Posts Tagged ‘Claudio Willer palestra’

NOVA PALESTRA: A GERAÇÃO BEAT – REBELIÃO, VALOR LITERÁRIO E TRADUÇÕES

Onde: Centro de Pesquisa e Formação do SESC em São Paulo. Rua Dr. Plínio Barreto 285, 4º andar, Bela Vista

Quando: dia 07 de agosto, 2ª feira, de 15h00 a 17h00

O que será: Projetarei originais de poemas, de Allen Ginsberg e Jack Kerouac, lerei e comentarei minhas traduções. Comentarei a contribuição literária dos beats. Minha sinopse: Libertação do corpo e da sexualidade; anti-autoritarismo; ampliação da consciência: são temas tão disseminados que nem nos lembramos que entraram em circulação, como objeto de interesse mais amplo, há poucas décadas, através do impacto provocado por Allen Ginsberg, Jack Kerouac, William Burroughs, Gregory Corso, Michael McClure e outros autores ligados à Geração Beat. Contudo, essa contribuição política, impregnada de uma mística do excesso e da transgressão, não deve fazer que se perca de vista o valor literário, a consciência de que tiveram tamanha influência por terem sido extraordinários escritores. Isso será mostrado exibindo e comentando textos, especialmente de Ginsberg e Kerouac, confrontando originais e traduções.

VENHAM

Nova palestra: Jack Kerouac e a Geração Beat, um guia de leitura

Quando: Na próxima quinta feira, 30 de março às 19h30 até as 21h30

Onde: EdLab – Editora Hedra: Rua Fradique Coutinho, 1139, Vila Madalena – São Paulo – SP. Fone 11 3097-8304 / e-mail: edlab@hedra.com.br.

Inscrições: R$ 10,00

Informam os organizadores: O poeta, ensaísta e tradutor CLAUDIO WILLER retoma o ciclo de palestras sobre a Geração Beat desta vez para inaugurar um novo espaço de debates e produção literária: o Ed.Lab, na sede da Editora Hedra.

Veja também em https://www.facebook.com/events/404429646589624/ –

Meu comentário: Palestras anteriores sobre o tema – nas mostras de cinema beat em Brasilia, São Paulo e Rio de Janeiro – lotaram auditórios, a ponto de faltarem lugares e sobrar público. Por isso retomo, desta vez utilizando as confortáveis instalações do EdLab da editora Hedra e seus parceiros, cobrando um ingresso de R$ 10,00. Entendo que, a cada nova apresentação, é possível adicionar, refinar interpretações desse autor cada vez mais lido e estudado, assim desmentindo a crítica retrógrada que negava seu valor. Palestras anteriores estão disponíveis no YouTube – mas, convenhamos, ao vivo, podendo conversar, é mais confortável e interessante.

Kerouac fascina. Examinar sua obra é desvendar um universo. Explorou as possibilidades da expressão escrita através de narrativas memorialísticas e de auto-ficção, poemas, crônicas e outras modalidades. Interessa especialmente o que o criador do termo “Geração Beat” tem de paradoxal, ambivalente, contraditório. O modo como ficcionalizou sua biografia e ao mesmo tempo se inventou, transformando-se em personagem de si mesmo. A mitologia pessoal que criou. Por exemplo, a criação de On the Road: sim, ele escreveu o livro em três semanas; no entanto, três revisões subseqüentes foram por sua iniciativa, antes de entregá-lo à Viking Press; e, como atestam seus diários, já o vinha escrevendo desde 1948. Ele se pôs a viajar com Neal Cassady depois da decisão de fazer seu registro da Geração Beat.

Tomando o conjunto da obra de Kerouac e On the Road em especial, é possível propor roteiros de leitura e interpretações que adicionam sentido, recorrendo a uma ensaística que vem crescendo, atestando sua importância e atualidade. Examinarei a relação de On the Road e Visões de Cody, outra de suas obras primas; mostrarei como Doctor Sax é polifônico; interpretarei a flagrante contradição entre Vagabundos iluminados e Anjos da desolação. Principalmente, mostrarei como explorou topdas sua prosódia, na qual se combinam o apaixonado por jazz, o falante do dialeto joual (sua primeira língua) e o leitor de Shakespeare, Joyce, Dostoievski, Rimbaud e tantos outros

A Mostra de Filmes Geração Beat no Rio de Janeiro – incluindo nova palestra minha

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Desta vez, escolhi para ilustrar páginas da minha série sobre Beat e Contracultura que foi publicada no Chiclete com Banana de Toninho Mendes e Angeli, por volta de 1990. Homenagem, perdemos Toninho na semana passada. Incrível como aquela série atraiu futuros leitores dos beats.

