Posts Tagged ‘Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo mítico’

Sessão de autógrafos no Rio de Janeiro

ConviteWiller_Rio
Terei a satisfação de receber os leitores amigos na Livraria Travessa, Botafogo, à Rua Voluntários da Pátria 97.

Dia 02 de março, segunda feira, a partir das 19h.

Autografarei “Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico” (L&PM) Outros dos meus livros estarão ma livraria, à disposição do público: “Manifestos – 1964-2010” (Azougue) e o recentemente reeditado “Geração Beat” (L&PM).

O poeta e ensaísta Lucas Guimaraens será o MC, mestre de cerimônias (assim evocando os 60 anos da leitura na Galeria Six, na qual Kenneth Rexroth atuou como MC), e receberá os convidados. Outros amigos falarão, e também direi algo, ou lerei um poema, ou ambos: a livraria instalou som para a ocasião. A livraria servirá coquetel.

Agradeço divulgação enfática.

Neste link, amostra da recepção de “Os rebeldes: Geração beat e anarquismo místico” pela crítica, inclusive o artigo recente de Lucas Guimaraens:
https://claudiowiller.wordpress.com/2014/08/24/materias-sobre-os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico-atualizando-a-boa-recepcao/

E do anterior “Geração Beat”:
http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805133&SecaoID=816261&SubsecaoID=935305&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=514745

Nova palestra sobre Geração Beat

25.02.2015 - Os rebeldes - geração beat e anarquismo místico
No Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo
Dia 25 de fevereiro, quarta feira, das 19h30 até as 21h30
O Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo fica à Rua Plínio Barreto 285, 4º andar, Bela Vista.
Para quem não conhece esse equipamento do SESC (eu não conhecia), a Rua Plinio Barreto é aquele trecho que se confunde com a Avenida 9 de Julho, entre o túnel e a Praça 14 Bis – ou seja, entre a FGV e a Vai-Vai. De fácil acesso.
O título da minha palestra é “Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico”. O mesmo do meu livro mais recente (L&PM, 2014)
Mas não pretendo repetir o que está nesse livro, assim como no anterior Geração Beat (L&PM 2009, agora reeditado), porém expor o que me ocorreu após escrevê-los. Acho que isso acontece com outros autores: publicar algo e continuar tendo idéias.
Interessará, portanto, a dois tipos de público: a) aqueles que já leram meus ensaios sobre a beat; b) aqueles que ainda não leram meus ensaios sobre a beat.
Entre outros temas possíveis, quero refinar minha leitura de Jack Kerouac, expor mais sobre esse autor tão complexo e contraditório, oferecer uma espécie de guia de leitura ou pistas para interpretação. Portanto, sob esse aspecto, interessará a dois tipos de público: 1.) aqueles que já conhecem a obra de Kerouac; 2) aqueles que ainda não conhecem a obra de Kerouac. (acho que hoje acordei inspirado para formular disjuntivas)
Conversarei com os presentes após a palestra. Ou antes, talvez. Ou durante. Tudo é possível quando se dá palestras. Venham.
O SESC também divulga um link no qual tudo isso consta: centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br

Mais um bom artigo sobre “Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico”

No Caderno 2 do Estadão de hoje, sábado 08/11:
http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,os-rebeldes-analisa-os-escritores-da-beat-generation-americana,1589622
Por Rodrigo Petrônio, que conhece. Situa-me entre os estudiosos do assunto.

Em tempo (postado a 10/11): acrescento artigo do excelente poeta e ensaísta português António Cândido Franco, que saiu em Musa Rara (versão do que sairá em Portugal, na revista A Ideia):
http://www.musarara.com.br/geracao-beat-e-anarquismo-mistico-2

Adicionam-se a uma recepção crítica excelente, já registrada aqui:
https://claudiowiller.wordpress.com/2014/08/24/materias-sobre-os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico-atualizando-a-boa-recepcao/
Volto a insistir: meu ensaio é sobre leitura; sobre enxergar mais em obras literárias de qualidade.

