Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Acaso objetivo: um relato meu

Decidi reblogar, pelo filme a respeito ora em cartaz

Claudio Willer

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Havia publicado o que vem a seguir entre os comentários a meu próprio post, aqui neste blog. Resolvi, agora, dar-lhe um espaço próprio. E convertê-lo, ao final, em exercício de leitura, ou de criação – não obstante ser tudo verdade. As demais histórias de acaso objetivo, em https://claudiowiller.wordpress.com/2012/05/25/acaso-objetivo/

(Em outra ocasião, anotei que sempre quis ser cronista.)

Julho de 1999.

Passava uma semana ou uns 10 dias em uma fazenda em Mato Grosso, convidado por um amigo, o cineasta João Callegaro. Perto de Xavantina e do Rio das Mortes, quase sopé da Serra do Roncador. Extensões do Centro-Oeste, horizontes luminosos e o perfil tão plástico e poderoso da serra. O Rio das Mortes, que beleza, água bem escura e limpa, atravessando mata virgem. Jacarés e tucunarés. Araras e ariranhas.

É uma terra de lendas e seitas. As famosas inscrições na pedra, os Martírios. Índios e colonos, convivendo – aparentemente, não…

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VENDA PROMOCIONAL DE “ESTRANHAS EXPERIÊNCIAS”

Oferta prossegue, pois ainda há exemplares.

Claudio Willer

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Conforme já informado em meu blog, é o livro de poesia lançado em 2004. Final de tiragem –foi grande, próxima a 2.000 exemplares. Por isso, ainda há alguns. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores.

Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, nos seguintes locais:

  1. Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora no entorno da Zona Oeste de São Paulo, ele entrega a domicílio (é ágil). Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268 (lembrando, Loplop é a criatura criada pelo surrealista Max Ernst, presente em colagens e quadros)
  2. Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877
  3. Livraria virtual da editora Córrego de Gabriel Kolyniak: http://www.editoracorrego.com.br/produto/214751/estranhas-experiencias-de-claudio-willer

Está, nos dois pontos, Loplop e Córrego, em companhia de A verdadeira história do século 20, meu livro de…

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UMA NOVA OFICINA LITERÁRIA EM UM NOVO FORMATO DE OFICINA LITERÁRIA

Claudio Willer

Informam os organizadores:

A CRIAÇÃO POÉTICA, laboratório com Claudio Willer.

QUANDO: De 21 de março a 15 de junho de 2017, toda terça feira, das 20h às 22h. Portanto, três meses, algo próximo à nossa ideia de uma oficina permanente.

INSCRIÇÕES: EdLab, Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena, fone 11 3097-8304, e-mail edlab@hedra.com.br.

INVESTIMENTO: R$ 500 mensais.

PROCEDIMENTO: Oficinas literárias são um trabalho coletivo. Seu coordenador não é neutro: intervém, avalia, sugere, recomenda leituras. Contudo, não deve impor seus valores e referencial poético. Além de um módulo expositivo e de exercícios de criação, textos escolhidos de autoria dos participantes serão examinados, discutidos e avaliados. Haverá, portanto, um trabalho centrado na produção da própria oficina. É importante que os inscritos tragam textos de sua autoria.

PUBLICAÇÃO DOS PARTICIPANTES: Ao concluírem a oficina, autores – selecionados por uma comissão que incluirá o coordenador da oficina, mais o coordenador do EdLab Vanderley…

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Palestra “Jorge de Lima – Grande poeta misterioso” será reapresentada

Posted 03/11/2016 by claudiowiller in Notícias, Novidades e Agitações. Tagged: , , , . | Editar

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(desta vez, estou ilustrando com reprodução de “fotomontagens” da série “Poesia em pânico” de Jorge de Lima, dedicada a Murilo Mendes)

Motivo: A tempestade que caiu sobre São Paulo na quarta feira, dia 09 de novembro, impediu, junto com a parada de linhas do metrô, a vinda de muitos interessados. Os que conseguiram chegar apreciaram muito. Quem esteve e quiser assistir novamente está dispensado do pagamento. Observo que será e não será a mesma palestra: nunca me repito, e a reflexão decorrente de examinar Jorge de Lima me possibilita refinar interpretações desse poeta tido como “obscuro” (porém Mallarmé também foi apelidado de “o obscuro”), “hermético”, “ininteligível” etc. Para adicionar credibilidade, transcrevo comentário que o poeta Luciano Garcez publicou no Facebook: “Ontem, depois de quase São Paulo se afundar na chuva – ilha que é – ocorreu o necessário curso na sede da UBE: “Jorge Lima – Grande poeta misterioso”, Claudio Willer, com sua sempre metículo/precisão de poeta também misterioso, desvendou aspectos insuspeitos e originais da obra do sinuoso poeta alagoano, linkando-a e desligando-a de exterioridades e estereotiparias: o surrealismo, o catolicismo, Ismael Nery, Fausto, o Trickster, o Barco Bêbado de Arthur… <meta http-equiv=”refresh” content=”0; URL=/?_fb_noscript=1″ /> Fiquem de olho, pode haver outra invenção órfica decodificada- outra vez o curso será dado, pelo que me disse o Bicelli!”

