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Uma antiga resenha da minha tradução de Ginsberg

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Esta resenha da minha tradução de Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg, de autoria de Miriam Paglia Costa – guardada e copiada pelo especialista em beat Cassiano Scherner – saiu na revista Veja em agosto de 1984. Parte de uma excelente recepção: registros elogiosos também saíram em outros jornais e revistas. Pouco depois, entraria em lista de mais vendidos. Teve sucessivas reedições, desapareceu de cena por um tempo e voltou, em pocket e em formato normal a partir de 1999. Para minha satisfação, não deixou de ganhar novos leitores, desde então. Estimulou publicação dos meus ensaios sobre beat, inclusive em pocket da L&PM, e uma miríade de convites para apresentações.

Só posso ser agradecido a Ginsberg. Correspondência dele durante a tradução, copiei em pdf e pode ser acessada por aqui: https://claudiowiller.wordpress.com/2014/06/09/mais-paginas-de-cfartas-de-allen-ginsberg/

Reparem na lista de mais vendidos adjacente a essa matéria. Qualidade algo melhor: tinha Drummond, Adélia Prado, Umberto Eco, Loyola, Salinger, de permeio às trivialidades.

NOVO CURSO SOBRE GERAÇÃO BEAT

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Utilizarei alguma bibliografia recente, desconhecida aqui. Evito repetir-me.

Informa a Casa Guilherme de Almeida:

A GERAÇÃO BEAT: valor literário, traduções e jazz

20 de Fevereiro de 2018 | 19h às 21h
Por Claudio Willer
Aula 1

Dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, das 19h às 21h

A Geração Beat foi composta por um grupo de poetas, prosadores e artistas norte-americanos que estrearam na década de 1950, com grande impacto e circulação pela ousadia e pelo caráter inovador de suas obras. Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs e Lawrence Ferlinghetti, entre outros, serão comentados neste curso, que cotejará originais e traduções.  Será dada atenção especial à interação de poesia e música, incluindo o que Ginsberg expôs sobre sua relação com os blues e o grau de identificação de Kerouac com o jazz.

Grátis. O curso será no anexo à Rua Cardoso de Almeida 1943.

CASA GUILHERME DE ALMEIDA
CENTRO DE ESTUDOS DE TRADUÇÃO LITERÁRIA

55 11 3673-1883 | 3803-8525 | casaguilhermedealmeida@gmail.com
Museu: R. Macapá, 187 – Perdizes | CEP 01251-080 | São Paulo
Anexo: R. Cardoso de Almeida, 1943 | CEP 01251-001 | São Paulo

Claudio Willer é poeta ensaísta e tradutor, identificados com a estética surrealista e a geração beat, publicou entre outros títulos: Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e poesia e Estranhas Experiências, traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud.

Em breve postarei algo sobre escritores em dificuldades. Desde já, agradeço enormemente

Nova palestra: Jack Kerouac e a Geração Beat, um guia de leitura

Quando: Na próxima quinta feira, 30 de março às 19h30 até as 21h30

Onde: EdLab – Editora Hedra: Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena – São Paulo – SP. Fone 11 3097-8304 / e-mail: edlab@hedra.com.br.

Inscrições: R$ 10,00

Informam os organizadores: O poeta, ensaísta e tradutor CLAUDIO WILLER retoma o ciclo de palestras sobre a Geração Beat desta vez para inaugurar um novo espaço de debates e produção literária: o Ed.Lab, na sede da Editora Hedra.

Veja também em https://www.facebook.com/events/404429646589624/ –

Meu comentário: Palestras anteriores sobre o tema – nas mostras de cinema beat em Brasilia, São Paulo e Rio de Janeiro – lotaram auditórios, a ponto de faltarem lugares e sobrar público. Por isso retomo, desta vez utilizando as confortáveis instalações do EdLab da editora Hedra e seus parceiros, cobrando um ingresso de R$ 10,00. Entendo que, a cada nova apresentação, é possível adicionar, refinar interpretações desse autor cada vez mais lido e estudado, assim desmentindo a crítica retrógrada que negava seu valor. Palestras anteriores estão disponíveis no YouTube – mas, convenhamos, ao vivo, podendo conversar, é mais confortável e interessante.

Kerouac fascina. Examinar sua obra é desvendar um universo. Explorou as possibilidades da expressão escrita através de narrativas memorialísticas e de auto-ficção, poemas, crônicas e outras modalidades. Interessa especialmente o que o criador do termo “Geração Beat” tem de paradoxal, ambivalente, contraditório. O modo como ficcionalizou sua biografia e ao mesmo tempo se inventou, transformando-se em personagem de si mesmo. A mitologia pessoal que criou. Por exemplo, a criação de On the Road: sim, ele escreveu o livro em três semanas; no entanto, três revisões subseqüentes foram por sua iniciativa, antes de entregá-lo à Viking Press; e, como atestam seus diários, já o vinha escrevendo desde 1948. Ele se pôs a viajar com Neal Cassady depois da decisão de fazer seu registro da Geração Beat.

