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APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS: um novo curso ou ciclo de palestras

Étienne_Carjat,_Portrait_of_Charles_Baudelaire,_circa_1862

Programamos algo diferente, entre o curso típico e o ciclo de palestras. Ocasião para conversar com o público, mostrar poesia – e também artes visuais – e destacar alguns tópicos originais, polêmicos ou instigantes.

Informa a Casa Mario de Andrade:

CURSO: APROXIMAÇÕES ÀS VANGUARDAS

Por Claudio Willer

Quando: Sábados, 5 e 19 de maio e 2 e 16 de junho, das 15h às 17h

Onde: Casa Mário de Andrade, Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda

Telefone: (11) 3666-5803 / 3826-4085

Inscrição Online

O que vai ser:

Uma série de palestras ministradas pelo poeta, tradutor e crítico literário Claudio Willer, pretende revelar ao público o sentido das vanguardas artísticas do século XX. Seguem-se os temas de cada encontro:

5 de maio: Dos simbolistas e decadentistas às vanguardas: quando a poesia enlouqueceu. A contribuição decisiva de Baudelaire. Lautréamont, Rimbaud; o enorme Alfred Jarry.

19 de maio: Todos os tempos e todos os lugares na poesia: dois poemas matriciais, “Zone” de Guillaume Apollinaire e The Waste Land, de T. S. Eliot.

2 de junho: Surrealismo: desfazendo alguns equívocos. O Brasil é um “país surrealista”? (Não, não é….). A complexa relação de poesia e vida.

16 de junho: Vanguardas e a recuperação do arcaico. Poetas-xamãs. Há ou houve uma segunda vanguarda? (Beats, surrealistas portugueses etc.).

Venham. Informem a interessados.

 

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POESIA E CIDADE NO SESC BELENZINHO

Étienne_Carjat,_Portrait_of_Charles_Baudelaire,_circa_1862

quando: Dia 20 de março, terça feira, das 19 às 21 h. SESC Belemzinho,

onde: R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo – SP, 03303-000, Fone (11) 2076-9700

Convidado por Caco Pontes, eu me apresentarei no ciclo Musa Cidade, com  uma panorâmica das relações entre poetas e metrópoles modernas, desde William Blake (sim, nisso ele também foi precursor) e o indispensável Baudelaire até contemporâneos como Roberto Piva.

Informa o SESC Belenzinho:

LITERATURA

Práxys Poétika: Musa Cidade COM CACO PONTES E CONVIDADOS

A oficina tem como principal abordagem a performance poética contemporânea, nos aspectos sonoros, vocais e corporais, contando também com exercícios de criação literária para levantamento de material. Diversas referências são pesquisadas através de textos, vídeos e áudios no decorrer dos encontros, com o objetivo de provocar a percepção estética, senso crítico, além de estimular o desenvolvimento rítmico e fonético. A temática central desta edição será pautada na relação poética com a cidade de São Paulo, passando por conteúdos clássicos, contemporâneos, além de receber convidados e convidadas especiais, oferecendo experimentos nas diferentes áreas e linguagens que serão investigadas ao longo da oficina.

Participações:

20/3 – Claudio Willer
27/3 – Sandra-X
03/4 – Claudia Schapira
10/4 – Caleb Mascarenhas
CACO PONTES é poeta e multiartista. Autor dos livros ‘O incrível acordo entre o silêncio & o alter ego’ (2008), ‘Sensacionalíssimo’ (2013), ‘Sociedade Vertical’ (2014) e co-autor de “Varal de Poemas” (2010), antologia publicada em Barcelona, com traduções de seus poemas para espanhol e catalão. Participou como convidado de mostras e festivais como Flip, Balada Literária, Bienal do Livro de SP, Feira do Livro de Buenos Aires, Feira do Livro de Guadalajara e Primavera do Livro do Chile. Sócio-fundador da plataforma de produção criativa Panaméricas Diásporas, idealizador dos projetos Baião de Spokens, Verso Móvel Sound System, Cordelíricos e integrante do grupo Stereotupi. Tem composições em parceria com Alice Ruiz, Gustavo Galo e Jonathan Silva.
Local: Sala de Oficinas 3

Vídeo da palestra sobre Drogas e Literatura

Chegou, enviado por Julio Delmanto do coletivo DAR. Foi a 20 de agosto, no auditório da Faculdade de enfermagem. Achei que ficou bom, audível, gravação de qualidade. São dois segmentos, totalizando mais de uma hora e meia. Abertura do segundo segmento está divertida, eu dizendo com ênfase: O HOTEL PIMODAN…! E fazendo algumas ironias. Identifico-me com aquela turma – e outras. O final, vejam / ouçam, as boas observações de Octavio Paz: drogas contrapostas à moral do trabalho.

http://coletivodar.org/2013/11/drogas-e-literatura-videos-de-palestra-da-claudio-willer/

Próximo passo – transformar em artigo. Ou ampliar e dar curso. Ou ambos, entre outras coisas.