Quando: Dia 23 de novembro, a próxima quarta feira, às 19 h.

Onde: Mesmo local, mesma hora: na UBE, União Brasileira de escritores, rua Rego Freitas, 454 – Cj. 61. Observem, a seguir, instruções para inscrição e pagamento. Mais informações, ligue para: (11) 3231-3669. Para se inscrever basta enviar seu nome completo para secretaria@ube.org.br. Para efetuar pagamento (R$ 30,00 para associados e R$ 60,00 para não associados), dados bancários para depósito: Conta Corrente: Titular: União Brasileira de Escritores  Agência: 0170 Conta: 21495-1 Banco: Itaú CNPJ da União Brasileira Escritores: 62921937/0001-57 (também são aceitos pagamentos no local e na hora)

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Reproduzo anúncio anterior da palestra:

Há muito tempo pretendia escrever ou dizer algo sobre Jorge de Lima. Influência forte. À admiração somava-se a atração pelos labirintos, pela decifração de enigmas. Comecei a saldar esse débito, instigado pelo poeta Claufe Rodrigues, em União dos Palmares, Alagoas (sua cidade natal), durante a II Semana Jorge de Lima promovida pela Secretaria de Cultura local em abril de 2014, com a palestra “Aproximações a Jorge de Lima: o surrealista”. Em seguida, publiquei artigo na revista digital Agulha. Em setembro de 2015, voltei a ele no ciclo “Pensar o Brasil”, idealizado por Marcelo Marcus Fonseca do Teatro do Incêndio: fixei-me no trecho de Invenção de Orfeu sub-intitulado “O índio interior”. A cada vez, com a impressão de haver mais a ser dito. Por isso, aceitei com satisfação o convite da União Brasileira de Escritores para colaborar com o ciclo de palestras promovido pela entidade, escolhendo-o como tema.

Da programação distribuída pela UBE, incluindo sinopse:

Invenção de Orfeu, obra máxima de Jorge de Lima, é considerada não apenas hermética, porém caótica por alguns críticos. Serão apresentadas tentativas de interpretação, em parte originais, em parte citando a bibliografia existente, além de mostrar qualidades que justificam conferir-lhe especial relevo. Também será focalizado o modo como dialoga com outros poetas, tanto da tradição clássica, como Dante e Camões, quanto os românticos e rebeldes, especialmente Baudelaire e Rimbaud. Outros de seus livros também serão comentados – em especial, os Poemas negros. E ainda será examinado o autor, o próprio Jorge de Lima, como exemplo de integridade, de conduta eticamente elevada.

NOVAMENTE: MAGIA E CRIAÇÃO POÉTICA – O XAMANISMO

Reapresento o post para fazer uma consulta. Na palestra de julho, esta do post a seguir, sobre poesia e xamanismo, eu cobri apenas alguns dos tópicos de que trataria, sobrou assunto. Principalmente, sobraram poetas. Um Jerome Rothemberg, por exemplo, fundamental, apenas o mencionei. Piva, Jorge de Lima, ia examiná-los, só citei. Achei mais sobre alucinação em poesia, além dos “Versos dourados” de Nerval,  que se aplica.
Tenho assunto para um curso de três sessões. O que acham de fazê-lo? No mesmo local (Rua Salvador Simões, adjacente ao metrô Alto do Ipiranga), e cobraríamos ingressos nas mesmas bases. Poderia ser durante a semana ou aos sábados, sempre no horário das 19 h até as 20h30. O que lhes parece? Há interesse? Respondem. Opinem.
Obrigado!

Claudio Willer

Peço ampla divulgação desta palestra. Venham. Tenho certeza de que apreciarão:

O que é um xamã? A que modalidades de magos, feiticeiros e sacerdotes se aplica o termo? Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs? O que em suas obras justifica essa associação? Por que uma declaração como “O Eu é um outro” de Rimbaud resume algo típico do xamanismo? Qual a contribuição de Herberto Helder à compreensão das afinidades de poesia e xamanismo? Um poema como “o índio interior” da Invenção de Orfeu de Jorge de Lima pode ser lido como xamânico? O soneto “Versos dourados” de Gérard de Nerval é poesia xamânica? Cabem as associações de Artaud ao xamanismo?

