Posts Tagged ‘Claudio Willer poesia’

A ‘Homenagem a Claudio Willer’

Transcrevo a divulgação preparada pelo organizador, o poeta Rubens Jardim. Lerei poema – escolherei com carinho – e direi algo. Convidados lerão. Haverá livros meus à disposição do público, em oferta promocional. O Patuscada-Livraria & Café tornou-se um ponto de encontro importante de poetas e apreciadores de poesia.

INFORMA RUBENS JADIM, O RUBÃO: Um belo poema de Claudio Willer (Anotações de Viagem), poeta que será homenageado pelo Sarau Gente de Palavra Paulistano, dia 25 de julho, terça feira, a partir das 19h30, no Patuscada-Livraria & Café, Rua Luis Murat, 40- V.Madalena.

MEIO DIA

a Terra respira

formigas transitam por suas nervuras

arabescos de pássaros

pontuam o pausado discurso das nuvens

só existe o espaço

a paisagem lacustre

que agora cobre uma cidade submersa

e sem saber por que vim parar aqui

o que me trouxe a essa fronteira de lugares e sensações

entro n’água

a claridade me leva à deriva

flutuo no amplo

embebido no dia mais que morno

sei-me hóspede de quem tenho sido

(a superfície do lago

se desmancha no movimento dos círculos concêntricos)

 

“Filme demência” de Carlos Reichenbach, com minha participação

A foto foi achada e publicada no Facebook pelo internauta Leonardo Chagas.

Aqui, o filme completo, disponível no meio digital. Já havia impressionado na época do lançamento. Ganhou com o tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=KASIZoasyjc

A cena comigo é aos 28 minutos. Leio um poema de Jardins da Provocação no Bar Redondo, Avenida Ipiranga. Em 1985/86, época da realização do filme. Digo algo sobre geração beat, de um modo bem antecipatório. O Fausto que ele criou parece não gostar de mim ou do que digo. O Mefistófeles atualizado vem paquerar uma garota na minha mesa. Filmagem foi rápida: preciso, não refazia tomadas.

Carlão apreciava muito a beat. Para um filme subseqüente, Alma Corsária de 1993 (aquele lançamento de livro de poesia em um botequim, tão semelhante a outros em que estive ), pediu-me uma foto de Allen Ginsberg, ampliou-a e transformou em pôster no quarto do protagonista, um poeta.

Um filme anterior, Extremos do prazer, de 1984, passa-se em uma ilha, inspirada na casa de campo de um amigo nosso, o Irco, na Represa Billings – entra um personagem, anuncia: “olha, eu trouxe um livro bom para vocês lerem!”, era o Jardins da provocação.

Reparem que mais à frente, altura de 1h15, comparece um de seus tipos , o poeta-declamador Orlando Parolini – morreu em 1991, felizmente há bastante registros dele, mas a família destruiu seus originais de poesia, uma barbaridade.

Os episódios com trambiques empresarias – como isso é de hoje. Discípulo de Luiz Sérgio Person (cada vez em que assisto de novo a São Paulo S. A. gosto mais), também soube filmar esta metrópole – o crepúsculo em suas decadentes ferrovias, que cena linda. Isso, embora fosse especialmente fixado nas extensas praias do Litoral Sul de São Paulo. Contrastes o estimulavam: São Paulo e praias, centro e arrabaldes.

Vejam como o cigarro é uma constante em Filme demência. Personagens fumam e se comunicam através de cigarros. Consumidor de três maços por dia, no começo dos anos 2000 Carlão infartou, foi safenado, parou por um tempo, estava abstêmio quando o encontrei em Dois Córregos (cidade-tema de outro filme importante), mas voltou a fumar – resistiu até 2012.

A cena subseqüente àquela comigo, da palestra no auditório menor do MASP, certamente alusão ao “matei meu professor de lógica” de Campos de Carvalho. Devia ter-lhe perguntado.

A entrevista no programa “Sala de leitura” de Fabiano Fernandes Garcez

A 22 de abril deste 2017, um sábado à tarde, Fabiano Fernandes Garcez gravou uma extensa entrevista comigo no estúdio que montou em sua residência. Integra seu programa “Sala de leitura”, dedicado a poetas contemporâneos brasileiros.

