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O CURSO “LEITURAS DE ROBERTO PIVA” NO ESTUDIO LÂMINA

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Desta vez  para simples registro, posto que vagas para inscrição se esgotaram imediatamente assim que foi divulgado no Facebook. Mas faremos mais – alô alô instituições culturais. Interesse é animador. Aí vai o informe da Biblioteca Roberto Piva:

“Amantes da poesia, da febre e da magia não percam essa oportunidade no Estúdio Lâmina – SP:

“Ciclo de encontros promovido pela Biblioteca Roberto Piva e organizado pelo poeta e tradutor Claudio Willer, que propõe um estudo minucioso de toda a obra do poeta Roberto Piva.”

No dia 15/03 próx. vai começar lá no ateliê compartilhado do Estúdio Lâmina um ciclo de encontros com duração de quatro semanas, promovido pela Biblioteca Roberto Piva e organizado pelo poeta e tradutor Claudio Willer, que propõe um estudo minucioso de toda a obra do poeta Roberto Piva, começando pelos manifestos da década de 60 até seu último livro em vida, ‘Estranhos sinais de saturno’ (sem contar os inéditos e dispersos que vêm sendo organizados pela BRP nos últimos dois anos). A melhor parte é que é catraca livre. Grátis. a oportunidade de conhecer/descobrir/se aprofundar/se chocar/abrir os olhos e dizer ah dentro do universo piviano com nosso bardo surrealista predileto comandando a kombi do delírio.

link pra inscrição: http://bit.ly/2CpVqGY   ps/paporetosincero: não preciso reforçar a importância da presença de vcs, quem quiser colar. é um devir prestigiar os poetas fora das páginas dos livros. os que ainda circulam e respiram e precisam comer. precisamos aproveitar a energia. os ensinamentos. os rituais. ouvir a voz do xamã. só ouvir. é d uma beleza singular. cês tem q conferir.

(Roberto Piva circa 1966. foto por Claudio Willer. resgatada para o livro “Os Dentes da Memória”, de Renata D’Elia e Camila Hungria. acervo de RP)

Minha sinopse:

Classificações de Roberto Piva como um poeta “delirante”, “louco” ou “alucinado”, sendo procedentes, também podem ser simplificadoras, tornando-se estereótipos. Principalmente, ao deixar em segundo plano a amplidão de sua cultura literária, e o modo como dialoga com os autores que leu, ao longo de sua obra – ou seja, sua condição de entusiástico poeta-leitor. Serão examinadas e comentadas suas obras, desde os manifestos iniciais e a estreia em livro com Paranoia, de 1963, até Estranhos sinais de Saturno de 2008, incluindo textos inéditos ou dispersos que vêm sendo publicados através da Biblioteca Roberto Piva. O termo “Leituras” do título terá um triplo sentido:

  1. Piva como poeta-leitor: a intertextualidade em sua obra, o modo como por vezes fazia uma pilhagem de autores que o entusiasmavam;
  2. A leitura de Piva pelo conferencista, Claudio Willer, seu amigo, interlocutor e autor de ensaios sobre ele; inclusive, trazendo novidades, interpretações e relatos que ainda não vieram a público;
  3. O modo como Piva, poeta não apenas lido, porém estudado, constituindo uma bibliografia crítica forte, foi examinado através de algumas teses, dissertações e ensaios.

Será utilizado Datashow, inclusive com imagens de Paranoia por Wesley Duke Lee. O local das palestras, adjacente à sua biblioteca preservada pelo editor Gabriel Kolyniak e amigos, é especialmente adequado, por simbolizar essa condição de poeta-leitor. Estudio Lâmina, Av. São João, 108 – 41 – Centro, São Paulo – SP, 01010-010

Coordenador / conferencista: Claudio Willer
Quando: às quintas-feiras, dias 15, 22 e 29 de março e 5 de abril de 2018, das 19h às 21h.
Onde: Estúdio Lâmina – Ateliê Compartilhado
Turma mínima: 5 participantes
Valor: inscrição gratuita;

