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Nova palestra: Allen Ginsberg e a Geração Beat, em Ribeirão Preto

Onde: SESC de Ribeirão Preto, Rua Tibiriçá, 50 – Centro, 14010090 Ribeirão Preto. No Auditório. 202 lugares. Acesso livre.

Quando: Sábado, dia 25 de março, às 11 h.

Informam os organizadores:

Em março, o CLIP – Clube de leitura com interesse em poesia – tratará da gênese da Geração Beat e da contribuição literária de Ginsberg através de “Uivo”, “América”, “Sutra do Girassol” e tantos outros poemas. Ginsberg insistiu que a criminalização do uso de drogas fortalece o crime organizado, tomou a defesa da diversidade cultural e sexual – praticando-a intensamente. Receberá atenção também a religiosidade heterodoxa de Ginsberg, mostrando que misticismo não é sinônimo de alheamento e abstenção.
Claudio Willer é poeta, tradutor, ensaísta e fez pós-doutorado em Letras pela USP.

Venham. Avisem interessados. Problema não será a falta de assunto. Trarei exemplares do meu livro de poesia A verdadeira história do século 20. Obrigado!

EM TEMPO: Reproduzo aqui também as gravações no YouTube das minhas palestras sobre Jack Kerouac e a Geração Beat, nas mostras de cinema beat no CCBB, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sobrou público, mesmo com auditórios grandes:

Em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=i4pedYkXQcg&feature=share

No Rio de Janeiro: https://www.youtube.com/watch?v=uEQYTk0SPR4&feature=share

O CONFERENCISTA DE SANDÁLIAS E OUTROS TIPOS

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Após centenas de apresentações e participações, enxerguei uma tipologia:

  1. CONFERENCIATA DE COPO D’ÁGUA: Formal, protocolar (“sinto-me honrado” etc), fala pausadamente, mostra que sabe expressar-se, faz breve pausa para tomar três golinhos de água e prossegue – ainda hoje, em academias de letras e cenáculos afins.
  2. CONFERENCISTA POLÊMICO: Destrói o tema proposto em vez de expô-lo. Cognato do entrevistado polêmico, que vai questionando as perguntas que lhe são feitas em vez de respondê-las. Já encarnei. A última vez, setembro do ano passado, mesa sobre dadaísmo em Goiânia. Seria sobre “pós-história”, “pós-histórico”, algo assim, e minha simpatia por essa categoria é tão nula quanto pelo “pós-moderno” e “pós-modernidade”. Fui argumentando que dadá não é pós-histórico coisa nenhuma porque Tristan Tzara aderiu ao comunismo soviético, um determinismo histórico, relacionou dadá à Primeira Guerra Mundial e afirmou que surrealismo estava encerrado com o fim da Segunda Guerra Mundial (Breton foi à palestra dele de 1947 e deu um escândalo), etc. Na verdade, o tema era do meu companheiro de mesa, que o sustentou de modo adequado, e terminamos todos bem entendidos.
  3. CONFERENCISTA BALBUCIANTE, normalmente professor/a universitário/a ou aspirante a, hipnotizado pela tela do laptop, monocórdico, vai murmurando o que está na tela, entende-se com esforço. Variante do conferencista com a cara enfiada nas folhas do “paper”. Comum nos grandes eventos universitários em que apresentar qualquer coisa vale pontos no CAPES, prestigiados pela clientela dos certificados.
  4. CONFERENCISTA SALVADOR: nos mesmos eventos, brilhante, capaz de conferir credibilidade ao transmitir informação nessas ocasiões e através das subseqüentes publicações coletivas. Auditórios lotam e todos saem achando que compensou a viagem e o calor.
  5. CONFERENCISTA DERROTADO PELA TECNOLOGIA: aconteceu comigo no Festival Beat em São Paulo, em janeiro. Equipamento de data show do CCBB queimou. Palestra atrasou uma hora, improvisei sem as imagens selecionadas, ao final até que deu certo. Variante, o conferencista que esquece o pen drive em casa ou o perde na viagem – também já me aconteceu.
  6. CONFERENCISTA DE SANDÁLIAS – encarnei no Festival Beat do Rio de Janeiro no CCBB, palestra sobre Jack Kerouac (dia 11 de fevereiro – a boa foto é de Thereza Christina Rocque da Motta). Calor e platéia muito informal (houve quem viesse sem camisa e quem esmurrasse a porta por não haver mais lugar no auditório). O dramaturgo Plinio Marcos fazia esse tipo, em eventos menos informais. Entre outros , por volta de 1985 na Biblioteca Mário de Andrade, em uma sessão promovida pela UBE sobre mercado editorial ou algo assim. Enquanto o outro participante da mesa, um presidente da Câmara Brasileira do Livro, expunha, cruzou as pernas e ficou mexendo no dedão do pé direito, tirando cutícula, acho. Ninguém reparou no que o presidente da CBL dizia, todos olhavam Plinio Marcos a ocupar-se com seu dedão. Antes, em sua fala, havia insultado o presidente da CBL – injuriado por não permitirem que vendesse seus livros, feito um camelô, na Bienal do Livro. Coordenei a sessão (outro tipo, o coordenador impassível). Inesquecível (tanto é que me lembro).

