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GERAÇÃO BEAT EM PRESIDENTE PRUDENTE: PALESTRA

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Geração Beat e contracultura são temas que estão sendo atualizados, pela contribuição literária de Allen Ginsberg, Jack Kerouac (criador da expressão Beat Generation), William Burroughs, Gregory Corso e amigos, sem esquecer a importante participação de mulheres, desde Edie Parker e Joan Vollmer até Diane di Prima e Ann Waldman. E pelo modo como inspiraram uma contracultura, uma rebelião mundial de jovens. Para minha satisfação, sucedem-se convites, por ser bibliografia brasileira, tradutor de Ginsberg e Kerouac, e autor de livros e ensaios sobre o tema. Desta vez, em Presidente Prudente (faz anos que não vou lá…!), convidado pelo SESC local. Falarei sobre o impacto provocado por Ginsberg e sobre a qualidade, nem sempre reconhecida, de Kerouac, entre outros tópicos.

Agradeço avisarem interessados de Presidente Prudente e região.

INFORMA O SESC:

  • Dia 14 de agosto, quarta-feira
  • LOCAL: AUDITÓRIO do CENTRO CULTURAL MATARAZZO – R. Quintino Bocaiúva, 749 – Vila Marcondes, Pres. Prudente – SP, 19030-190
  • HORÁRIO: 19h30 até 21h30.
  • GERAÇÃO BEAT
  • PALESTRA COM CLÁUDIO WILLER, poeta, ensaísta e tradutor. Doutor em Letras pela FFLCH-USP, na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa/2008 e Pós-doutor em Letras pela FFLCH-USP/2011.
  • O autor de livros como Geração Beat (L&PM, 2009), Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014) e Dias ácidos, noites lisérgicas (Córrego, 2019); e tradutor dos autores beat, Allen Guinsberg (Uivo e outros poemas, L&PM) e Jack Kerouac (Livro de haicais, L&PM) apresenta ao público um panorama sobre autores da chamada geração beat, o contexto e suas principais características.

Uma antiga resenha da minha tradução de Ginsberg

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Esta resenha da minha tradução de Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg, de autoria de Miriam Paglia Costa – guardada e copiada pelo especialista em beat Cassiano Scherner – saiu na revista Veja em agosto de 1984. Parte de uma excelente recepção: registros elogiosos também saíram em outros jornais e revistas. Pouco depois, entraria em lista de mais vendidos. Teve sucessivas reedições, desapareceu de cena por um tempo e voltou, em pocket e em formato normal a partir de 1999. Para minha satisfação, não deixou de ganhar novos leitores, desde então. Estimulou publicação dos meus ensaios sobre beat, inclusive em pocket da L&PM, e uma miríade de convites para apresentações.

Só posso ser agradecido a Ginsberg. Correspondência dele durante a tradução, copiei em pdf e pode ser acessada por aqui: https://claudiowiller.wordpress.com/2014/06/09/mais-paginas-de-cfartas-de-allen-ginsberg/

Reparem na lista de mais vendidos adjacente a essa matéria. Qualidade algo melhor: tinha Drummond, Adélia Prado, Umberto Eco, Loyola, Salinger, de permeio às trivialidades.

NOVO CURSO SOBRE GERAÇÃO BEAT

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Utilizarei alguma bibliografia recente, desconhecida aqui. Evito repetir-me.

Informa a Casa Guilherme de Almeida:

A GERAÇÃO BEAT: valor literário, traduções e jazz

20 de Fevereiro de 2018 | 19h às 21h
Por Claudio Willer
Aula 1

Dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, das 19h às 21h

A Geração Beat foi composta por um grupo de poetas, prosadores e artistas norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e pelo caráter inovador de suas obras. Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs e Lawrence Ferlinghetti, entre outros, serão comentados neste curso, que cotejará originais e traduções.  Será dada atenção especial à interação de poesia e música, incluindo o que Ginsberg expôs sobre sua relação com os blues e o grau de identificação de Kerouac com o jazz.

Grátis. O curso será no anexo à Rua Cardoso de Almeida 1943.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA
CENTRO DE ESTUDOS DE TRADUÇÃO LITERÁRIA

55 11 3673-1883 | 3803-8525 | casaguilhermedealmeida@gmail.com
Museu: R. Macapá, 187 – Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo
Anexo: R. Cardoso de Almeida, 1943 | CEP 01251-001 | São Paulo

Claudio Willer é poeta ensaísta e tradutor, identificados com a estética surrealista e a geração beat, publicou entre outros títulos: Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia e Estranhas Experiências, traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud.

