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DUAS VEZES NOVALIS

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A reimpressão / reedição de A flor azul, lançado ano passado, pela editora de Rafael Copetti. (quem disse que livro bom não vende?)

O lançamento de Hinos à noite, pela Clepsidra.

Ambos prefaciados por mim.

A flor azul vem com capa e ilustrações do extraordinário artista plástico e poeta Rodrigo de Haro – meu amigo há décadas. Tem apresentação e tradução de Maria Aparecida Barbosa. Faz parte do inacabado Heirich von Ofterdingen, uma saga romântica. A flor azul é um símbolo forte, impregnado de mistério.

Hinos à noite é elegantemente ilustrado por colagens de Filipe Florence Rios. Tradução e posfácio de Felipe Vale da Silva. É obra precursora do poema em prosa ou prosa poética (e que prosa poética!), importante a partir de Baudelaire, Rimbaud e simbolistas.

Duas palavras sobre Maria Aparecida Barbosa e Felipe Vale da Silva, a quem não conhecia: são gente que sabe das coisas. Ensaios impecáveis. O modo como Felipe examina a categoria “romantizar”, por exemplo. As traduções, nota 10 – enfim, um prazer participar.

A meu favor: não me repito nesses dois prefácios (mas reaproveito algo do capítulo “Novalis e a gnose de Jena” de meu Um obscuro encanto.

Minha sugestão, ambiciosa: uma edição completa dos Fragmentos de Novalis, vertiginosos. Temos a edição de Polem pela Iluminuras, preparada, claro que com competência, pelo poeta e filósofo Rubens Rodrigues Torres: mas abrange sua produção mais propriamente filosófica. Quero mais do místico e visionário. Geistliche Lieder, cantos espirituais, também pode ser. Como ele fez tudo isso antes de morrer aos 29 amos, mistério.

Novalis foi um holista, em busca da síntese dos saberes. A poesia como instância máxima do conhecimento. Bom para ser retomado em períodos de ameaça de obscurantismos.

 

 

 

A excelente revista ‘Intempestiva’: uma leitura recomendada

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Não é por eu fazer parte (tem inéditos meus) e em ótima companhia (um dos “tops”, Corações de Hot-dog de Piva, além de algum belo Bicelli, lusófonos  e traduções, é cosmopolita) – ao final do post, lista de autores publicados. É mesmo pela qualidade: exemplarmente editada, limpa, atraente, informativa. Enfim, o bom gosto chegou à Intempestiva e parou aí. Faz parte de uma intensa movimentação literária nos últimos tempos, ainda insuficientemente registrada. 

Informam os editores, Alberto Lins Caldas, Thyago Marão Vilella e Pedro Spingolon: A revista custa 35 reais e está a venda no site da Editora Urutau, no seguinte link:
http://editoraurutau.com.br/titulo/intempestiva-revista-de-literatura-e-artes-visuais-numero-02_ano-01dezembro-de-2019

Os autores:
Mayra Rojo [artista visual]
Jarid Arraes
Ana Iris
Ronald Augusto
Patricia Laura Figueiredo (Pat Lau)
Kaká Werá
Maria Luiza Chacon
Mário Loff
Marianne Moore, por Mariana Basílio
Claudio Willer
Roberto Piva
Roberto Bicelli
Tarso de Melo & Renan Nuernberger
Mafalda Sofia Gomes
André Caramuru Teixeira Aubert
João Pedro Azul
Daniel Francoy

Boa leitura!

 

 

JURO QUE SONHEI ESTE SONHO

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Há pouco. Cochilei. Estava em uma periferia residencial de cidade de interior. No quintal ou jardim dos fundos de uma casa, um grupo de pessoas. Julguei discernir Abraham Weintraub. Segui em frente, aqueles deslocamentos rápidos ou instantâneos dos sonhos, e agora o lugar era um campus de universidade. Algo entre o campus e um descampado. Iria acontecer um recital de poesia. Pessoas chegavam. Eu, sentado junto a um muro ou cerca. Um rapaz, barba rala e aloirada, cabelos e olhos também claros, vestindo uma jaqueta de lã azul, usando um gorro também de lã, perguntava-me sobre maconha – queria, estava procurando: “Sabe onde é que posso achar?”. Disse-lhe: “Olha, logo ali, nos fundos de uma casa, eu vi o Abraham Weintraub. Pergunta pra ele. É quem mais conhece e pode dizer onde é que tem. Vai lá.” Antes de acordar – achando graça do sonho – o rapaz ainda me olhou com uma expressão meio de ceticismo ou espanto.

