Colóquio Catástrofe, Pensamento e Ação em Goiânia, na UFG

CATÁSTROFES NÃO ABOLIRÃO O PENSAMENTO, NEM A POESIA:

CARTAZ

PROGRAMAÇÃO

É o 11º Colóquio de Filosofia e Literatura, regularmente organizado por Fábio Ferreira de Almeida, um intelectual ativo. Textos apresentados são depois publicados pela Edições Ricochete, de Céline Clement. Já participei duas vezes: uma delas, tratando de Lautréamont; a outra, de criação poética e algumas drogas.

Reproduzo imagens com a programação e cartaz do evento. Como podem ver, abro. Quando Fábio me comunicou o tema, ocorreu-me mais uma leitura de Bomb! de Gregory Corso – outras foram apreciadas (uso a boa tradução brasileira de Márcio Simões). Direi algo, antes. Mais em tom de crônica do que de comunicação acadêmica e respectivo ensaio, sobre as relações entre beats e catástrofes: ambientais, ameaça atômica, econômicas, e o cenário de Segunda Guerra Mundial no qual essa Geração Beat se constituiu. E também a relação de alguns de seus integrantes – Burroughs, Kerouac, Ginsberg – com o pensamento do autor de A decadência do Ocidente, Oswald Spengler, assimilando-o, porém seletivamente. Destacarei, outra vez, a capacidade de antecipação de Ginsberg. E, é claro, a radicalidade e o valor de Corso – o mais marginal dos beats importantes, que descobriu a poesia na cadeia.

O evento terá outros bons conferencistas: Carla Milani Damião, Mariza Wernek, Fernando Paixão, Goiamérico Felício, Eliane Robert Moraes. E Annie Le Brun, uma pensadora importante, especialista em surrealismo, que lançou ontem (24/05), aqui em São Paulo, O sentimento da catástrofe: entre o real e o imaginário (Iluminuras, tradução de Fábio Ferreira de Almeida, prefácio de Eliane Robert Moraes. Estou lendo. Foco ambientalista. Chernobyl e Fukushima são temas – no segundo desses episódios, o modo como foi normalizado. Annie reflete sobre a importância de respostas poéticas a catástrofes. E cita uma frase de André Breton, de 1948: “Este fim de mundo não é o nosso”.

Penso que tanto a idéia da resposta poética quanto a frase de Breton valem para o poema de Corso e para outros beats.

Divulguem. Informem. Estas catástrofes não são nossas – mas aguçarão nossa capacidade de reflexão.

2 responses to this post.

  1. Será ótimo e com um tema muito apropriado ao momento. Boa palestra!!

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  2. […] passada, dia 31/05, em Goiânia, na UFG, no Colóquio Pensamento, Catástrofe e Ação da UFG, https://claudiowiller.wordpress.com/2016/05/25/coloquio-catastrofe-pensamento-e-acao-em-goiania-na-u… Terminei lendo “Bomba” de Gregory Corso, e sugeri como epígrafe a frase de Breton “Este fim […]

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