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Falar sobre Hilda Hilst

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O SESC promove o ciclo “Presença de Hilda Hilst”, como atividade preparatória ou complementar da FLIP dedicada à autora de Da morte. Odes mínimas e tantas outras obras relevantes.

ONDE: Centro de Pesquisa e Formação do SESC, Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar, Bela Vista SAO PAULO | CEP: 01313-020

QUANDO: Dia 20 de junho (fará frio), quarta-feira, das 19h30 às 21h30.

O QUE HAVERÁ: Mesa tratando de ‘A sensibilidade mística’ (de Hilda, é claro). Com Claudio Willer e Rodrigo Petronio. Mediação: Luciana Araujo Marques.

Informa o SESC:

Hilda de Almeida Prado Hilst (1930-2004) está cada vez mais presente – poeta vivo não faz mesmo sucesso, como repetia com seu jeito de dizer coisas graves com riso.

Se teve pouca circulação quando estava viva, virou nos últimos anos praticamente fenômeno nas redes sociais com a mesma obra que sempre exigiu esforço e entrega, páginas que enfrentam temas complexos como o amor, o sexo, a morte, Deus, a finitude das coisas e a transcendência da alma.

Seus leitores estão aqui, neste ciclo que resulta de uma parceria Flip – Sesc por meio de seu Centro de Pesquisa e Formação,  para discutir sob múltiplos ângulos a Autora Homenageada em 2018.

Com Alcir PécoraBeatriz Azevedo, Joselia Aguiar, Carola Saavedra, Italo Moriconi, Alice Sant´Anna, Antônio Carlos SecchinEliane Robert MoraesMirna QueirozClaudio Willer, Rodrigo Petronio, Luciana Araujo MarquesHumberto WerneckMariana Ianelli, Luis Henrique Pellanda, Cristiano Diniz, Marina Costin FuserLuis Henrique PellandaBeatriz Azevedo, Donizeti MazonasZeca Baleiro, Mariana Paiva, Juliana CaldasLuisa Destri e Marcos Visnadi.

A programação completa, com todas as mesas, aqui:

http://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/presenca-de-hilda-hilst

Sugiro a interessados que não se impressionem com o “esgotado” que costa nesse programa. Sempre tem gente que se inscreve e não aparece. Ou então, que telefonem para saber como está.

 

 

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MINHA PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA

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Pelo transtorno da greve dos caminhoneiros, minha ida a Curitiba havia sido adiada, transferida, remarcada (viva a sinonímia!). A participação na banca do Rodrigo, a dissertação com a tradução de Piva, eu a fiz por Skipe. O restante, “presencial”, ocorrerá conforme a programação a seguir, articulada por Guilherme Gontijo Flores e Marcelo de Angelis:

Terça, 12.06: 

Claudio Willer — Anotações para um apocalipse.

Apresentação minha – lerei algo – haverá livros meus para serem autografados – e de autores locais convidados.

Local: Bar Ornitorrinco, Rua Benjamin Constant, 400

Horário: 19h30—23h

Quarta, 13.06:

“Surrealistas e beats — vidas em poesia”

Horário: 9h—12h30

Sala Lab01, Ed. D. Pedro I.

Mesa-redonda (9h—11h):

“‘As que ousaram sair de casa’: mulheres, poesia e transgressão”, por Renata Garraffoni

“Poesia e fotografia em Paranoia”, por Rodrigo Machado

“Transvisceração de Paranoia”, por Francisco de Matteu

“A poética surrealista de Claudio Willer: reconfigurando o campo referencial”, por Henrique Duarte Neto

Palestra (11h—12h30):

“Poesia e vida: via de mão dupla”, por Cláudio Willer

POESIA E XAMANISMO NO SESC DE SANTO ANDRÉ

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Serão quatro encontros. Não faltará assunto.