A Mostra de Filmes Geração Beat no Rio de Janeiro será novamente no Centro Cultural do Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Vai de 08 a 26 de fevereiro. A programação completa está no link a seguir. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). Minha palestra – esperando o mesmo interesse que suscitou aqui em São Paulo – será dia 11, sábado, às 17h00, com entrada franca. Cheguem antes para retirar senha (em São Paulo sobrou público). Falarei sobre Jack Kerouac e a Geração Beat – preparei algo para data show. Pretendo chegar a uma visão de conjunto da enorme contribuição literária do autor de On the Road. Tratarei também de outros beats. Como a sessão terá duas horas de duração, haverá tempo para conversarmos.

Também estou tratando de sessão de autógrafos de livros meus. Assim que confirmar local e data, informarei aqui.

A enorme programação – o post inclui São Paulo (que está chegando ao fim) e na sequência o Rio de Janeiro: http://www.revistamuseu.com.br/site/br/noticias/nacionais/1863-23-12-2016-ccbb-apresenta-mostra-geracao-beat.html

“Paranóia” de Roberto Piva e Wesley Duke Lee: a metrópole revisitada

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No evento programado para este sábado à noite, dia 26 – a mesa que faz parte da Balada Literária e ocorrerá no Estudio Lâmina – voltarei a tratar de Paranóia. Direi algo sobre a poesia de Piva e a contribuição desse artista enorme, Wesley. Relatarei episódios que ninguém conhece – por exemplo, a gênese da foto que escolhi para ilustrar este post, uma das que estão no revolucionário poema de Piva. Estarei em companhia de ótimos interlocutores.

O evento: Vanderley Mendonça e Gabriel Kolyniak  conversam com Claudio Willer , Gustavo Benini e Roberto Bicelli, numa homenagem ao poeta Roberto Piva

Onde: Estúdio Lâmina. Avenida São João, 108 – 4o andar. Quando: Dia 26 de novembro, sábado, a partir das 20h

Em tempo: Haverá publicações de Piva e outras boas surpresas. A manifestação faz parte das atividades pela criação da Biblioteca de Roberto Piva. E o ativo Gabriel Kolyniak da editora Córrego confirma que também haverá livros de poesia meus – A verdadeira história do século 20 e Estranhas experiências – em oferta e a preços promocionais.

A programação completa da Balada Literária está aqui: http://baladaliteraria.com.br/programacao/

Palestra “Jorge de Lima – Grande poeta misterioso” será reapresentada

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(desta vez, estou ilustrando com reprodução de “fotomontagens” da série “Poesia em pânico” de Jorge de Lima, dedicada a Murilo Mendes)

Motivo: A tempestade que caiu sobre São Paulo na quarta feira, dia 09 de novembro, impediu, junto com a parada de linhas do metrô, a vinda de muitos interessados. Os que conseguiram chegar apreciaram muito. Quem esteve e quiser assistir novamente está dispensado do pagamento. Observo que será e não será a mesma palestra: nunca me repito, e a reflexão decorrente de examinar Jorge de Lima me possibilita refinar interpretações desse poeta tido como “obscuro” (porém Mallarmé também foi apelidado de “o obscuro”), “hermético”, “ininteligível” etc. Para adicionar credibilidade, transcrevo comentário que o poeta Luciano Garcez publicou no Facebook: “Ontem, depois de quase São Paulo se afundar na chuva – ilha que é – ocorreu o necessário curso na sede da UBE: “Jorge Lima – Grande poeta misterioso”, Claudio Willer, com sua sempre metículo/precisão de poeta também misterioso, desvendou aspectos insuspeitos e originais da obra do sinuoso poeta alagoano, linkando-a e desligando-a de exterioridades e estereotiparias: o surrealismo, o catolicismo, Ismael Nery, Fausto, o Trickster, o Barco Bêbado de Arthur…  Fiquem de olho, pode haver outra invenção órfica decodificada- outra vez o curso será dado, pelo que me disse o Bicelli!”

