Posts Tagged ‘A verdadeira história do século 20’

Também autografarei meu livro durante a palestra sobre Allen Ginsberg em Ribeirão Preto

A verdadeira história do século 20, meu livro mais recente de poesia, lançado ano passado:

O preço do exemplar é R$ 30,00.

A palestra será este sábado, às 11h00 no SESC de Ribeirão Preto, conforme as informações aqui:

https://claudiowiller.wordpress.com/2017/03/20/nova-palestra-allen-ginsberg-e-a-geracao-beat-em-ribeirao-preto/

Agradeço avisarem interessados. Até lá.

 

 

Em Goiânia no “DadaSpring”, Primavera Dadá: mesa e autógrafos

Retorno a Goiânia. Para a gigantesca programação que comemora os 100 anos do movimento Dadá – aquele criado em Zürich em 1916, encabeçado por Tristan Tzara, Hugo Ball, Richard Huelsembeck e Hans Arp, com adesões da magnitude daquelas de Francis Picabia, Marcel Duchamp, Man Ray, Jacques Rigaut, além do período de simbiose com o surrealismo que se formava em Paris, de 1919 a 1921. Goiânia tem um Cabaret Voltaire e sedia a representação brasileira dessas celebrações, que incluem cinema, shows e outros espetáculos, oficinas e debates. Está tudo neste link: http://dadaspringbrasil.com.br/

Participo de mesa na sexta feira, dia 30, às 10 h da manhã: Fala #6, Literatura com Cláudio Willer (SP) + Charliston Pablo (MG) e a crítica como dilema da arte pós-histórica; mediador: Marco Aurélio (TO). Local: Auditório Faculdade de Letras – UFG, conforme http://dadaspringbrasil.com.br/programacaocal/30setembro (pretendo mostrar algo de grandes poetas que participaram, além de comentar a ênfase tão precursora de Tristan Tzara em “arte negra” e “poesia negra” como sinônimos de Dadá)

Autografo meu recém-lançado livro de poesia A verdadeira história do século 20 também no dia 30, sexta feira, das 16 às 18 h, no Bosque dos Buritis, em frente ao Museu de Arte de Goiânia, na tenda DADA ON TOUR.

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Avisem meus leitores em Goiânia. Obrigado!

Alguns leitores de “A verdadeira história do século 20”

Além de comentários, foram postados no Facebook trechos do meu livro, fotografados ou copiados com scanner. Aprecio, assim como ser lido em voz alta. O leitor sempre acrescenta à nossa percepção do poema. Reproduzo imagens e comentários, concluindo com aquele de um leitor da edição de Portugal. O livro pode ser adquirido em  http://www.editoracorrego.com.br/produto/a-verdadeira-historia-do-seculo-20/

Breno CB:

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Maira Calixto Varela de Freitas: “Ler Claudio Willer é lâmina cortante, faz você adentrar o desconhecido.”

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Elvio Fernandes Gonçalves Junior: “Poemas iniciados com frases assim, permeados de tons confessionais e surreais, convites ao mistério, ao oculto e ao mágico, só vi em tal intensidade na obra de Willer”

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Rudinei Borges:

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Renata D’Elia:

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Ethel Naomi: um pedacinho do poema do Claudio Willer: contar as fábulas/expressar a perversa paixão devoradora  quando o poema não tem mais forma  e o prazer não tem limites  como uma fria Lâmina de luz como um ramalhete de éter como um fantasma a caminhar na ponta dos pés como uma voz sem objeto

Paula Valéria Andrade: “sim- você ouviu tantas vozes e soube soletrá-las com tamanha gravidade  a rouca voz da transparência e os timbres aveludadas da folhagem o turbilhão. ”

Rudi Tedeschi Jr: “Parabéns, Claudio Willer, por sempre tornares, na tua poesia, tão transparentes os navios e simples os telefonemas”

Antonio Carlos Fester: “Cláudio Willer tange versos de transrazão no portal do mar provocando um reconhecimento, uma sintonia de coisas em comum. Luta pelas transformações das estruturas e formas de vida e não só dos meios de governo e dominação.

O comentário de um leitor da edição de Portugal (Apenas livros, 2015): “quando nada mais resta a não ser a impressão de que viver foi inútil / e de que morrer é algo totalmente idiota. ‘Pronto, fiquei angustiado – muito obrigado. Um chute nas bolas do meu espírito, em cheio. Algo está comendo os meus olhos. Que ínterim!” É claro que não pretendo deixar leitores angustiados ou aflitos; basta-me que apreciem os poemas. Mas gostei, mesmo assim, do comentário

Imagens do lançamento de “A verdadeira história do século 20” e um video

Que bom termos essas possibilidades de registro! Que pena não desconfiarmos, umas décadas atrás, que seria tão simples gravar e reproduzir no meio digital! Separei imagens, das que recebi via e-mail e Facebook, mostrando cenas e pessoas na sessão de autógrafos da sexta feira, dia 16 de setembro, na Casa das Rosas. Fotografaram, entre outros, Priscyla Bettim e Renato Coelho, Antonio Carlos Fester, Tatiana Justel. Haverá mais, com certeza (imagens, sessões de autógrafos e principalmente poemas e suas publicações).

