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A ENTREVISTA

Vídeo teve 711 visualizações em 48 horas. Por isso, justifica-se, penso, divulgar neste blog.

Este:

No ciclo ‘Segundas intenções’ promovido pela Biblioteca de São Paulo. Entrevistas pelo crítico literário Manuel da Costa Pinto. Reparem como ele efetivamente lê seus entrevistados, separou trechos de poemas inclusive, para fazer as perguntas. Criação poética + episódios engraçados – alguns, pois sou discretíssimo.

O foco central da entrevista, é claro, meu novo livro, Dias ácidos, noites lisérgicas. Onde encontrar? Principalmente na livraria virtual do meu editor, Córrego. Aqui:

http://www.editoracorrego.com.br/produto/469080/dias-acidos-noites-lisergicas-de-claudio-willer?fbclid=IwAR0_W0UX0EdZG5WJCDOEeQ5d7s3vDKD2kD9uMWU5DfZUO2tJfoGNy7a70-4

Honesto e confiável. Superem sua fobia por compras on line. No futuro, será apenas assim, do modo como vão as coisas. Aliás, na entrevista relato o episódio que me fez optar definitivamente pelo circuito alternativo.

Ah, sim – sobre este blog: tenho 429 seguidores. Ótimo. Mas QUERO MAIS. Acompanhem-me.

Próxima apresentação, em “Segundas intenções”

Será no sábado que vem, dia 27 de abril, das 11 às 13 h, na Biblioteca São Paulo (aquela no Parque da Juventude, ex.Carandiru). Conversarei com o ativo crítico literário Manuel da Costa Pinto. Certamente, direi algo sobre meu novo livro, Dias ácidos, noites lisérgicas. Venham. Avisem interessados.

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Meu livro: onde comprar, opiniões de leitores, cenas do lançamento:

Onde comprar: Em primeira instância, na loja virtual da editora Córrego. Aqui

http://www.editoracorrego.com.br/produto/469080/dias-acidos-noites-lisergicas-de-claudio-willer?fbclid=IwAR0_W0UX0EdZG5WJCDOEeQ5d7s3vDKD2kD9uMWU5DfZUO2tJfoGNy7a70-4

Em tempo: também no Sebo Clepsidra, aqui: https://www.estantevirtual.com.br/busca?vendedor=seboclepsidra&q=Claudio+Willer&produto=0&b_order=data_cadastro&agrupar=1&f=1&fbclid=IwAR0DtsPnX8y-gJ_ABAKgQmrwixtswwCZPXvLy06fWHcRGLq0iZ-dbHxQ8a4 ou à Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 296, Vila Buarque (próximo aos metrôs República e Santa Cecília)
(11) 2476-0378. .

Meus leitores: A seguir, alguns comentários que chegaram a mim, de quem adquiriu e leu. Haverá mais, é claro:

BETH BRAIT ALVIM: Que proliferem mais obras que cativem assim os leitores. Difícil parar de ler teu livro, Willer. Ele flui como rio manso, volta para a fonte como pororoca, refrigera como ventos do Tibete, embriaga como o néctar ancestral. Um vício, um delírio, cuja erudição é injetada na veia e no coração de forma lisérgica.

LUIS PERDIZ: Há algumas madrugadas, mergulhei no livro “Dias ácidos, noites lisérgicas”, crônicas de Claudio Willer. Muito prazeroso acessar as experiências terrenas e lisérgicas do autor, decifrar um pouco mais do contexto onde brotou tanta Poesia e, ao mesmo tempo, se deixar levar por novos enigmas. Recomendo fortemente a leitura!

MAURO JORGE SANTOS: O teu livro é maravilhoso, se articula em paraísos. Paraísos naturais, Paraísos artificiais e a beleza das amizades e mulheres.

Cenas do lançamento, sábado passado no Choque Literário, incluindo mesa com Antonio Bivar, Gabriel Rath Kolyniak e comigo, fotos de Tiago Jonas / Gosto Duvidoso:

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O LANÇAMENTO DE ‘DIAS ÁCIDOS, NOITES LISÉRGICAS’,MEU LIVRO DE CRÔNICAS

Lançamento

Onde: Durante o evento Choque Literário, congregando 50 editores independentes, no Osaka Naniwa Kai, à Rua Domingos de Morais 1581, Vila Mariana, São Paulo (próximo à estação de metrô Vila Mariana)

Quando: Dia 06 de abril de 2019, a partir das 17 h, Será precedido por uma mesa, composta por Antonio Bivar, por Gabriel Rath Kolyniak e por mim, sobre o tema: CONTRACULTURA: ATUALIDADE E TRANSGRESSÃO, a partir das 15 h.

