Michele Morgan, Jean Grémillon, Jacques Prévert, surrealismo e cinema

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Aqui, Michèle Morgan, que acaba de falecer aos 96 anos, junto com Jean Gabin em ‘Remorques’ de Jean Grémillon, de 1941. Quando me chamarem para dar palestra sobre surrealismo e cinema, tratarei deste belo filme. Roteiro de Jacques Prévert. Assim como no anterior ‘Quai des brumes’ de Marcel Carné, de 1939, Prévert carrega nas tintas bretonianas, inspira-se em ‘L’amour fou’. Basta observar que o protagonista interpretado por Gabin – capitão de um rebocador, ‘remorque’, que resgata navios em perigo – se chama André e o filme se passa em Brest, na Bretanha. E isso foi criado por Prévert: ele refez um roteiro anterior, que não havia agradado a Grémillon.

Aliás, Carné foi realmente grande quando contou com Prévert, poeta extraordinário, como roteirista – também em ‘Les visiteurs du soir’ e no celebrado ‘Les enfants du paradis’. Tratarei disso quando etc.

As circunstâncias da realização de ‘Remorques’ – filmagens interrompidas pela guerra, em 1941 rodaram mais algumas cenas, foram montando o que era possível, do jeito como dava, meio clandestinamente – tornam o filme ainda mais surrealista, com seu desfecho abrupto. Grémillon, realizador de um filme sobre a Comuna de Paris, foi boicotado, parece-me, e deixou poucas obras. A recuperar.

O filme completo está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=UC7rKVRLuyc

(esta foto, em especial, me dá a impressão de situar-se em alguma praia em que estive ou constituir-se em cena que vivi)

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