Posts Tagged ‘Claudio Willer poesia’

MEUS POEMAS EM PORTUGAL, ILUSTRADOS POR OBRAS DE CRUZEIRO SEIXAS

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A série de poemas meus publicada na revista Athena, em Portugal. Lindamente ilustrada, com obras de ninguém menos que Cruzeiro Seixas, um poeta e artista visual que faz parte, com destaque, da história do surrealismo. Agradou sobremodo, quando postada na rede social. Por isso, e para registro permanente, passo-a para este blog. E sim, o primeiro dos poemas é inédito, de 2017. Tenho outros, além da série de crônicas – hora dessas publico.

https://athena.pt/2018/05/13/poemas-de-claudio-willer/

Também apreciei a publicação de um ensaio meu sobre surrealismo no Brasil, na revista literária Marcapiel, de Mérida, Yucatán, México – iniciativa de Alfonso Peña, de Materika, da Costa Rica:

https://marcapiel.com/2018/05/claudio-willer-surrealismo-en-el-brasil-rebelion-e-imagenes-poeticas/

 

 

 

 

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MINHA SUBSTANCIOSA PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA

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Dias 28 e 29, a próxima segunda e terça feira. Participarei de banca de dissertação sobre a poesia de Piva traduzida para o inglês na UFPR (recomendo), sarau / conversa no Bar Ornitorrinco (deve ser um lugar surrealista) à noite e mesa, em ótima companhia, na UFPR, na manhã seguinte.

Dia 28, às 14h — UPFR, Campus Reitoria, Ed. D. Pedro I, sala 1013.

Banca de Mestrado de Francisco Assis de Matteu Monteiro

“Para reparo de vísceras: tradução para inglês do livro Paranoia de Roberto Piva”

Banca: Guilherme Gontijo Flores (orientador), Luci Collin, Claudio Willer, Rodrigo Tadeu Gonçalves (suplente).

 

Dia 28, às 19h — Bar Ornitorrinco, Rua Benjamin Constant, 400 Centro.
Conversa de Claudio Willer com Marcelo De Angelis, Marcelo Sandmann e Natan Schäfer sobre sua extensa obra, surrealismo e afins.

Ao longo do bate-papo, haverá leitura de poemas e a Contravento Editorial estará vendendo livros dos participantes.

 

Dia 29, das 9h às 12h30 — UPFR, Campus Reitoria, Ed. D. Pedro II, sala 408.

Título: “Surrealistas e beats — vidas em poesia”

Mesa-redonda (9h—11h):

“‘As que ousaram sair de casa’: mulheres, poesia e transgressão”, por Renata Garraffoni

“Poesia e fotografia em Paranoia”, por Rodrigo Machado

“Transvisceração de Paranoia”, por Francisco de Matteu

“As poéticas surrealistas de Claudio Willer e Roberto Piva: reconfigurando o campo referencial”, por Henrique Duarte Melo

Palestra (11h—12h30):

“Poesia e vida: via de mão dupla”, por Cláudio Willer

Venham. Avisem interessados.

NOVA SESSÃO DE “CINEMA WILLERIANO”

3.Inventário+de+Rapina+(1985,+Aloysio+Raulino)

(a ilustração é um trecho de um poema meu transcrito em Inventário da Rapina de Aloysio Raulino)

A sessão anterior dessa programação, no Cine Olido na terça feira passada, dia 15, agradou sobremodo aos que compareceram. A conversa após as projeções – na qual relatei a gênese e circunstâncias desses filmes – foi ótima. Ficou claro que os filmes com minha participação selecionados por Renato Coelho compõem uma linhagem do que Jairo Ferreira denominava “Cinema de invenção”, desde o precursor Antes que eu me esqueça do próprio Jairo, passando por Inventário da rapina de Aloisio Raulino, até o recente A propósito de Willer de Renato e Priscyla.

Quando: Sábado dia 26 de maio, dàs 17:00 h. às  19:00 h.

Onde: Centro Cultural São Paulo, Rua Vergueiro 1.000, São Paulo. Sala Paulo Emílio.

Tem em “eventos” no Facebook: https://www.facebook.com/events/385718475287956/

Renato Coelho e amigos também estão dando prosseguimento ao VIVA WILLER. Tranasmitirei.