QUANDO: Aos sábados, dias 24 e 31 de março, 7 e 14 de abril. Horário, das 15 às 16h20 (o informe do SESC traz das 15 às 16 h, mas acho pouco)

ONDE: R. Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar, Santo André – SP, fone (11) 4438-9819, (11) 4469-1200, email@santoandre.sescsp.org.br, Facebook www.facebook.com/SESCSantoAndre, Site sescsp.org.br/santoandre

INFORMA O SESC – SANTO ANDRÉ:

O que é um xamã? A que modalidades de magos, feiticeiros e sacerdotes se aplica o termo? Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs e o que em suas obras justifica essa associação?

O ciclo de encontros, divido em quatro partes não sequenciais,  mostra de que modo temas e traços do xamanismo podem ser encontradas em uma diversidade de autores, desde Dante Alighieri, passando por William Blake, Gérard de Nerval e Rimbaud, até modernos e contemporâneos como Jorge de Lima, Antonin Artaud, Vicente Huidobro, Herberto Helder, Michael McClure, Gary Snyder, Jerome Rothemberg e Roberto Piva.

Claudio Willer é poeta, ensaísta e tradutor, ligado à criação literária mais rebelde, ao surrealismo e geração beat. Livros recentes: A verdadeira história do século 20, poesia (Apenas Livros, Lisboa, 2015); Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, ensaio (L&PM, 2014); Manifestos, 1964-2010, (Azougue, 2013), Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia moderna (Civilização Brasileira, 2010); Geração Beat (L&PM Pocket, 2009); Poemas para leer en voz alta (Andrómeda, San José, Costa Rica, 2007); Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004). Traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud. Publicado em antologias e periódicos no Brasil e em outros países. Presidiu a UBE, União Brasileira de Escritores, em vários mandatos. Doutor em Letras na USP, onde completou pós-doutorado. Deu cursos, palestras e coordenou oficinas e outras atividades em uma diversidade de instituições culturais.

Na Sala de Múltiplo Uso.

Ilustrei desta vez com uma foto que tirei no Parque Nacional do Xingu em 1967 – quando conheci Takumã, pajé camaiurá, um xamã legítimo.

O CURSO “LEITURAS DE ROBERTO PIVA” NO ESTUDIO LÂMINA

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Desta vez  para simples registro, posto que vagas para inscrição se esgotaram imediatamente assim que foi divulgado no Facebook. Mas faremos mais – alô alô instituições culturais. Interesse é animador. Aí vai o informe da Biblioteca Roberto Piva:

“Amantes da poesia, da febre e da magia não percam essa oportunidade no Estúdio Lâmina – SP:

“Ciclo de encontros promovido pela Biblioteca Roberto Piva e organizado pelo poeta e tradutor Claudio Willer, que propõe um estudo minucioso de toda a obra do poeta Roberto Piva.”

No dia 15/03 próx. vai começar lá no ateliê compartilhado do Estúdio Lâmina um ciclo de encontros com duração de quatro semanas, promovido pela Biblioteca Roberto Piva e organizado pelo poeta e tradutor Claudio Willer, que propõe um estudo minucioso de toda a obra do poeta Roberto Piva, começando pelos manifestos da década de 60 até seu último livro em vida, ‘Estranhos sinais de saturno’ (sem contar os inéditos e dispersos que vêm sendo organizados pela BRP nos últimos dois anos). A melhor parte é que é catraca livre. Grátis. a oportunidade de conhecer/descobrir/se aprofundar/se chocar/abrir os olhos e dizer ah dentro do universo piviano com nosso bardo surrealista predileto comandando a kombi do delírio.

link pra inscrição: http://bit.ly/2CpVqGY   ps/paporetosincero: não preciso reforçar a importância da presença de vcs, quem quiser colar. é um devir prestigiar os poetas fora das páginas dos livros. os que ainda circulam e respiram e precisam comer. precisamos aproveitar a energia. os ensinamentos. os rituais. ouvir a voz do xamã. só ouvir. é d uma beleza singular. cês tem q conferir.

