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LIVROS MEUS À VENDA, EM OFERTA

Exemplares da mais recente reedição do Lautréamont completo traduzido e organizado por mim, publicada pela Iluminuras – Os cantos de Maldoror , Poesias, Cartas, além de prefácio e outras informações – com uma redução significativa do preço: a R$ 50,00 o exemplar. ONDE: Na bilheteria do Espaço Cênico O Lugar,por ocasião das apresentações de Hotel Lautréamont – Os bruscos buracos do silêncio pela Cia. Corpos Nômades de João Andreazzi, todas as sextas feiras e sábados às 21h, domingos às 20h30,   à Rua Augusta 325,tel. 011-32373224. Sobre a encenação, mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3388

 

Estranhas experiências, o livro de poesia lançado em 2004. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores. Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, em Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora na Zona Oeste de São Paulo, entrega a domicílio. Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268; ou Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877

 

A verdadeira história do século 20 é meu mais recente livro de poemas, lançado em 2016 pela Córrego: capa de Maninha Cavalcante, posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Vendido a R$ 20,00 (também em promoção!), na página da editora Córrego de Gabriel Kolyniak, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer    

Evidentemente, interessam-me leitores, em primeiro lugar. Por isso, recomendo igualmente meus outros livros disponíveis na praça, neste momento. São os ensaios Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, pela L&PM, o ensaio Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia, pela Civilização Brasileira, e a narrativa em prosa Volta, pela Iluminuras. Essas editoras, mesmo sujeitas aos percalços do que eufemisticamente se poderia chamar, neste momento, de “mercado editorial”, prestam-me contas corretamente.

Mas as vendas dos livros expostos aqui me beneficiam diretamente. A propósito, postei algo no Facebook sobre procurar onde morar.

 

 

 

 

VENDA PROMOCIONAL DE “ESTRANHAS EXPERIÊNCIAS”

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Conforme já informado em meu blog, é o livro de poesia lançado em 2004. Final de tiragem –foi grande, próxima a 2.000 exemplares. Por isso, ainda há alguns. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores.

Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, nos seguintes locais:

  1. Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora no entorno da Zona Oeste de São Paulo, ele entrega a domicílio (é ágil). Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268 (lembrando, Loplop é a criatura criada pelo surrealista Max Ernst, presente em colagens e quadros)
  2. Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877
  3. Livraria virtual da editora Córrego de Gabriel Kolyniak: http://www.editoracorrego.com.br/produto/214751/estranhas-experiencias-de-claudio-willer

Está, nos dois pontos, Loplop e Córrego, em companhia de A verdadeira história do século 20, meu livro de poemas lançado este ano pela Córrego, vendido a R$ 35,00, frete incluso, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer     .

Separei trechos do que já escreveram sobre Estranhas experiências:

“Poesia é o que sempre soubemos/ o conhecimento animal/ um núcleo raivoso anterior à Queda -Gnose”, escreve em “A Palavra” -poema emblemático, no qual o título e o conteúdo, aparentemente metalingüísticos, nos conduzem a uma série de iluminações alquímicas. Lendo “Estranhas Experiências” lado a lado com sua obra pregressa, percebe-se como o trabalho de Willer é homogêneo. Seu “caleidoscópio de plantas vivas em um jardim de espasmos” está em continuidade com o inventário de êxtases contido nos poemas em prosa de “Anotações para um Apocalipse” – Manuel da Costa Pinto, Labirinto de Convulsões, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 16/10/2004

[…] en este autor hay una gramática que busca acceder al verbo primero en cuanto lleva implícita una trayectoria y una voluntad axial que es la de ser la recuperación del paraíso y, en su manifestación alfabetaria, interrumpir la caída del hombre, restituyéndolo a su condición de ser elegido. Evidentemente, estamos frente a una dimensión mesiánica -a la vez que dionisíaca- de la escritura.” Martin Palacio Gamboa, em Los trazos de Pandora, sobre poesia contemporânea brasileira.

“Assim também como Walt Whitman, Willer fala em versos longos e sem medida fixa, na tradição do autor de “Canto a mim mesmo” que afirma um discurso poético marcado de oralidade, sendo considerado por seu caráter andarilho o primeiro beatnik (“Eu canto a mim mesmo” / ”Eu canto o corpo”/”a vida plena de paixão”).” Lucila Nogueira em “Estranhas Experiências: Claudio Willer e a geração beat” http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag43willer.htm

“Estranhas Experiências é um livro que merece o leitor mais atento. Por ter chegado a verdades simples como: “poesia é o que sempre soubemos”. Por afirmar corajosamente, a cada linha, que “a rebelião romântica, individual, continuará a contribuir para a transformação do mundo”. Em suma, por se tratar de um livro que será eternamente moderno, como outros textos do mesmo autor – de poesia, ensaio e tradução.” Betty Milan em http://www.jornaldepoesia.jor.br/bettymilan.html#willer