Novo poster da minha palestra na Unicamp, dia 28

Campinas
Próxima terça feira. Amanhã começarei a divulgar minha apresentação dia 29, na Livraria Martins Fontes

Em Porto Alegre dia 08 de outubro, quarta-feira: palestras e sessão de autógrafos de ensaio sobre a Geração Beat

claudio-willer-20Na PUC-RS e na Palavraria livros & cafés.
Pela manhã, na PUC-RS, mesa sobre escrita criativa. À noite, na Palavraria, autografo Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014) e digo algo sobre meu livro. Falarei sobre leitura dos beats, rebelião, transgressão, anarquismo místico e valor poético. Se quiserem, assim como fiz da outra vez em que estive nesse local, lerei poemas.
Será um prazer retornar à capital gaúcha. Terra de leitores ativos. Desta vez, festejo: 30 anos do lançamento da minha tradução de Allen Ginsberg, Uivo, Kaddish e outros poemas, pela L&PM, e 50 da minha estréia em livro, com Anotações para um Apocalipse, poesia (Massao Ohno editor), em outubro de 1964.
Lembrando: a Palavraria fica à Rua Vasco da Gama 165, Bom Fim, tel. 051-3268-4260. Eu já me apresentei nessa livraria-bar em 2010, lançando Geração Beat (L&PM Pocket). Estou ilustrando com foto da ocasião.
O registro daquela vez: https://palavraria.wordpress.com/tag/claudio-willer/
A gravação em vídeo: http://www.lpm.com.br/site/default.asp?TroncoID=805133&SecaoID=816261&SubsecaoID=935305&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=618052
Na PUC, a fala será das 9h às 12h, no auditório Ir. Elvo Clemente – sala 305, prédio 08, Campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Avenida Ipiranga, no bairro Partenon. O nome da sessão é “Conversando sobre Escrita Criativa”, e estarei em companhia do dramaturgo Camilo de Lélis e do contista e romancista, professor de Escrita Criativa, Bernardo Bueno.A página do evento: http://www.pucrs.br/eventos/criticaliteraria/
Vejam o que a crítica já observou sobre Os Rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico: https://claudiowiller.wordpress.com/2014/08/24/materias-sobre-os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico-atualizando-a-boa-recepcao/