POESIA E XAMANISMO: UM NOVO CURSO

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Quando: Três sessões às quartas feiras, dias 8, 15 e 22 de março de 2017, das 19h30 às 21h30

Onde: Espaço Cênico O LUGAR da Cia. Corpos Nômades, Rua Augusta 325

Valor do ingresso: R$ 30,00 por aula, com direito à meia entrada para as categorias que têm direito à meia entrada, além de participantes de outros cursos e atividades dos Corpos Nômades, xamãs, poetas surrealistas e quem comprar para os 3 dias. Inscrevam-se e paguem antes através deste e-mail: ciacorposnomades@gmail.com com assunto: Poesia e Xamanismo (convém, pois o número de lugares é limitado, para 40 pessoas). Também poderão retirar/comprar o ingresso no Espaço Cênico O LUGAR de segunda a sexta das 15h às 18h, exceto no Carnaval (dinheiro ou cartão).

O curso: Em julho de 2016 dei uma extensa palestra sobre poesia e xamanismo. Falei por duas horas, público que lotou o auditório apreciou, mas não consegui cobrir todos os tópicos que havia proposto. Sobrou assunto. Desde então, pesquisei mais e novas leituras mostraram-me interpretações e modos originais de examinar o assunto. Daí programar três sessões. O objetivo é, em primeira instância, enriquecer a leitura da poesia, possibilitando enxergar mais sentidos, além de ampliar a sensibilidade dos leitores e proporcionar o acesso ao maravilhoso, ao mundo mágico-poético.

Examinaremos tópicos como estes:

Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs? O que em suas obras justifica essa associação? O mito de Orfeu – patrono dos poetas – é xamânico? (muito, vou adiantando , e sob vários aspectos) A propósito, quais os principais poemas órficos? (quem mencionar Altazor de Huidobro acertou) Por que uma declaração como “O Eu é um outro” de Rimbaud corresponde a algo típico do xamanismo? E de Michael McClure, “QUANDO UM HOMEM NÃO ADMITE SER UM ANIMAL, ele é menos que um animal”? O que pode ser dito sobre animais no xamanismo e na poesia, inclusive em bestiários? E sobre instrumentos? Qual a contribuição de Herberto Helder à compreensão das afinidades de poesia e xamanismo? Um poema como “O índio interior” de Invenção de Orfeu de Jorge de Lima pode ser lido como xamânico? O soneto “Versos dourados” de Gérard de Nerval é xamânico? Cabem as associações de Antonin Artaud ao xamanismo? (claro que sim, porém detalharei) Quais as evidências de uma percepção lúcida e informada de xamanismo em Roberto Piva? Sobre quais outros contemporâneos nossos eu teria algo a dizer?

