MINHA PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA

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Pelo transtorno da greve dos caminhoneiros, minha ida a Curitiba havia sido adiada, transferida, remarcada (viva a sinonímia!). A participação na banca do Rodrigo, a dissertação com a tradução de Piva, eu a fiz por Skipe. O restante, “presencial”, ocorrerá conforme a programação a seguir, articulada por Guilherme Gontijo Flores e Marcelo de Angelis:

Terça, 12.06: 

Claudio Willer — Anotações para um apocalipse.

Apresentação minha – lerei algo – haverá livros meus para serem autografados – e de autores locais convidados.

Local: Bar Ornitorrinco, Rua Benjamin Constant, 400

Horário: 19h30—23h

Quarta, 13.06:

“Surrealistas e beats — vidas em poesia”

Horário: 9h—12h30

Sala Lab01, Ed. D. Pedro I.

Mesa-redonda (9h—11h):

“‘As que ousaram sair de casa’: mulheres, poesia e transgressão”, por Renata Garraffoni

“Poesia e fotografia em Paranoia”, por Rodrigo Machado

“Transvisceração de Paranoia”, por Francisco de Matteu

“A poética surrealista de Claudio Willer: reconfigurando o campo referencial”, por Henrique Duarte Neto

Palestra (11h—12h30):

“Poesia e vida: via de mão dupla”, por Cláudio Willer

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CANTORAS NEGRAS

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A extraordinária cantora lírica Leontyne Price. Deslumbrante no repertório de soprano dramático e lírico-spinto. Nascida em 1927, protagonizou inicialmente papéis específicos para negras, como Porgy (de Gershwin) e Aida (de Verdi). Causou alguma comoção na primeira vez em que interpretou Tosca de Puccini, personagem “branca”, não especificamente negra, em 1957, na NBC. Recebeu um firme apoio do maestro Herbert von Karajan, que a chamou para turnês europeias, entre outros. Estrearia no Metropolitan em 1961. Lá se tornaria a ‘prima donna’, titular absoluta.

Tenho a gravação histórica, Il Trovatore de Verdi, regência de Karajan, com Price, Franco Corelli, Ettore Bastianini e Giulietta Simionato.

Amostras de sua qualidade:

https://www.youtube.com/watch?v=x0wJ0FBlcNA – em Aida de Verdi – na sequência, no mesmo youtube, com Pavarotti em Un ballo in maschera, nove minutos de bela cantoria, e outros bons trechos de ópera.

https://www.youtube.com/watch?v=qOWCa1HkfBM – La Traviata.

https://www.youtube.com/watch?v=OTZQHA73TXw – Norma de Bellini.

Já havia postado no Facebook sobre Marian Anderson, a contralto negra, voz inigualável segundo Arturo Toscanini – esse monumento ético, além de principal maestro de seu tempo. Para apresentar-se no Lincoln Memorial em 1939 – época de racismo fortemente institucionalizado – recebeu o apoio de Eleanor Roosevelt.

Aqui, Marian: https://www.youtube.com/watch?v=mAONYTMf2pk&feature=youtu.be

Nos comentários ao meu post, foram mencionadas cantoras negras de jazz. Lembro que Bessie Smith morreu sem atendimento médico porque o hospital aonde a levaram após um acidente automobilístico era só para brancos. E Billie Holiday recebeu marcação severa – proibida inclusive de apresentar-se profissionalmente por um tempo. B. B. King, já famoso como rei dos blues, rei do blues, e seus músicos, quando faziam turnê dormiam no ônibus depois de se apresentarem em cidades cujos hotéis não aceitavam negros.

Quanto a Dona Ivone Lara, a celeuma recente sobre quem a interpretaria isso não poderia ser entendido como um reverso, relação de espelho, do racismo?

MEUS POEMAS EM PORTUGAL, ILUSTRADOS POR OBRAS DE CRUZEIRO SEIXAS

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A série de poemas meus publicada na revista Athena, em Portugal. Lindamente ilustrada, com obras de ninguém menos que Cruzeiro Seixas, um poeta e artista visual que faz parte, com destaque, da história do surrealismo. Agradou sobremodo, quando postada na rede social. Por isso, e para registro permanente, passo-a para este blog. E sim, o primeiro dos poemas é inédito, de 2017. Tenho outros, além da série de crônicas – hora dessas publico.

https://athena.pt/2018/05/13/poemas-de-claudio-willer/

Também apreciei a publicação de um ensaio meu sobre surrealismo no Brasil, na revista literária Marcapiel, de Mérida, Yucatán, México – iniciativa de Alfonso Peña, de Materika, da Costa Rica:

https://marcapiel.com/2018/05/claudio-willer-surrealismo-en-el-brasil-rebelion-e-imagenes-poeticas/

 

 

 

 

MINHA SUBSTANCIOSA PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA

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Dias 28 e 29, a próxima segunda e terça feira. Participarei de banca de dissertação sobre a poesia de Piva traduzida para o inglês na UFPR (recomendo), sarau / conversa no Bar Ornitorrinco (deve ser um lugar surrealista) à noite e mesa, em ótima companhia, na UFPR, na manhã seguinte.