Quando: Dia 23 de novembro, a próxima quarta feira, às 19 h.

Onde: Mesmo local, mesma hora: na UBE, União Brasileira de escritores, rua Rego Freitas, 454 – Cj. 61 (Em tempo: para quem vier de automóvel, há estacionamentos viáveis dos dois lados da entrada do prédio da UBE).

Observem, a seguir, instruções para inscrição e pagamento. Mais informações, ligue para: (11) 3231-3669. Para se inscrever basta enviar seu nome completo para secretaria@ube.org.br. Para efetuar pagamento (R$ 30,00 para associados e R$ 60,00 para não associados), dados bancários para depósito: Conta Corrente: Titular: União Brasileira de Escritores  Agência: 0170 Conta: 21495-1 Banco: Itaú CNPJ da União Brasileira Escritores: 62921937/0001-57 (também são aceitos pagamentos no local e na hora)

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Reproduzo anúncio anterior da palestra:

Há muito tempo pretendia escrever ou dizer algo sobre Jorge de Lima. Influência forte. À admiração somava-se a atração pelos labirintos, pela decifração de enigmas. Comecei a saldar esse débito, instigado pelo poeta Claufe Rodrigues, em União dos Palmares, Alagoas (sua cidade natal), durante a II Semana Jorge de Lima promovida pela Secretaria de Cultura local em abril de 2014, com a palestra “Aproximações a Jorge de Lima: o surrealista”. Em seguida, publiquei artigo na revista digital Agulha. Em setembro de 2015, voltei a ele no ciclo “Pensar o Brasil”, idealizado por Marcelo Marcus Fonseca do Teatro do Incêndio: fixei-me no trecho de Invenção de Orfeu sub-intitulado “O índio interior”. A cada vez, com a impressão de haver mais a ser dito. Por isso, aceitei com satisfação o convite da União Brasileira de Escritores para colaborar com o ciclo de palestras promovido pela entidade, escolhendo-o como tema.

Da programação distribuída pela UBE, incluindo sinopse:

Invenção de Orfeu, obra máxima de Jorge de Lima, é considerada não apenas hermética, porém caótica por alguns críticos. Serão apresentadas tentativas de interpretação, em parte originais, em parte citando a bibliografia existente, além de mostrar qualidades que justificam conferir-lhe especial relevo. Também será focalizado o modo como dialoga com outros poetas, tanto da tradição clássica, como Dante e Camões, quanto os românticos e rebeldes, especialmente Baudelaire e Rimbaud. Outros de seus livros também serão comentados – em especial, os Poemas negros. E ainda será examinado o autor, o próprio Jorge de Lima, como exemplo de integridade, de conduta eticamente elevada.

Sobre Federico García Lorca por ocasião de mais uma efeméride, mais um 19 de agosto para lembrar seu assassinato em 1936

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Resolvi ilustrar com a escultura de Flávio de Carvalho homenageando-o, assim reunindo dois personagens notáveis – aquela mesma escultura depredada por fascistas brasileiros por volta de 1968, que ganhou de volta seu lugar na Praça das Guianas. Participei de manifestações pela recuperação da estátua, além de haver organizado homenagens a Lorca e publicado algo sobre sua vida e sua poesia.

Nunca esquecerei o susto que me provocou a descoberta do Poeta em Nova York – em 1961 ou 1962, eu estava em Poços de Caldas e fazia calor, havia comprado a edição da Losada. Poemas meus do período permanecerão engavetados, pois são epigonais, decalques do que havia lido. Quem me chamou a atenção para o Lorca de Poeta em Nova York foi, evidentemente, Roberto Piva – dizia passagens de cor, reunia amigos para leituras em voz alta, as marcas do Poeta em Nova York são evidentes em Paranóia e já escrevi a respeito.

Desta vez, reapresento o texto de uma palestra de 1998, que agora publico neste valioso Academia.edu. Este:

https://www.academia.edu/27896139/GARC%C3%8DA_LORCA_POETA_E_PERSONAGEM

Foi uma palestra que gostei de dar. Havia organizado um ciclo sobre Lorca na Biblioteca Mário de Andrade. Os espanhóis do Colégio Cervantes foram lá, gostaram do que eu disse e convidaram para seus “actos” por ocasião do centenário do poeta. Falei durante uma hora, sem parar. Sei que está algo desatualizada, que há mais desde Ian Gibson. Retomarei.

