Lançamento dos poemas de Roberto Bicelli

O que é: Antes que eu me esqueça foi lançado em 1977, abrindo a coleção Feira de Poesia. Contudo, não se trata apenas de reedição, porém de um novo livro, preparado pela editora Córrego de Gabriel Kolyniak. Inclui uma quantidade de criações nestas quatro décadas. Prefácio de Claudio Willer (ou seja, meu) também ampliado com relação á edição original, comentando a produção subsequente. E um posfácio inédito de Raul Fiker. Projeto gráfico, novamente, do artista Guto Lacaz. O editor informa que o livro, no lançamento, custará R$ 30,00.

Quando: na próxima terça feira, dia 27 de junho, a partir das 19 h.

Onde: Tapera Taperá, livraria e espaço cultural localizado no segundo piso da Galeria Metrópole, Avenida São Luís 187, loja 29.

Cito, do prefácio:

Obra de reconquista do Eros, assume um compromisso claro e inequívoco. É, em primeira instância, mais um chamado, dentre tantos produzidos por esta arte da resistência e confronto, dirigida a todos os que “oblíquos / escalamos o engaste convulsivo da vida / avec amusement”.

Portanto, estaremos lá, para mais esta celebração.

Acaso objetivo: um relato meu

Decidi reblogar, pelo filme a respeito ora em cartaz

Claudio Willer

Roncador-1

Havia publicado o que vem a seguir entre os comentários a meu próprio post, aqui neste blog. Resolvi, agora, dar-lhe um espaço próprio. E convertê-lo, ao final, em exercício de leitura, ou de criação – não obstante ser tudo verdade. As demais histórias de acaso objetivo, em https://claudiowiller.wordpress.com/2012/05/25/acaso-objetivo/

(Em outra ocasião, anotei que sempre quis ser cronista.)

Julho de 1999.

Passava uma semana ou uns 10 dias em uma fazenda em Mato Grosso, convidado por um amigo, o cineasta João Callegaro. Perto de Xavantina e do Rio das Mortes, quase sopé da Serra do Roncador. Extensões do Centro-Oeste, horizontes luminosos e o perfil tão plástico e poderoso da serra. O Rio das Mortes, que beleza, água bem escura e limpa, atravessando mata virgem. Jacarés e tucunarés. Araras e ariranhas.

É uma terra de lendas e seitas. As famosas inscrições na pedra, os Martírios. Índios e colonos, convivendo – aparentemente, não…

Ver o post original 960 mais palavras

Minha postagem mais acessada no Facebook:

Foi a 13 de outubro de 2016. 685 reações, 242 compartilhamentos e  43 comentários, informa a rede social. Acompanhou-a este texto:

Lembrando que, após ler ‘On the Road’ de Jack Kerouac, o jovem Robert Zimmerman saiu de casa e adotou o nome de Bob Dylan (referência ao poeta galês). Literatura move. Aqui, a foto famosa, Ginsberg e Dylan no túmulo de Kerouac. Estamos em um mundo que dá voltas sobre si mesmo. Polêmicas não faltarão. .

Mais tarde no mesmo dia, declarei (para a Globonews) que poderiam ter dado o prêmio para Patti Smith. Obviamente sem saber disso, Dylan indicaria Patti para o representar na entrega do prêmio. Tarântula de Dylan é prosa poética kerouaquiana de excelente qualidade. Linha M de Patti é memorialística, também em prosa poética, primorosa.

E eu resolvi postar algo ameno, em face da sensação de haverem destampado, neste nosso país, uma enorme cloaca, ou de terem aberto a caixa de Pandora, ou qualquer outra metáfora que se ajuste ao momento presente.

LIVROS MEUS À VENDA, EM OFERTA

Exemplares da mais recente reedição do Lautréamont completo traduzido e organizado por mim, publicada pela Iluminuras – Os cantos de Maldoror , Poesias, Cartas, além de prefácio e outras informações – com uma redução significativa do preço: a R$ 50,00 o exemplar. ONDE: Na bilheteria do Espaço Cênico O Lugar,por ocasião das apresentações de Hotel Lautréamont – Os bruscos buracos do silêncio pela Cia. Corpos Nômades de João Andreazzi, todas as sextas feiras e sábados às 21h, domingos às 20h30,   à Rua Augusta 325,tel. 011-32373224. Sobre a encenação, mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3388

 

Estranhas experiências, o livro de poesia lançado em 2004. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores. Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, em Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora na Zona Oeste de São Paulo, entrega a domicílio. Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268; ou Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877

 

A verdadeira história do século 20 é meu mais recente livro de poemas, lançado em 2016 pela Córrego: capa de Maninha Cavalcante, posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Vendido a R$ 20,00 (também em promoção!), na página da editora Córrego de Gabriel Kolyniak, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer    

Evidentemente, interessam-me leitores, em primeiro lugar. Por isso, recomendo igualmente meus outros livros disponíveis na praça, neste momento. São os ensaios Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, pela L&PM, o ensaio Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia, pela Civilização Brasileira, e a narrativa em prosa Volta, pela Iluminuras. Essas editoras, mesmo sujeitas aos percalços do que eufemisticamente se poderia chamar, neste momento, de “mercado editorial”, prestam-me contas corretamente.