Divulgou-a em três partes:

Parte 1, 39 minutos, mais evocativa: “como era divertido São Paulo ser província”, digo algo sobre minha poética e bastante leitura de poesia em voz alta, comentada: https://www.youtube.com/watch?v=drq_6XFP5aM

Parte 2, 40 minutos, alguma informação sobre gnosticismo e minhas incursões mais recentes em xamanismo e poesia, e mais leituras de poemas: https://www.youtube.com/watch?v=ceGeslwMIDc&feature=youtu.be

Parte 3: 19 minutos, os beats, minhas traduções, entre outros tópicos – e leituras de poesia: https://www.youtube.com/watch?v=HhfU7l-TaMk

Meu registro videográfico é considerável (viva os avanços tecnológicos, e que pena não haver tudo isso umas décadas atrás….), além das entrevistas e depoimentos publicados. Nesta, transformada em série de três, observo sua atualidade, as informações sobre o que tenho preparado e os comentários sobre o que se passa agora. E a precisão de Fabiano como entrevistador, por ele conhecer bem o conteúdo, os temas de suas perguntas.

Uma apresentação de Piazzas de Roberto Piva e do meu Anotações para um Apocalipse

Escrita por José Paulo Vieira da Cunha, grande amigo nosso, extraordinário erudito (como podem ver pelo texto a seguir) e parceiro em vários episódios. Distribuído em folha solta para o lançamento dos dois livros – no Barroquinho na Galeria Metrópole, também teve uma banda musical, barril de 100 litros de vinho e uma quantidade de gente que me surpreendeu. Final de outubro de 1964. Transcrito agora por Guilherme Ziggy, como parte dos trabalhos de organização da Biblioteca Roberto Piva:

EM PROL DA NOVA METAMORFOSE

“Sob o sol ardente fundem-se as neves do Himalaia” (1964)

Tempos novos exigem obras novas. Mas o que querem os novos? Povoar naacàlicamente os céus de Inquanok? Ou derrubar as almênares do Qalaat-ul-Hamrâ? Ou ainda provar que o governador do Estado de São Paulo é pederasta? Talvez tudo isto e mais a deglutição da hidra do farisaísmo e filistinismo para vomitar o esplendor novo de sóis azuis e amarelos e mais os frágeis planetas dos tempos longínquos e imemoriais. É o que fazem, como novos, Roberto Piva e Claudio Jorge Willer, nos livros ora apresentados, de uma maneira belíssima, nos seus contatos com uma realidade superior mística e aceitável e uma realidade vizinha e cotidiana que não aceitam e que desejariam ver destruída ou relegada à categoria de ruína. Opondo-se categoricamente a uma realidade inaceitável, constroem, talvez num movimento compensatório, uma estratificação especial onde predominam os valores do por-vir. Isto, entretanto, não significa uma fuga ou uma evasão fundada em motivos psíquicos. É uma reação natural e a única válida na época natural. A literatura, digamos assim, do romantismo para cá, inserida no âmbito de uma sociedade industrial, onde prevalecem o útil, o eficiente, o técnico, o científico, vem passando por transformações tão desmesuradas que só as suas captações constituem, de per sí, uma introdução geral à essência da nossa época. Frente ao espectro do niilismo, porque verdadeiramente o niilismo é o grande devorador da nossa época, a literatura reage de maneiras as mais variadas. Não cabe enumerá-las “hic et nunc”, mas fica o registro do fato. Dentro deste contexto, que dizer de Roberto Piva e Claudio Jorge Willer? Suas obras enquadram-se na situação apenas esboçada acima? Sem dúvida alguma, o que não quer dizer que suas obras sejam de transição, mas sim construções acabadas e destinadas a placentar a nova geração. Pedagógicas ou não, éticas ou não, são obras definitivas e válidas no contexto sempre mutável do momento que passa. Pelas suas obras perpassam o hálito de Nietzsche, Rimbaud, Desnos, Böehme, Lautréamont, Freud, Bosh, dos alquimistas, dos poetas loucos, enfim da imensa sucessão dos eternos ressuscitadores. Além do mais, como obras profundamente geracionais, os seus traços marcantes são um constante esforço de lucidez e conscientização da problemática da época atual, aliada a tomadas de contato com forças estranhíssimas, as quais, hoje sabemos, dirigem verdadeiramente os destinos da Arte. Há, ainda, nestas obras, conexões sutilíssimas para as quais chamamos a atenção. A tarefa de vislumbrar e captar tais conexões pertence por inteiro aos leitores realmente integrados na problemática da nossa época. Para resumir, nada melhor que citar uma frase de Heidegger, o pensador inquietante: “na comunicação e na luta, a força do destino comum liberta-se” (“Ser e Tempo”, pg. 397).