Além das abordagens clássicas – como aquela de Mircea Eliade – e contemporâneas – como a de Eduardo Viveiros de Castro (acho brilhante) – e referências obrigatórias como a Etnopoética de Jerome Rothenberg, trarei novidades, contribuições pessoais. Por exemplo, a categoria “alucinação” do semiótico Michel Riffaterre, como distinta do “delírio”, projetada na experiência poético-xamânica. Justificarei minha admiração por Patti Smith. E me apoiarei bastante em recursos audiovisuais, data-show e afins.

Agradeço retransmissão e outros modos de divulgação. Em breve publicarei outros posts, sobre o conferencista de sandálias e em seguida sobre a extensa oficina de criação também preparada para iniciar-se em março. Nosso problema não será a falta de assunto.

Minha palestra ou ‘masterclass’ sobre Geração Beat

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Quando: dia 07 de janeiro, sábado, das 17h30 às 19h30.

Onde: Centro Cultural do Banco do Brasil, Rua Álvares Penteado, 112 – São Paulo (SP) (11) 3113-3651

Faz parte da mostra Cinema Geração Beat, organizada por Roberta Sauerbronn e equipe da Saraguina Filmes. Estará em cartaz dos dias 06 a 29 de janeiro, nessa instituição.

A programação – enorme, diversificada, com raridades de permeio a filmes mais conhecidos – está aqui: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/geracao-beat-2/

Em seguida, tudo isso será apresentado no Rio de Janeiro, também no CCBB, ao longo do mês de fevereiro – inclusive nova palestra minha, dia 11 de fevereiro.

A imagem que ilustra este post é de uma palestra equivalente no CCBB, porém em Brasília, em julho deste ano. Reparem não só no auditório lotado, mas na atenção do público. Gostei.

A propósito de auditório lotado: ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência, pela ordem de chegada. Em Brasília, amigos vieram assistir, porém não havia mais lugar.

A propósito da programação: reúne desde filmes mais notórios, inclusive o de Walter Salles, a raridades e preciosidades – como Chappaqua e outros experimentos relacionados a Burroughs. Serei visto em algumas das sessões, inclusive na abertura.

Gostei muito da escolha de The Magic Trip para abrir. É o registro dos tomadores de LSD liderados por Ken Kesey, os “merry pranksters” que atravessaram os Estados Unidos no ônibus com Neal Cassady ao volante. Acho comovente em sua pureza. Saíram levando equipamento de filmagem profissional, mas sem noção de como operá-lo. Então, o começo é muito confuso (mas registra o episódio da garota que tomou LSD demais, tirou a roupa, saiu estrada afora e teve que ser mandada de volta para casa). Vai se refinando, ganhando em precisão ao longo da epopéia, até o ponto culminante, o encontro com Ginsberg e Kerouac na Feira de Nova York. Ainda há lindas cenas no Canadá, precedendo o revertério da volta à Califórnia para enfrentar uma campanha contra o LSD. Prodígio de edição, as 32 horas rodadas convertidas em um longa normal.

Esse e outros filmes – inclusive o de Walter Salles que precede minha palestra – eu pretendo comentar na hora de conversar / debater com o público. Antes, darei sugestões de leitura e interpretações de Kerouac, apresentando motivos para considerá-lo um escritor extraordinário – além de outros tópicos relacionados á Beat.

De tudo que publiquei sobre Kerouac, Ginsberg & friends, separei esta resenha de O livro de Jack, que saiu na Ilustríssima uns três anos atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/12/1381731-kerouac-o-biografavel.shtml

2016: que ano complicado!

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Muitos profissionais da cultura vêm enfrentando sérias dificuldades ao longo deste ano. Há um estreitamente provocado por cortes de recursos, afetando instituições e órgãos públicos, além das empresas, do mercado propriamente dito.

