“Em que creio eu”: a diversidade das crenças e descrenças

 

O livro é este: Em que creio eu, São Paulo: edições Terceira Via, Fonte editorial, 2017.

Trata-se de uma coletânea de depoimentos e crônicas organizada por Faustino Teixeira, especialista em misticismo, e Carlos Rodrigues Brandão, antropólogo. Reuniram 60 autores para tratar da questão. O gênero literário predominante é a crônica, mesclada de breves ensaios. Alguns – Alberto Pucheu, Frei Betto, Marco Lucchesi – preferiram contribuir com poemas. Só para exemplificar a diversidade, minha contribuição é precedida por textos de Carolina Ribeiro, psicóloga e estudiosa de ciências da religião, e Chico Pinheiro, apresentador na TV; e é seguida por aquelas de Clodomir Andrade, outro professor de ciências da religião, e Cristina Pereira, atriz. Talvez eu tenha entrado por conta do que escrevi sobre gnosticismos e anarquismos místicos, e suas relações com a poesia.

Livro prismático, caleidoscópico, adequado para circular nesses tempos de reaparecimento de sectarismos, pró ou contra. Fundamentalistas de umas ou outras espécies não apreciarão. Outros leitores encontrarão material para reflexão e – por que não? – fruição, entretenimento agradável.

De Faustino Teixeira também tenho a coletânea de ensaios No Limiar do Mistério: Mística e Religião, Paulinas: São Paulo, 2004 – recomendo.

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One response to this post.

  1. Obrigado, Claudio Willer, pelo seu carinho e atenção para com esse livro tão singular

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