparra. Vou lá com frequência, mandioca frita deles é das melhores, entre outras boas coisas. Em compensação, hoje devorei o que vi pela frente no bufê do Viena no Cj. Nacional. Questão não é de preferências, mas de princípios – os mesmos que fizeram que eu me insurgisse contra a proibição da “marcha da maconha” embora não use (há muito tempo…), ou publicasse o poema de sodomia explícita de Ginsberg em resposta á homofobia, mesmo sendo hétero.

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