“As palavras são o arco-íris do poeta, porque as palavras criam mundos novos e rebeldes, mundos cheios de água viva e refrescante, mundos para olhar com o sorriso das sensações puras e que edificam o sentimento de que vale a pena a grande aventura do desconhecido que a vida encerra.” Teresa Ferrer Passos, em TriploV, http://triplov.com/letras/teresa_ferrer/claudio_willer/index.htm

“Sentimos a experiência humana, compartilhada através do ritmo destas palavras, vibrando, vivaz, como se ela tivesse ocorrido neste mesmo instante. Willer não precisa documentar a vida para aproximá-la de nós, ele a fecunda pela poesia e, num piscar de olhos, aí está ela, aqui, ao nosso lado.” Christiano Aguiar, “Desmedida Imaginação: sobre a poesia de Claudio Willer”, Crispim – Revista de crítica e criação literária, Editora Universitária da UFPE, N. 1, Recife, 2006 http://www.jornaldepoesia.jor.br/ag54aguiar.htm

“Poucos poetas hoje no Brasil já leram tanto e são tão cultos quanto Claudio Willer, que acaba de lançar o seu quarto livro no gênero, Estranhas experiências e outros poemas, que reúne produções de toda uma vida dedicada à poesia, mais especificamente, e à cultura de um modo geral. Willer chega à idade em que a vida anoitece com a clarividência que lembra a daqueles participantes da guerra civil espanhola que, embora derrotados no campo de batalha, nunca capitularam diante dos poderosos.” Adelto Gonçalves, em “Claudio Willer, ou a poesia em movimento”, Suplemento Das Artes Das Letras de O Primeiro de Janeiro, Porto, Portugal, 25/04/2005; e http://www.jornaldepoesia.jor.br/agon%C3%A7alves2.html

2016: que ano complicado!

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Muitos profissionais da cultura vêm enfrentando sérias dificuldades ao longo deste ano. Há um estreitamente provocado por cortes de recursos, afetando instituições e órgãos públicos, além das empresas, do mercado propriamente dito.

Diante desse quadro, só posso agradecer aos amigos, interlocutores e leitores, pelo empenho em me programarem. Aos que têm feito gestões para que eu receba convites de palestras, cursos, oficinas, preparação de textos e projetos nos quais a contribuição cultural seja correspondida por um tratamento profissional. O agradecimento se estende a administradores e gestores culturais especialmente receptivos ao que lhes apresentei. E também a editores que apresentam prestações de contas pontuais e transparentes (ironias á parte, alguns de fato corresponderam plenamente ao que eu esperava).

Prosseguindo assim, chegaremos bem a 2017; a dias melhores, espero.

A foto que ilustra este post foi tirada durante uma palestra no Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo, dia 25 de fevereiro de 2015. Ocasiões como essa – e muitas outras – voltarão a tornar-se frequentes, espero.

 

Convido para o lançamento de “A verdadeira história do século 20”

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É a edição brasileira. Já foi publicado em Portugal (Apenas livros, Cadernos Surrealistas Sempre) no final do ano passado. Agora, sai pela editora Córrego. Virá com poemas e páginas a mais.

Onde: Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37, São Paulo, SP

Quando: dia 16 de setembro, sexta feira, às 19 h, até as 21h30.

Mais sobre o livro: A verdadeira história do século 20 / Claudio Willer – São Paulo: Córrego, 2016. 50 p.; 14 × 21 cm. ISBN 978-85-67240-61-9. Preço: R$ 30,00.

Capa de Maninha Cavalcante (o belo desenho reproduzido no convite). Diagramação de Gabriel Kolyniak e Guilherme Ziggy (como poderão ver, sabem diagramar, o livro está atraente). Posfácio de Wilson Alves-Bezerra (gostarão de ler).

Duas palavras sobre publicar por uma editora independente: Pesa em favor da escolha o bom trabalho editorial desenvolvido por Gabriel Kolyniak. E o seguinte: recentemente, ao dar palestra fora de São Paulo sobre Geração Beat, nenhum dos meus livros a respeito estava disponível em livrarias locais. Isso, pelo simples e raso motivo de que essas livrarias locais deviam acertos de consignações para minha editora, impossibilitando colocar novos exemplares. Então, PARA MIM CHEGA. Melhor um arranjo conveniente (portanto, comprem meu livro) do que o gargalo no que eufemisticamente é chamado de “mercado editorial”, durante esta inexaurível crise brasileira. Quem não puder vir ao lançamento, ou não estiver em São Paulo, poderá encomendá-lo à editora: o livro estará disponível, assim que for entregue pela gráfica; será corretamente atendido. Em http://www.editoracorrego.com.br/

Agradeço por divulgarem e comparecerem.

EM TEMPO: Peço que colaborem (quem ainda não colaborou) no “crowdfunding” pelo projeto Biblioteca de Roberto Piva. Este: https://www.catarse.me/bibliotecarobertopiva Além de possibilitar acesso ao magnífico acervo, atuaremos como centro cultural ativo.