 

Local: Rua Salvador Simões, 918, no Ipiranga Business Center (a um quarteirão da estação de Metrô Alto do Ipiranga, saída na Rua Gentil de Moura) (agradeço hospitalidade e cederem espaço)

Data e horário: Sábado, dia…

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BIBLIOTECA DE ROBERTO PIVA TAMBÉM SERÁ LOCAL DE ENCONTROS, ESTUDOS, LEITURAS: COLABORE

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Muitos já receberam informação sobre arrecadação de fundos, o “crowdfunding” para preservar e tornar público o acervo do poeta Roberto Piva – sua considerável biblioteca, os inéditos e dispersos, outros documentos, bibliografia passiva etc. Para acontecer, a arrecadação – que vai bem, com resultados dentro da meta – precisa cumprir plenamente sua finalidade, alcançando a quantia esperada.

A participação é através do Catarse, especializado nesse tipo de iniciativa. Examinem: https://www.catarse.me/bibliotecarobertopiva Observem como é transparente, c om justificativas, metas, prestação de contas, valores e recompensas a quem fizer doação.

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Participarei em uma etapa subsequente, uma vez garantido o acervo, organizando encontros e palestras, chamando autores de ensaios e pesquisas sobre Piva, além de exibir a filmografia e boas criações artísticas inspiradas nele. Enfim, fazendo que tenhamos um centro de referência ativo; um espaço cultural pleno. Quando necessário, utilizaremos outros auditórios, que comportem mais pessoas.

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A sinopse divulgada por Gabriel Rath Kolyniak, da editora Córrego:

Queridos amigos, quero mais uma vez falar sobre o nosso projeto de montar uma biblioteca especificamente voltada para poesia na cidade de São Paulo. Apesar de não ser um projeto ligado à esfera estatal, mas sim a uma iniciativa nossa – idealizada por mim, Gustavo Benini, Vanderley M Mendonça, Claudio Willer, Roberto Bicelli e Sergio Cohn -, utilizando para a montagem da biblioteca o acervo pessoal do Roberto Piva, o objetivo é que a biblioteca sirva à sociedade em geral. O lugar estará aberto em horário comercial para visitação, e pretendemos promover ali, com a coordenação do Willer, a reunião dos trabalhos de pesquisadores como a Renata D’Elia, que se dedicaram a estudar o Piva e a geração de poetas a que ele pertencia. Pretendemos também guardar ali itens pessoais do Piva e de seus contemporâneos, o que funcionaria também como uma espécie de manutenção da memória e da presença desses poetas que tanto contribuíram para a difusão da prática da poesia em nossa cidade.

Acrescento esta justificativa, além do que digo no vídeo do Catarse. O Piva leitor é bem ilustrado pela imagem que encerra este post: uma foto que tirei em 1960, em Peruíbe:

Franquear a biblioteca e demais acervos de Roberto Piva justifica-se, entre outras razões, por ele ter sido um poeta leitor. Visceral, irreverente, transgressivo, ao mesmo tempo apresentou-se como erudito. Passagens supostamente obscuras de sua obra ocultam um intertexto que lhes adiciona sentido. Tais características contribuíram para estimular pesquisadores. Comprovam-no as 12 teses de doutorado ou dissertações de mestrado nos últimos anos e uma quantidade de ensaios, além dos depoimentos e da publicação de suas entrevistas. Compõem uma substanciosa bibliografia paralela, à qual se adicionam registros filmados ou gravados. Tudo isso é mediação entre o poeta e seus leitores. Daí a intenção de formar um acervo que não seja estático, passivo, mas atue como núcleo irradiador da obra de Piva, da poesia e do conhecimento.

OBRIGADO!

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Créditos: Capa de Paranóia, da edição do Instituto Moreira Salles de 2000, por Wesley Duke Lee; a montagem que Mario Rui Feliciani fez da foto de Piva em Paranóía e daquela que ele fez em 1967 para Ciclones; duas fotos batidas por mim, slides que foram recuperados por Pipol, em 1963 e 1960.

 

Leitura de fim de ano:

Claudio Willer

A queda do céu – Palavras de um xamã yanomami, por Davi Kopenawa e Bruce Albert. Companhia das Letras, 2015.

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São 730 páginas de depoimento: cosmogonia, biografia, relato da resistência de um povo indígena, através de um de seus líderes, com a colaboração ativa de um antropólogo.

Informe sobre o livro:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12959

Trechos:

http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/12959.pdf

“Gostaria que os brancos parassem de pensar que nossa floresta é morta e que ela foi posta lá à toa”, clama Kopenawa. Vou seguindo em frente na leitura, e reparando na sincronia de mitos. Quer dizer que a primeira tentativa de criar o mundo por Omama falhou? Mas isso também não está no colossal Popol Vuh dos quiché, a criação por tentativa e erro até dar certo? Dois irmãos antagônicos, Omama e Ioasi, regendo o mundo? Mas não é a história de Ormuz e Ahriman iranianos? Da fraternidade de Satanael e Cristo dos bogomilos?…

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