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Uma antiga resenha da minha tradução de Ginsberg

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Esta resenha da minha tradução de Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg, de autoria de Miriam Paglia Costa – guardada e copiada pelo especialista em beat Cassiano Scherner – saiu na revista Veja em agosto de 1984. Parte de uma excelente recepção: registros elogiosos também saíram em outros jornais e revistas. Pouco depois, entraria em lista de mais vendidos. Teve sucessivas reedições, desapareceu de cena por um tempo e voltou, em pocket e em formato normal a partir de 1999. Para minha satisfação, não deixou de ganhar novos leitores, desde então. Estimulou publicação dos meus ensaios sobre beat, inclusive em pocket da L&PM, e uma miríade de convites para apresentações.

Só posso ser agradecido a Ginsberg. Correspondência dele durante a tradução, copiei em pdf e pode ser acessada por aqui: https://claudiowiller.wordpress.com/2014/06/09/mais-paginas-de-cfartas-de-allen-ginsberg/

Reparem na lista de mais vendidos adjacente a essa matéria. Qualidade algo melhor: tinha Drummond, Adélia Prado, Umberto Eco, Loyola, Salinger, de permeio às trivialidades.

POESIA E XAMANISMO NO COLÓQUIO DE ESTÉTICA INDÍGENA DA FAFIL / UFG EM GOIÂNIA

Estetica indígena

Falo dia 2 de agosto, quinta feira, a partir das 19 h, na Galeria da FAV. Minha palestra será complementada por uma fogueira, peixe, tapioca, tacacá e sucos. Programação saborosa. Se pudesse, assistiria aos três dias desse colóquio da Universidade Federal de Goiás, para aprender mais sobre tópicos que me interessam vivamente. Vejam, a seguir, o extenso cardápio. Mais informações em http://www.filosofia.ufg.br/n/105796-iii-coloquio-de-estetica-da-fafil-ufg-estetica-indigena-programacao-completa:

ESTÉTICA INDÍGENA
III Colóquio de Estética da FAFIL/UFG
2 a 4 de agosto de 2018
Locais: Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena (NTFSI), Cine UFG, Prédio de Humanidades (Auditório e salas), Galeria da FAV.

Dia 02/08:   Local: Auditório do Prédio das Humanidades 8:15 – Abertura oficial do evento 8:30 – Conferência: As artes indígenas: referentes sociais e cosmológicos, Lúcia Hussak van (Pesquisadora Titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, vinculada ao Museu Paraense Emilio Goeldi)  Mediação – Carla Milani Damião (UFG) 09:00 – 10:00– Mesa redonda I: Expressões estéticas, Maria Luiza Rodrigues de Souza: (FSCUFG), Néle Azevedo (UNESP) e Kássia Oliveira Borges (UFAM).  Mediação – Samuel Gilbert de Jesus (FAV-UFG) 10:15 – 12:45 – Mesa redonda II: Relato sobre a produção do documentário A cultura do beijú – Povo Waura, Amatu Waura (EI-UFG) e Mauricio Kamayura (EI-UFG), Imagem e sonho: o diálogo da Claudia Andujar com os Yanomami, Raquel Imanishi Rodrigues (UnB)  Mediação – Rodrigo Cássio Oliveira (UFG)  12:45– 14:00 – Almoço  14:00 – 16:30 – Mesa redonda III: Imagens ameríndias, outro paradigma para pensar a arte, Rachel Costa (IFAC-UFOP), Auto-definições literárias, Tarsila Couto (FL-UFG) e Estética Boe-Bororo: o rito funeral como afirmação da vida, Alice Lino Lecci (UFMT).   Mediação – Luciana de Oliveira Dias (FL-UFG)  16:30 – 17:00 – Pausa

Local: Galeria da FAV: 17:00 – 18:30 – Conferência-conversa com Edgard Franco (FAV-UFG) – Arte, Hipertecnologia & Tecnoxamanismo: Processos criativos artísticos com Ciberpajelanças

19:00 – 21h – Abertura da exposição na FAV Performance Branco pureza sobre terra vermelha, Rubens Pillegi  Leitura de Cláudio Willer: Poesia e xamanismo Confraternização (fogueira, peixe, tapioca, tacacá e sucos)

Dia 03/08:  Local: Prédio das Humanidades

8:00 – 9:30 – Comunicações (Sala de defesas do PPGFIL) Coordenação: Lorraynne Bezerra Freitas 8:00 – 8:30 – As máscaras de Tawã e Iraxão: os artefatos encantados entre os Tapirapé – Vandimar Marques Damas