Agora, falando sério, sonhos à parte: como é que pode…? Plantação….?! Passei boa parte da minha vida na Cidade Universitária, o campus da USP. Alguém chapado passar por mim, pode ser – menos, bem menos que nessas quebradas do centro da cidade. Em meus cursos e palestras – e alguns dos meus temas atraem, convenhamos, Beat e contracultura, etc – jamais reparei. Nem nos arredores de mata exuberante da FFLCH. Dizem que havia algo nos fundos da ECA-USP, mas isso foi décadas atrás. Outros campus – tantos – a indigitada Federal de Brasilia, UNIFESP, Federal de Pernambuco, de Goiás, de São Carlos, algumas UNESP, a Unicamp, a UFRJ, etc, nunca reparei. O público maior da minha palestra sobre  “A criação poética e algumas drogas” em 2014, brinquei com o organizador, Fábio Ferreira de Almeida: “Acho que atraímos todos os junkys  de Goiânia” – mas, novamente, ninguém que parecesse alterado por ter tomado ou fumado algo.

Polícia só entra nas universidades com autorização ou mandado. O tipo quer acabar com a autonomia universitária e inventou essa história estapafúrdia. Mas é tão fácil conferir. Qualquer um pode ir a campus universitários, entrada não é controlada – e ficar circulando, para ver se acha algo, alguma “plantação”, até um mísero pé. Perderia tempo – exceto em centros de pesquisa. Quem quiser, compra facilmente, “drogas” são vendidas nas metrópoles em sistema quase de feira livre – motivo para não ter qualquer função plantarem, exceto, é claro, nos laboratórios de pesquisa.

 

Sugestão para comemorar meu aniversário: comprem (e leiam) meu livro

Lançamento

Em algum momento da década de 1990, a Biblioteca Nacional, então bem ativa – acho que na gestão do Affonso – criou uma agenda de datas, em cada uma, referência a escritores. Dia 02 de dezembro, estava: “nascimento do poeta Claudio Willer”. “Virei efeméride!”, brinquei. Pois bem: chegamos a mais uma dessas efemérides, acho que são 79 desde 1940. Agradeço muito pelas manifestações, apoio e ajuda em momentos difíceis.

Quanto a meu livro, está em promoção na editora Córrego, comemorando:

https://www.editoracorrego.com.br/produto/469080/dias-acidos-noites-lisergicas-de-claudio-willer

Aqui, portfolio, algumas (várias) manifestações de leitores / apreciadores:

https://claudiowiller.wordpress.com/2019/03/18/dias-acidos-noites-lisergicas-um-portfolio/

Quem já leu, pode presentear amizades irriquietas.

Combinamos, editor e eu, enviar exemplar autografado para quem sentir vontade ou desejo de possuir um; ou então, quiser fazer presente charmoso.

Obrigado!

Em Poetas de dois mundos

Será na Livraria da Travessa em São Paulo: 

Livraria da Travessa (Pinheiros)