Duração: 2 horas/encontro
Público-alvo: interessados em geral a partir de 16 anos

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MAIS MANIFESTAÇÕES E HOMENAGENS PELOS 80 ANOS DE ROBERTO PIVA

Informa Gabriel Kolyniak, à frente da Biblioteca Roberto Piva:

Esse fim de semana será de celebrações dos 80 anos do nascimento do Roberto Piva, que se completam no dia 25 de setembro, segunda-feira. No sábado – hoje – uma programação coordenada pelo Claudio Willer na Casa das RosasRoberto Piva 80 Anos na Casa das Rosas. – conforme o post precedente.

Domingo, estaremos na Funarte SP – Complexo Cultural Funarte SP. Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos.- a partir das 19h, para uma homenagem na forma de leituras abertas de poemas do Piva e de autores relacionados a ele.

Segunda-feira, comemoraremos os 80 anos do Piva no Estúdio Lâmina – Av. São João, 108 – 41 – Centro, São Paulo – SP, onde está abrigada a Biblioteca Roberto Piva, a partir das 19h, com direito à apresentação de Marcelo Drummond, que falará os poemas do primeiro livro de poemas do Piva, “Paranoia”.

VENHAM – PARTICIPEM – APOIEM A BIBLIOTECA RIBERTO PIVA

ROBERTO PIVA, 80 ANOS: HAVERÁ MANIFESTAÇÕES

Dia 25 de setembro Roberto Piva – 1937-2010 – completaria 80 anos. Homenagens são preparadas. Gabriel Kolyniak, Roberto Bicelli, eu, amigos, colaboradores da Biblioteca Roberto Piva, organizamos.

Nestes tempos de acontecimentos estranhos, de recrudescimento do obscurantismo, a voz do grande inovador da poesia brasileira tem que estar cada vez mais presente.

Vejam o que vem aí:

  1. DIA 19 DE SETEMBRO, TERÇA FEIRA, NA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE: A partir das 19 h: Renata D’Elia (palestra sobre Os dentes da memória), Claudio Willer, Roberto Bicelli, Beth Brait Alvim, Guilherme Ziggy, Gabriel Kolyniak, Rubens Zárate, Celso de Alencar, Contador Borges, Raul Fiker, Chiu Yi Chih, outros convidados.
  2. DIA 23 DE SETEMBRO, SÁBADO, PROGRAMAÇÃO NA CASA DAS ROSAS: Das 16h30 às 21 h, incluindo mesa sobre publicações de Piva e entrevistas com ele, uma gravação inédita de Paranóia lido na íntegra pelo próprio Piva, e comentários sobre esse livro, por autores de dissertações a respeito: a programação detalhada será postada em separado.
  3. DIA 24 DE SETEMBRO, DOMINGO, VIVA PIVA! no auditório da Funarte – SP.
  4. DIA 25 DE SETEMBRO, SEGUNDA FEIRA, festa de 80 anos do Piva no Estúdio Lâmina. Incluirá a apresentação de Paranóia criada por Marcelo Drummond.

A propósito da Biblioteca de Roberto Piva, uma consulta

Vejam 

Gabriel Rath Kolyniak alerta que, para manter-se, a Biblioteca de Roberto Piva precisa de recursos: “[…] abril é um mês crítico para nosso projeto. O dinheiro arrecadado com o crowdfunding foi suficiente para apenas pagar alguns meses de aluguel adiantadamente. Passado abril, precisamos encontrar uma solução para manter a Biblioteca onde ela está.” Lembrando, fica à Avenida São João, 108, sala 24, perto do metrô São Bento. Mais em https://www.facebook.com/bibliotecarobertopiva/?pnref=story Vejam também: https://bibliotecarobertopiva.wordpress.com/contact/

Proponho-me – depois de conversar com Gabriel – a dar cursos, destinando metade do arrecadado para a Biblioteca. Recentemente, no teatro da Cia. Corpos Nômades – O Lugar, tivemos Xamanismo e Poesia, com bons resultados: cobramos R$ 30,00 por aula, com direito a meia para quem pagasse pelo curso todo. Valores seriam esses. Mas eu quero saber quais temas suscitam maior interesse. Só não darei oficina de criação literária, por motivos éticos: comecei uma, agora, também cobrando mensalidade, no EdArt, e não concorro comigo mesmo.