Meu editor informa:

O livro A verdadeira história do século 20, de Claudio Willer, já pode ser comprado na loja virtual da Editora Córrego, no seguinte endereço: https://editoracorrego.minhalojanouol.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer

EM TEMPO: Está no ar um vídeo da minha palestra de 15 de setembro no Tapera Taperá sobre Roberto Piva – a propósito, não deixem de colaborar com nossa campanha em https://www.catarse.me/pt/bibliotecarobertopiva , seguido por depoimento de Roberto Bicelli – duas horas de gravação, em https://www.youtube.com/watch?v=72Oz6PjHKmw . O áudio está algo entrecortado, porém inteligível, e o vídeo não mostra o que exibi com data show. Não obstante, valerá como ‘aide-mémoire’ para quem esteve lá, e também, acho, para quem não conseguiu vir, inclusive pelas interpretações e relatos biográficos inéditos. Adiante, transformarei em ensaio para publicação.

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Convido para o lançamento de “A verdadeira história do século 20”

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É a edição brasileira. Já foi publicado em Portugal (Apenas livros, Cadernos Surrealistas Sempre) no final do ano passado. Agora, sai pela editora Córrego. Virá com poemas e páginas a mais.

Onde: Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, São Paulo, SP

Quando: dia 16 de setembro, sexta feira, às 19 h, até as 21h30.

Mais sobre o livro: A verdadeira história do século 20 / Claudio Willer – São Paulo: Córrego, 2016. 50 p.; 14 × 21 cm. ISBN 978-85-67240-61-9. Preço: R$ 30,00.

Capa de Maninha Cavalcante (o belo desenho reproduzido no convite). Diagramação de Gabriel Kolyniak e Guilherme Ziggy (como poderão ver, sabem diagramar, o livro está atraente). Posfácio de Wilson Alves-Bezerra (gostarão de ler).

Duas palavras sobre publicar por uma editora independente: Pesa em favor da escolha o bom trabalho editorial desenvolvido por Gabriel Kolyniak. E o seguinte: recentemente, ao dar palestra fora de São Paulo sobre Geração Beat, nenhum dos meus livros a respeito estava disponível em livrarias locais. Isso, pelo simples e raso motivo de que essas livrarias locais deviam acertos de consignações para minha editora, impossibilitando colocar novos exemplares. Então, PARA MIM CHEGA. Melhor um arranjo conveniente (portanto, comprem meu livro) do que o gargalo no que eufemisticamente é chamado de “mercado editorial”, durante esta inexaurível crise brasileira. Quem não puder vir ao lançamento, ou não estiver em São Paulo, poderá encomendá-lo à editora: o livro estará disponível, assim que for entregue pela gráfica; será corretamente atendido. Em http://www.editoracorrego.com.br/

Agradeço por divulgarem e comparecerem.

EM TEMPO: Peço que colaborem (quem ainda não colaborou) no “crowdfunding” pelo projeto Biblioteca de Roberto Piva. Este: https://www.catarse.me/bibliotecarobertopiva Além de possibilitar acesso ao magnífico acervo, atuaremos como centro cultural ativo.

Como extra, reproduzo um pequeno trecho do livro (o mais recente, o mais inédito):

MENSAGENS, 1: ENQUANTO RELEIO ALLEN GINSBERG

porque o mundo é mágico

eu escrevo instalado em um canto tranqüilo da cidade

onde servem café

e sei-me parceiro das leis secretas que regem o real

você enxerga / eu enxergo                 à frente / atrás

o que foi e o que será

poesia é isto: saber olhar

atentamente, distraidamente

e contar

tudo o que ninguém precisa saber

A EDIÇÃO BRASILEIRA DE “A VERDADEIRA HISTÓRIA DO SÉCULO 20”

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Pela editora Córrego. É o livro que saiu em Portugal, pela Apenas Livros, porém com mais páginas e mais poemas e um posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Lançamento será dia 16 de setembro, sexta feira, na Casa das Rosas. Acho que muitos irão querer pela beleza desta capa, com desenho de Maninha Cavalcante. Este é o primeiro informe – enviarei outros. Agradeço boa recepção e divulgação.