Em São Carlos: palestra, homenagem e sessão de autógrafos

São Carlos WillerSerá dia 16 de setembro, terça feira. A partir das 19h, no auditório do CECH (Edifício AT2), área sul da UFSCar, campus São Carlos, precedendo minha chegada a Araraquara, noticiada na postagem precedente.
A sessão consistirá em uma palestra do poeta e crítico Claudio Daniel evocando os 50 anos da minha estréia com Anotações para um apocalipse, seguida por sessão de autógrafos do recente Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014). Mediação de Rejane Rocha, organização de Wilson Alves-Bezerra; ambos, professores da UFSCar.
Foi na mesma UFSCar, em 2008, em um mini-curso sobre Geração Beat, que comecei a desenvolver a argumentação que resultou neste novo livro que autografarei. Em 2009, também fiz lançamento de Geração Beat (L&PM) precedido por palestra intitulada Geração Beat e Místicas da Transgressão – foi ótimo.
Claudio Daniel escreveu sobre minha poesia, em artigo recente na revista Cult, e em seus blogs Zunaí e Cantar a Pele de Lontra. O artigo da Cult: http://revistacult.uol.com.br/home/2014/06/claudio-willer-a-jornada-em-busca-do-encantatorio/
Wilson Alves-Bezerra já comentou livros meus e recentemente publicou este artigo: http://confabulario.eluniversal.com.mx/la-vida-experimental/
Estarei, portanto, acompanhado por bibliografia. Já fui tema de eventos relacionados à passagem do tempo e as datas redondas; por isso, sei que não encabulo e não me esconderei atrás da cortina ou sob a mesa. Também direi algo.
Reproduzo o informe do evento:
A Coordenadoria de Cultura da PROEX/UFSCar
convida para
HOMENAGEM A CLÁUDIO WILLER
ANOTAÇÕES PARA UM APOCALIPSE – EM 1964 E HOJE
POR CLAUDIO DANIEL
Mesa de homenagem por ocasião dos 50 anos do lançamento de seu primeiro livro de Claudio Willer, Anotações para um apocalipse. Um dos principais poetas da geraçãodos Novíssimos, lançada pelo editor Massao Ohno (1936-2010), Willer foi um dos introdutores da poesia beat no Brasil e um contumaz praticamente do surrealismo. Autor de obras literárias como Anotações para um apocalipse (1964), Jardins da Provocação(1976), Dias Circulares (1981), Volta (1996) e Estranhas Experiências (2004), seus textos dialogam com Artaud, Breton, Ginsberg, Helder e Lautréamont, entre outros. Sua obra foi traduzida para o espanhol e o alemão. O alcance de sua poesia pode ser visto no Dictionnaire général du Surréalisme et de ses environs (1982), onde figura como verbete; no filme Uma outra cidade (Dir. Ugo Giorgetti, 2000) e no recente livro-reportagem Os dentes da memória (Azougue, 2010).
Palestrante
Claudio Daniel, poeta, tradutor e ensaísta paulistano. É autor de diversos livros de poesia e antologias. É editor da revista eletrônica de poesia Zunái e mantém o blog Cantar a Pele de Lontra. Escreve na coluna Retrato do Artista da revista CULT. Curador de Literatura e Poesia do Centro Cultural São Paulo entre 2011 e 2014, atualmente é supervisor de cultura na Subprefeitura da Sé.
Mediação
Rejane Rocha, professora do Departamento de Letras da UFSCar, e do programa de pós-graduação em estudos de literatura. É especialista em literatura contemporânea.
Dia 16 de setembro de 2014, às 19h, no auditório do CECH (Edifício AT2). Área sul da UFSCar, campus São Carlos.
Willer debaterá com o público sua obra, lerá seus poemas e autografará eu novo livro de ensaios Os rebeldes: geração beat e anarquismo místico (L&PM, 2014).

Em Araraquara: palestras e sessão de autógrafos

Dias 17 e 18 de setembro. Quarta e quinta feira da próxima semana.
Na UNESP.
Dia 17, quarta feira:
Palestra no caudaloso XV Seminário de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários / II Seminário Internacional de Estudos Literários: A Poesia na Era da Internacionalização dos Saberes. Meu tema: Provincianismo e internacionalismo em Jack Kerouac e Allen Ginsberg. Local, Anfiteatro B; horário, das 20h00 às 22h00. Tenho acréscimos ao que já publiquei – por exemplo, observações e interpretações sobre Kerouac e Ginsberg haverem escrito textos importantes enquanto viajavam, nos dois sentidos da palavra, literal e metafórico.
Autografo, à tarde, das 17h30min às 18h30min, meus livros Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM, 2014) e Geração Beat (L&PM, 2009).Programação completa de tudo, vejam em https://estudosliterarios.files.wordpress.com/2014/09/confira-e-programe-se1.pdf
Dia 18, quinta feira:
No PET-Letras, no Curso de Extensão Criação e Publicação Literária: uma Introdução, dou palestra intitulada Relatos de um escritor e converso com os participantes, das 19 às 21 h. Local: no prédio da FCLAR, haverá divulgação no campus. Não faltará assunto. Mais em https://pt-br.facebook.com/petletrasararaquara
Venham. Agradeço por avisarem a interessados.
Quantas vezes já estive na UNESP Araraquara? A primeira, em 1998, em um seminário sobre Geração Beat organziado por Raul Fiker. A última, em uma programação de encontros de escritores com o público, há dois anos, organziada por José Pedro Antunes.