Informa o organizador:

Sessão CINEMA WILLERIANO

Janela Cineclubista – Circuito Spcine
Centro Cultural São Paulo – CCSP

Sessão com três documentários que tangem, de maneiras distintas, o universo criativo e poético de Claudio Willer, fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista, como “Anotações para um apocalipse” (1964) e “Jardins da provocação” (1981), Willer é ainda tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Na sessão serão exibidos o curta-metragem “Antes que eu me esqueça” (1977), de Jairo Ferreira – o guru do “Cinema de Invenção” – registro poético/documental do sarau de lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli, do qual Claudio Willer, Roberto Piva e outros poetas participaram; o média-metragem “Inventário da rapina” (1986), de Aloysio Raulino, que utiliza poemas do livro “Jardins da provocação” para registrar impressões do Brasil na época, de maneira não menos poética; e o curta documentário/experimental “A propósito de Willer” (2016), de Priscyla Bettim e Renato Coelho, uma ode ao universo poético willeriano. Ao final da sessão, com duração total de 62 minutos, Claudio Willer participará de um bate-papo com o público presente, expondo seu vasto conhecimento sobre a relação entre poesia e cinema. Willer sempre manteve interesse e estreita relação com o cinema, sendo próximo de realizadores paulistanos fundamentais como Carlão Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira – para quem prefaciou o clássico livro “Cinema de Invenção”.

Antes que eu me esqueça
Dirigido porJairo Ferreira, 15 minutos, 1977
Com Claudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli, Jorge Mautner, Nelson Jacobina
Sinopse: Curta de Jairo Ferreira em super 8, filmado no lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli em dezembro de 1977, Teatro Célia Helena, São Paulo. Leituras de poemas de Roberto Bicelli, Roberto Piva, Claudio Willer, Luiz Fernando Ramos, Eduardo Gianetti. Música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Academia de sumô. Fliperamas.

Inventário de rapina
Dirigido por Aloysio Raulino, 29 minutos, 1986
Com Tamy Marrachine, José Gomes, Tavinho, Mineiro, Piriri
Sinopse: Utilizando texto, relato e música do poeta Cláudio Willer, o filme registra impressões do momento que vivemos hoje no Brasil, podendo ser definido como um drama intimista patriótico.

A propósito de Willer
Dirigido por Priscyla Bettim e Renato Coelho, 18 minutos, 2016
Com Claudio Willer, Priscyla Bettim
Sinopse: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo, em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

A NOITE DOS POETAS SIMPÁTICOS

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Informa a Casa das Rosas:

Recital

POÉTICAS 21: a poesia e os poetas em debate

Por Edson Cruz, Claudio Willer e Janine Will

24/02 às 19h.

Sábado, 24 de fevereiro de 2018, às 19h

Mediação: Edson Cruz – Com Claudio Willer e Janine Will

Dois poetas convidados, um veterano e outro nem tanto, dialogam sobre seus projetos poéticos, sua visão de mundo, suas leituras de formação, obras e autores favoritos. Tudo recheado com a leitura de poemas próprios, com mediação do poeta e editor Edson Cruz.

Haverá retransmissão através do Canal Youtube da Casa das Rosas.

A transmissão será pelo canal no YouTube da Casa das Rosas. Link: http://bit.ly/2CxegYk

Venham – apreciarão.

 

ENSAIO SOBRE MINHA POESIA

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Claudio Willer: o universo onírico e surrealista em terras brasileiras, de Henrique Duarte Neto.

São Paulo: Editora Córrego, 2018.
14 x 21 cm. 92 p.
ISBN 978-85-67240-88-6; R$ 35,00, R$ 35,00

Em: www.editoracorrego.com.br ,  (11) 99557-9293, https://www.facebook.com/pg/editoracorrego/about/?ref=page_internal

ou  http://www.editoracorrego.com.br/produto/307272/claudio-willer-o-universo-onirico-e-surrealista-em-terras-brasileiras-de-henrique-duarte-neto

Henrique Duarte Neto, catarinense, doutorou-se em Literatura na UFSC e completou pós-doutorado na UFP. Não o conhecia, entrou em contato para informar-me que estava preparando este livro. É em quatro partes. Uma, sobre aspectos da estética surrealista; outra, “Estranhas experiências e outros poemas: 40 anos de poesia surrealista”; depois, “A verdadeira história do século 20: um belo epílogo?”, e finalmente “A perspectiva surrealista de Claudio Willer em contraponto à poesia “Marginal”. Transcrevo o final da orelha, de Rodrigo Vasconcelos Machado: “A sua intenção ao longo do seu ensaio é de caracterizar como os poemas de Willer acrescentaram realidade através de novas dimensões acerca do campo referencial”. Evito comentar bibliografia sobre minha criação literária, mas observo que A verdadeira história do século 20 está especialmente bem comentado; inclusive, Henrique cotejou os poemas da série intitulada “Cinemas” com os respectivos filmes.