Roberto Piva, verdadeiro “cavaleiro do mundo delirante”, quer e exige a Metamorfose. Daí o seu grito, tanto mais lancinante quanto mais próximo está do núcleo de fogo das forças terríveis. Poeta de segundo livro, com seu “Paranóia” vivenciou o dito de Jean-Paul Richter: “os reinos terrificantes dos mundos em formação”, agora, com “Piazzas”, lança-se segundo suas próprias palavras, “numa contemplação além do bem e do mal” (“Post-fácio”). Claudio Jorge Willer, “entrepreneur et entreteneur des choses terribles”, clarividente de todas as horas, com seu “Anotações para um Apocalipse” arroja-se numa aventura irreversível: a de desafiar as potências demoníacas de que nos fala Blake, para que saiam a campo conduzindo o Himalaia, e o Hindu-Kush, e num supremo transporte de prazer, destruam o potencial larvar-impecilho ainda subsistente em nossas relações e possibilidades de comunicação. Ambos constituem uma ameaça terrível para a continuação dos tempos. Tomem nota. A sucessão endiabrada das insignificâncias do todo-o-dia tem neles os seus mais ferozes inimigos. Que se precavenha a Lei, porque em suas mãos transformar-se-á em Canto. A magia das coisas não ditas transforma-se no teoremas da incompatibilidades totais. Daí, ambos correm para o país das alucinações, e convidam-nos, com insistentes gestos de amizade, para a aventura histórica de abrirmos um significado maior no âmbito da existência plena. Acho que devemos aceitar o convite e o conteúdo das suas mensagens. Aqui estão eles, pois. Degluta-os os leitores. Amém.

JOSÉ PAULO VIEIRA DA CUNHA

Autografarei “Estranhas Experiências”

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Quando: dia 7 de dezembro, quarta feira, a partir das 19 h.

Onde: na sede da UBE, União Brasileira de Escritores, , rua Rego Freitas, 454 – Cj. 61, (próximo ao metrô República), São Paulo, fone (11) 3231-3669.

Preço do exemplar: R$ 15,00. Conforme informado neste blog, é aquele final de tiragem do livro de poesia lançado em 2004 pela editora Lamparina. Com 142 páginas, inclui poemas de livros anteriores.

A UBE oferecerá um coquetel. Também haverá exemplares à disposição do meu livro de poesias mais recente, lançado este ano, A verdadeira história do século 20, editora Córrego – o exemplar custa R$ 30,00. Antes de iniciar, direi algo, lerei algum poema, para animar a sessão.

Também pode ser adquirido , frete incluído, na Loplop Livros de Alex Januário, diretamente , ou através da Estante Virtual. Para quem mora no entorno da Zona Oeste de São Paulo, Alex entrega a domicílio. O acesso à Loplop : http://loploplivros.blogspot.com.br/ (basta escrever ou telefonar ou qualquer outro modo de comunicação); tel. (11) 99238-8552 e loploplivros@gmail.com

Selecionei algo do que já escreveram sobre Estranhas experiências. Como podem ver, meu problema não é a falta de fortuna crítica:

