Archive for the ‘Notícias, Novidades e Agitações’ Category

Estarei lá, neste sarau

Na próxima terça feira, a partir das 20h30 h, iniciativa de meu amigo Benedito Bergamo e outros apreciadores da poesia. Estarei neste encontro, assim retornando à Praça Roosevelt, lerei e direi algo e trarei exemplares de A verdadeira história do século 20.

Também autografarei meu livro durante a palestra sobre Allen Ginsberg em Ribeirão Preto

A verdadeira história do século 20, meu livro mais recente de poesia, lançado ano passado:

O preço do exemplar é R$ 30,00.

A palestra será este sábado, às 11h00 no SESC de Ribeirão Preto, conforme as informações aqui:

https://claudiowiller.wordpress.com/2017/03/20/nova-palestra-allen-ginsberg-e-a-geracao-beat-em-ribeirao-preto/

Agradeço avisarem interessados. Até lá.

 

 

Nova palestra: Jack Kerouac e a Geração Beat, um guia de leitura

Quando: Na próxima quinta feira, 30 de março às 19h30 até as 21h30

Onde: EdLab – Editora Hedra: Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena – São Paulo – SP. Fone 11 3097-8304 / e-mail: edlab@hedra.com.br.

Inscrições: R$ 10,00

Informam os organizadores: O poeta, ensaísta e tradutor CLAUDIO WILLER retoma o ciclo de palestras sobre a Geração Beat desta vez para inaugurar um novo espaço de debates e produção literária: o Ed.Lab, na sede da Editora Hedra.

Veja também em https://www.facebook.com/events/404429646589624/ –

Meu comentário: Palestras anteriores sobre o tema – nas mostras de cinema beat em Brasilia, São Paulo e Rio de Janeiro – lotaram auditórios, a ponto de faltarem lugares e sobrar público. Por isso retomo, desta vez utilizando as confortáveis instalações do EdLab da editora Hedra e seus parceiros, cobrando um ingresso de R$ 10,00. Entendo que, a cada nova apresentação, é possível adicionar, refinar interpretações desse autor cada vez mais lido e estudado, assim desmentindo a crítica retrógrada que negava seu valor. Palestras anteriores estão disponíveis no YouTube – mas, convenhamos, ao vivo, podendo conversar, é mais confortável e interessante.

Kerouac fascina. Examinar sua obra é desvendar um universo. Explorou as possibilidades da expressão escrita através de narrativas memorialísticas e de auto-ficção, poemas, crônicas e outras modalidades. Interessa especialmente o que o criador do termo “Geração Beat” tem de paradoxal, ambivalente, contraditório. O modo como ficcionalizou sua biografia e ao mesmo tempo se inventou, transformando-se em personagem de si mesmo. A mitologia pessoal que criou. Por exemplo, a criação de On the Road: sim, ele escreveu o livro em três semanas; no entanto, três revisões subseqüentes foram por sua iniciativa, antes de entregá-lo à Viking Press; e, como atestam seus diários, já o vinha escrevendo desde 1948. Ele se pôs a viajar com Neal Cassady depois da decisão de fazer seu registro da Geração Beat.

Tomando o conjunto da obra de Kerouac e On the Road em especial, é possível propor roteiros de leitura e interpretações que adicionam sentido, recorrendo a uma ensaística que vem crescendo, atestando sua importância e atualidade. Examinarei a relação de On the Road e Visões de Cody, outra de suas obras primas; mostrarei como Doctor Sax é polifônico; interpretarei a flagrante contradição entre Vagabundos iluminados e Anjos da desolação. Principalmente, mostrarei como explorou topdas sua prosódia, na qual se combinam o apaixonado por jazz, o falante do dialeto joual (sua primeira língua) e o leitor de Shakespeare, Joyce, Dostoievski, Rimbaud e tantos outros

Nova palestra: Allen Ginsberg e a Geração Beat, em Ribeirão Preto

Onde: SESC de Ribeirão Preto, Rua Tibiriçá, 50 – Centro, 14010090 Ribeirão Preto. No Auditório. 202 lugares. Acesso livre.

Quando: Sábado, dia 25 de março, às 11 h.

Informam os organizadores:

Em março, o CLIP – Clube de leitura com interesse em poesia – tratará da gênese da Geração Beat e da contribuição literária de Ginsberg através de “Uivo”, “América”, “Sutra do Girassol” e tantos outros poemas. Ginsberg insistiu que a criminalização do uso de drogas fortalece o crime organizado, tomou a defesa da diversidade cultural e sexual – praticando-a intensamente. Receberá atenção também a religiosidade heterodoxa de Ginsberg, mostrando que misticismo não é sinônimo de alheamento e abstenção.
Claudio Willer é poeta, tradutor, ensaísta e fez pós-doutorado em Letras pela USP.

Venham. Avisem interessados. Problema não será a falta de assunto. Trarei exemplares do meu livro de poesia A verdadeira história do século 20. Obrigado!