Como extra, reproduzo um pequeno trecho do livro (o mais recente, o mais inédito):

MENSAGENS, 1: ENQUANTO RELEIO ALLEN GINSBERG

porque o mundo é mágico

eu escrevo instalado em um canto tranqüilo da cidade

onde servem café

e sei-me parceiro das leis secretas que regem o real

você enxerga / eu enxergo                 à frente / atrás

o que foi e o que será

poesia é isto: saber olhar

atentamente, distraidamente

e contar

tudo o que ninguém precisa saber

A EDIÇÃO BRASILEIRA DE “A VERDADEIRA HISTÓRIA DO SÉCULO 20”

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Pela editora Córrego. É o livro que saiu em Portugal, pela Apenas Livros, porém com mais páginas e mais poemas e um posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Lançamento será dia 16 de setembro, sexta feira, na Casa das Rosas. Acho que muitos irão querer pela beleza desta capa, com desenho de Maninha Cavalcante. Este é o primeiro informe – enviarei outros. Agradeço boa recepção e divulgação.

Estréia o documentário “A propósito de Willer”

A propósito de Willer

De Priscyla Bettim e Renato Coelho

Onde e quando: no Festival Internacional de Curtas de São Paulo (Curta Kinoforum), no Panorama Paulista 1, junto com Ocidente / West, filme da Flora Dias. Dia 25 de agosto, quinta feira, às 21h, no Museu da Imagem e do Som – MIS SP; dia 26 de agosto, sexta feira, às 19h, no Espaço Itau De Cinema – Augusta.

Filmagens foram em julho / agosto do ano passado. E assim a filmografia da minha poesia cresce, significativamente.

Minha expectativa sobre essa estréia é, evidentemente, enorme. A seguir, a ficha técnica do filme:

“A propósito de Willer” / “Regarding Claudio Willer”

Super-8mm/8mm, 18’06”, PB/Cor, Documentário/Experimental

São Paulo, Brasil, 2016. Classificação Livre

Realização: Priscyla Bettim e Renato Coelho

Montagem: Caio Lazaneo, Priscyla Bettim e Renato Coelho

Edição de Som: Raphael Lupo

Com: Claudio Willer e Priscyla Bettim

Produtoras: Cinediário e Cuca da Onça

Sinopse: Uma ode ao universo poético de Claudio Willer.

Sinopse longa: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Biografia dos diretores:

Priscyla Bettim é cineasta e pesquisadora. Nasceu na cidade de Rio Claro, em 1986. Vive e trabalha em São Paulo.

Renato Coelho é cineasta, pesquisador e professor de cinema. Realizou curtas-metragens como “O cinema segundo Luiz Rô” (2013), “Trem” (2015) e “A propósito de Willer” (2016), entre outros. Nasceu e vive na cidade São Paulo.

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CALOTEIROS RETICENTES, TARDÍGRADOS ENSIMESMADOS

Em tempo: adiciono ilustração – foto de um tardígrado, enviada por Estela Guedes, bióloga além de poeta e outras qualificações. Não creio que seja o exemplar que trabalha no setor financeiro da prefeitura de São Luís do Maranhão:

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O que aborrece não é apenas prometerem e não cumprirem – é sequer responderem a e-mails para dizer que vão resolver, que demorará mas sairá, que dificuldades serão superadas, que a crise brasileira pegou de surpresa, que …

Feira do Livro de São Luis, Maranhão, promovida pela prefeitura local em outubro, já foi tema de reclamações que circularam no Facebook. Acrescento que, como estou fazendo uma enorme tradução e recebo por lauda, coisa dessas equivale a prejuízo duplo, ao que deixei de produzir – além do que se gasta com táxi para Guarulhos e tal.

Nem faço questão fechada de receber sempre cachês ou ajudas de custo, posso ir por simpatia, amizade, para apoiar alguma manifestação cultural. Mas já refuguei convites de municipalidades que cobririam viagem e estada, mas não me pagariam nada. Por uma razão singela: se as prefeituras de Indaiatuba, Bragança Paulista ou Ribeirão Preto, por exemplo, podem, por que não poderiam as de R* ou C**, do mesmo porte, economicamente equivalentes? Duvidosos espetáculos musicais, caipiras eletrônicos e tal, eles contratam, pois é disso que o povo gosta. Literatura, transmissão de conhecimento não interessam, não são prioridade em vários lugares.

Onde tudo funciona é nos SESC. Mas pode acabar, caso se concretize o plano governamental de ficar com recursos do “Sistema S” para tapar buracos. Seria, é noticiado, para pagar o Pronatec. Então retirariam dinheiro de instituições que oferecem ensino técnico para cobrir os custos do programa federal de ensino técnico? Ah, sim, se for 100% estatal é melhor, preferir que seja gerido pela iniciativa privada é neoliberalismo …

Acompanhando o que acontece na saúde pública, no ensino público, 2016 deverá ser o ano do desmonte de instituições culturais. Está sendo – há poucos dias, reproduzi um post sobre a situação da escola de artes visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Na próxima, perguntarei aos autores da denúncia se ao menos retiraram o apoio que deram na eleição passada aos responsáveis pela situação. Ah, mas isso é resultado de tramas da CIA, das multinacionais do petróleo, dos tumultos provocados pela oposição, dirão os da banda sectária. Em breve, postarei mais sobre pensamento totalitário.

 

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