Posts Tagged ‘Geração Beat. Claudio Willer. Os rebeldes: Goração Beat e anarquismo místico.’

Formidável apresentação de poesia beat em Curitiba, abrindo com minha sessão de autógrafos

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Durante três dias: de 09 a 11 de abril.
Onde: Stylicus The Rock Bar, Alameda Prudente de Moraes 1079, Centro
Dia 09 de abril, quinta feira, a partir das 19h00, autografarei os meus “Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico” (L&PM) e “Geração Beat” (L&PM Pocket).
Em seguida, lerei poemas beat, inclusive das minhas traduções de Ginsberg e Kerouac, além de algum Gregory Corso, e os comentarei.
Participam também Miriam Adelman, Otto Leopoldo Winck, Ivan Justen Santana. Ricardo Pozzo e Luiz Felipe Leprevost. A organização de tudo isso é de Marcelo de Angelis e Elgson Eligio Lou.
Venham – e avisem a interessados e outros contemporâneos.
Em breve, noticiarei mais festas, materializações temáticas e encontros semelhantes – curso beat na Unicamp, palestras e apresentações em Bragança Paulista e Taubaté, entre outros lugares.

Palestra e lanche de autógrafos em Campinas, na Unicamp

Será dia 28 de outubro, terça feira. Das 14 às 16 h.
Faz parte do ciclo Rebeldes do século XX, promovido pelo Centro Cultural do IEL-Unicamp
Meu tema: Geração Beat e anarquismo místico.
Local: Miniauditório do IEL-Unicamp
Ao final, autografarei Os rebeldes: Geração beat e anarquismo místico (L&PM, 2014). Haverá um lanche: coquetel alcoólico nas dependências da universidade, não pode – e de qualquer modo eu só bebo após as 18:20.
Irei além do que está em meus livros sobre o assunto, este novo Os rebeldes e o precedente Geração Beat (L&PM Pocket, 2009). Vou focalizar a ensaística recente sobre os beats, insistir muito no valor literário de Jack Kerouac, na lucidez política de Ginsberg, na relação ao mesmo tempo genética e dialética do pensamento beat e de rebeliões religiosas antigas e misticismos transgressivos. Examinarei ainda a questão da rebelião na poesia, do romantismo até hoje.
A palestra faz parte de um ciclo, com programação substanciosa. Junto o cartaz. Acho excelente a Unicamp voltar a promover atividades de extensão: é através delas que a universidade respira.
Prestigiem. Agradeço divulgação.

REBELDES DO SÉC

Imagens de final de julho: capas de livros meus

Terminar o mês com imagens bonitas – capas de livros meus adicionadas ao Facebook por leitores, ‘Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia moderna’ (Civilização Brasileira), por Alexandre Bonafim, e juntos os recém-comprados ‘Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico’ (L&PM) e ‘Os Cantos de Maldoror’ de Lautréamont (Iluminuras) por Giovanni Bombagabe. Sigam os exemplos do Alexandre e do Giovanni.
Giovanni Bombagabe_n
Um obscuro encanto_n

Meu lançamento: um poema e algumas fotos

Em primeiro lugar, agradeço aos leitores. Dão sentido ao que escrevemos. Das fotos, inúmeras, álbuns expostos no Facebook, escolhi aquelas coletivas, que mostram o que se passou na Livraria Martins Fontes no lançamento de Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, ontem, 03/07. Registro o bom apoio da editora L&PM e da livraria. Profissionais,

O poema de Gledson Souza, criado após o lançamento:

Anjos

P/ Claudio Willer
Anjos de neon vagam na cidade desolada
Carregando tochas & willers
Peãs & marijuana
Para desfazerem o mal
Sombras se arrastam fugindo da poesia
Que emerge nuvem na avenida
Semáforos recitam Ginsberg
Em intermináveis recitais de luz
Júbilo da terra rompe o asfalto
Ó inverno de almas
O poeta decifra sinais
Do cais da eternidade
Dos nomes dos deuses
Das pegadas do Buda
Em letreiros & outdoors
Carros tristes cantam hinos a Mamon
O poeta se despe das sombras
Abraça o tempo e diz
Sim
São Paulo, 03 de julho de 2014

Gledson Sousa tem trabalhos publicados no site http://www.triplov.com.br, conferências em áudio para o site Universidade Falada, mantém os blogs http://aesferadamanha.blogspot.com e o http://adeusutopia.blogspot.com. Especialização em História da Arte com a monografia A Iconografia interior – Kandinsky e a Teosofia, a sair pela Apenas Livros de Lisboa. Publicou O AntiMidas (poesia) Ed. Janus,1999; O Roubo da Alma (ensaio) Sind.dos bancários, 2003; O Ovo – Meditações sobre a Semântica do Mundo (ensaio) Ed. Íbis Vermelho, 2004; Uma espiritualidade nietzscheana, ensaio no livro A religião que anda no ar, Apenas Livros, 2013. A sair: O livro das novas mutações (oráculo poético), Apenas Livros.
As fotos:

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A vitrine beat e alguns comentários

vitrine beat02Havia postado no Facebook a foto da entrada da Livraria Martins Fontes, onde será meu lançamento na quinta feira. Foi apreciada, teve curtições e compartilhamentos. Por isso, publico-a também aqui. De fato, é algo bonito de se ver.
Por volta de 1985, quando saíram as primeiras traduções brasileiras de Kerouac, Ginsberg, Burroughs, Corso e Ferlinghetti pela Brasiliense e L&PM, que também lançou a coletânea Alma Beat, alguns afirmaram que se tratava de modismo. Até mesmo, disseram, nostalgia da década de 1950. Estavam errados. Livrarias não exporiam se não houvesse leitores. Editores não os publicariam se não houvesse procura, mesmo com a simpatia de Ivan Pinheiro Machado da L&PM pelos beats, ou a identificação de Sergio Cohn da Azougue. Um indício: a reedição em pocket do manuscrito original de On the Road, leitura mais especializada.
Edições beat, que haviam hibernado por um tempo, retornaram com a reedição da minha tradução de Ginsberg em 1999; e logo em seguida, de On the Road, seguidas por uma extensa série de títulos. Outras editoras, além da L&PM e Azougue, acompanharam. Destacarem-se em um mercado tão ocupado por dramalhões de John Greene e historietas de vampiretos indica avanço cultural. É uma satisfação fazer parte disso, com um ensaio que pode servir como guia de leitura, fonte de informação adicional e, principalmente, de reflexão.