Tomando o conjunto da obra de Kerouac e On the Road em especial, é possível propor roteiros de leitura e interpretações que adicionam sentido, recorrendo a uma ensaística que vem crescendo, atestando sua importância e atualidade. Examinarei a relação de On the Road e Visões de Cody, outra de suas obras primas; mostrarei como Doctor Sax é polifônico; interpretarei a flagrante contradição entre Vagabundos iluminados e Anjos da desolação. Principalmente, mostrarei como explorou topdas sua prosódia, na qual se combinam o apaixonado por jazz, o falante do dialeto joual (sua primeira língua) e o leitor de Shakespeare, Joyce, Dostoievski, Rimbaud e tantos outros

Nova palestra: Allen Ginsberg e a Geração Beat, em Ribeirão Preto

Onde: SESC de Ribeirão Preto, Rua Tibiriçá, 50 – Centro, 14010090 Ribeirão Preto. No Auditório. 202 lugares. Acesso livre.

Quando: Sábado, dia 25 de março, às 11 h.

Informam os organizadores:

Em março, o CLIP – Clube de leitura com interesse em poesia – tratará da gênese da Geração Beat e da contribuição literária de Ginsberg através de “Uivo”, “América”, “Sutra do Girassol” e tantos outros poemas. Ginsberg insistiu que a criminalização do uso de drogas fortalece o crime organizado, tomou a defesa da diversidade cultural e sexual – praticando-a intensamente. Receberá atenção também a religiosidade heterodoxa de Ginsberg, mostrando que misticismo não é sinônimo de alheamento e abstenção.
Claudio Willer é poeta, tradutor, ensaísta e fez pós-doutorado em Letras pela USP.

Venham. Avisem interessados. Problema não será a falta de assunto. Trarei exemplares do meu livro de poesia A verdadeira história do século 20. Obrigado!

EM TEMPO: Reproduzo aqui também as gravações no YouTube das minhas palestras sobre Jack Kerouac e a Geração Beat, nas mostras de cinema beat no CCBB, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sobrou público, mesmo com auditórios grandes:

Em São Paulo: https://www.youtube.com/watch?v=i4pedYkXQcg&feature=share

No Rio de Janeiro: https://www.youtube.com/watch?v=uEQYTk0SPR4&feature=share

SARAU BEAT: A FESTA NO PRÓXIMO SÁBADO, APÓS MINHA PALESTRA NO FESTIVAL DE CINEMA BEAT NO CCBB

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Quando: Dia 07 de janeiro, sábado, a partir das 20:00 h.

Onde: Comuna Rua Cardeal Arcoverde, 520  Pinheiros – São Paulo – SP

ENTRADA FRANCA

“Soltem as fechaduras das portas!
Soltem também as portas dos seus batentes!”

A programação divulgada pelos organizadores – agradecendo aos poetas e demais artistas e animadores culturais que se associaram ao evento:

O ponto de convergência entre os gatherings esfumaçados do Greenwich Village nos anos 40 e os Acid Tests de Ken Kesey na Califórnia vinte anos depois é só um: a palavra falada. O spoken word de Jack Kerouac possibilitou que a geração do pós-guerra rompesse com velhos valores conservadores e questionasse tudo, principalmente a si mesmos. A estrada beatificada de Kerouac, as barbas e os mantras de Allen Ginsberg e a agulha mais a mira certeira de William S. Burroughs definiram não só a literatura moderna, mas cada um de seus leitores.  Celebrando a palavra falada e todos os expoentes da nossa geração, a Comuna e a Saraguina Filmes apresentam o Sarau Beat, uma festa dedicada à poesia e pensamento desses poetas e autores, que marcaram toda um época.

[PROGRAMAÇÃO]

Noite de autógrafos com o poeta e ensaísta Claudio Willer (dos livros de poesia Estranhas experiências e A verdadeira história do século 20)

RÉCITA BEAT com

Claudio Willer

Roberto Bicelli

Ademir Assunção

Mário Bortolotto

Gabriel Rath Kolyniak

Guilherme Ziggy

Mauricio Salles Vasconcelos

Vanderley Mendonça

Joaquim Bührer

Lerei uma tradução minha inédita de Ginsberg e outra de Kerouac, entre outras intervenções.

