Posts Tagged ‘Claudio Willer ensaio’

Revista Limiar: dossiê sobre filosofia e literatura, artigo sobre surrealismo

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É a revista Limiar, publicada pela UNIFESP, com dossiê composto por artigos sobre Filosofia e Literatura

Inclui, entre contribuições substanciosas, meu artigo sobre a questão do sujeito no surrealismo. Adicionei algo àquele que já está no Academia.edu. Ilustrei com fotografia de Salvador Dali porque o cito, digo algo sobre o método paranoico-crítico e faço paralelo com Baudelaire, mostrando como também nisso o poeta foi precursor. (e porque não consegui copiar a capa da revista – mas abrindo o link vocês a verão)

O link da revista:

http://www2.unifesp.br/revistas/limiar/

O link para acesso direto ao meu artigo:

http://www2.unifesp.br/revistas/limiar/pdf-nr5/06_Willer-Claudio_Mais-sobre-surrealismo-e-filosofia_Limiar_vol-3_nr-5_1-sem-2016.pdf

O índice. Como podem ver, nosso problema não será a falta de ensaios merecedores de leitura.

REVISTA LIMIAR

Volume 3 – nº 5 – 1º Semestre 2016 
Dossiê Filosofia e Literatura
Org. Arlenice Almeida da Silva 

EDITORIAL | 1-3

ARTIGOS 

1. Filosofia e Literatura| 4-14 
Jeanne Marie Gagnebin 

2. Sobre a letra do espírito: hipóteses semióticas para uma filosofia da literatura | 15-66 
Nazareno Eduardo de Almeida 

3. Le partage de l´Absolu | 67-90 
Márcio Suzuki 

4. A Meditação Bíblica de Gonçalves Dias | 91-125 
Cilaine Alves Cunha 

5. Considerações acerca das Categorias dos Prazeres
e suas Causas na obra O Gosto do Barão de Montesquieu | 126-144 

Luciano da Silva Façanha, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho e Wainer Furtado Neves 

6. Mais sobre surrealismo e filosofia: a questão do sujeito | 145-158 
Cláudio Willer 

7. Filosofia e literatura: apontamentos sobre o romance | 159-172 
Hélio Salles Gentil 

8. O caráter específico do romance na Teoria do romance de Lukács e a liberdade em Schiller | 173-192 
Bruno Moretti Falcão Mendes 

9. O inquérito sobre a experiência | 193-214 
José Feres Sabino 

10. Subjetividade, dilaceramento e narratividade: um ensaio sobre As cabeças trocadas de Thomas Mann | 215-229 
Alexandre Pandolfo 

11. Henri Beckett e Samuel Bergson: arte, linguagem e memória | 230-239 
Gilberto Bettini Bonadio 
Aguardem mais artigos.

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Publicado meu ensaio “Roberto Piva e o surrealismo”

Na coletânea Reflexões sobre a modernidade: atas do Colóquio internacional Poéticas da modernidade, organizada por Flávia Nascimento Falleiros e Márcio Scheel, Jundiaí: Paco editorial, 2014.

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Substanciosa. Uma bela soma de tratamentos da modernidade. A destacar, participações importantes como a de Claude Leroy, especialista em Blaise Cendrars. Vejam a relação de artigos publicados. Em seguida, link da editora, para aquisição e demais informações.

O livro propõe uma discussão interdisciplinar que aborda este conceito em suas acepções estéticas e literárias – e políticas – no âmbito das Artes e das Ciências Humanas. Os ensaios reunidos neste livro são assinados por renomados pesquisadores brasileiros e estrangeiros que oferecem instigantes reflexões sobre esta noção ainda tão pertinente para o debate no campo das Humanidades.