Esta publicação é mais uma afirmação da presença e participação ativa de Gabriel Rath Kolyniak no campo editorial. Outras, de máxima relevância, são a ampliação da Biblioteca Roberto Piva, em andamento, e a incorporação da biblioteca de nosso caríssimo Raul Fiker, autor de O equivocrata, falecido há pouco. O endereço da Avenida São João, 108, onde estão a editora Córrego, as duas bibliotecas e o Estúdio Lâmina, vai se tornando um equipamento cultural de especial importância.

Estou conseguindo retomar meu blog, após algumas dificuldades, implícitas no meu post precedente e explicitadas em generosas postagens na rede social. AGRADEÇO pela ajuda de amigos.

A ‘Homenagem a Claudio Willer’

Transcrevo a divulgação preparada pelo organizador, o poeta Rubens Jardim. Lerei poema – escolherei com carinho – e direi algo. Convidados lerão. Haverá livros meus à disposição do público, em oferta promocional. O Patuscada-Livraria & Café tornou-se um ponto de encontro importante de poetas e apreciadores de poesia.

INFORMA RUBENS JADIM, O RUBÃO: Um belo poema de Claudio Willer (Anotações de Viagem), poeta que será homenageado pelo Sarau Gente de Palavra Paulistano, dia 25 de julho, terça feira, a partir das 19h30, no Patuscada-Livraria & Café, Rua Luis Murat, 40- V.Madalena.

MEIO DIA

a Terra respira

formigas transitam por suas nervuras

arabescos de pássaros

pontuam o pausado discurso das nuvens

só existe o espaço

a paisagem lacustre

que agora cobre uma cidade submersa

e sem saber por que vim parar aqui

o que me trouxe a essa fronteira de lugares e sensações

entro n’água

a claridade me leva à deriva

flutuo no amplo

embebido no dia mais que morno

sei-me hóspede de quem tenho sido

(a superfície do lago

se desmancha no movimento dos círculos concêntricos)

 

“Filme demência” de Carlos Reichenbach, com minha participação

A foto foi achada e publicada no Facebook pelo internauta Leonardo Chagas.

Aqui, o filme completo, disponível no meio digital. Já havia impressionado na época do lançamento. Ganhou com o tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=KASIZoasyjc

A cena comigo é aos 28 minutos. Leio um poema de Jardins da Provocação no Bar Redondo, Avenida Ipiranga. Em 1985/86, época da realização do filme. Digo algo sobre geração beat, de um modo bem antecipatório. O Fausto que ele criou parece não gostar de mim ou do que digo. O Mefistófeles atualizado vem paquerar uma garota na minha mesa. Filmagem foi rápida: preciso, não refazia tomadas.

Carlão apreciava muito a beat. Para um filme subseqüente, Alma Corsária de 1993 (aquele lançamento de livro de poesia em um botequim, tão semelhante a outros em que estive ), pediu-me uma foto de Allen Ginsberg, ampliou-a e transformou em pôster no quarto do protagonista, um poeta.

Um filme anterior, Extremos do prazer, de 1984, passa-se em uma ilha, inspirada na casa de campo de um amigo nosso, o Irco, na Represa Billings – entra um personagem, anuncia: “olha, eu trouxe um livro bom para vocês lerem!”, era o Jardins da provocação.

Reparem que mais à frente, altura de 1h15, comparece um de seus tipos , o poeta-declamador Orlando Parolini – morreu em 1991, felizmente há bastante registros dele, mas a família destruiu seus originais de poesia, uma barbaridade.

Os episódios com trambiques empresarias – como isso é de hoje. Discípulo de Luiz Sérgio Person (cada vez em que assisto de novo a São Paulo S. A. gosto mais), também soube filmar esta metrópole – o crepúsculo em suas decadentes ferrovias, que cena linda. Isso, embora fosse especialmente fixado nas extensas praias do Litoral Sul de São Paulo. Contrastes o estimulavam: São Paulo e praias, centro e arrabaldes.

Vejam como o cigarro é uma constante em Filme demência. Personagens fumam e se comunicam através de cigarros. Consumidor de três maços por dia, no começo dos anos 2000 Carlão infartou, foi safenado, parou por um tempo, estava abstêmio quando o encontrei em Dois Córregos (cidade-tema de outro filme importante), mas voltou a fumar – resistiu até 2012.

A cena subseqüente àquela comigo, da palestra no auditório menor do MASP, certamente alusão ao “matei meu professor de lógica” de Campos de Carvalho. Devia ter-lhe perguntado.