Minha palestra ou ‘masterclass’ sobre Geração Beat

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Quando: dia 07 de janeiro, sábado, das 17h30 às 19h30.

Onde: Centro Cultural do Banco do Brasil, Rua Álvares Penteado, 112 – São Paulo (SP) (11) 3113-3651

Faz parte da mostra Cinema Geração Beat, organizada por Roberta Sauerbronn e equipe da Saraguina Filmes. Estará em cartaz dos dias 06 a 29 de janeiro, nessa instituição.

A programação – enorme, diversificada, com raridades de permeio a filmes mais conhecidos – está aqui: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/geracao-beat-2/

Em seguida, tudo isso será apresentado no Rio de Janeiro, também no CCBB, ao longo do mês de fevereiro – inclusive nova palestra minha, dia 11 de fevereiro.

A imagem que ilustra este post é de uma palestra equivalente no CCBB, porém em Brasília, em julho deste ano. Reparem não só no auditório lotado, mas na atenção do público. Gostei.

A propósito de auditório lotado: ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência, pela ordem de chegada. Em Brasília, amigos vieram assistir, porém não havia mais lugar.

A propósito da programação: reúne desde filmes mais notórios, inclusive o de Walter Salles, a raridades e preciosidades – como Chappaqua e outros experimentos relacionados a Burroughs. Serei visto em algumas das sessões, inclusive na abertura.

Gostei muito da escolha de The Magic Trip para abrir. É o registro dos tomadores de LSD liderados por Ken Kesey, os “merry pranksters” que atravessaram os Estados Unidos no ônibus com Neal Cassady ao volante. Acho comovente em sua pureza. Saíram levando equipamento de filmagem profissional, mas sem noção de como operá-lo. Então, o começo é muito confuso (mas registra o episódio da garota que tomou LSD demais, tirou a roupa, saiu estrada afora e teve que ser mandada de volta para casa). Vai se refinando, ganhando em precisão ao longo da epopéia, até o ponto culminante, o encontro com Ginsberg e Kerouac na Feira de Nova York. Ainda há lindas cenas no Canadá, precedendo o revertério da volta à Califórnia para enfrentar uma campanha contra o LSD. Prodígio de edição, as 32 horas rodadas convertidas em um longa normal.

Esse e outros filmes – inclusive o de Walter Salles que precede minha palestra – eu pretendo comentar na hora de conversar / debater com o público. Antes, darei sugestões de leitura e interpretações de Kerouac, apresentando motivos para considerá-lo um escritor extraordinário – além de outros tópicos relacionados á Beat.

De tudo que publiquei sobre Kerouac, Ginsberg & friends, separei esta resenha de O livro de Jack, que saiu na Ilustríssima uns três anos atrás: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/12/1381731-kerouac-o-biografavel.shtml

A sinopse e imagens da minha palestra sobre Geração beat em Brasília

“A Geração Beat na literatura, na vida e no cinema”, na Mostra de Cinema Geração Beat, Centro Cultural do Banco do Brasil, Brasília, DF, dia 13 de julho de 2016. Combinar com a produtora Roberta Sauerbronn algum modo de fazer que chegue aos que compareceram (lotaram auditório e faltaram senhas). Imagens ficaram ótimas, acho. Centrei em Kerouac por preceder a exibição de Na estrada de Walter Salles. Obviamente, não segui todo este roteiro – improvisei algo. Principal referência bibliográfica, meus dois livros, Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (ambos pela L&PM) – mas fui além, disse coisas que não estão nos livros. Pretendo postar também sinopse da minha palestra de ontem, 23/07, sobre xamanismo e poesia.