Diante desse quadro, só posso agradecer aos amigos, interlocutores e leitores, pelo empenho em me programarem. Aos que têm feito gestões para que eu receba convites de palestras, cursos, oficinas, preparação de textos e projetos nos quais a contribuição cultural seja correspondida por um tratamento profissional. O agradecimento se estende a administradores e gestores culturais especialmente receptivos ao que lhes apresentei. E também a editores que apresentam prestações de contas pontuais e transparentes (ironias á parte, alguns de fato corresponderam plenamente ao que eu esperava).

Prosseguindo assim, chegaremos bem a 2017; a dias melhores, espero.

A foto que ilustra este post foi tirada durante uma palestra no Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo, dia 25 de fevereiro de 2015. Ocasiões como essa – e muitas outras – voltarão a tornar-se frequentes, espero.

 

A sinopse da palestra mais recente sobre Piva

Gravei em Academia.edu, para facilitar o acompanhamento do vídeo.

É esta sinopse:

https://www.academia.edu/28631158/A_sinopse_de_uma_nova_palestra_sobre_Roberto_Piva

O vídeo da palestra na livraria Tapera Taperá, já divulgado, é este:

Boa leitura e audição. Pretendo escrever mais.

 

A sinopse e imagens da minha palestra sobre Geração beat em Brasília

“A Geração Beat na literatura, na vida e no cinema”, na Mostra de Cinema Geração Beat, Centro Cultural do Banco do Brasil, Brasília, DF, dia 13 de julho de 2016. Combinar com a produtora Roberta Sauerbronn algum modo de fazer que chegue aos que compareceram (lotaram auditório e faltaram senhas). Imagens ficaram ótimas, acho. Centrei em Kerouac por preceder a exibição de Na estrada de Walter Salles. Obviamente, não segui todo este roteiro – improvisei algo. Principal referência bibliográfica, meus dois livros, Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (ambos pela L&PM) – mas fui além, disse coisas que não estão nos livros. Pretendo postar também sinopse da minha palestra de ontem, 23/07, sobre xamanismo e poesia.