Em breve postarei algo sobre escritores em dificuldades. Desde já, agradeço enormemente

Nova palestra: Jack Kerouac e a Geração Beat, um guia de leitura

Quando: Na próxima quinta feira, 30 de março às 19h30 até as 21h30

Onde: EdLab – Editora Hedra: Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena – São Paulo – SP. Fone 11 3097-8304 / e-mail: edlab@hedra.com.br.

Inscrições: R$ 10,00

Informam os organizadores: O poeta, ensaísta e tradutor CLAUDIO WILLER retoma o ciclo de palestras sobre a Geração Beat desta vez para inaugurar um novo espaço de debates e produção literária: o Ed.Lab, na sede da Editora Hedra.

Veja também em https://www.facebook.com/events/404429646589624/ –

Meu comentário: Palestras anteriores sobre o tema – nas mostras de cinema beat em Brasilia, São Paulo e Rio de Janeiro – lotaram auditórios, a ponto de faltarem lugares e sobrar público. Por isso retomo, desta vez utilizando as confortáveis instalações do EdLab da editora Hedra e seus parceiros, cobrando um ingresso de R$ 10,00. Entendo que, a cada nova apresentação, é possível adicionar, refinar interpretações desse autor cada vez mais lido e estudado, assim desmentindo a crítica retrógrada que negava seu valor. Palestras anteriores estão disponíveis no YouTube – mas, convenhamos, ao vivo, podendo conversar, é mais confortável e interessante.

Kerouac fascina. Examinar sua obra é desvendar um universo. Explorou as possibilidades da expressão escrita através de narrativas memorialísticas e de auto-ficção, poemas, crônicas e outras modalidades. Interessa especialmente o que o criador do termo “Geração Beat” tem de paradoxal, ambivalente, contraditório. O modo como ficcionalizou sua biografia e ao mesmo tempo se inventou, transformando-se em personagem de si mesmo. A mitologia pessoal que criou. Por exemplo, a criação de On the Road: sim, ele escreveu o livro em três semanas; no entanto, três revisões subseqüentes foram por sua iniciativa, antes de entregá-lo à Viking Press; e, como atestam seus diários, já o vinha escrevendo desde 1948. Ele se pôs a viajar com Neal Cassady depois da decisão de fazer seu registro da Geração Beat.

Tomando o conjunto da obra de Kerouac e On the Road em especial, é possível propor roteiros de leitura e interpretações que adicionam sentido, recorrendo a uma ensaística que vem crescendo, atestando sua importância e atualidade. Examinarei a relação de On the Road e Visões de Cody, outra de suas obras primas; mostrarei como Doctor Sax é polifônico; interpretarei a flagrante contradição entre Vagabundos iluminados e Anjos da desolação. Principalmente, mostrarei como explorou topdas sua prosódia, na qual se combinam o apaixonado por jazz, o falante do dialeto joual (sua primeira língua) e o leitor de Shakespeare, Joyce, Dostoievski, Rimbaud e tantos outros

Nova palestra: Allen Ginsberg e a Geração Beat, em Ribeirão Preto

Onde: SESC de Ribeirão Preto, Rua Tibiriçá, 50 – Centro, 14010090 Ribeirão Preto. No Auditório. 202 lugares. Acesso livre.

Quando: Sábado, dia 25 de março, às 11 h.

Informam os organizadores:

Em março, o CLIP – Clube de leitura com interesse em poesia – tratará da gênese da Geração Beat e da contribuição literária de Ginsberg através de “Uivo”, “América”, “Sutra do Girassol” e tantos outros poemas. Ginsberg insistiu que a criminalização do uso de drogas fortalece o crime organizado, tomou a defesa da diversidade cultural e sexual – praticando-a intensamente. Receberá atenção também a religiosidade heterodoxa de Ginsberg, mostrando que misticismo não é sinônimo de alheamento e abstenção.
Claudio Willer é poeta, tradutor, ensaísta e fez pós-doutorado em Letras pela USP.

Venham. Avisem interessados. Problema não será a falta de assunto. Trarei exemplares do meu livro de poesia A verdadeira história do século 20. Obrigado!

EM TEMPO: Reproduzo aqui também as gravações no YouTube das minhas palestras sobre Jack Kerouac e a Geração Beat, nas mostras de cinema beat no CCBB, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sobrou público, mesmo com auditórios grandes:

Em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=i4pedYkXQcg&feature=share

No Rio de Janeiro: https://www.youtube.com/watch?v=uEQYTk0SPR4&feature=share

SARAU BEAT: A FESTA NO PRÓXIMO SÁBADO, APÓS MINHA PALESTRA NO FESTIVAL DE CINEMA BEAT NO CCBB

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Quando: Dia 07 de janeiro, sábado, a partir das 20:00 h.