A propósito do meu livro de poesia A verdadeira história do século 20: artigos, entrevista

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Lançado em Portugal no final de 2015 pela Apenas Livros, na coleção Cadernos Surrealistas Sempre, dirigida por Maria Estela Guedes, ainda não tem distribuição brasileira. Mas, para minha satisfação, vem suscitando matérias substanciosas. Wilson Alves-Bezerra publicou artigo em O Estado de S. Paulo, Caderno 2, sábado, dia 1º de abril. Reproduzo o link e copio o texto. Célia Musilli publicou entrevista e resenha em Germina, a boa revista literária digital.

Wilson Alves-Bezerra leciona literatura hispano-americana na UFSCar e dirige o departamento cultural dessa universidade. Tem livros publicados, ensaios e poesia – o mais recente, Vertigens, pela Iluminuras. Já fizemos algo juntos: afirma que retomou a criação poética depois de participar de oficina literária comigo na UFSCar, em 2010.

Célia Musilli apresenta-se em ‘Desconcertos da Poesia’ na Livraria e Bar Patuscada, Rua Luís Murat, 40, Vila Madalena, São Paulo, na próxima quinta feira, dia 07 de abril, a partir das 19 h, em companhia de Luana Vignon, Márcia Barbieri e Marcelo Montenegro. Um bom elenco de poetas. Iremos.

O link do artigo de Wilson no Estadão: http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,claudio-willer-lanca-a-verdadeira-historia-do-seculo-20,10000024341

Artigo e entrevista de Célia na revista Germina: http://www.germinaliteratura.com.br/2016/livros_impressoes_por_celia_musilli.htm

http://www.germinaliteratura.com.br/2016/pcruzadas_claudiowiller_mar16.htm

A transcrição do artigo de Wilson Alves-Bezerra no Estadão:

Claudio Willer lança ‘A Verdadeira História do Século 20’

Em entrevista no programa Provocações, em 2003, Antônio Abujamra pergunta a Claudio Willer, por que, desde 1981, ele não publicava um livro de poesia. Sarcástico, o poeta responde: “Se você me materializar um editor, eu publico”. Poeta bissexto com trajetória lírica de meio século, os editores de Willer têm sido singulares: o nipo-brasileiro Massao Ohno, o alemão Meyer-Clason e agora a portuguesa Maria Estela Guedes, responsável por seu novo livro, A Verdadeira História do Século 20, pela lisboeta Apenas Livros.

Embora Willer seja responsável pela circulação em grande escala de um cânone radicalíssimo, composto por Ginsberg, Kerouac, Lautréamont e Artaud, a quem ele traduziu, prefaciou e comentou em livros, artigos e cursos por todo o País, paradoxalmente, a sua poesia tem encontrado circulação limitadíssima em livro no Brasil. Cabe nos perguntarmos se o lugar da poesia autoral no País é de fato o das edições artesanais; se sim, o que explicaria então a considerável circulação brasileira das traduções já referidas do próprio Willer? Ou a regra só vale para poetas nacionais?

Falemos do novo livro. O título remete a um tratado, mas, seguindo o que diz Gracq em epígrafe: “Temos menos sede de verdade do que de revelação”, as águas willerianas são visionárias. Os poemas se constituem sob comoção, seja entre poeta e paisagem, mulher, linguagem, ou tudo ao mesmo tempo, pois os recursos de associação explicitam o continuum entre mundo e linguagem: “Você: véu de gaze azulada roçando, suave / furacão: róseo / perfeição: parábola de perfumes”, como se lê no poema que dá título ao livro. O século de Willer é o século das livres associações de Freud, do aleph de Borges, do cinema de Hitchcock e Reichenbach e da escrita automática de Breton.

Sua poética se compõe, ademais, da “anotação”, termo de sua estreia, em 1964: seus poemas anotam visões ou as suscitam no leitor. A poesia é o último recurso e o mais radical: “O poema/ só quando for impossível traduzir um estado interior de outro modo” diz, num dos mais belos momentos do livro, “Os poetas paulistas”, em que rememora sua geração – de Piva, De Franceschi e outros – “agora devo habituar-me a inesperadas proporções e novas simetrias de estarmos juntos, / pois nós nos tornamos a extensão de um texto de frases entrecortadas”. Tal autorreferência lateral transforma o poeta em personagem coadjuvante da própria poesia, de seu próprio século, conferindo centralidade mais às visões do que àquele que as produz: “O vento conduzido pelas nuvens. / Uma nova geração se expressa. / São lacunas (anotar tudo)”.

O livro conclui com dois resgates da fase inicial do grupo paulista: textos que reafirmam o vigor beat-surrealista daqueles primeiros anos e, confrontados à produção atual, mostram que o poeta de hoje é mais solar e sereno, mas de iguais fundamentos. Tarde de Sol reatualiza aqueles tempos: “Os poetas: eles deveriam viver em permanente espanto diante / das civilizações que se desfaziam para renascer da própria sombra”. Que dos escombros se materialize um editor nacional à altura do poeta.