O livro: Crônicas, a maior parte inéditas, além de algumas anotações, poemas em prosa etc. Com 150 páginas, será vendido a R$ 40,00 o exemplar. Tem alguma relação (óbvia?) com o tema da mesa precedente.

VENHAM. AVISEM INTERESSADOS. Também está em ‘Eventos’ no Facebook. A seguir, o índice do livro:

  1. A VOZ
  2. A FESTA E O HOMOFÓBICO
  3. ANOTAÇÕES EM CADERNOS
  4. MURADAS
  5. DIAS ÁCIDOS, NOITES LISÉRGICAS
  6. NUNCA FAÇAM UMA COISA DESSAS
  7. SONHO OU ALUCINAÇÃO?
  8. ESCREVO PARA QUEM SABE OUVIR, FALO PARA QUEM SABE LER.
  9. 9. O POEMA MODIFICADO
  10. EM QUE ACREDITO? DE ONDE VENHO?
  11. RELIGIÕES E CRENÇAS; SIMPATIAS E IDIOSSINCRASIAS
  12. O OCULTO
  13. VIAJAR
  14. NOVO SONHO
  15. ARREMATES

 

 

 

NOVAS OFICINAS LITERÁRIAS? CURSOS? PALESTRAS? VAMOS FAZER?

 

13726840_164413823970965_8510520012849405788_nPoesia e xamanismo Brasília setembro 2018_nDSCF2586

 

Havia postado no Facebook, reproduzo aqui:

QUERO VOLTAR A DAR OFICINAS LITERÁRIAS. A CRIAÇÃO POÉTICA – mas aberto aos prosadores com vocação poética também. Resultados alcançados até hoje justificam. Dois modelos possíveis. Em um deles, – duração de dois meses – cobraríamos mensalidade, equivalente a algo um pouco acima de um ingresso de cinema por sessão. Na outra, seguiríamos o modelo que deu bons resultados do Ed.Lab do ano passado: três meses, participantes pagaram R$ 500,00 por mês e tiveram seus livros publicados ao final. Local ao qual dou preferência, Clepsidra Fortunato de Cid Vale Ferreira e associados, rua Fortunato 117, , editor adjunto seria Gabriel Rath Kolyniak da Córrego. O que lhes parece? Interessados, manifestem-se. Sessões sempre de duas horas, melhor horário parece ser das 19 às 21 h. Penso em convocar reunião preparatória ou algo assim? Ou partimos para as vias de fato?Corpos Nômades 08 03 2016_n

As ilustrações são da palestra sobre Geração Beat em Brasília, de 7uma palestra sobre Xamanismo e Poesia também em Brasília, da oficina em São Carlos na UFSCar, do curso de surrealismo na Cia Corpos Nômades.

 

PALESTRA: “CLAUDIO WILLER: POESIA E VIDA”

Quando: Sexta-feira, 29 de março, com início previsto para as 17h40 e término às 19h.

Onde: Prédio de Letras da USP, Cidade Universitária, na sala 107

Faz parte do Seminário do Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira, organizado pelos alunos desse programa. A coordenação / mediação será de Luisa Destri.

Informa um dos organizadores, Eduardo Marinho: “Esta é a quinta edição do seminário, que, além de ser uma oportunidade para os pós-graduandos apresentarem seus trabalhos, também é uma chance dos alunos da graduação descobrirem linhas de pesquisas e conhecerem críticos e escritores. Os nossos eventos são gravados e disponibilizamos as conferências no canal do youtube do programa. Todos os anos tentamos convidar pelo menos um escritor para oferecer uma conferência no seminário tratando sobre os processos criativos de suas obras, suas leituras, os diálogos entre criação e crítica..”

Livros meus de poesia, A verdadeira história do século 20 (Córrego, 2016) e Estranhas experiências (Lamparina, 2004) serão postos à venda, a R$ 30,00 o exemplar.

A programação é extensa. Mostra que o pessoal continua produzindo, não obstante as atuais circunstâncias. Esta é a página de Facebook do evento, mostrando que a rede social também serve à difusão da cultura: :  https://www.facebook.com/sppglb/

PRESTIGIEM. A seguir, o programa completo:

Programação V SPPGLB

GRUPO DE ESTUDOS RIMBAUD

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Em primeiro lugar, agradeço muitíssimo pelo apoio recebido em um momento de dificuldade, uma transição algo complicada nesta fase da minha vida. Mais a respeito nas manifestações de Gledson Souza e Wilson Alves Bezerra no Facebook:

Sobre o GRUPO DE ESTUDOS RIMBAUD, é mais uma iniciativa do ativo Matheus Chiaratti. Em acréscimo ao informe, observo que, como se trata de grupo de estudos, tipo seminário, convém alguma  leitura – podem ser os volumes dele completo pelo Ivo, o Rimbaud por ele mesmo do Marsicano e Fresnot, o Rimbaud no Brasil de Carlos Lima, outras das traduções da poesia e da prosa poética, alguma das traduções de O barco bêbado, alguma das biografias, meu capítulo Rimbaud em Um obscuro encanto, etc.