Os temas possíveis de cursos – informem quais preferem no espaço para comentários deste blog ou no Facebook, onde isto também aparecerá :

ROBERTO PIVA: POESIA E POÉTICA: quatro aulas, duração de duas horas cada, incluindo a contribuição de teses, dissertações e ensaios tratando dele, além de publicações recentes como a biografia-reportagem Os dentes da memória, a coletânea de entrevistas e a nova antologia, todas lançadas pela Azougue, e o volume de inéditos Antropofagias e outros escritos, pela Córrego.

XAMANISMO E POESIA: também quatro aulas; basicamente, o curso que acabei de dar na Cia. Corpos Nômades – O Lugar, e que suscitou interesse.

SURREALISMO: UMA POÉTICA DO DELÍRIO, com oito aulas, versão atualizada do que apresentei há dois anos na Unicamp e na Cia. Corpos Nômades – O Lugar, tratando de poesia, artes visuais, cinema, objetos, espaços urbanos e arquitetura, acaso objetivo e demais tópicos relevantes.

UMA INTRODUÇÃO À LEITURA DE JACK KEROUAC: três aulas, mostrando a complexidade da obra do criador do termo Geração Beat, sugerindo interpretações e roteiros de leitura. Nas três palestras na mostra de cinema Geração Beat, que atraíram mais de cem pessoas (público excedeu, faltou lugar), ficou claro para mim que sobrava assunto, que caberiam mais palestras

ALLEN GINSBERG E A GERAÇÃO BEAT: três aulas, examinando- como poeta, pensador político e personagem relevante do século 20 – nestes dois tópicos, Ginsberg Kerouac, tenho acréscimos e novidades com relação aos livros e artigos que já publiquei.

POESIA E CIDADES – de William Blake, Gérad de Nerval e Baudelaire até os contemporâneos: seis aulas. Ministrei esse curso por duas vezes, em 2008, e obviamente tenho novidades.

Consulto também sobre datas e horários: sextas feiras à noite, tipo 19h30 às 21h30? Ou sábados no fim da tarde, por volta das 18 hs?

Esta esplêndida edição de inéditos de Roberto Piva, ‘Antropofagias e outros escritos’

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Pela editora Córrego de Gabriel Kolyniak. Ilustrada, com fotos de originais por Sendi Moraes. Distribuída como recompensa aos que contribuíram para a Biblioteca de Roberto Piva. Ou, pelo valor equivalente, em http://www.editoracorrego.com.br/departamento/67263/06/gavie3o2dde2dpenacho Minha ilustração aproveita uma foto postada na rede social por Demetrios Galvão.

Suponhamos alguém que desconhecesse a poesia de Piva. Que não houvesse lido as Obras reunidas (Globo, três volumes), ou Paranóia, ou alguma das edições avulsas. Descobriria, através de Antropofagias e outros escritos e do recente Roberto Piva, da Coleção Postal / Azougue editorial / Cozinha experimental, também fora de comércio (só para assinantes da coleção), um poeta com voz própria: vigoroso, contundente, inovador. Um neo-pagão radical com uma imagética riquíssima. Alguém que abusou do direito de contradizer-se reivindicado por Baudelaire: reparem na prosa poética sobre os lugares mágicos de São Paulo, seguida, poucas páginas após, pelo desejo de, transformado em Nero, incendiar um bairro da cidade. E principalmente um poeta culto: onde achou, entre outras raridades, a epígrafe de Germain Nouveau, Qui prend l’encens de l’âme et les roses du corps,/ Qui simbolise um lys et que l’enfant enseigne.? Suas citações e transcrições mostram como leu bem os autores que mencionava – sem nunca parecer erudito chato, porém sempre no modo vital, exuberante e irreverente.