Dia 28, às 14h — UPFR, Campus Reitoria, Ed. D. Pedro I, sala 1013.

Banca de Mestrado de Francisco Assis de Matteu Monteiro

“Para reparo de vísceras: tradução para inglês do livro Paranoia de Roberto Piva”

Banca: Guilherme Gontijo Flores (orientador), Luci Collin, Claudio Willer, Rodrigo Tadeu Gonçalves (suplente).

 

Dia 28, às 19h — Bar Ornitorrinco, Rua Benjamin Constant, 400 Centro.
Conversa de Claudio Willer com Marcelo De Angelis, Marcelo Sandmann e Natan Schäfer sobre sua extensa obra, surrealismo e afins.

Ao longo do bate-papo, haverá leitura de poemas e a Contravento Editorial estará vendendo livros dos participantes.

 

Dia 29, das 9h às 12h30 — UPFR, Campus Reitoria, Ed. D. Pedro II, sala 408.

Título: “Surrealistas e beats — vidas em poesia”

Mesa-redonda (9h—11h):

“‘As que ousaram sair de casa’: mulheres, poesia e transgressão”, por Renata Garraffoni

“Poesia e fotografia em Paranoia”, por Rodrigo Machado

“Transvisceração de Paranoia”, por Francisco de Matteu

“As poéticas surrealistas de Claudio Willer e Roberto Piva: reconfigurando o campo referencial”, por Henrique Duarte Melo

Palestra (11h—12h30):

“Poesia e vida: via de mão dupla”, por Cláudio Willer

Venham. Avisem interessados.

NOVA SESSÃO DE “CINEMA WILLERIANO”

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(a ilustração é um trecho de um poema meu transcrito em Inventário da Rapina de Aloysio Raulino)

A sessão anterior dessa programação, no Cine Olido na terça feira passada, dia 15, agradou sobremodo aos que compareceram. A conversa após as projeções – na qual relatei a gênese e circunstâncias desses filmes – foi ótima. Ficou claro que os filmes com minha participação selecionados por Renato Coelho compõem uma linhagem do que Jairo Ferreira denominava “Cinema de invenção”, desde o precursor Antes que eu me esqueça do próprio Jairo, passando por Inventário da rapina de Aloisio Raulino, até o recente A propósito de Willer de Renato e Priscyla.

Quando: Sábado dia 26 de maio, dàs 17:00 h. às  19:00 h.

Onde: Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro 1.000, São Paulo. Sala Paulo Emílio.

Tem em “eventos” no Facebook: https://www.facebook.com/events/385718475287956/

Renato Coelho e amigos também estão dando prosseguimento ao VIVA WILLER. Tranasmitirei.

Informa o organizador:

Sessão CINEMA WILLERIANO

Janela Cineclubista – Circuito Spcine
Centro Cultural São Paulo – CCSP

Sessão com três documentários que tangem, de maneiras distintas, o universo criativo e poético de Claudio Willer, fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista, como “Anotações para um apocalipse” (1964) e “Jardins da provocação” (1981), Willer é ainda tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Na sessão serão exibidos o curta-metragem “Antes que eu me esqueça” (1977), de Jairo Ferreira – o guru do “Cinema de Invenção” – registro poético/documental do sarau de lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli, do qual Claudio Willer, Roberto Piva e outros poetas participaram; o média-metragem “Inventário da rapina” (1986), de Aloysio Raulino, que utiliza poemas do livro “Jardins da provocação” para registrar impressões do Brasil na época, de maneira não menos poética; e o curta documentário/experimental “A propósito de Willer” (2016), de Priscyla Bettim e Renato Coelho, uma ode ao universo poético willeriano. Ao final da sessão, com duração total de 62 minutos, Claudio Willer participará de um bate-papo com o público presente, expondo seu vasto conhecimento sobre a relação entre poesia e cinema. Willer sempre manteve interesse e estreita relação com o cinema, sendo próximo de realizadores paulistanos fundamentais como Carlão Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira – para quem prefaciou o clássico livro “Cinema de Invenção”.

Antes que eu me esqueça
Dirigido porJairo Ferreira, 15 minutos, 1977
Com Claudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli, Jorge Mautner, Nelson Jacobina
Sinopse: Curta de Jairo Ferreira em super 8, filmado no lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli em dezembro de 1977, Teatro Célia Helena, São Paulo. Leituras de poemas de Roberto Bicelli, Roberto Piva, Claudio Willer, Luiz Fernando Ramos, Eduardo Gianetti. Música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Academia de sumô. Fliperamas.