MAGIA E CRIAÇÃO POÉTICA: O XAMANISMO

Peço ampla divulgação desta palestra. Venham. Tenho certeza de que apreciarão:

O que é um xamã? A que modalidades de magos, feiticeiros e sacerdotes se aplica o termo? Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs? O que em suas obras justifica essa associação? Por que uma declaração como “O Eu é um outro” de Rimbaud resume algo típico do xamanismo? Qual a contribuição de Herberto Helder à compreensão das afinidades de poesia e xamanismo? Um poema como “o índio interior” da Invenção de Orfeu de Jorge de Lima pode ser lido como xamânico? O soneto “Versos dourados” de Gérard de Nerval é poesia xamânica? Cabem as associações de Artaud ao xamanismo?

 

Local: Rua Salvador Simões, 918, no Ipiranga Business Center (a um quarteirão da estação de Metrô Alto do Ipiranga, saída na Rua Gentil de Moura) (agradeço hospitalidade e cederem espaço)

Data e horário: Sábado, dia 23 de julho de 2016, das 18h00 às 20h30 (com intervalo para lanche).

Valor do ingresso R$ 12, 00.

Capacidade do Auditório- 60 lugares.

Haverá projeção de audiovisual, imagens e textos.

 

Como fazer sua Inscrição?

Para efetuar sua inscrição você deverá se cadastrar no “Fale Conosco” pelo link: http://www.ipirangabusinesscenter.com.br/#!blank-3/lb231 .

O valor de contribuição de R$12,00 deverá ser pago no dia do evento. Qualquer dúvida entre em contato pelo e-mail: contato@ipirangabusinesscenter.com.br ou pelo telefone 50616205 e fale com Philippe

SINOPSE

O termo xamã, originariamente aplicado a sacerdotes ou feiticeiros siberianos e uralo-altaicos, deve sua extensão, comsideravelmente, a Mircea Eliade, autor de O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase, livro de 1951. O historiador das religiões registrou suas características em povos e sociedades de diferentes lugares e períodos. Examinou iniciações com viagens aos céus e ao centro da terra, subidas e descidas ao longo de um eixo do mundo; experiências de morte e renascimento, destruição e reconstituição do corpo; utilização de substâncias psicoativas; o ocasional travestimento ou transexualidade; as provas de aquisição de poderes como profetizar, curar, deslocar-se. E a expressão através de outra linguagem –origem da poesia – possibilitando a comunicação com espíritos, animais, a natureza.

Serão citados estudiosos mais recentes, enriquecendo esse exame e tornando mais preciso o uso do termo. E será mostrado de que modo temas e traços do xamanismo podem ser encontradas em uma diversidade de autores, desde Dante Alighieri, passando por William Blake, Gérard de Nerval e Rimbaud, até modernos e contemporâneos como Jorge de Lima, Antonin Artaud, Vicente Huidobro, Herberto Helder, Michael McClure, Jerome Rothemberg, Roberto Piva e outros mais recentes. O objetivo é enriquecer a leitura da poesia, possibilitando enxergar mais sentidos.

O CONFERENCISTA: Claudio Willer é poeta, ensaísta e tradutor, ligado à criação literária mais rebelde, ao surrealismo e geração beat. Livros recentes: A verdadeira história do século 20, poesia (Apenas Livros, Lisboa, 2015); Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, ensaio (L&PM, 2014); Manifestos, 1964-2010, (Azougue, 2013), Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia moderna (Civilização Brasileira, 2010); Geração Beat (L&PM Pocket, 2009); Poemas para leer en voz alta (Andrómeda, San José, Costa Rica, 2007); Estranhas Experiências, poesia (Lamparina, 2004). Traduziu Lautréamont, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Antonin Artaud. Publicado em antologias e periódicos no Brasil e em outros países. Presidiu a UBE, União Brasileira de Escritores, em vários mandatos. Doutor em Letras na USP, onde completou pós-doutorado. Deu cursos, palestras e coordenou oficinas e outras atividades em uma diversidade de instituições culturais. Mais em https://claudiowiller.wordpress.com/about .