Matérias sobre ‘Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico’ – atualizando a boa recepção

Já havia divulgado post das boas críticas de meu Geração Beat (L&PM Pocket, 2009). Mas este ensaio mais recente teve recepção ainda melhor. A seguir, com a citação de trechos e as fontes:

“… o trabalho desenvolvido pelo poeta, ensaísta e tradutor Claudio Willer pode ser visto como pioneiro” “Os rebeldes” analisa os escritores da Beat Generation americana”, artigo de Rodrigo Petrônio no jornal O Estado de S. Paulo, Caderno 2 – Literatura, dia 08 de novembro de 2014, em http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,os-rebeldes-analisa-os-escritores-da-beat-generation-americana,1589622

“Estudo consistente reafirma importância da geração beat”, artigo de Ciro Pessoa no jornal Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, sobre Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, dia 23 de agosto de 2014, em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/08/1504480-critica-estudo-consistente-reafirma-importancia-da-geracao-beat.shtml .

“Os rebeldes”, resenha de Bruno Zeni no Guia Folha do jornal Folha de S. Paulo, 28 de fevereiro de 2015, observando: “ótimas derivações para a política, a condição de classe, a marginalidade social e a sexualidade, sem nunca perder de vista os poemas, manifestos e narrativas dos beats”, e como “pontos altos a leitura fundamentada das obras, para além dos estereótipos, e a visão complexa da filosofia beat”.

“Um dos maiores especialistas brasileiros na chamada Geração Beat, […] O trabalho […] enriquece a bibliografia já existente.” “A terceira via”, por Carlos Herculano Lopes, O Estado de Minas, suplemento Pensar, dia 05 de julho de 2014, em http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/pensar/2014/07/05/noticia_pensar,156989/a-terceira-via.shtml

“… o texto de Willer é de uma clareza exemplar. Trata-se de um ótimo ponto de partida para leituras – e releituras.” “Os Rebeldes’ trata do elo entre religiosidade e criação literária beat” por Alexandre Lucchese em Zero Hora, Porto Alegre, RS, 09 de julho de 2014, em http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/07/os-rebeldes-trata-do-elo-entre-religiosidade-e-criacao-literaria-beat-4545638.html ;

“Não se trata tanto de seguir aqui um tema contemporâneo que pode atrair ou até magnetizar a atenção dum público culto, mas de apreciar a subtileza, a habilidade e a qualidade das indicações que no livro se dão.” “Geração Beat e anarquismo místico”, por António Cândido Franco, em LiteraturaBr: http://www.literaturabr.com/2015/02/20/os-rebeldes-geracao-beat-e-anarquismo-mistico/. Mesmo artigo em A Batalha, VI série, ano XXXIX, nº 261, Lisboa, Portugal.

“Poeta e ensaísta, Claudio Willer é sinônimo de beat no Brasil”, Marcio Renato dos Santos “ … o maior estudioso local da literatura beatnik”, Luiz Carlos Maciel; No “Especial Beat”, caderno sobre autores brasileiros relacionados à Geração Beat, Cândido, jornal da Biblioteca Pública do Paraná, nº 36 de julho de 2014, disponível em WWW.candido.bpp.pr.gov.br ;

“E, na obra de Willer, há uma demonstração nocauteante de que as rupturas não prescindem da recusa da tradição (crítica inteligente a ela, claro, mas não recusa). Muito pelo contrário: a verdadeira ruptura não comporta em seus atores os chamados “apagadores do passado”. Toda criação é uma recriação. Ou não?” Lucas Guimaraens em “Literatura – lampejos transculturais de ruptura e tradição: Os Beats, Claudio Willer e Michel Foucault”, 20/02/2015 em http://caisguimaraens.blogspot.com.br/2015/02/literatura-lampejos-transculturais-de.html?spref=fb

“… o resultado é ainda mais interessante do que o introdutório Geração Beat, escrito por ele em 2009” Daniel Zanella em Caderno G da Gazeta do Povo de Curitiba, a 20/07/2014, em http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1485173&tit=Os-marginais-misticos-