EM TEMPO: Reproduzo aqui também as gravações no YouTube das minhas palestras sobre Jack Kerouac e a Geração Beat, nas mostras de cinema beat no CCBB, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sobrou público, mesmo com auditórios grandes:

Em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=i4pedYkXQcg&feature=share

No Rio de Janeiro: https://www.youtube.com/watch?v=uEQYTk0SPR4&feature=share

Haverá sessão extra do curso de xamanismo e poesia

Nem todos conseguiram chegar na quarta feira passada, dia 15, por causa das manifestações – estava até considerando cancelar, mas surpreendeu-me o número dos que acabaram vindo. Por isso, cabe reposição ou complementação. Faremos sessão extra. E prosseguiremos nesta quarta feira, no mesmo local e mesma hora: às 19h30 em O lugar da Companhia Corpos Nômades, Rua Augusta 325.

Como cada sessão vale como conferência autônoma, interessados que ainda não se inscreveram poderão vir, nas condições estabelecidas (Valor do ingresso: R$ 30,00 por aula, com direito à meia entrada para as categorias que têm direito à meia entrada, além de participantes de outros cursos e atividades dos Corpos Nômades, xamãs, poetas surrealistas e quem comprar para os 3 dias. Mais informações em https://claudiowiller.wordpress.com/2017/02/22/poesia-e-xamanismo-um-novo-curso/ )

Terão direito a resumos das sessões precedentes. Aqui, o resumo da primeira sessão: https://claudiowiller.wordpress.com/2017/03/09/curso-de-poesia-e-xamanismo-uma-sinopse-da-primeira-aula/

Sinopse da sessão passada, a segunda, eu enviei diretamente para a lista de e-mails dos participantes. Exibo capas de livros e imagens relacionadas ao que examinarei na próxima quarta feira. Pretendo retomar o exame dessa constatação perturbadora, das equivalências do xamanismo relacionadas a cosmogonias divergentes, e propor – baseando-me em McClure – uma interpretação biológica dessas paranormalidades, dessas incríveis façanhas xamânicas – entre outros tópicos de interesse.

CURSO DE POESIA E XAMANISMO: UMA SINOPSE DA PRIMEIRA AULA

Tivemos um bom público, visivelmente interessado. Quem mão conseguiu vir, mas quiser comparecer à próxima sessão, pode, na forma prevista neste informe: https://claudiowiller.wordpress.com/2017/02/22/poesia-e-xamanismo-um-novo-curso/

Esta sinopse, como faremos para que chegue aos participantes? Grupo de e-mails? Grupo de Facebook? Coletar os e-mails? (acho que perdi meus enso de organização em algum lugar no trajeto entre a Av. Paulista e o teatro de Corpos Nômades)

Comecei pelo final, invertendo a sequência que adotei em minha palestra de julho de 2016.

  1. Abri com trecho do vídeo de Michael McClure rugindo para leões; li seu relato de experiência semelhante, conversar com animais, leões marinhos.
  2. Xamanismo e sua relação com a poesia segundo Jerome Rothenberg em Etnopoética do milênio
  3. A contribuição de Viveiros de Castro em Metafísicas canibais; o ataque à separação aristotélica, cartesiana e cientificista de sujeito e objeto (disse algo do que penso sobre behaviorismo e cientificismo em estudos literários) (também disse algo sobre mitos da criação do mundo, confrontando Gênesis, tão simples, com a exuberância do Popol Vuh)
  4. Poemas que podem ser lidos como xamânicos, valendo-nos da contribuição de Viveiros de Castro: “Versos dourados” de Gérard de Nerval. Voltarei a tratar de Nerval,a propósito de viagens órficas. “O céu jamais me dê a tentação funesta / de adormecer ao léu, na lomba da floresta” etc (que Roberto Piva declamava quando o conheci) em Invenção de Orfeu de Jorge de Lima.
  5. A distinção de Michel Riffaterre, o semiótico inteligente, entre delírio e alucinação em “Estilística estrutural”. Aplica-se a poemas que designei como xamânicos (ressalvando que no âmbito do xamanismo também há delírio, visões, sonhos e o restante).
  6. Enunciados xamânicos:
    1. “Eu sou um outro” de Nerval; os duplos românticos
    2. “O Eu é um outro” de Rimbaud – a vidência comentada por Rothenberg. Quem é este “outro” em Rimbaud? O bárbaro, o selvagem, conforme a declaração de princípios em “Mau sangue” de Uma temporada no inferno.
    3. O “índio interior” em Invenção de Orfeu de Jorge de Lima: um duplo. Minha leitura delirante de Jorge de Lima, enxergando xamanismo em toda a sua poesia – justifiquei com informação biográfica (e mais um ataque ao “recorte” cientificista de autor e obra)
    4. Os múltiplos “eus” em Michael McClure. O mamífero. “quando um homem não admite que é um animal, ele é menos que um animal”, etc.
  7. A múltipla percepção de animais e humanos, novamente conforme Viveiros de Castro – o morto humano no animal, a presa do animal no humano. Animais na literatura: quando são xamânicos?
    1. O Bestiário ou cortejo de Orfeu de Apollinaire, comparei o tratamento dado ao leão e ao polvo.
    2. A diferença entre a pantera de Rilke e o tigre de Blake, em dois poemas antológicos. A natureza sagrada em Blake, o “grande mamífero” segundo McClure.
    3. Mais animais xamânicos na poesia: a série de “cavalo em chamas” de Jorge de Lima. Remete a Lautréamont, o mais zoófilo dos escritores – comentei. Ou seria Guimarães Rosa o mais zoófilo? – observei que Guimarães Rosa é tão grande que não cabe neste curso.
    4. Herberto Helder: “espaço do leopardo”, “máscara”, “leopardo e leão”, “o idioma bárbaro”, “Estrelas africanas” “paisagem”.
    5. Os animais banidos ou submetidos nos grandes monoteísmos e no cartesianismo (mencionei M. E. Maciel, Literatura e animalidade).
    6. Li trecho de Oswald Spengler sobre deuses, cultos arcaicos e animais. Voltarei ao assunto, citarei Alain Danielou
  8. O xamanismo e o poeta performático segundo Rothenberg –O trickster, a “gargalhada de Deus”; o coiote em Gary Snyder. Artaud, nesse sentido – e em outros – foi intensamente xamânico. Mas Jorge de Lima foi performático? Não. Contudo tratou disso: o “claune”, o “triste palhaço”. Dois poemas que podem ser lidos como reconstituição de cenas xamânicas: “O grande circo místico” e “Exu comeu tarobá”.
  9. Ainda trocamos algumas idéias e informações sobre alucinógenos no xamanismo. Esbocei minha interpretação, mas voltaremos ao assunto.
  10. PRÓXIMA SESSÃO: voltarei a “tricksters”, brincalhões e travessos no xamanismo, pois acho que não examinei isso suficientemente. Há mais correlatos poéticos. E passarei a tratar de iniciação; especialmente, de catabases, viagens ao mundo dos mortos, e de Orfeu – “xamã exemplar” segundo Raymond Christinger.

