Uma antiga resenha da minha tradução de Ginsberg

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Esta resenha da minha tradução de Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg, de autoria de Miriam Paglia Costa – guardada e copiada pelo especialista em beat Cassiano Scherner – saiu na revista Veja em agosto de 1984. Parte de uma excelente recepção: registros elogiosos também saíram em outros jornais e revistas. Pouco depois, entraria em lista de mais vendidos. Teve sucessivas reedições, desapareceu de cena por um tempo e voltou, em pocket e em formato normal a partir de 1999. Para minha satisfação, não deixou de ganhar novos leitores, desde então. Estimulou publicação dos meus ensaios sobre beat, inclusive em pocket da L&PM, e uma miríade de convites para apresentações.

Só posso ser agradecido a Ginsberg. Correspondência dele durante a tradução, copiei em pdf e pode ser acessada por aqui: https://claudiowiller.wordpress.com/2014/06/09/mais-paginas-de-cfartas-de-allen-ginsberg/

Reparem na lista de mais vendidos adjacente a essa matéria. Qualidade algo melhor: tinha Drummond, Adélia Prado, Umberto Eco, Loyola, Salinger, de permeio às trivialidades.

2 responses to this post.

  1. Posted by Cassiano Scherner on 08/08/2018 at 18:34

    Grato, Claudio Willer, pela menção! Esta resenha daí e mais a que analisa On the Road, ambas publicadas na mesma VEJA, ainda no mítico ano de 1984 (pelo menos para mim), foram a marca indelével daquele momento, em que eu, um relés estudante secundarista, morando então cidade mediana da Serra Gaúcha – Um lugar, começava a descobrir, através destes autores como Allen Ginsberg e Jack Kerouac, as ideas e também a literatura de um movimento em sintonia com aqueles tempos de efeversência (em que pese o fato de ter chegado ao grande público brasileiro de forma tardia) mas isto não importa e sim o fato de que era o novo em uma época em que o autoritarismo e sectarismo viviam seus estertores. E que por sinal, não perdeu em nada,sua atualidade. E aqui uma constatação…é um paradoxo com o momento atual, no qual, estas duas ações, estão ressurgindo, para minha, a sua e a perplexidade de quem mais viveu e ou não viveu aquela época, mas é radicalmente contra este tipo de sinal que simboliza o retrocesso e o medievalismo. Abração!

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