Sumário:

Marxismo e modernidade; Modernidade e colonização : abordagem sócio-histórica e distanciamento crítico; As origens da sociologia e do romance: paralelos; Modernidade, cidade e escritura; A perversa modernidade iluminista: Pauliska de Révéroni Saint-Cyr; Complexidade e performatividade do Modernismo português; Modernidades atlânticas: consonâncias e distinções na literatura cabo-verdiana; Modernidade em Cendrars, ou a paixão pelas origens; Da modernidade e seus paradoxos: Paris, Aragon e Le Corbusier; Roberto Piva e o surrealismo;  O chapéu da vanguarda: leituras de Mallarmé; Notas sobre cinema e teatro em Manoel de Oliveira; A fotografia de Fernando Lemos ou a socialização do sonho; Transgresso e intertensão – 5 fragmentos para o entendimento de uma transmodernidade; Do texto à obra.

http://editorialpaco.com.br/livro/reflexoes-sobre-a-modernidade/

O livro ‘Ásperos perfumes’, com meu ensaio sobre criação poética e algumas drogas

Asperos Perfumes Capa

“A criação poética e algumas drogas”, ensaio em Ásperos perfumes, organizado por Fábio Ferreira de Almeida, Goiânia: Edições Ricochete, 2015. É o texto apresentado em palestra do IX Colóquio de Filosofia e Literatura, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO, maio de 2014.

Meu exame mais detalhado do tema. As comparações entre o que aconteceu com Baudelaire e Ginsberg, o paralelo dos Lake Poets, Jeune France e beats, acho que adicionei e desta vez consegui publicar um ensaio bom.

A coletânea toda é substanciosa, informativa e provocativa. Já está disponível pelo site da editora, www.edicoes-ricochete.com e Estante Virtual. Deverá pousar também em livrarias. É o mesmo organizador e mesma editora de Tempo de Lautréamont, onde saiu meu “Lautréamont, leitor de Baudelaire”, ano passado.

Veja o índice de Ásperos perfumes e digam se não dá vontade de ler tudo:

Sumário

 Apresentação

Fábio Ferreira de Almeida

 

A criação poética e algumas drogas

Claudio Willer

 

A flor de Coleridge

O culto romântico do sonho e o ópio

Alípio Correia de Franca Neto

 

Hiperfísica da dor

Ana Chiara

 

O drogado quer gozar?

Devir e corpo-drogado

Daniel Lins

 

Literatura, o álcool, a obra

José Ternes

Manoel de Barros – 1916-2014

Manoel de BarrosManoel de Barros foi, declaradamente, surrealista, conforme suas poucas entrevistas. A meu ver, um grande surrealista brasileiro. Em meu artigo e na palestra que dei sobre ele em Campo Grande, ano passado, procurei mostrar como em sua poesia se encontram o regional e o universal. Um poeta do Pantanal, interlocutor de índios e caboclos, e um leitor de Baudelaire, Rimbaud e o que se seguiu. Por isso, as comparações com Octavio Paz, Herberto Helder e Radovan Ivsic. Este artigo:
https://www.academia.edu/4676460/Manoel_de_Barros_novo
Quantidade de acessos à página no Academia.edu– 455 até a divulgação da sua morte, agora são mais, pois reproduzi o link no Facebook – mostra, evidentemente, interesse por sua poesia; e também que a bibliografia sobre ele ainda é pequena: por isso, leitores que fazem pesquisa pelo Google acabam deparando-se com meu texto.
Um episódio engraçado: de volta de Campo Grande, no dia seguinte, fui, conferencista convidado, a uma celebração do Dia do Livro na Câmara Municipal de uma localidade próxima. Precedeu-me um orador da Sociedade Bíblica, que recitou o “No princípio era o verbo” do apóstolo evangelista. Imediatamente, repiquei com o “No descomeço era o delírio” de Manoel de Barros – este poema, que a seguir li na Casa das Rosas:
https://claudiowiller.wordpress.com/2013/10/03/manoel-de-barros/
Ótimo haver a edição da poesia completa dele pela Leya. Contudo, sinto falta de uma edição crítica, com notas, inclusive dando variantes e circunstâncias dos poemas, um bom resumo biográfico, apoio crítico. Beneficiará pesquisadores e o número crescente de leitores.
Ainda quero dizer e escrever algo sobre “Gramática expositiva do chão” – para mim, aula de pensamento analógico e um ponto alto da poesia em prosa no Brasil. Aqui, uma espécie de ‘suite’ do meu artigo, alguns tópicos ainda a serem desenvolvidos.
https://claudiowiller.wordpress.com/2013/10/04/manoel-de-barros-mais/
Naqueles encontros de poesia de 1996-97 da Secretaria Municipal de Cultura, trouxemos Manoel de Barros. Sessão foi na biblioteca de Vila Mariana. Conferencistas foram Berta Waldman e José Geraldo Couto. Graça Berman fez leitura de poemas. Manoel não falava em público, como sabem. Apenas assistiu, impassível. Mas, encerrada a sessão, ficou conversando animadamente com o público, formou-se uma rodinha a seu redor e a sessão se estendeu por mais 40 minutos. Sorte de quem foi. Um perpétuo lamento por, naquela época, não dispormos da tecnologia atual, da facilidade para gravar e divulgar essas ocasiões.
Em tempo: link da entrevista dele a José Geraldo Couto na Folha de São Paulo, em 1993, na qual se declara surrealista: http://acervo.folha.com.br/fsp/1993/11/14/72/4849640