UMA NOVA OFICINA LITERÁRIA EM UM NOVO FORMATO DE OFICINA LITERÁRIA

Como ainda há vagas, reapresento. Agradeço retransmissão e demais modos de divulgação.

Informam os organizadores:

A CRIAÇÃO POÉTICA, laboratório com Claudio Willer.

QUANDO: De 21 de março a 15 de junho de 2017, toda terça feira, das 20h às 22h. Portanto, três meses, algo próximo à nossa ideia de uma oficina permanente.

INSCRIÇÕES: EdLab, Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena, fone 11 3097-8304, e-mail edlab@hedra.com.br.

INVESTIMENTO: R$ 500 mensais.

PROCEDIMENTO: Oficinas literárias são um trabalho coletivo. Seu coordenador não é neutro: intervém, avalia, sugere, recomenda leituras. Contudo, não deve impor seus valores e referencial poético. Além de um módulo expositivo e de exercícios de criação, textos escolhidos de autoria dos participantes serão examinados, discutidos e avaliados. Haverá, portanto, um trabalho centrado na produção da própria oficina. É importante que os inscritos tragam textos de sua autoria.

PUBLICAÇÃO DOS PARTICIPANTES: Ao concluírem a oficina, autores – selecionados por uma comissão que incluirá o coordenador da oficina, mais o coordenador do EdLab Vanderley Mendonça e um especialista convidado – terão a oportunidade de assinar um contrato e ter sua obra publicada pelas editoras que compõem o Ed.Lab. Terão à disposição profissionais de editoração, revisão e design gráfico para a conclusão do livro. A publicação não acarretará taxas adicionais. Será possível realizar um dos meus chavões prediletos em oficinas, quando textos me agradam: “Você está autorizado a publicar” ou “Vá procurar um editor”. O “imprimatur”, desta vez para valer – e com a participação dos ofocineiros.

CONTEÚDO: A oficina terá dois módulos, correspondentes a blocos temáticos: FORMAÇÃO: transmitindo conteúdos 1. Valores poéticos: o que permite que um texto literário seja considerado “bom”? 2. A imagem poética; 3. Poesia e prosa; a poesia na prosa; CRIAÇÃO: com avaliação de textos dos participantes, rodas de leitura e exercícios. Em acréscimo, tratará de leitura, entendida como expressão oral, em voz alta, e como interpretação, percepção de sentidos em um texto; Identidades literárias, afinidades dos participantes com diferentes vertentes, dicções, estilos e modos de escrever; A poesia e o poético; literatura e vida; poesia, linguagem e realidade.

O Ed.Lab é uma parceria da Editora Hedra com o Selo Demônio Negro e a Rizo Tropical, que criaram um laboratório para produção e publicação de projetos desenvolvidos, coletivamente nas oficinas, tanto em plataformas digitais (distribuídos pela Amazon) quanto em papel, distribuídos na rede de livrarias que atendem a editora Hedra. O ambiente do Ed.Lab é o “coworking” da Hedra, espaço perfeito para compartilhar experiências.

Foi criado o respectivo evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1440160219367323/ Facilitará acesso e inscrição.

Muitos já experimentaram saltos de qualidade, aquisição de estilo e mudanças na percepção de seus textos em oficinas comigo. Publicaram, alguns foram reconhecidos, até premiados. Isso se repetirá.