8:30 – 9:00 – Os Apyãwa e as imagens audiovisuais – Paula G. Viana dos Reis (UFMG) 9:00 – 9:30 – O nome vermelho de Yosano Akiko – Herick Martins Schaiblich (Graduação/UFG)

9:30 – 10:00 – Pausa  Coordenação: Bergkamp Pereira Magalhães

10:00 – 10:30 – Os donos do Brasil – João Lourenço Borges Neto (UFG)

10:30 – 11:00 – Vestires indígenas: reflexões iniciais sobre uma história da indumentária no Brasil – Rita Morais de Andrade (UFG)

11:00 – 11:30 – O rigoroso olhar índio: sobre “o quem das coisas” – Mariana Andrade (UFG)

11:30 – 12:00 – A estética da resistência e memória utópica em três filmes sobre o pós-maio de 68 – Rita Márcia Magalhães Furtado (UFG)

8:00 – 9:30 – Comunicações (Sala de defesas da FCS I) Coordenação: Kéllen A. Nascimento Ribeiro 8:00 – 8:30 – Filosofia com cinema – Rafael Fernandes (Unicamp/Fapesp)

8:30 – 9:00 – Imagens do pensamento selvagem: estética e cosmopolítica entre povos nômades da floresta – Francisco Augusto Canal Freitas

9:00 – 9:30 – Estética tropical. Objetos e ontologias culturais não-ocidentais (uma introdução) – Márcia Aurélio Baldissera

9:30 – 10:00 – Pausa Coordenação: Rámon Pereira Ataíde  10:00 – 10:30 – A escrita como cena substitutiva da pólis: memória, silêncio e testemunho em Salinas Fortes – Gilmário Guerreiro da Costa (UFG)

10:30 – 11:00 – “Que tipo de conceito é arte?”: a dissolução do problema da definição em Morris Weitz – Fernanda Azevedo Silva (UFG)

11:00 – 11:30 – Naveguei de Londres à Pérsia: devaneios errantes e flâneuses na obra de Annemarie Schwarzenbach e Virginia Woolf -Vrndavana Vilasine Laune Correia (UnB)

11:30 – 12:00 – O corpo como “texto-vivo”: uma leitura merleau-pontiana da obra Mulheres de Cinzas: as areias do Imperador, de Mia Couto – Iracy Ferreira dos Santos Júnior (UFOP)

8:00 – 9:30 – Comunicações (Sala de defesas da FCS II) Coordenação: Hugor Henrique Afonso Dias 8:00 – 8:30 – Quilombismo, descolonização e psicologia colonial: uma abordagem do pensamento negro de Abdias do Nascimento e Frantz Fanon – André Luiz de Souza Filgueira (PUC-Go/UnB

8:30 – 9:00 – A influência indígena na formação cultural do povo do sudoeste goiano – Eduardo Ferraz Franco (UFG)

9:00 – 9:30 – A arte rupestre no cotidiano: percepções estéticas da comunidade de Serranópolis – Goiás – Pollyanna de Oliveira Brito Melo (UFG)

9:30 – 10:00 – Pausa

Coordenação: Guilherme Bruno Giani 10:00 – 10:30 – O que não vemos, O que nos olha: Regimes do Visível nas Pinturas Anacé. Hércules Gomes de Lima (UFG) 10:30 – 11:00 – Grafismo indígena gavião: a pintura como elemento feminino – Ana Paula de Souza Fernandes (Univ. Federal do Sudeste do Pará)

11:00 – 11:30 – Música Timbira – Veronica Aldé

11:30-13:30 – Almoço

13:30-15:00 – Espaço de oficinas de criação com indígenas (Local: Núcleo TAHINAHAKY) 15:00 – 16:30 – Mesa IV – Pensamento em busca de raízes, Leca Kangussu (UFOP), Artes visuais, escritas de vida e decolonialidade, Manoela A. Afonso (FAV-UFG), Mirna Anaquiri Kambeba Omágua (FAV-UFG)  16:30 – 17:00 – Pausa  17:00 – 18:30 – Mesa redonda V – Autoria e expressões estéticas/artísticas indígenas em experiências pedagógicas interculturais, André Marques do Nascimento (EI-UFG), Lorena Dall’ara Guimarães (EI-UFG) e Arthur Bispo de Oliveira/Ricardo Kutokre Canela (EI-UFG).  Mediação – Carmelita Brito Felício (UFG/PPGFIL)