(Roberto Piva circa 1966. foto por Claudio Willer. resgatada para o livro “Os Dentes da Memória”, de Renata D’Elia e Camila Hungria. acervo de RP)

Minha sinopse:

Classificações de Roberto Piva como um poeta “delirante”, “louco” ou “alucinado”, sendo procedentes, também podem ser simplificadoras, tornando-se estereótipos. Principalmente, ao deixar em segundo plano a amplidão de sua cultura literária, e o modo como dialoga com os autores que leu, ao longo de sua obra – ou seja, sua condição de entusiástico poeta-leitor. Serão examinadas e comentadas suas obras, desde os manifestos iniciais e a estreia em livro com Paranoia, de 1963, até Estranhos sinais de Saturno de 2008, incluindo textos inéditos ou dispersos que vêm sendo publicados através da Biblioteca Roberto Piva. O termo “Leituras” do título terá um triplo sentido:

  1. Piva como poeta-leitor: a intertextualidade em sua obra, o modo como por vezes fazia uma pilhagem de autores que o entusiasmavam;
  2. A leitura de Piva pelo conferencista, Claudio Willer, seu amigo, interlocutor e autor de ensaios sobre ele; inclusive, trazendo novidades, interpretações e relatos que ainda não vieram a público;
  3. O modo como Piva, poeta não apenas lido, porém estudado, constituindo uma bibliografia crítica forte, foi examinado através de algumas teses, dissertações e ensaios.

Será utilizado Datashow, inclusive com imagens de Paranoia por Wesley Duke Lee. O local das palestras, adjacente à sua biblioteca preservada pelo editor Gabriel Kolyniak e amigos, é especialmente adequado, por simbolizar essa condição de poeta-leitor. Estudio Lâmina, Av. São João, 108 – 41 – Centro, São Paulo – SP, 01010-010

Coordenador / conferencista: Claudio Willer
Quando: às quintas-feiras, dias 15, 22 e 29 de março e 5 de abril de 2018, das 19h às 21h.
Onde: Estúdio Lâmina – Ateliê Compartilhado
Turma mínima: 5 participantes
Valor: inscrição gratuita;

Duração: 2 horas/encontro
Público-alvo: interessados em geral a partir de 16 anos

A NOITE DOS POETAS SIMPÁTICOS

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Informa a Casa das Rosas:

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POÉTICAS 21: a poesia e os poetas em debate

Por Edson Cruz, Claudio Willer e Janine Will

24/02 às 19h.

Sábado, 24 de fevereiro de 2018, às 19h

Mediação: Edson Cruz – Com Claudio Willer e Janine Will

Dois poetas convidados, um veterano e outro nem tanto, dialogam sobre seus projetos poéticos, sua visão de mundo, suas leituras de formação, obras e autores favoritos. Tudo recheado com a leitura de poemas próprios, com mediação do poeta e editor Edson Cruz.

Haverá retransmissão através do Canal Youtube da Casa das Rosas.

A transmissão será pelo canal no YouTube da Casa das Rosas. Link: http://bit.ly/2CxegYk

Venham – apreciarão.

 

NOVO CURSO SOBRE GERAÇÃO BEAT

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Utilizarei alguma bibliografia recente, desconhecida aqui. Evito repetir-me.

Informa a Casa Guilherme de Almeida:

A GERAÇÃO BEAT: valor literário, traduções e jazz

20 de Fevereiro de 2018 | 19h às 21h
Por Claudio Willer
Aula 1

Dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, das 19h às 21h

A Geração Beat foi composta por um grupo de poetas, prosadores e artistas norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e pelo caráter inovador de suas obras. Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs e Lawrence Ferlinghetti, entre outros, serão comentados neste curso, que cotejará originais e traduções.  Será dada atenção especial à interação de poesia e música, incluindo o que Ginsberg expôs sobre sua relação com os blues e o grau de identificação de Kerouac com o jazz.