A questão, examinada por mim no posfácio do livro e por Roberto Bicelli na orelha é a seguinte: o que deu em Piva para deixar tanta poesia de qualidade fora das Obras reunidas? Fica claro que os 20 poemas com Brócoli poderiam ter sido, pelo menos, 22. Que poderia ter havido mais em Quizumba, Ciclones, etc. Como diriam os antigos: para gáudio dos leitores. Felizmente, tudo isso está sendo recuperado, bem como os desaparecidos Corações de Hot-Dog e Outdoors.

Algumas hipóteses e interpretações, apresentei-as em uma palestra recente. Esta: https://www.youtube.com/watch?v=72Oz6PjHKmw&feature=player_embedded A sinopse está aqui: https://www.academia.edu/28631158/A_sinopse_de_uma_nova_palestra_sobre_Roberto_Piva

Quero voltar ao assunto. Assim como também pretendo voltar a tratar de Paranóia, mostrando como Wesley Duke Lee incluiu em suas fotografias para esse livro uma escrita cifrada, de alusões, expondo e endossando a poética e visão de mundo de Piva.

Enquanto isso, reproduzo o poema final de Antropofagias e outros escritos, “O que importa é a porta”. Alusão ao poema de Herberto Helder, “joelho, salsa, lábios, mapa”? Observem como Piva investe contra os formalistas, os “cancerosos estudantes de semiótica”, e ao mesmo tempo brinca com eles, mostrando que poderia seguir por esse caminho, jogando com a relação do som e sentido, o quanto quisesse. Mas não quis – não lhe interessava tornar-se letra de música, acho.

 As teorias passam. A rã fica.

Jean Rostand, Carnets d’un Biologiste

O que importa e a porta

cancerosos estudantes de semiótica

não o buraco negro da fechadura

na rigidez apolínea dos esquifes

importa é vento além da porta que ainda ulula no hori-

zonte

gravatas de maconha enlaçadas na aurora

centauros trotando no porre das avenidas

cometas nas praias silenciosas

Eu quero tocar o tambor nesta orgia de claridades

circular na roda-gigante do coração do garoto punk

onde a tribo do futuro cochila

esperando o sinal do Ataque

EM TEMPO: Continua valendo o post precedente, sobre a venda promocional de meus livros de poesia. https://claudiowiller.wordpress.com/2016/12/09/venda-promocional-de-estranhas-experiencias/ E o próximo post será sobre o festival de cinema beat no CNBB, a partir de 06 de janeiro, no qual darei palestra. Aguardem.

A sinopse da palestra mais recente sobre Piva

Gravei em Academia.edu, para facilitar o acompanhamento do vídeo.

É esta sinopse:

https://www.academia.edu/28631158/A_sinopse_de_uma_nova_palestra_sobre_Roberto_Piva

O vídeo da palestra na livraria Tapera Taperá, já divulgado, é este:

Boa leitura e audição. Pretendo escrever mais.

 

Amanhã, sábado, 27/08, 20 h, sobre Píva

Retransmito. Faz parte dos esforços pela Biblioteca de Roberto Piva

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Informa Gabriel da editora Córrego:

www.catarse.me/bibliotecarobertopiva Caros amigos, quero convidar todos para a festa La Garçonière, 5a. Edição, neste sábado, no Estúdio Lâmina. Vamos lançar uma plaquete (com tiragem de 100 exemplares) com material inédito do Piva, que decidimos intitular “Carta aos alunos”. A plaquete será carimbada com alguns carimbos que o Piva usava, no final da vida, para autografar seus livros. Divulgo uma delas, que mostra a imagem do gavião-de-penacho.

Estudio Lâmina: Avenida São João, 108 – naque prédio incrível de 1920, por aí, ou antes. Escrevi breve prefácio relatando gênese do texto que está na plaquete. Lerei algo do Piva.