O anúncio da palestra, relatando sua gênese:

https://claudiowiller.wordpress.com/2013/08/12/darei-palestra-sobre-drogas-e-literatura/

A sinopse, com os tópicos que examinei:

https://claudiowiller.wordpress.com/2013/08/20/palestra-drogas-e-literatura-minha-sinopse/

Mais sobre moda e cultura

Em tempo, postado no dia seguinte: Vejam os comentários. Há polêmica e observações interessantes.

Saiu artigo de Marta Suplicy defendendo o incentivo fiscal para a moda, na Folha de hoje:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/126354-moda-e-cultura.shtml

Ia apenas registrar no Facebook, com uma breve nota. Mas o assunto tem nuances que demandam um comentário mais detalhado.

A questão não é incluir ou deixar de incluir moda – ou, como diz a ministra, “nossas milhares de confecções charmosas” – como modalidade artística. Discussão nesses termos é briga de corporações. O problema é outro: está tudo errado no campo dos incentivos fiscais para a cultura via Pronac ou Lei Rouanet. Autorização de patrocínio para empresários da moda é mais uma distorção que vem somar-se aos incentivos para show da Xuxa e inumeráveis outros que não precisavam disso, com patrocínios certos e renda garantida. Algo que seria corrigido através de um Plano Nacional da Cultura que parece ter sido obliterado de vez.

Moda pode ou não ser cultura. Depende da definição de cultura adotada. Tomando a definição mais ampla, como o conjunto da produção simbólica, tudo passa a ser cultura – e o Ministério da Cultura, um hiperbólico ministério de todas as coisas. Ou então, todo o governo seria cultural –  aliás, deveria ser. Museus da moda? Ótimo. Palestras, cursos de estética, sociologia e semiologia da moda? Que venham. Mas isso é uma coisa e patrocínio dos desfiles é outra. A ministra observa: “A cadeia produtiva da moda é gigantesca: dos botões aos zíperes. Das costureiras às fábricas têxteis. Das pequenas confecções aos ateliês dos famosos. Das vendedoras aos estilistas. São milhares de pessoas dinamizando a economia e criando empregos.” Sim – mas tudo tem cadeia produtiva, e faz muito tempo. A cadeia produtiva da moda inclui os bolivianos em regime de trabalho escravo costurando peças que depois seriam adquiridas por essas grifes – e todos continuariam fingindo não saber disso, se um grupo desses sub-proletários não tivesse sido assassinado por assaltantes, recentemente.

Baudelaire escreveu o elogio da moda e da maquiagem: para ele, manifestações do sumo bem por serem artificiais, em contraste com o natural, sempre mau. Mas sua argumentação continha uma crítica. Valorizou a diversidade, a expressão individual, em contraste com a uniforme sociedade burguesa. Chegou a pintar o cabelo de verde e a usar uma extravagante e enorme echarpe cor de rosa. Produzia-se. Foi um provocador. Ser um “dandy” era desafiar convenções, expressar rebelião.

Crítica. Rebelião. Desafio às convenções. Provocação. Categorias que gostaríamos de ver incorporadas aos apoios a manifestações culturais. Mas está cada vez mais difícil de acontecer.

Poetas malditos e Piva: ensaio em Eutomia, e mais

Saiu meu ensaio, “Poetas malditos: de Baudelaire e Nerval a Piva” em Eutomia, o periódico on line editado por Sueli Cavendish, da Universidade Federal de Pernambuco. Está em:

http://www.repositorios.ufpe.br/revistas/index.php/EUTOMIA/article/view/244

Reparem que, no pé da página, tem botão para abrir o pdf. E no pdf tem botão para ‘tela cheia’. Portanto, cliquem no link, nos botões, e leiam o ensaio.

Em um evento universitário recente tratando desse tema, de considerável diversidade, um participante declarou que não há mais poetas malditos. Minha intenção, ao escrever o artigo, foi tentar especificar com maior clareza – através de algum deslocamento da sociologia para a literatura comparada – o que vêm a ser poetas malditos. Sustento que o uso dessa categoria é consistente ou apropriado, quando aplicado à linhagem que vem de Baudelaire e Nerval até Piva, passando (evidentemente) por Rimbaud. O ensaio também costura algumas pontas soltas em meu Um obscuro encanto, e prossegue observações em meu artigo sobre Rimbaud na revista Cult.

Evidentemente, o tema sobra. Em cursos sobre poetas malditos – o mais recente, na Casa das Rosas em 2010 – também examinei outros autores. Mas me parece que, desta vez, além de circunscrever a categoria, justificar seu uso e mostrar a raiz remota – xamanismo, mito de Orfeu – e ao mesmo tempo a contemporaneidade, contribuí para esclarecer a relação de Piva com Dante. E suas posições políticas mais recentes, o monarquismo (por décadas, declarou-se marxista), estranho à primeira vista, porém simbolicamente substancioso.

