Posts Tagged ‘Claudio Willer’

A matéria na revista Literatura e alguns tópicos relacionados

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Fiquei muito satisfeito com as páginas dedicadas a mim, entrevistado pelo poeta Luis Perdiz, nessa revista, Conhecimento Prático Literatura. A publicação toda é de qualidade. Crônicas, resenhas, artigos sobre tradução, erotismo, Camus, clássicos, leitura. É animadora a existência de mais uma revista literária, com distribuição ampla, vendida em bancas. Precisamos. Que estimule e forme leitores.

Perdiz finaliza sua matéria com uma pergunta, que transcrevo, junto com minha resposta:

Recentemente, amigos e leitores se mobilizaram por conta da falta de oportunidade remuneradas para você poder seguir com seus trabalhos. Teria algo a dizer acerca das dificuldades de um artista e de um entusiasta da literatura no Brasil atual?

Porra. Retrocessos brasileiros. É evidente que eu deveria ter direito a uma bolsa para prosseguir, por exemplo, sobre poesia e xamanismo – tenho algumas novidades, percepções originais do tema. Currículo para isso eu tenho. Ou então, poderia ser chamado para dar cursos, oficinas e tal regularmente, sem levar vida de frila. Apoio à produção de conhecimento, em geral, retroagiu no Brasil. Há, inclusive, fuga de cérebros, gente que se mudou para outro lugar.

O que vem por aí?

Dias ácidos, noites lisérgicas, crônicas. Vocês gostarão. Escrevi em três meses. Algo – mas só com subvenção, bolsa – sobre poesia e xamanismo.

Meus motivos para reclamação – e pedidos de ajuda que receberam apoio e solidariedade – estão detalhados neste post, na página do Instituto Hilda Hilst, preparado por meu amigo Gutemberg Medeiros, repercutindo o que foi publicado na rede social por meu amigo Oswaldo Pepe:

https://www.facebook.com/InstitutoHildaHilst/posts/vamos-ajudar-o-poeta-cl%C3%81udio/1546539658772091/

Subsistem. Quarto à poesia e xamanismo, estou preparando algo para apresentar no Colóquio de Estética Indígena, em Goiânia, na próxima semana. Será tema de meu próximo post. Também pretendo publicar algo sobre poetas / intelectuais em dificuldades – alguns precursores notáveis, inclusive em tempos nos quais não havia esse apoio de redes sociais e do meio digital.

 

MEUS POEMAS EM PORTUGAL, ILUSTRADOS POR OBRAS DE CRUZEIRO SEIXAS

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A série de poemas meus publicada na revista Athena, em Portugal. Lindamente ilustrada, com obras de ninguém menos que Cruzeiro Seixas, um poeta e artista visual que faz parte, com destaque, da história do surrealismo. Agradou sobremodo, quando postada na rede social. Por isso, e para registro permanente, passo-a para este blog. E sim, o primeiro dos poemas é inédito, de 2017. Tenho outros, além da série de crônicas – hora dessas publico.

https://athena.pt/2018/05/13/poemas-de-claudio-willer/

Também apreciei a publicação de um ensaio meu sobre surrealismo no Brasil, na revista literária Marcapiel, de Mérida, Yucatán, México – iniciativa de Alfonso Peña, de Materika, da Costa Rica:

https://marcapiel.com/2018/05/claudio-willer-surrealismo-en-el-brasil-rebelion-e-imagenes-poeticas/

 

 

 

 

Sessão Cinema Willeriano

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Quando: Terça-feira, 15 de maio das 19:30 às 21:30 h.