Mais um bom artigo sobre “Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico”

No Caderno 2 do Estadão de hoje, sábado 08/11:
http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,os-rebeldes-analisa-os-escritores-da-beat-generation-americana,1589622
Por Rodrigo Petrônio, que conhece. Situa-me entre os estudiosos do assunto.

Em tempo (postado a 10/11): acrescento artigo do excelente poeta e ensaísta português António Cândido Franco, que saiu em Musa Rara (versão do que sairá em Portugal, na revista A Ideia):
http://www.musarara.com.br/geracao-beat-e-anarquismo-mistico-2

Adicionam-se a uma recepção crítica excelente, já registrada aqui:
https://claudiowiller.wordpress.com/2014/08/24/materias-sobre-os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico-atualizando-a-boa-recepcao/
Volto a insistir: meu ensaio é sobre leitura; sobre enxergar mais em obras literárias de qualidade.

Em São Carlos: palestra, homenagem e sessão de autógrafos

São Carlos WillerSerá dia 16 de setembro, terça feira. A partir das 19h, no auditório do CECH (Edifício AT2), área sul da UFSCar, campus São Carlos, precedendo minha chegada a Araraquara, noticiada na postagem precedente.
A sessão consistirá em uma palestra do poeta e crítico Claudio Daniel evocando os 50 anos da minha estréia com Anotações para um apocalipse, seguida por sessão de autógrafos do recente Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014). Mediação de Rejane Rocha, organização de Wilson Alves-Bezerra; ambos, professores da UFSCar.
Foi na mesma UFSCar, em 2008, em um mini-curso sobre Geração Beat, que comecei a desenvolver a argumentação que resultou neste novo livro que autografarei. Em 2009, também fiz lançamento de Geração Beat (L&PM) precedido por palestra intitulada Geração Beat e Místicas da Transgressão – foi ótimo.
Claudio Daniel escreveu sobre minha poesia, em artigo recente na revista Cult, e em seus blogs Zunaí e Cantar a Pele de Lontra. O artigo da Cult: http://revistacult.uol.com.br/home/2014/06/claudio-willer-a-jornada-em-busca-do-encantatorio/
Wilson Alves-Bezerra já comentou livros meus e recentemente publicou este artigo: http://confabulario.eluniversal.com.mx/la-vida-experimental/
Estarei, portanto, acompanhado por bibliografia. Já fui tema de eventos relacionados à passagem do tempo e as datas redondas; por isso, sei que não encabulo e não me esconderei atrás da cortina ou sob a mesa. Também direi algo.
Reproduzo o informe do evento:
A Coordenadoria de Cultura da PROEX/UFSCar
convida para
HOMENAGEM A CLÁUDIO WILLER
ANOTAÇÕES PARA UM APOCALIPSE – EM 1964 E HOJE
POR CLAUDIO DANIEL
Mesa de homenagem por ocasião dos 50 anos do lançamento de seu primeiro livro de Claudio Willer, Anotações para um apocalipse. Um dos principais poetas da geraçãodos Novíssimos, lançada pelo editor Massao Ohno (1936-2010), Willer foi um dos introdutores da poesia beat no Brasil e um contumaz praticamente do surrealismo. Autor de obras literárias como Anotações para um apocalipse (1964), Jardins da Provocação(1976), Dias Circulares (1981), Volta (1996) e Estranhas Experiências (2004), seus textos dialogam com Artaud, Breton, Ginsberg, Helder e Lautréamont, entre outros. Sua obra foi traduzida para o espanhol e o alemão. O alcance de sua poesia pode ser visto no Dictionnaire général du Surréalisme et de ses environs (1982), onde figura como verbete; no filme Uma outra cidade (Dir. Ugo Giorgetti, 2000) e no recente livro-reportagem Os dentes da memória (Azougue, 2010).