BEAT PARA O FESTIVAL DE CINEMA – BRASÍLIA

  1. Histórico, formação e caracterização da beat. A origem do termo: Jack Kerouac, 1948, conversando com John Clellon Holmes, autor de Go!Beat Generation Lost Generation. Beat: Herbert Huncke. O papel de Allen Ginsberg: constituiu a beat. William Burroughs, o mentor.
  2. Traços em comum:
    • Valorização da espontaneidade. A cultura hipster; os músicos bop; o abstracionismo lírico e Jackson Pollock; os atores formados no Actors Studio.
    • Religiosidade (a idéia de religiões pessoais): Schlegel: “Apenas aquele que tem uma religião dentro de si mesmo e uma concepção original do infinito pode ser um artista”. Gnosticismo. Citar Kral Majales de Ginsberg. Kerouac: “Na verdade, não sou um beat, mas sim um estranho e solitário católico, louco e místico”.
    • O episódio de Burroughs e Ginsberg: ambientalismo e mística da natureza: o mamífero em Michael McClure: isto é xamanismo.
      • “QUANDO UM HOMEM NÃO ADMITE SER UM ANIMAL, ele é menos que um animal. […] O HOMEM NÃO É UM ISÔMERO DE MAMÍFERO – ele é precisamente um mamífero. A rota para essa consciência é necessariamente biológica. A poesia é biológica. […] O homem é um mamífero se experimentando
  1. Recusa da massificação, da prosperidade: Kerouac. As declarações de princípios: “Sou pobre e por isso tenho tudo o que eu quero” em Visions of Cody; “Quero ser um negro” em On the Road. A fascinação pelo outro e a recusa da ordem estabelecida. Negros, vagabundos, índios, mexicanos – “são índios, não Pedros e Panchos” em OR; “fellás”, excluídos e marginais; os vagabundos:
    • Vanity of Duluoz: “pois eu sabia que esses esquimós são um povo índio grande e forte, que eles têm seus deuses e mitologia, que eles conhecem todos os segredos de sua terra estranha e que eles têm uma moral e honra que ultrapassa a nossa de longe.”
    • Os subterrâneos: “olhar para três ou quatro índios atravessando um campo é para os sentidos algo inacreditável como um sonho”
  2. On the Road: obra da segunda metade do século 20 que mais exerceu influência? Bob Dylan, Lou Reed, Thomas Wolfe, Hunter Thompson, Eduardo Bueno etc. Kerouac, profeta da contracultura em Os vagabundos iluminados – depois rejeitou como massificação. O ataque por críticos acadêmicos e conservadores. O espanto provocado pelas biografias. Um renascimento de Kerouac: conforme O livro de Jack de Gifford e Lee, em 1976 só havia três títulos dele disponíveis na praça – hoje, edições de inéditos, reedições, ensaios e teses.
  3. A origem canuk, o bilingüismo. A relação com a língua, escrita e falada; transmissão oral (Miles, Zott) e leitura. Gabrielle e Léo Kerouac: provincianismo vs. cosmopolitismo.
  4. A relação de Kerouac com a literatura: Os subterrâneos, um exemplo, viveu / reescreveu a seu modo Memórias do subsolo de Dostoievski. Formação revelada através de pesquisas. Kerouac, o leitor de James Joyce, Louis-Férdinand Céline e muito mais.
  5. A questão da espontaneidade: mitos e fatos sobre a criação de On the Road e outras obras de Kerouac. A saga dos originais, do manuscrito original à edição final. O processo de criação – inversão do paradigma realista. Comparar Diários com On the Road. (o trecho sobre o Rio Mississipi). A confusão de relato factual e ficção: o artigo de Burroughs em Rolling Stone.
  6. Valor literário e On the Road. Texto polifônico e dialógico, ambivalente. Uma narrativa picaresca. O relato oral, escrever como se estivesse contando uma história para alguém. Humanizar personagens: “o romance é um gênero focado em gente”; por isso, “não se escreve a partir de um assunto, mas de viventes que colocamos em cena”.
  7. A espantosa ambivalência de Kerouac. Contraria-se. O final de Vagabundos iluminados e o começo de Anjos da desolação, opostos. Invenções, mentiras: o tratamento de Gary Snyder em Os vagabundos iluminados. Versões diferentes da mesma história em Viajante Solitário, Anjos da desolação, Os vagabundos iluminados.
  8. Sugestão: ler On the Road, Vagabundos iluminados e Anjos da desolação como trilogia de ascensão e queda.
  9. Paratextos em Visões de Cody, sua obra mais complexa (uma reparação, mitifica Neal Cassady após abandoná-lo no final de On the Road), junto com Doctor Sax. Vanity of Duluoz, de 1967: um testamento impressionante.
  10. A beat no cinema: alguns comentários: Burroughs. The Magic Trip. Na estrada.

 

Alguns links:

Minha tradução de Kral Majales de Ginsberg: https://claudiowiller.wordpress.com/2012/04/08/um-poema-de-ginsberg/

Kerouac no Steve Allen Show: https://www.youtube.com/watch?v=3LLpNKo09Xk

Kerouac e os haicais: http://forum.saxontheweb.net/showthread.php?229667-Jack-Kerouac-Blues-and-Haikus-album&s=25f66bbbdb00f14a6bf30abc9e3abf4f

Michael McClure e os leões: https://www.youtube.com/watch?v=djtmpdlXKEA

Trechos de minha palestra sobre Gregory Corso e leitura de “Bomba”: https://acasadevidro.com/2016/06/08/video-claudio-willer-e-a-bomba-beatnik-de-corso-declamacao-e-palestra-no-xi-coloquio-filosofia-e-literatura-catastrofe-pensamento-e-criacao-31-min/