“…Ressalta-se o conhecimento de Willer sobre o assunto, incluindo sua troca de correspondência com Ginsberg, nos anos 1980, quando traduziu para o português o poema “Uivo”. “Rebeldia e tributo aos beats”, por Celia Musili, jornal Folha de Londrina, PR, Caderno Folha Z, a 20 de julho de 2014, em http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1–2079-20140720&tit=rebeldia+e+tributo+aos+beats “Claudio Willer lança livro sobre Geração Beat e comemora 30 anos do lançamento de Uivo”, por Celia Musili em Carta Campinas, a 20 de julho de 2014, em http://cartacampinas.com.br/2014/07/claudio-willer-lanca-livro-sobre-geracao-beat-e-comemora-30-anos-da-traducao-de-uivo/

“Autoridade planetária no tema, Claudio Willer lança livro sobre o universo Beat” – Claudio Tognolli, em https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/autoridade-planet%C3%A1ria-no-tema-claudio-willer-lan%C3%A7a-livro-014849563.html

“Criatividade e rebeldia à flor da pele”, por Wladyr Nader, Escrita.blog, em http://escritablog.blogspot.com.br/2014/06/criatividade-e-rebeldia-flor-da-pele.html

“Willer é o cara que melhor conhece os beats”, por Inacio Araujo, em http://inacioaraujo.blogfolha.uol.com.br/2014/07/02/o-problema-por-aqui/

O vídeo “A fila boa” por Pipol Cronópios, registrando a sessão de autógrafos do livro na livraria Martins Fontes em São Paulo, a 03 de julho de 2014: http://cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=5835

O informe sobre o livro, na página da editora L&PM: http://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=717472&ID=606084

Ilustro com a foto publicada no Facebook pelo leitor Gustavo Petter, declarando: “Une-se aos livros que qualifico como inseparáveis.” Acho que esse meu ensaio, sendo sobre a Beat, também é sobre outros autores; e sobre história, filosofia e outros temas; e, principalmente, sobre leitura. Espero ter sido capaz de transmitir o prazer de descobrir novos sentidos em bons criadores e movimentos literários. foto Gustavo Petter 10492366_697792170302112_7501717497049249594_n

Slim Gaillard, personagem de Kerouac, e suas apresentações

Esse músico ocupa algumas páginas de On the Road de Kerouac (219 a 221 na edição brasileira, da L&PM); e, por isso, do meu Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico (L&PM), a propósito do som anteposto ao sentido, das glossolalias. Quando preparei olivro, não achei quase nada sobre ele no meio digital. Mas, nesse manancial infinito, aparecem agora bons registros; inclusive um documentário extenso da BBC, descoberto pelo músico Pita Araujo, que colaborou em dois dos meus cursos sobre Geração Beat.
A seguir, links com Gaillard. E um trecho dos comentários em meu livro, incluindo citação de Kerouac.
O documentário da BBC:

Uma apresentação em que entoa as glossolalias – algo semelhante ao que Kerouac e Cassady presenciaram:

Reparem que nessa seção do Youtube há outros bons segmentos com ele.
O precursor ‘Tutti Frutti’ (do qual Little Richard se apropriou, expandindo o rock):

A sinopse biográfica na Wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Slim_Gaillard
Meus comentários em Os rebeldes:
Um dos trechos exaltados da louvação a jazzistas em On the Road é sobre um dos mais originais dentre aqueles músicos. É quando Kerouac e Cassady se encontram com Slim Gaillard, o excêntrico guitarrista negro que, ao falar, se expressa através de glossolalias, fonemas não-semantizados. Cassady o proclama “Deus”; Kerouac o retrata como iluminado, xamã:
“Slim Gaillard é um negro alto e magro com grandes olhos melancólicos que tá sempre dizendo “Legal-oruni” e “que tal um bourbon-oruni?” […] E então [depois de interpretar seu jazz] ele se levanta lentamente, pega o microfone e diz, com muita calma: “Grande-oruni…. belo-ovauti… olá-oruni…. bourbon-oruni… tudo-oruni…. como estão os garotos da primeira fila, fazendo a cabeça com suas garotas-oruni…. oruni…. vauti…. orunirumi….” Continue lendo