Palestrante
Claudio Daniel, poeta, tradutor e ensaísta paulistano. É autor de diversos livros de poesia e antologias. É editor da revista eletrônica de poesia Zunái e mantém o blog Cantar a Pele de Lontra. Escreve na coluna Retrato do Artista da revista CULT. Curador de Literatura e Poesia do Centro Cultural São Paulo entre 2011 e 2014, atualmente é supervisor de cultura na Subprefeitura da Sé.
Mediação
Rejane Rocha, professora do Departamento de Letras da UFSCar, e do programa de pós-graduação em estudos de literatura. É especialista em literatura contemporânea.
Dia 16 de setembro de 2014, às 19h, no auditório do CECH (Edifício AT2). Área sul da UFSCar, campus São Carlos.
Willer debaterá com o público sua obra, lerá seus poemas e autografará eu novo livro de ensaios Os rebeldes: geração beat e anarquismo místico (L&PM, 2014).

Slim Gaillard, personagem de Kerouac, e suas apresentações

Esse músico ocupa algumas páginas de On the Road de Kerouac (219 a 221 na edição brasileira, da L&PM); e, por isso, do meu Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM), a propósito do som anteposto ao sentido, das glossolalias. Quando preparei olivro, não achei quase nada sobre ele no meio digital. Mas, nesse manancial infinito, aparecem agora bons registros; inclusive um documentário extenso da BBC, descoberto pelo músico Pita Araujo, que colaborou em dois dos meus cursos sobre Geração Beat.
A seguir, links com Gaillard. E um trecho dos comentários em meu livro, incluindo citação de Kerouac.
O documentário da BBC:

Uma apresentação em que entoa as glossolalias – algo semelhante ao que Kerouac e Cassady presenciaram:

Reparem que nessa seção do Youtube há outros bons segmentos com ele.
O precursor ‘Tutti Frutti’ (do qual Little Richard se apropriou, expandindo o rock):

A sinopse biográfica na Wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Slim_Gaillard
Meus comentários em Os rebeldes:
Um dos trechos exaltados da louvação a jazzistas em On the Road é sobre um dos mais originais dentre aqueles músicos. É quando Kerouac e Cassady se encontram com Slim Gaillard, o excêntrico guitarrista negro que, ao falar, se expressa através de glossolalias, fonemas não-semantizados. Cassady o proclama “Deus”; Kerouac o retrata como iluminado, xamã:
“Slim Gaillard é um negro alto e magro com grandes olhos melancólicos que tá sempre dizendo “Legal-oruni” e “que tal um bourbon-oruni?” […] E então [depois de interpretar seu jazz] ele se levanta lentamente, pega o microfone e diz, com muita calma: “Grande-oruni…. belo-ovauti… olá-oruni…. bourbon-oruni… tudo-oruni…. como estão os garotos da primeira fila, fazendo a cabeça com suas garotas-oruni…. oruni…. vauti…. orunirumi….” Continue lendo