Informa o organizador: COM CLAUDIO WILLER 6 encontros aos sábados intercalados – a começar no dia 19/01 10h às 12h – Endereço: Galeria Califórnia, r. Barão de Itapetininga, 255, sala 906.República, SP | R$ 210,00 pagos em dinheiro na primeira aula ou depósito para mim – Banco do Brasil, agência 0712-9, conta 1890-2 (meu cpf 516 745 138 – 87) – com envio de comprovante para matheusechiaratti@gmail.com

O grupo de estudos com o poeta Claudio Willer examinará as etapas da produção literária de Arthur Rimbaud (1854-1891): as poesias do seu início, quando ainda era um voraz leitor, adolescente no interior da França; as prosas poéticas de Uma Temporada no Inferno e Iluminações, as experiências catárticas e proféticas de um poeta-vidente; e, por fim, as suas correspondências, dados biográficos e a vida de reclusão na Abissínia, incluindo a negação da literatura. Afirma Claudio Willer: É hora de reler Rimbaud. Reacionários atualizam sua rebelião. Convidam à difusão dos impropérios contra os beatos em “Os pobres na igreja”, os burocratas em “Os assentados” e “Os aduaneiros”; os detentores do poder em “O Mal”; o beletrismo em “O que dizem ao poeta a respeito das flores”; valores estéticos em “Venus Anadiomene”; os bons sentimentos em geral em “O homem justo”. “Espero tornar-me um louco muito mau”: essa frase de “Vidas”, uma das Iluminações, poderia ser sua epígrafe geral. Com sua poética do delírio, do desregramento dos sentidos, atacou o próprio sentido das palavras: a relação de significação, substituído pela liberdade de significar. Em Uma estadia no Inferno, criou o monólogo do exilado
no mundo – “Por ora sou maldito, tenho horror à pátria”. Identificou-se aos marginais e criminosos: é “o forçado intratável contra quem se encerram as grades da prisão”. E especialmente aos negros, metáforas da diferença: “sou um bicho, um negro”. Em A Folie Baudelaire, Roberto Calasso o retrata como “adolescente selvático das Ardenas”, nascido e criado “numa terra renitente a civilizar-se”. Rimbaud, o poeta perverso. Em “Os poetas de sete anos”, encontra-se com uma “pirralha infernal”, que lhe pula às costas: “Ele por baixo então lhe mordiscava as popas, / porquanto ela jamais andava de calcinha.” Observa Calasso: “Até então a literatura vivera ignorando tudo isso. Nenhum escritor, nem mesmo Baudelaire, ousara mencionar cenas desse tipo. ” O poema “O barco ébrio”, que levou a Paris para mostrar a Verlaine, proclama seu ideal de liberdade absoluta. A tripulação do barco é morta, permitindo-lhe vogar à vontade. Para Calasso, “a cerimônia inaugural da literatura que soltou as amarras”. Exerceu especial influência através da fase final de sua obra. Sua poesia e prosa, junto com a “Carta do Vidente”, justificaram ver-se como o novo Prometeu: “O poeta é realmente o ladrão do fogo”. Uma estadia no inferno e Iluminações são literatura do século XX no final do século XIX. Iluminações poderia passar por obra escrita entre 1920 e 1930. Poemas descobertos e publicados mais tarde, como O álbum Zútico e Os stupra, são mais precursores ainda, pela ruptura com a relação de significação e de autoria. Sua retirada e silêncio têm múltiplas razões; entre outras, a derrota política. Sabia que “A verdadeira vida não está aqui”; preferiu não dizer mais nada a ter que expressar o desencantamento diante de um mundo que se fechava à realização da sua utopia, de “saudar o nascimento do trabalho novo, da nova sabedoria, a fuga dos tiranos e demônios, o fim da superstição, para adorar – os primeiros! o Natal na terra”. Sua vertiginosa recepção, como um dos autores de maior impacto no século XX, está na medida de seu inconformismo. E seus poemas e prosas poéticas continuarão a despertar talentos, mostrando possibilidades de expressar-se; manifestando o inconformismo diante do que está aí.

WILLER, Claudio. Arthur Rimbaud: o rebelde. https://www.academia.edu/7784336/Arthur_Rimbaud_o_rebelde