Onde: Centro Cultural Olido

Avenida São João, 473, Centro, 01035-000 São Paulo

O QUE VAI HAVER: Informa o organizador, o cineasta Renato Coelho: Sessão CINEMA WILLERIANO, Janela Cineclubista – Programa de Ação Cineclubista – Spcine

Sessão com três documentários que tangem, de maneiras distintas, o universo criativo e poético de Claudio Willer, fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista, como “Anotações para um apocalipse” (1964) e “Jardins da provocação” (1981), Willer é ainda tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Na sessão serão exibidos o curta-metragem “Antes que eu me esqueça” (1977), de Jairo Ferreira – o guru do “Cinema de Invenção” – registro poético/documental do sarau de lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli, do qual Claudio Willer, Roberto Piva e outros poetas participaram; o média-metragem “Inventário da rapina” (1986), de Aloysio Raulino, que utiliza poemas do livro “Jardins da provocação” para registrar impressões do Brasil na época, de maneira não menos poética; e o curta documentário/experimental “A propósito de Willer” (2016), de Priscyla Bettim e Renato Coelho, uma ode ao universo poético willeriano. Ao final da sessão, com duração total de 62 minutos, Claudio Willer participará de um bate-papo com o público presente, expondo seu vasto conhecimento sobre a relação entre poesia e cinema. Willer sempre manteve interesse e estreita relação com o cinema, sendo próximo de realizadores paulistanos fundamentais como Carlão Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira – para quem prefaciou o clássico livro “Cinema de Invenção”.

Antes que eu me esqueça
Dirigido por Jairo Ferreira, 15 minutos, 1977
Com Claudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli, Jorge Mautner, Nelson Jacobina
Sinopse: Curta de Jairo Ferreira em super 8, filmado no lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli em dezembro de 1977, Teatro Célia Helena, São Paulo. Leituras de poemas de Roberto Bicelli, Roberto Piva, Claudio Willer, Luiz Fernando Ramos, Eduardo Gianetti. Música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Academia de sumô. Fliperamas.

Inventário de rapina
Dirigido por Aloysio Raulino, 29 minutos, 1986
Com Tamy Marrachine, José Gomes, Tavinho, Mineiro, Piriri
Sinopse: Utilizando texto, relato e música do poeta Cláudio Willer, o filme registra impressões do momento que vivemos hoje no Brasil, podendo ser definido como um drama intimista patriótico.

A propósito de Willer
Dirigido por Priscyla Bettim e Renato Coelho, 18 minutos, 2016
Com Claudio Willer, Priscyla Bettim
Sinopse: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo, em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Haverá mais. Em breve, evento no Centro Cultural São Paulo.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/124922081703951/

VENHAM.

ENSAIO SOBRE MINHA POESIA

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Claudio Willer: o universo onírico e surrealista em terras brasileiras, de Henrique Duarte Neto.

São Paulo: Editora Córrego, 2018.
14 x 21 cm. 92 p.
ISBN 978-85-67240-88-6; R$ 35,00, R$ 35,00

Em: www.editoracorrego.com.br ,  (11) 99557-9293, https://www.facebook.com/pg/editoracorrego/about/?ref=page_internal

ou  http://www.editoracorrego.com.br/produto/307272/claudio-willer-o-universo-onirico-e-surrealista-em-terras-brasileiras-de-henrique-duarte-neto

Henrique Duarte Neto, catarinense, doutorou-se em Literatura na UFSC e completou pós-doutorado na UFP. Não o conhecia, entrou em contato para informar-me que estava preparando este livro. É em quatro partes. Uma, sobre aspectos da estética surrealista; outra, “Estranhas experiências e outros poemas: 40 anos de poesia surrealista”; depois, “A verdadeira história do século 20: um belo epílogo?”, e finalmente “A perspectiva surrealista de Claudio Willer em contraponto à poesia “Marginal”. Transcrevo o final da orelha, de Rodrigo Vasconcelos Machado: “A sua intenção ao longo do seu ensaio é de caracterizar como os poemas de Willer acrescentaram realidade através de novas dimensões acerca do campo referencial”. Evito comentar bibliografia sobre minha criação literária, mas observo que A verdadeira história do século 20 está especialmente bem comentado; inclusive, Henrique cotejou os poemas da série intitulada “Cinemas” com os respectivos filmes.

Esta publicação é mais uma afirmação da presença e participação ativa de Gabriel Rath Kolyniak no campo editorial. Outras, de máxima relevância, são a ampliação da Biblioteca Roberto Piva, em andamento, e a incorporação da biblioteca de nosso caríssimo Raul Fiker, autor de O equivocrata, falecido há pouco. O endereço da Avenida São João, 108, onde estão a editora Córrego, as duas bibliotecas e o Estúdio Lâmina, vai se tornando um equipamento cultural de especial importância.