Grátis. O curso será no anexo à Rua Cardoso de Almeida 1943.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA
CENTRO DE ESTUDOS DE TRADUÇÃO LITERÁRIA

55 11 3673-1883 | 3803-8525 | casaguilhermedealmeida@gmail.com
Museu: R. Macapá, 187 – Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo
Anexo: R. Cardoso de Almeida, 1943 | CEP 01251-001 | São Paulo

Claudio Willer é poeta ensaísta e tradutor, identificados com a estética surrealista e a geração beat, publicou entre outros títulos: Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia e Estranhas Experiências, traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud.

Em breve postarei algo sobre escritores em dificuldades. Desde já, agradeço enormemente

Palestra sobre Alfred Jarry, autor do Gestas e Opiniões do Doutor Faustroll, Pataphysico

Quando: sábado, dia 9 de dezembro, das 17h às 19h

Onde: Espaço Cênico O Lugar, sede da Cia Corpos Nômades, Rua Augusta, 325 – Consolação – São Paulo – Reservas e informações – (11) 3237-3224 – ciacorposnomades@gmail.com Convênio com estacionamento na Rua Augusta, 108.

Programação da X MOSTRA LUGAR NÔMADE DE DANÇA 2017.Mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3695 Evento gratuito.

Sabem quando dei palestra sobre Alfred Jarry? Em 1985, convidado pela Cooperativa Paulista de Teatro, na preparação do Ubu Rei pela Cia. Ornitorrinco de Cacá Rosset. Voltei a tratar desse gênio, em artigos e capítulos de livros. Ubu tem importância especial, é claro. Mas Jarry é autor de milhares de páginas: as versões de Ubu, de Ubu Rei a Ubu acorrentado (a história de Ubu Rei, ao contrário. aplicando o princípio hermético de cada coisa conter seu contrário), as poesias, Les minutes de sable mémorial, a primeira narrativa em prosa, Haldernablou, e Le sûrmale (O supermacho), O Amor Absoluto, história de um amor incestuoso entre o Cristo e a Virgem Maria; César Anticristo, afirmação de Nero como salvador, invertendo o Apocalipse cristão; Messalina, que vê a grande prostituta como santa; L’autre Alceste, narrativa de um sincretismo extremo.

Doutor Faustroll —Gestas e Opiniões do Doutor Faustroll, Pataphysico – — Romance Neoscientifico, na tradução de Eclair Antonio Almeida Filho e Odulia Capello, é sua obra mais autobiográfica. Vale como declaração de princípios; junto com Os dias e as noites, relato satírico de como prestou serviço militar. Expõe sua visão do mundo; apresenta a Patafísica, ciência dos epifenômenos, “arte das soluções imaginárias”. Viajar em um barco que inventou, acompanhado por um criado, o “Grande Macaco Papião Bossa-de-Nado”. Fascinado pela ciência, além de estudioso de hermetismo e ocultismo, projeta noções de física atômica e eletromagnetismo no mundo de múltiplas dimensões que percorre nessa viagem, antecipando as representações do Universo e do mundo sub-atômico que viriam através da contribuição dos Einstein, Max Plank e Heisenberg.

Antecipando o que pretendo apresentar, dois comentários sobre Jarry. Do ensaísta Roger Shattuck, em The Banket Years, The Origins of the avant-garde in France:

Aquilo que distingue Jarry de toda uma tradição de visionários, de Plotino a Rimbaud, é, antes de tudo, haver tentado, chegando quase ao suicídio, atingir um grau novo de existência, através do mimetismo literário, de confusão entre vida e arte. […] Uma tal transformação pressupõe, como princípio absoluto, uma inteira liberdade do homem.

De André Breton, na Antologia do humor negro:

A literatura, a partir de Jarry, se desloca perigosamente em um terreno minado. O autor se impõe à margem de sua obra. […] Dizemos que a partir de Jarry, muito mais que de Wilde, a diferenciação entre vida e arte, tida por muito tempo como necessária, vai se encontrar contestada, para acabar sendo aniquilada em seu princípio.