BEAT PARA O FESTIVAL DE CINEMA – BRASÍLIA

  1. Histórico, formação e caracterização da beat. A origem do termo: Jack Kerouac, 1948, conversando com John Clellon Holmes, autor de Go!Beat Generation Lost Generation. Beat: Herbert Huncke. O papel de Allen Ginsberg: constituiu a beat. William Burroughs, o mentor.
  2. Traços em comum:
    • Valorização da espontaneidade. A cultura hipster; os músicos bop; o abstracionismo lírico e Jackson Pollock; os atores formados no Actors Studio.
    • Religiosidade (a idéia de religiões pessoais): Schlegel: “Apenas aquele que tem uma religião dentro de si mesmo e uma concepção original do infinito pode ser um artista”. Gnosticismo. Citar Kral Majales de Ginsberg. Kerouac: “Na verdade, não sou um beat, mas sim um estranho e solitário católico, louco e místico”.
    • O episódio de Burroughs e Ginsberg: ambientalismo e mística da natureza: o mamífero em Michael McClure: isto é xamanismo.
      • “QUANDO UM HOMEM NÃO ADMITE SER UM ANIMAL, ele é menos que um animal. […] O HOMEM NÃO É UM ISÔMERO DE MAMÍFERO – ele é precisamente um mamífero. A rota para essa consciência é necessariamente biológica. A poesia é biológica. […] O homem é um mamífero se experimentando
  1. Recusa da massificação, da prosperidade: Kerouac. As declarações de princípios: “Sou pobre e por isso tenho tudo o que eu quero” em Visions of Cody; “Quero ser um negro” em On the Road. A fascinação pelo outro e a recusa da ordem estabelecida. Negros, vagabundos, índios, mexicanos – “são índios, não Pedros e Panchos” em OR; “fellás”, excluídos e marginais; os vagabundos:
    • Vanity of Duluoz: “pois eu sabia que esses esquimós são um povo índio grande e forte, que eles têm seus deuses e mitologia, que eles conhecem todos os segredos de sua terra estranha e que eles têm uma moral e honra que ultrapassa a nossa de longe.”
    • Os subterrâneos: “olhar para três ou quatro índios atravessando um campo é para os sentidos algo inacreditável como um sonho”
  2. On the Road: obra da segunda metade do século 20 que mais exerceu influência? Bob Dylan, Lou Reed, Thomas Wolfe, Hunter Thompson, Eduardo Bueno etc. Kerouac, profeta da contracultura em Os vagabundos iluminados – depois rejeitou como massificação. O ataque por críticos acadêmicos e conservadores. O espanto provocado pelas biografias. Um renascimento de Kerouac: conforme O livro de Jack de Gifford e Lee, em 1976 só havia três títulos dele disponíveis na praça – hoje, edições de inéditos, reedições, ensaios e teses.
  3. A origem canuk, o bilingüismo. A relação com a língua, escrita e falada; transmissão oral (Miles, Zott) e leitura. Gabrielle e Léo Kerouac: provincianismo vs. cosmopolitismo.
  4. A relação de Kerouac com a literatura: Os subterrâneos, um exemplo, viveu / reescreveu a seu modo Memórias do subsolo de Dostoievski. Formação revelada através de pesquisas. Kerouac, o leitor de James Joyce, Louis-Férdinand Céline e muito mais.
  5. A questão da espontaneidade: mitos e fatos sobre a criação de On the Road e outras obras de Kerouac. A saga dos originais, do manuscrito original à edição final. O processo de criação – inversão do paradigma realista. Comparar Diários com On the Road. (o trecho sobre o Rio Mississipi). A confusão de relato factual e ficção: o artigo de Burroughs em Rolling Stone.
  6. Valor literário e On the Road. Texto polifônico e dialógico, ambivalente. Uma narrativa picaresca. O relato oral, escrever como se estivesse contando uma história para alguém. Humanizar personagens: “o romance é um gênero focado em gente”; por isso, “não se escreve a partir de um assunto, mas de viventes que colocamos em cena”.
  7. A espantosa ambivalência de Kerouac. Contraria-se. O final de Vagabundos iluminados e o começo de Anjos da desolação, opostos. Invenções, mentiras: o tratamento de Gary Snyder em Os vagabundos iluminados. Versões diferentes da mesma história em Viajante Solitário, Anjos da desolação, Os vagabundos iluminados.
  8. Sugestão: ler On the Road, Vagabundos iluminados e Anjos da desolação como trilogia de ascensão e queda.
  9. Paratextos em Visões de Cody, sua obra mais complexa (uma reparação, mitifica Neal Cassady após abandoná-lo no final de On the Road), junto com Doctor Sax. Vanity of Duluoz, de 1967: um testamento impressionante.
  10. A beat no cinema: alguns comentários: Burroughs. The Magic Trip. Na estrada.

 

Alguns links:

Minha tradução de Kral Majales de Ginsberg: https://claudiowiller.wordpress.com/2012/04/08/um-poema-de-ginsberg/

Kerouac no Steve Allen Show: https://www.youtube.com/watch?v=3LLpNKo09Xk

Kerouac e os haicais: http://forum.saxontheweb.net/showthread.php?229667-Jack-Kerouac-Blues-and-Haikus-album&s=25f66bbbdb00f14a6bf30abc9e3abf4f

Michael McClure e os leões: https://www.youtube.com/watch?v=djtmpdlXKEA

Trechos de minha palestra sobre Gregory Corso e leitura de “Bomba”: https://acasadevidro.com/2016/06/08/video-claudio-willer-e-a-bomba-beatnik-de-corso-declamacao-e-palestra-no-xi-coloquio-filosofia-e-literatura-catastrofe-pensamento-e-criacao-31-min/