Estou conseguindo retomar meu blog, após algumas dificuldades, implícitas no meu post precedente e explicitadas em generosas postagens na rede social. AGRADEÇO pela ajuda de amigos.

LIVROS MEUS À VENDA, EM OFERTA

Exemplares da mais recente reedição do Lautréamont completo traduzido e organizado por mim, publicada pela Iluminuras – Os cantos de Maldoror , Poesias, Cartas, além de prefácio e outras informações – com uma redução significativa do preço: a R$ 50,00 o exemplar. ONDE: Na bilheteria do Espaço Cênico O Lugar,por ocasião das apresentações de Hotel Lautréamont – Os bruscos buracos do silêncio pela Cia. Corpos Nômades de João Andreazzi, todas as sextas feiras e sábados às 21h, domingos às 20h30,   à Rua Augusta 325,tel. 011-32373224. Sobre a encenação, mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3388

 

Estranhas experiências, o livro de poesia lançado em 2004. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores. Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, em Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora na Zona Oeste de São Paulo, entrega a domicílio. Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268; ou Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877

 

A verdadeira história do século 20 é meu mais recente livro de poemas, lançado em 2016 pela Córrego: capa de Maninha Cavalcante, posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Vendido a R$ 20,00 (também em promoção!), na página da editora Córrego de Gabriel Kolyniak, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer    

Evidentemente, interessam-me leitores, em primeiro lugar. Por isso, recomendo igualmente meus outros livros disponíveis na praça, neste momento. São os ensaios Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, pela L&PM, o ensaio Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia, pela Civilização Brasileira, e a narrativa em prosa Volta, pela Iluminuras. Essas editoras, mesmo sujeitas aos percalços do que eufemisticamente se poderia chamar, neste momento, de “mercado editorial”, prestam-me contas corretamente.

Mas as vendas dos livros expostos aqui me beneficiam diretamente. A propósito, postei algo no Facebook sobre procurar onde morar.

 

 

 

 

VENDA PROMOCIONAL DE “ESTRANHAS EXPERIÊNCIAS”

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Conforme já informado em meu blog, é o livro de poesia lançado em 2004. Final de tiragem –foi grande, próxima a 2.000 exemplares. Por isso, ainda há alguns. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores.

Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, nos seguintes locais:

  1. Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora no entorno da Zona Oeste de São Paulo, ele entrega a domicílio (é ágil). Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268 (lembrando, Loplop é a criatura criada pelo surrealista Max Ernst, presente em colagens e quadros)
  2. Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877
  3. Livraria virtual da editora Córrego de Gabriel Kolyniak: http://www.editoracorrego.com.br/produto/214751/estranhas-experiencias-de-claudio-willer

Está, nos dois pontos, Loplop e Córrego, em companhia de A verdadeira história do século 20, meu livro de poemas lançado este ano pela Córrego, vendido a R$ 35,00, frete incluso, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer     .

Separei trechos do que já escreveram sobre Estranhas experiências:

“Poesia é o que sempre soubemos/ o conhecimento animal/ um núcleo raivoso anterior à Queda -Gnose”, escreve em “A Palavra” -poema emblemático, no qual o título e o conteúdo, aparentemente metalingüísticos, nos conduzem a uma série de iluminações alquímicas. Lendo “Estranhas Experiências” lado a lado com sua obra pregressa, percebe-se como o trabalho de Willer é homogêneo. Seu “caleidoscópio de plantas vivas em um jardim de espasmos” está em continuidade com o inventário de êxtases contido nos poemas em prosa de “Anotações para um Apocalipse” – Manuel da Costa Pinto, Labirinto de Convulsões, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 16/10/2004

[…] en este autor hay una gramática que busca acceder al verbo primero en cuanto lleva implícita una trayectoria y una voluntad axial que es la de ser la recuperación del paraíso y, en su manifestación alfabetaria, interrumpir la caída del hombre, restituyéndolo a su condición de ser elegido. Evidentemente, estamos frente a una dimensión mesiánica -a la vez que dionisíaca- de la escritura.” Martin Palacio Gamboa, em Los trazos de Pandora, sobre poesia contemporânea brasileira.