Rua dos Pinheiros, 513, 05.422-010 São Paulo

Quando: 23 | outubro | Quarta-feira | 18:00
Informa a livraria:  
Poetas de Dois Mundos SP#01 (100 anos de Lawrence Ferlinghetti)
Homenagem aos 100 anos do poeta e editor norte-americano Lawrence Ferlinghetti. Com muita alegria convidamos a todos para o primeiro evento do Poetas de Dois Mundos em São Paulo! A estreia acontece em grande estilo, para o centenário de Ferlinghetti, em uma noite de leituras e lançamentos. # 18h – lançamento do livro Garota (Editora Córrego) de Guilherme Zarvos. # 19h – conversas / leituras com: Bianca Gonçalves, Bruna Beber, Camila Assad, Claudio Willer, Fabiano Calixto, Fernanda Morse, Guilherme Zarvos, Isabella Martino e Sergio Mello. * com livros exclusivos da City Lights Booksellers & Publishers, antológica editora e livraria fundada por Lawrence Ferlinghetti no ano de 1953, em São Francisco, Califórnia.
Com a presença de:
BIANCA GONÇALVES
BRUNA BEBER
CAMILA ASSAD
CLAUDIO WILLER
FABIANO CALIXTO
FERNANDA MORSE
GUILHERME ZARVOS
ISABELLA MARTINO
SERGIO MELLO

Lerei poema do agora centenário Ferlinghetti (quem adivinhar qual deles , ganha exemplar do meu livro). Elogiarei Guilherme Zarvos, que lança.

Autografarei exemplares do meu Dias ácidos, noites lisérgicas.

VENHAM

NO PROGRAMA ‘COMTEXTO’ DO CANAL ARTE 1

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Entrevistado por Manuel da Costa Pinto.  Este domingo, dia 06 de outubro, às 20h30, no canal Arte1. Com reapresentações. A mensagem que recebi da produção do programa: Olá, Claudio, tudo bem? O programa que gravamos com você irá ao ar no domingo dia 06/10, às 20h30, como inédito. Depois teremos reprises: terça-feira às 10h, quarta-feira às 14h, quinta-feira às 22h e sábado às 02h. A partir da quarta-feira 09/10 até 16/10 você consegue assistir na sessão Degustação do Arte 1 Play. Após essa data continuará disponível, porém apenas para assinantes. Você pode acessar baixando o app ou pelo site https://arte1play.com.br/?fbclid=IwAR1jWeU2PWxnqz90OPDJ_IU3A0gaEDGuySj7kqPMipPJ9PR2Wk8VQEV_ACA

O foco, principalmente, será meu recente Dias ácidos, noites lisérgicas (Córrego). Manuel fez perguntas estimulantes e provocativas.

Observem bem no centro da boa imagem que a produção do programa me enviou, um intelectual contemporâneo brasileiro, muito conhecido. Conseguem identificar? Participou.

A SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DO FINAL DA TERCEIRA EDIÇÃO DE ‘VOLTA’:

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Informa poesia Primata, que me ajuda a organizar / divulgar:

ONDE – SEBO CLEPSIDRA, R. Fortunato, 117, Santa Cecilia
QUANDO – DIA 29/08, a partir das 18h30

Contrariamente ao corriqueiro, Claudio Willer, além de lançar seu livro quando de sua publicação, fará uma sessão de autógrafos comemorando o fim da terceira edição de sua obra “Volta” (publicado pela primeira vez em 1996).

Não perca a oportunidade de garantir seu exemplar deste livro indispensável para a biblioteca de todxs amantes da literatura, surrealismo, e do próprio Willer. Restam apenas 100 unidades!

Nas palavras do poeta, “Volta” é uma narrativa em que visto a capa do memorialismo. “Bem no tom surrealista, Willer fala mais de sua obra: “Bastante sobre acaso objetivo. Prosa poética, alguma poesia também. Relatos de episódios estranhos. Alguns episódios narrados se mostraram, como diria, antecipatórios? Sim, o que escrevi sobre gnosticismo (não sabia que iria pesquisar) e ocultismo. Outros relatam acontecimentos que merecem ser evocados. Algo sobre cultura de resistência (tem mais neste meu último livro).

E nas palavras de seu editor (Iluminuras): “À maneira de André Breton, em seu ‘Nadja’, Willer nos faz andar pelas ruas de São Paulo ou Paris, pelos meandros da memória, num relato que mescla os gêneros e cria uma narrativa sem igual na literatura
brasileira.”

Meus agradecimentos a Samuel León / Ilçuminuras, Clepsidra, Macaio / Poesia Primata.

VENHAM.