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A entrevista no programa “Sala de leitura” de Fabiano Fernandes Garcez

A 22 de abril deste 2017, um sábado à tarde, Fabiano Fernandes Garcez gravou uma extensa entrevista comigo no estúdio que montou em sua residência. Integra seu programa “Sala de leitura”, dedicado a poetas contemporâneos brasileiros.

Divulgou-a em três partes:

Parte 1, 39 minutos, mais evocativa: “como era divertido São Paulo ser província”, digo algo sobre minha poética e bastante leitura de poesia em voz alta, comentada: https://www.youtube.com/watch?v=drq_6XFP5aM

Parte 2, 40 minutos, alguma informação sobre gnosticismo e minhas incursões mais recentes em xamanismo e poesia, e mais leituras de poemas: https://www.youtube.com/watch?v=ceGeslwMIDc&feature=youtu.be

Parte 3: 19 minutos, os beats, minhas traduções, entre outros tópicos – e leituras de poesia: https://www.youtube.com/watch?v=HhfU7l-TaMk

Meu registro videográfico é considerável (viva os avanços tecnológicos, e que pena não haver tudo isso umas décadas atrás….), além das entrevistas e depoimentos publicados. Nesta, transformada em série de três, observo sua atualidade, as informações sobre o que tenho preparado e os comentários sobre o que se passa agora. E a precisão de Fabiano como entrevistador, por ele conhecer bem o conteúdo, os temas de suas perguntas.

Novidades editoriais – inclusive a nova edição do ‘Geração Beat’ – e algo sobre memória cultural

geracaobeat_9788525418272_mGeração Beat, L&PM Pocket, lançado em 2009, estava esgotado após vender 7.200 exemplares da primeira edição e reimpressão. Voltou. Há nova edição, conforme a página da L&PM:
http://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=736390&ID=809064

Encontrará novos leitores. Tenho notícias da formação de grupos interessados no assunto. Até mesmo da proposta de proclamar Canoas, RS, “Cidade Beat”, com programação de eventos e manifestações. Tomara que dê certo. Irei.
Havia publicado aqui a recepção pela crítica:
http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805133&SecaoID=816261&SubsecaoID=935305&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=514745
Também preparei post com a recepção do Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM) –agora também disponível em e-book:
https://claudiowiller.wordpress.com/2014/08/24/materias-sobre-os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico-atualizando-a-boa-recepcao/
Posso me queixar da falta de muita coisa – mas não de elogios ao que escrevo, por gente qualificada.
Divulgarei as próximas materializações para tratar do assunto – palestras e cursos. Aguardem.
Alô alô, editores: quero publicar um livro sobre surrealismo. Também encontrará leitores. Quanto ao próximo de poesia, A verdadeira história do século 20, deverá sair antes em Portugal. Acho elegante ser publicado em uma coleção intitulada Cadernos Surrealistas (da Apenas Livros)
Acabou de sair vídeo da entrevista comigo no projeto Memória Oral da Biblioteca Mário de Andrade, de 2005:

Falei durante duas horas. Também pode ser lido, em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/upload/Depoimento_Claudio_Willer_1253570255.pdf
No mesmo blocão de Youtube, entrevistas com Massao Ohno (raridade, não gostava muito de falar), Ugo Giorgetti e outros protagonistas culturais.
Entrevista comigo foi conduzida por Daisy Perelmutter, que cuidava de programação cultural na Biblioteca. Deveriam ter creditado. Deveriam ter creditado todo mundo que fez ou foi responsável por ser feito, prefeito Serra, sec. de cultura Calil, diretor da Biblioteca Luis Francisco Carvalho Filho, a Daisy, a outra moça que entrevistou o Massao, todos. Isso também é memória cultural. E poderiam dizer quem pôs no ar agora (gestão Juca ou Nabil? quem está na Biblioteca?). Quando coordenava programação cultural na Secretaria, sempre creditava no material de divulgação. As menções protocolares, os prefeitos de então, secretário Konder, obviamente eu, coordenador contratado se houvesse, mais o Luiz, a Dora, o Rubinho, quem estivesse naquele projeto. Nomear quem trabalha é profissionalismo. Acho que administrações brasileiras obliteram quem veio antes. Ainda bem que resgataram o material desse projeto Memória Oral.

Entrevista para rádio: Paisagens Poéticas

Realizada por Renata Roman, solos de Romulo Alexis, para uma programação radiofônica da Casa das Rosas. Dou depoimento e leio poemas. Links para acessar (tem uma setinha misteriosa e algo sobre habilitar cookies – dará certo):
http://paisagensepoeticas.wordpress.com/2014/04/25/13_claudio-willer/
https://soundcloud.com/#atelie-sonoro/paisagens-e-poeticas_13_claudio-willer
http://casadasrosas.org.br/tv-cr/podcasts-poticos–paisagens-e-poticas–claudio-willer
Ouçam-me. Acho que complementa o que está em Os dentes da memória, no documentário Uma outra cidade e em outros lugares.
Uma seleta de trechos preparada por Célia Musili, que já está no Facebook:
“Não gostávamos nem um pouco dos tradicionalistas e não tínhamos nenhuma simpatia pelos formalistas. Éramos, eu principalmente era neo romântico.”

“Quando li que os Românticos gostavam mais da noite que do dia , mais da imaginação que da realidade, mais da inspiração do que do cálculo, mais do sonho que do cotidiano, e achavam que a emoção era mais importante que a razão, etc, percebi que eu era romântico. ”

“Os ocasionais intimismos líricos, as moças e mulheres que eu conheci com mais vocação para musa, inspiraram e me motivaram a escrever em momentos assim de maravilhamento. Lembro uma vez que eu estava no ateliê de uma amiga muito querida, com uma vista daqueles pores de sol roxo (…),alguém pos na vitrola o funeral de Siegfried de Wagner, na hora escrevi um poema em prosa que está publicado em Dias Circulares:
Uma montanha de anjos com insolação desaba sobre a terra/ Espalha-se pelas antecâmaras da esfinge/ respira um vento de alucinação que me dá plena consciência de amar/ e isso é um ponto fixo incrustado na minha retina.”

“Eu sou um afortunado, as traduções de alguns dos meus autores prediletos vieram ao meu encontro, legítimo acaso objetivo.”