 

 

Dia 04/08: Programação: Fabiana Assis (PPGACV) e Benedito Ferreira Local: Cine-UFG (Auditório da FL)  8:30 – 10:00 – Itão kuegü: as hiper mulheres (2011) de Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette (1h20) 10:00-10:30 – Pausa  10:30 – 12:30 – Corumbiara (2009) de Vincent Carelli (1h57) 12:30-14:00 – Almoço  14:00 – 16:00 – Cultura do Beiju – Povo Waura (2017) de professores e alunos do Núcleo de Formação Superior Indígena Takinahaky (00:42) e apresentação de produção áudio visual dos alunos indígenas (00:20) 16:00 – 16:20 – Pausa  16:30 – 17:45 – Taego Ãwa (2017) de Henrique Borela e Marcela Borela (1:15) 17:50 – 18:30 – Lançamento do documentário ITO (2017) de Takumã Kuikuro (00:22)   18:30 – 20:00 – Mesa VI – com convidados cineastas Takumã Kuikuro, Henrique Borela e Marcela Borela.

 

UM LANÇAMENTO MEMORÁVEL

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De Malu Alves, João Paulo Mognon, José Antonio Gonçalves, Luis Perdiz, Roberto Casarini, coleção Vozes Contemporâneas, na Casa Plana, Na sexta feira passada. Resultado da oficina comigo, iniciativa de Vanderley Mendonça. Parabéns aos poetas, em primeira instância. Faremos mais oficinas e lançamentos assim.

Em tempo: as fotos (ótimas) são de Keila Carvalho.

O LANÇAMENTO DE VOZES CONTEMPORÂNEAS, RELACIONADO À OFICINA COMIGO

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Finalmente, uma oficina de criação poética que resultou na subsequente publicação dos participantes. São os livros de Luiz Perdiz, João Mognon, Malu Alves, João Antonio Gonçalves e Roberto Casarini, tão aprimoradamente preparados por Vanderlei Mendonça da Demônio Negro, em parceria com a Hedra de Jorge Sallum, constituindo o Ed.Lab.

Onde: À Rua Fradique Coutinho 1.139 (Vila Madalena, notoriamente), neste novo espaço cultural, a Casa Plana, constituído por um “pool” de editoras.

Quando: Dia 13 de julho, sexta feira, a partir das 19 h.

Esta foi a oficina que fizemos ano passado:

“A criação poética”, oficina de criação literária, EdLab / editoras Hedra e Demônio Negro, 12 sessões, duração de três meses, visando a publicação de obras dos participantes, totalizando 24 horas/aula, São Paulo, 4 de abril a 20 de junho de 2017;

Alguns dos originais desses autores já estavam quase prontos ou parcialmente definidos e a passagem pela oficina apenas resultou em ajustes. Outros tiveram o que denomino de “efeito oficina”, transformações, mudanças significativas da escrita. Como observo em nota para essas edições, o trabalho foi coletivo; o talento é deles.

Há um evento no Facebook. Ajudem a disseminar: https://www.facebook.com/events/1598169273638996/

O novo espaço foi aqui noticiado:

https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,criador-da-hedra-jorge-sallum-vira-socio-de-quatro-editoras-e-abre-livraria-com-a-plana,70002334180

Daremos mais notícias. Anunciaremos novas oficinas.

LEMBRANDO DORA FERREIRA DA SILVA

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Conheci Dora e Vicente Ferreira da Silva em 1960 – através de Roberto Piva, é claro. Publiquei em Diálogos, a extraordinária revista que ambos, Vicente e Dora, faziam. Estreei – pela primeira vez, poemas meus saíram impressos. Frequentei a casa à Rua José Clemente – a última vez, dando um curso de surrealismo em fevereiro de 2004, na Associação Cavalo Azul, então conduzida por Dora e Rodrigo Petrônio. A mesa de que participarei será uma ocasião para perguntar porque ela não é mais frequentemente citada como um dos grandes nomes da poesia brasileira do século 20. Reli – é incrível, simples e complexa, transparente e impenetrável ao mesmo tempo. Releitura deixa-me estonteado.