Onde: Comuna Rua Cardeal Arcoverde, 520  Pinheiros – São Paulo – SP

ENTRADA FRANCA

“Soltem as fechaduras das portas!
Soltem também as portas dos seus batentes!”

A programação divulgada pelos organizadores – agradecendo aos poetas e demais artistas e animadores culturais que se associaram ao evento:

O ponto de convergência entre os gatherings esfumaçados do Greenwich Village nos anos 40 e os Acid Tests de Ken Kesey na Califórnia vinte anos depois é só um: a palavra falada. O spoken word de Jack Kerouac possibilitou que a geração do pós-guerra rompesse com velhos valores conservadores e questionasse tudo, principalmente a si mesmos. A estrada beatificada de Kerouac, as barbas e os mantras de Allen Ginsberg e a agulha mais a mira certeira de William S. Burroughs definiram não só a literatura moderna, mas cada um de seus leitores.  Celebrando a palavra falada e todos os expoentes da nossa geração, a Comuna e a Saraguina Filmes apresentam o Sarau Beat, uma festa dedicada à poesia e pensamento desses poetas e autores, que marcaram toda um época.

[PROGRAMAÇÃO]

Noite de autógrafos com o poeta e ensaísta Claudio Willer (dos livros de poesia Estranhas experiências e A verdadeira história do século 20)

RÉCITA BEAT com

Claudio Willer

Roberto Bicelli

Ademir Assunção

Mário Bortolotto

Gabriel Rath Kolyniak

Guilherme Ziggy

Mauricio Salles Vasconcelos

Vanderley Mendonça

Joaquim Bührer

Lerei uma tradução minha inédita de Ginsberg e outra de Kerouac, entre outras intervenções.

Minha palestra ou ‘masterclass’ sobre Geração Beat

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Quando: dia 07 de janeiro, sábado, das 17h30 às 19h30.

Onde: Centro Cultural do Banco do Brasil, Rua Álvares Penteado, 112 – São Paulo (SP) (11) 3113-3651

Faz parte da mostra Cinema Geração Beat, organizada por Roberta Sauerbronn e equipe da Saraguina Filmes. Estará em cartaz dos dias 06 a 29 de janeiro, nessa instituição.

A programação – enorme, diversificada, com raridades de permeio a filmes mais conhecidos – está aqui: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/geracao-beat-2/

Em seguida, tudo isso será apresentado no Rio de Janeiro, também no CCBB, ao longo do mês de fevereiro – inclusive nova palestra minha, dia 11 de fevereiro.

A imagem que ilustra este post é de uma palestra equivalente no CCBB, porém em Brasília, em julho deste ano. Reparem não só no auditório lotado, mas na atenção do público. Gostei.

A propósito de auditório lotado: ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência, pela ordem de chegada. Em Brasília, amigos vieram assistir, porém não havia mais lugar.

A propósito da programação: reúne desde filmes mais notórios, inclusive o de Walter Salles, a raridades e preciosidades – como Chappaqua e outros experimentos relacionados a Burroughs. Serei visto em algumas das sessões, inclusive na abertura.

Gostei muito da escolha de The Magic Trip para abrir. É o registro dos tomadores de LSD liderados por Ken Kesey, os “merry pranksters” que atravessaram os Estados Unidos no ônibus com Neal Cassady ao volante. Acho comovente em sua pureza. Saíram levando equipamento de filmagem profissional, mas sem noção de como operá-lo. Então, o começo é muito confuso (mas registra o episódio da garota que tomou LSD demais, tirou a roupa, saiu estrada afora e teve que ser mandada de volta para casa). Vai se refinando, ganhando em precisão ao longo da epopéia, até o ponto culminante, o encontro com Ginsberg e Kerouac na Feira de Nova York. Ainda há lindas cenas no Canadá, precedendo o revertério da volta à Califórnia para enfrentar uma campanha contra o LSD. Prodígio de edição, as 32 horas rodadas convertidas em um longa normal.

Esse e outros filmes – inclusive o de Walter Salles que precede minha palestra – eu pretendo comentar na hora de conversar / debater com o público. Antes, darei sugestões de leitura e interpretações de Kerouac, apresentando motivos para considerá-lo um escritor extraordinário – além de outros tópicos relacionados á Beat.

De tudo que publiquei sobre Kerouac, Ginsberg & friends, separei esta resenha de O livro de Jack, que saiu na Ilustríssima uns três anos atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/12/1381731-kerouac-o-biografavel.shtml