“Poesia é o que sempre soubemos/ o conhecimento animal/ um núcleo raivoso anterior à Queda -Gnose”, escreve em “A Palavra” -poema emblemático, no qual o título e o conteúdo, aparentemente metalingüísticos, nos conduzem a uma série de iluminações alquímicas. Lendo “Estranhas Experiências” lado a lado com sua obra pregressa, percebe-se como o trabalho de Willer é homogêneo. Seu “caleidoscópio de plantas vivas em um jardim de espasmos” está em continuidade com o inventário de êxtases contido nos poemas em prosa de “Anotações para um Apocalipse” -e isso também é consistente com uma concepção de literatura que não se define pela busca de um novo repertório de formas.” Manuel da Costa Pinto, Labirinto de Convulsões, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 16/10/2004

“Algo que se destaca a primera vista en la poética de Claudio Willer es esa virginización de lo mirado -fuertemente deudora del surrealismo y el creacionismo- que nos retrotrae a una especie de estadio antes del asombro. Podríamos ser más precisos y decir que en este autor hay una gramática que busca acceder al verbo primero en cuanto lleva implícita una trayectoria y una voluntad axial que es la de ser la recuperación del paraíso y, en su manifestación alfabetaria, interrumpir la caída del hombre, restituyéndolo a su condición de ser elegido. Evidentemente, estamos frente a una dimensión mesiánica -a la vez que dionisíaca- de la escritura.” Martin Palacio Gamboa, em Los trazos de Pandora, coletânea sobre poesia contemporânea brasileira.

“Assim também como Walt Whitman, Willer fala em versos longos e sem medida fixa, na tradição do autor de “Canto a mim mesmo” que afirma um discurso poético marcado de oralidade, sendo considerado por seu caráter andarilho o primeiro beatnik (“Eu canto a mim mesmo” / ”Eu canto o corpo”/”a vida plena de paixão”).” Lucila Nogueira em “Estranhas Experiências: Claudio Willer e a geração beat” http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag43willer.htm

Estranhas Experiências é um livro que merece o leitor mais atento. Por ter chegado a verdades simples como: “poesia é o que sempre soubemos”. Por afirmar corajosamente, a cada linha, que “a rebelião romântica, individual, continuará a contribuir para a transformação do mundo”. Em suma, por se tratar de um livro que será eternamente moderno, como outros textos do mesmo autor – de poesia, ensaio e tradução.” Betty Milan em http://www.jornaldepoesia.jor.br/bettymilan.html#willer

“As palavras são o arco-íris do poeta, porque as palavras criam mundos novos e rebeldes, mundos cheios de água viva e refrescante, mundos para olhar com o sorriso das sensações puras e que edificam o sentimento de que vale a pena a grande aventura do desconhecido que a vida encerra.” Teresa Ferrer Passos, em TriploV, http://triplov.com/letras/teresa_ferrer/claudio_willer/index.htm

“A poesia de Willer transmite ao leitor uma sensação de visceral compromisso entre literatura e vivência. Por isso, tão próximo, o sexo. Sentimos a experiência humana, compartilhada através do ritmo destas palavras, vibrando, vivaz, como se ela tivesse ocorrido neste mesmo instante. Willer não precisa documentar a vida para aproximá-la de nós, ele a fecunda pela poesia e, num piscar de olhos, aí está ela, aqui, ao nosso lado.” Christiano Aguiar, “Desmedida Imaginação: sobre a poesia de Claudio Willer”, Crispim – Revista de crítica e criação literária, Editora Universitária da UFPE, N. 1, Recife, 2006 http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag54aguiar.htm

“Poucos poetas hoje no Brasil já leram tanto e são tão cultos quanto Claudio Willer, que acaba de lançar o seu quarto livro no gênero, Estranhas experiências e outros poemas, que reúne produções de toda uma vida dedicada à poesia, mais especificamente, e à cultura de um modo geral. Willer chega à idade em que a vida anoitece com a clarividência que lembra a daqueles participantes da guerra civil espanhola que, embora derrotados no campo de batalha, nunca capitularam diante dos poderosos.” Adelto Gonçalves, em “Claudio Willer, ou a poesia em movimento”, Suplemento Das Artes Das Letras de O Primeiro de Janeiro, Porto, Portugal, 25/04/2005; e http://www.jornaldepoesia.jor.br/agon%C3%A7alves2.html

“Estranhas experiências” à venda, em oferta

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Meu livro lançado em 2004. Final de tiragem – foi grande, próxima a 2.000 exemplares; por isso, sobraram alguns exemplares. Com 142 páginas, inclui poemas de livros anteriores.

Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, na Loplop Livros de Alex Januário, diretamente , ou através da Estante Virtual. Para quem mora no entorno da Zona Oeste de São Paulo, Alex entrega a domicílio, rapidamente (ele é ágil).

O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ (basta escrever ou telefonar ou qualquer outro modo de comunicação):

loplop livros edições

loploplivros.blogspot.com.br

loplop livros loplop livros edições tel. (11) 99238-8552 vila madalena sp loploplivros@gmail.com livros de arte, teatro, cinema, arquitetura, crítica literária …

Também haverá exemplares à disposição no evento deste sábado, amanhã, em que falarei sobre Paranóia de Roberto Piva e que está noticiado no post precedente neste blog: https://claudiowiller.wordpress.com/2016/11/23/paranoia-de-roberto-piva-e-wesley-duke-lee-a-metropole-revisitada/ Estarão em companhia de A verdadeira história do século 20, lançado este ano pela Córrego.

Vejam o que já foi publicado sobre Estranhas experiências (não faltou boa recepção): https://claudiowiller.wordpress.com/2012/10/14/estranhas-experiencias-alguma-critica/

Completo a notícia com um dos poemas que estão no livro:

O OUTRO LADO:

só assim o poema se constrói:

quando o desejo tem forma de ilha

e todos os planetas são luas, embriões da magia

então podemos atravessar as chamas

sentir o chão respirar

ver a dança da claridade

ouvir as vozes das cores

fruir a liberdade animal

de estarmos soltos no espaço

ter parte com pedra e vento

seguir os rastros do infinito

entender o que sussurra o vazio

– e tudo isso é tão familiar

para quem conhece

a forma do sonho

Alguns leitores de “A verdadeira história do século 20”

Além de comentários, foram postados no Facebook trechos do meu livro, fotografados ou copiados com scanner. Aprecio, assim como ser lido em voz alta. O leitor sempre acrescenta à nossa percepção do poema. Reproduzo imagens e comentários, concluindo com aquele de um leitor da edição de Portugal. O livro pode ser adquirido em  http://www.editoracorrego.com.br/produto/a-verdadeira-historia-do-seculo-20/

Breno CB:

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Maira Calixto Varela de Freitas: “Ler Claudio Willer é lâmina cortante, faz você adentrar o desconhecido.”

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Elvio Fernandes Gonçalves Junior: “Poemas iniciados com frases assim, permeados de tons confessionais e surreais, convites ao mistério, ao oculto e ao mágico, só vi em tal intensidade na obra de Willer”

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Rudinei Borges:

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Renata D’Elia:

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Ethel Naomi: um pedacinho do poema do Claudio Willer: contar as fábulas/expressar a perversa paixão devoradora  quando o poema não tem mais forma  e o prazer não tem limites  como uma fria Lâmina de luz como um ramalhete de éter como um fantasma a caminhar na ponta dos pés como uma voz sem objeto

Paula Valéria Andrade: “sim- você ouviu tantas vozes e soube soletrá-las com tamanha gravidade  a rouca voz da transparência e os timbres aveludadas da folhagem o turbilhão. ”

Rudi Tedeschi Jr: “Parabéns, Claudio Willer, por sempre tornares, na tua poesia, tão transparentes os navios e simples os telefonemas”

Antonio Carlos Fester: “Cláudio Willer tange versos de transrazão no portal do mar provocando um reconhecimento, uma sintonia de coisas em comum. Luta pelas transformações das estruturas e formas de vida e não só dos meios de governo e dominação.

O comentário de um leitor da edição de Portugal (Apenas livros, 2015): “quando nada mais resta a não ser a impressão de que viver foi inútil / e de que morrer é algo totalmente idiota. ‘Pronto, fiquei angustiado – muito obrigado. Um chute nas bolas do meu espírito, em cheio. Algo está comendo os meus olhos. Que ínterim!” É claro que não pretendo deixar leitores angustiados ou aflitos; basta-me que apreciem os poemas. Mas gostei, mesmo assim, do comentário