Sessão sobre Dora será domingo, dia 8 de julho. Combinar com Marcelo Tápia e demais dirigentes da Casa das Rosas de alugar um quartinho e instalar-me lá por alguns dias. É que nos três dias precedentes, 5, 6 e 7, haverá sessões evocando Boris Schnaiderman, outro intelectual e personagem extraordinário. Abre com palestra por Jerusa Pires Ferreira. Vejam: http://casadasrosas.org.br/agenda/1501-boris-schnaiderman-alm-das-tradues

Falar sobre Hilda Hilst

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O SESC promove o ciclo “Presença de Hilda Hilst”, como atividade preparatória ou complementar da FLIP dedicada à autora de Da morte. Odes mínimas e tantas outras obras relevantes.

ONDE: Centro de Pesquisa e Formação do SESC, Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar, Bela Vista SAO PAULO | CEP: 01313-020

QUANDO: Dia 20 de junho (fará frio), quarta-feira, das 19h30 às 21h30.

O QUE HAVERÁ: Mesa tratando de ‘A sensibilidade mística’ (de Hilda, é claro). Com Claudio Willer e Rodrigo Petronio. Mediação: Luciana Araujo Marques.

Informa o SESC:

Hilda de Almeida Prado Hilst (1930-2004) está cada vez mais presente – poeta vivo não faz mesmo sucesso, como repetia com seu jeito de dizer coisas graves com riso.

Se teve pouca circulação quando estava viva, virou nos últimos anos praticamente fenômeno nas redes sociais com a mesma obra que sempre exigiu esforço e entrega, páginas que enfrentam temas complexos como o amor, o sexo, a morte, Deus, a finitude das coisas e a transcendência da alma.

Seus leitores estão aqui, neste ciclo que resulta de uma parceria Flip – Sesc por meio de seu Centro de Pesquisa e Formação,  para discutir sob múltiplos ângulos a Autora Homenageada em 2018.

Com Alcir PécoraBeatriz Azevedo, Joselia Aguiar, Carola Saavedra, Italo Moriconi, Alice Sant´Anna, Antônio Carlos SecchinEliane Robert MoraesMirna QueirozClaudio Willer, Rodrigo Petronio, Luciana Araujo MarquesHumberto WerneckMariana Ianelli, Luis Henrique Pellanda, Cristiano Diniz, Marina Costin FuserLuis Henrique PellandaBeatriz Azevedo, Donizeti MazonasZeca Baleiro, Mariana Paiva, Juliana CaldasLuisa Destri e Marcos Visnadi.

A programação completa, com todas as mesas, aqui:

http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/presenca-de-hilda-hilst

Sugiro a interessados que não se impressionem com o “esgotado” que costa nesse programa. Sempre tem gente que se inscreve e não aparece. Ou então, que telefonem para saber como está.

 

 

OS LANÇAMENTOS DE POESIA DO ED.LAB, RELACIONADOS À OFICINA COMIGO

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Na ilustração, os livros de Luiz Perdiz, João Mognon, Malu Alves, João Antonio Gonçalves e Roberto Casarini, tão bem preparados por Vanderley Mendonça da Demônio Negro, em parceria com a Hedra de Jorge Sallum, constituindo o Ed.Lab.

Seria pretensão minha declará-los resultado da oficina que fizemos ano passado. Esta:

“A criação poética”, oficina de criação literária, EdLab / editoras Hedra e Demônio Negro, 12 sessões, duração de três meses, visando a publicação de obras dos participantes, totalizando 24 horas/aula, São Paulo, 4 de abril a 20 de junho de 2017;

No meu blog: https://claudiowiller.wordpress.com/tag/oficinas-literarias/ – – mas a data acabou sendo a partir de abril, e não de março.

Alguns dos originais já estavam quase prontos ou parcialmente definidos, a passagem pela oficina apenas resultou em ajustes. Outros tiveram o que denomino de “efeito oficina”, transformações, mudanças significativas da escrita. Como eu observo em nota para essas edições, o trabalho foi coletivo; o talento é deles.

Todos poderão conferir. Serão lançados dia 6 de julho, sexta feira, neste novo espaço cultural constituído por um “pool” de editoras, além de sede da Hedra e Demônio Negro, aqui noticiado:

https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,criador-da-hedra-jorge-sallum-vira-socio-de-quatro-editoras-e-abre-livraria-com-a-plana,70002334180

À Rua Fradique Coutinho 1.139. Antes, os livros já circularão e poderão ser vistos, folheados e adquiridos. Daremos mais notícias.