Haverá mais. Após escrever o artigo e dar palestra – esta: https://claudiowiller.wordpress.com/2013/06/24/palestra-em-diadema-poetas-malditos-e-piva/ – enxerguei motivos adicionais para o Inferno ser o best-seller da trilogia de Dante (notem bem, de Dante, e não desse deplorável contemporâneo) e despertar tamanha fascinação em românticos e neo-românticos rebeldes.

Já havia, a convite de Sueli, publicado poemas em Eutomia:

http://www.revistaeutomia.com.br/volumes/Ano4-Volume1/poesias/POEMASCLAUDIOWILLER.pdf

Este fim de semana saiu também artigo meu sobre Buñuel e religião, em Tertúlia, de Renato Alessandro dos Santos:

http://www.tertuliaonline.com.br/postagem/ver/326

Repito meu bordão preferido: haverá mais …! Publicarei uma pequena série sobre surrealismo e cinema.

Darei palestra sobre Drogas e Literatura

Data: dia 20 de agosto, terça-feira. Horário: Às 19 h.

Local: auditório da Escola de Enfermagem, USP.

Endereço: Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar , n. 419, Metrô Clínicas – sim, é aquela rua dos prédios do Hospital das Clínicas, paralela à Dr. Arnaldo

Organização: Coletivo DAR (Desentorpeça a Razão) e GEDS (Grupo de Estudos Drogas e Sociedade)

Em: http://coletivodar.org/2013/08/terca-208-palestra-drogas-e-literatura-com-claudio-willer/

Ou: https://www.facebook.com/events/199026053592931/?context=create

Cartaz ficou uma beleza, sugestivo. Não cola neste blog, seguirá por e-mail.

A gênese dessa palestra é interessante. Em 2011, pouco depois de abrir este blog, havia-me manifestado sobre a proibição da “marcha da maconha”. Declarei-me à disposição para dar palestra sobre esse tema. Aqui:

https://claudiowiller.wordpress.com/2011/05/21/blog-como-tribuna-livre/

Organizadores viram. E me convidaram.

Claro que meu tratamentos será especificamente literário. Poético, melhor dizendo. Do romantismo até contemporâneos. Algo já foi ouvido em meu último curso de Geração Beat, ano passado: o paralelo entre os Paraísos Artificiais de Baudelaire e a gênese de sua crítica de arte, e os relatos de Ginsberg sobre ver quadros de Cézanne e desenvolver uma poética. Acrescentarei – desde os Poetas do Lago até Henri Michaux. Palestra será longa – uma hora e quarenta e três minutos (aproximadamente). Temas uruguaios, tratarei tangencialmente – mesmo porque Ginsberg já havia aberto nessa direção, em 1971. Depoimento, se insistirem, no debate.

Problema não será a falta de assunto.

Venham.

Na véspera, estarei tratando de García Lorca (que mês prolífico – Baudelaire, Kerouac, Lorca, drogas, Buñuel…). Também noticiarei. Tudo.

Baudelaire e o corpo: um ensaio

Saiu em um periódico acadêmico on line, FronteiraZ, da PUC (haviam-me convidado – não “submeto”, assim como também não me inscrevo em simpósios e tal, vou se me pedirem que vá):

http://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/article/view/14715

A capa / entrada do periódico, com outras matérias de evidente interesse, é esta:

http://revistas.pucsp.br/fronteiraz

Postei ontem (domingo, 04/08) no Facebook. Até agora, deu 21 compartilhamentos e 63 ‘curtir’, além de comentários de leitores. Bastante. Gostei. Resolvi noticiar aqui, pois este blog tem circulação autônoma.

Claro que dá margem a observações um ensaião acadêmico, nos conformes, seguindo normas da ABNT (ou é ABTN?), extenso, com 19 laudas, ter essa circulação. Justifica otimismo. É mais um desmentido ao mito de que redes sociais são apenas para trivialidades. Tem de tudo – um pólo da imbecilidade, representado principalmente pelos censores, e outro da cultura.

Também mostra que publicação no meio digital é a solução para os periódicos de universidades – alternativa é levar anos para sair, repousar em bibliotecas, servir apenas para engordar o Lattes e somar em alguma pontuação.

Este meu ensaio é desdobramento do que havia sugerido em “Um obscuro encanto”. Exponho, mais uma vez, que somos todos baudelairianos, mesmo escrevendo de modo inteiramente diverso. Quadros de referência podem ser projetados em outros poetas – tenho anotações, daria livro (alô alô editores).

Um bom começo de agosto. Notícia de que um livro meu está efetivamente na gráfica – portanto, será impresso. Bonita repercussão dos haicais de Kerouac – farei apresentação pública. Dia 20 darei palestra escandalosa – aguardem. Logo sairá outro ensaio meu em periódico eletrônico, sobre poetas malditos. Há mais publicações e apresentações no horizonte.

Noticiarei tudo.