“Assim também como Walt Whitman, Willer fala em versos longos e sem medida fixa, na tradição do autor de “Canto a mim mesmo” que afirma um discurso poético marcado de oralidade, sendo considerado por seu caráter andarilho o primeiro beatnik (“Eu canto a mim mesmo” / ”Eu canto o corpo”/”a vida plena de paixão”).” Lucila Nogueira em “Estranhas Experiências: Claudio Willer e a geração beat” http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag43willer.htm

“Estranhas Experiências é um livro que merece o leitor mais atento. Por ter chegado a verdades simples como: “poesia é o que sempre soubemos”. Por afirmar corajosamente, a cada linha, que “a rebelião romântica, individual, continuará a contribuir para a transformação do mundo”. Em suma, por se tratar de um livro que será eternamente moderno, como outros textos do mesmo autor – de poesia, ensaio e tradução.” Betty Milan em http://www.jornaldepoesia.jor.br/bettymilan.html#willer

“As palavras são o arco-íris do poeta, porque as palavras criam mundos novos e rebeldes, mundos cheios de água viva e refrescante, mundos para olhar com o sorriso das sensações puras e que edificam o sentimento de que vale a pena a grande aventura do desconhecido que a vida encerra.” Teresa Ferrer Passos, em TriploV, http://triplov.com/letras/teresa_ferrer/claudio_willer/index.htm

“Sentimos a experiência humana, compartilhada através do ritmo destas palavras, vibrando, vivaz, como se ela tivesse ocorrido neste mesmo instante. Willer não precisa documentar a vida para aproximá-la de nós, ele a fecunda pela poesia e, num piscar de olhos, aí está ela, aqui, ao nosso lado.” Christiano Aguiar, “Desmedida Imaginação: sobre a poesia de Claudio Willer”, Crispim – Revista de crítica e criação literária, Editora Universitária da UFPE, N. 1, Recife, 2006 http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag54aguiar.htm

“Poucos poetas hoje no Brasil já leram tanto e são tão cultos quanto Claudio Willer, que acaba de lançar o seu quarto livro no gênero, Estranhas experiências e outros poemas, que reúne produções de toda uma vida dedicada à poesia, mais especificamente, e à cultura de um modo geral. Willer chega à idade em que a vida anoitece com a clarividência que lembra a daqueles participantes da guerra civil espanhola que, embora derrotados no campo de batalha, nunca capitularam diante dos poderosos.” Adelto Gonçalves, em “Claudio Willer, ou a poesia em movimento”, Suplemento Das Artes Das Letras de O Primeiro de Janeiro, Porto, Portugal, 25/04/2005; e http://www.jornaldepoesia.jor.br/agon%C3%A7alves2.html

2016: que ano complicado!

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Muitos profissionais da cultura vêm enfrentando sérias dificuldades ao longo deste ano. Há um estreitamente provocado por cortes de recursos, afetando instituições e órgãos públicos, além das empresas, do mercado propriamente dito.

Diante desse quadro, só posso agradecer aos amigos, interlocutores e leitores, pelo empenho em me programarem. Aos que têm feito gestões para que eu receba convites de palestras, cursos, oficinas, preparação de textos e projetos nos quais a contribuição cultural seja correspondida por um tratamento profissional. O agradecimento se estende a administradores e gestores culturais especialmente receptivos ao que lhes apresentei. E também a editores que apresentam prestações de contas pontuais e transparentes (ironias á parte, alguns de fato corresponderam plenamente ao que eu esperava).

Prosseguindo assim, chegaremos bem a 2017; a dias melhores, espero.

A foto que ilustra este post foi tirada durante uma palestra no Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo, dia 25 de fevereiro de 2015. Ocasiões como essa – e muitas outras – voltarão a tornar-se frequentes, espero.