Inventário de rapina
Dirigido por Aloysio Raulino, 29 minutos, 1986
Com Tamy Marrachine, José Gomes, Tavinho, Mineiro, Piriri
Sinopse: Utilizando texto, relato e música do poeta Cláudio Willer, o filme registra impressões do momento que vivemos hoje no Brasil, podendo ser definido como um drama intimista patriótico.

A propósito de Willer
Dirigido por Priscyla Bettim e Renato Coelho, 18 minutos, 2016
Com Claudio Willer, Priscyla Bettim
Sinopse: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo, em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Sessão Cinema Willeriano

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Quando: Terça-feira, 15 de maio das 19:30 às 21:30 h.

Onde: Centro Cultural Olido

Avenida São João, 473, Centro, 01035-000 São Paulo

O QUE VAI HAVER: Informa o organizador, o cineasta Renato Coelho: Sessão CINEMA WILLERIANO, Janela Cineclubista – Programa de Ação Cineclubista – Spcine

Sessão com três documentários que tangem, de maneiras distintas, o universo criativo e poético de Claudio Willer, fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista, como “Anotações para um apocalipse” (1964) e “Jardins da provocação” (1981), Willer é ainda tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Na sessão serão exibidos o curta-metragem “Antes que eu me esqueça” (1977), de Jairo Ferreira – o guru do “Cinema de Invenção” – registro poético/documental do sarau de lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli, do qual Claudio Willer, Roberto Piva e outros poetas participaram; o média-metragem “Inventário da rapina” (1986), de Aloysio Raulino, que utiliza poemas do livro “Jardins da provocação” para registrar impressões do Brasil na época, de maneira não menos poética; e o curta documentário/experimental “A propósito de Willer” (2016), de Priscyla Bettim e Renato Coelho, uma ode ao universo poético willeriano. Ao final da sessão, com duração total de 62 minutos, Claudio Willer participará de um bate-papo com o público presente, expondo seu vasto conhecimento sobre a relação entre poesia e cinema. Willer sempre manteve interesse e estreita relação com o cinema, sendo próximo de realizadores paulistanos fundamentais como Carlão Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira – para quem prefaciou o clássico livro “Cinema de Invenção”.

Antes que eu me esqueça
Dirigido por Jairo Ferreira, 15 minutos, 1977
Com Claudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli, Jorge Mautner, Nelson Jacobina
Sinopse: Curta de Jairo Ferreira em super 8, filmado no lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli em dezembro de 1977, Teatro Célia Helena, São Paulo. Leituras de poemas de Roberto Bicelli, Roberto Piva, Claudio Willer, Luiz Fernando Ramos, Eduardo Gianetti. Música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Academia de sumô. Fliperamas.

Inventário de rapina
Dirigido por Aloysio Raulino, 29 minutos, 1986
Com Tamy Marrachine, José Gomes, Tavinho, Mineiro, Piriri
Sinopse: Utilizando texto, relato e música do poeta Cláudio Willer, o filme registra impressões do momento que vivemos hoje no Brasil, podendo ser definido como um drama intimista patriótico.

A propósito de Willer
Dirigido por Priscyla Bettim e Renato Coelho, 18 minutos, 2016
Com Claudio Willer, Priscyla Bettim
Sinopse: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo, em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Haverá mais. Em breve, evento no Centro Cultural São Paulo.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/124922081703951/

VENHAM.

APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS: um novo curso ou ciclo de palestras

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Programamos algo diferente, entre o curso típico e o ciclo de palestras. Ocasião para conversar com o público, mostrar poesia – e também artes visuais – e destacar alguns tópicos originais, polêmicos ou instigantes.

Informa a Casa Mario de Andrade:

CURSO: APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS

Por Claudio Willer

Quando: Sábados, 5 e 19 de maio e 2 e 16 de junho, das 15h às 17h

Onde: Casa Mário de Andrade, Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda

Telefone: (11) 3666-5803 / 3826-4085

Inscrição Online

O que vai ser:

Uma série de palestras ministradas pelo poeta, tradutor e crítico literário Claudio Willer, pretende revelar ao público o sentido das vanguardas artísticas do século XX. Seguem-se os temas de cada encontro:

5 de maio: Dos simbolistas e decadentistas às vanguardas: quando a poesia enlouqueceu. A contribuição decisiva de Baudelaire. Lautréamont, Rimbaud; o enorme Alfred Jarry.

19 de maio: Todos os tempos e todos os lugares na poesia: dois poemas matriciais, “Zone” de Guillaume Apollinaire e The Waste Land, de T. S. Eliot.

2 de junho: Surrealismo: desfazendo alguns equívocos. O Brasil é um “país surrealista”? (Não, não é….). A complexa relação de poesia e vida.

16 de junho: Vanguardas e a recuperação do arcaico. Poetas-xamãs. Há ou houve uma segunda vanguarda? (Beats, surrealistas portugueses etc.).

Venham. Informem a interessados.