Mas as vendas dos livros expostos aqui me beneficiam diretamente. A propósito, postei algo no Facebook sobre procurar onde morar.

 

 

 

 

“Filme demência” de Carlos Reichenbach, com minha participação

A foto foi achada e publicada no Facebook pelo internauta Leonardo Chagas.

Aqui, o filme completo, disponível no meio digital. Já havia impressionado na época do lançamento. Ganhou com o tempo.

https://www.youtube.com/watch?v=KASIZoasyjc

A cena comigo é aos 28 minutos. Leio um poema de Jardins da Provocação no Bar Redondo, Avenida Ipiranga. Em 1985/86, época da realização do filme. Digo algo sobre geração beat, de um modo bem antecipatório. O Fausto que ele criou parece não gostar de mim ou do que digo. O Mefistófeles atualizado vem paquerar uma garota na minha mesa. Filmagem foi rápida: preciso, não refazia tomadas.

Carlão apreciava muito a beat. Para um filme subseqüente, Alma Corsária de 1993 (aquele lançamento de livro de poesia em um botequim, tão semelhante a outros em que estive ), pediu-me uma foto de Allen Ginsberg, ampliou-a e transformou em pôster no quarto do protagonista, um poeta.

Um filme anterior, Extremos do prazer, de 1984, passa-se em uma ilha, inspirada na casa de campo de um amigo nosso, o Irco, na Represa Billings – entra um personagem, anuncia: “olha, eu trouxe um livro bom para vocês lerem!”, era o Jardins da provocação.

Reparem que mais à frente, altura de 1h15, comparece um de seus tipos , o poeta-declamador Orlando Parolini – morreu em 1991, felizmente há bastante registros dele, mas a família destruiu seus originais de poesia, uma barbaridade.

Os episódios com trambiques empresarias – como isso é de hoje. Discípulo de Luiz Sérgio Person (cada vez em que assisto de novo a São Paulo S. A. gosto mais), também soube filmar esta metrópole – o crepúsculo em suas decadentes ferrovias, que cena linda. Isso, embora fosse especialmente fixado nas extensas praias do Litoral Sul de São Paulo. Contrastes o estimulavam: São Paulo e praias, centro e arrabaldes.

Vejam como o cigarro é uma constante em Filme demência. Personagens fumam e se comunicam através de cigarros. Consumidor de três maços por dia, no começo dos anos 2000 Carlão infartou, foi safenado, parou por um tempo, estava abstêmio quando o encontrei em Dois Córregos (cidade-tema de outro filme importante), mas voltou a fumar – resistiu até 2012.

A cena subseqüente àquela comigo, da palestra no auditório menor do MASP, certamente alusão ao “matei meu professor de lógica” de Campos de Carvalho. Devia ter-lhe perguntado.

A entrevista no programa “Sala de leitura” de Fabiano Fernandes Garcez

A 22 de abril deste 2017, um sábado à tarde, Fabiano Fernandes Garcez gravou uma extensa entrevista comigo no estúdio que montou em sua residência. Integra seu programa “Sala de leitura”, dedicado a poetas contemporâneos brasileiros.

Divulgou-a em três partes:

Parte 1, 39 minutos, mais evocativa: “como era divertido São Paulo ser província”, digo algo sobre minha poética e bastante leitura de poesia em voz alta, comentada: https://www.youtube.com/watch?v=drq_6XFP5aM

Parte 2, 40 minutos, alguma informação sobre gnosticismo e minhas incursões mais recentes em xamanismo e poesia, e mais leituras de poemas: https://www.youtube.com/watch?v=ceGeslwMIDc&feature=youtu.be

Parte 3: 19 minutos, os beats, minhas traduções, entre outros tópicos – e leituras de poesia: https://www.youtube.com/watch?v=HhfU7l-TaMk

Meu registro videográfico é considerável (viva os avanços tecnológicos, e que pena não haver tudo isso umas décadas atrás….), além das entrevistas e depoimentos publicados. Nesta, transformada em série de três, observo sua atualidade, as informações sobre o que tenho preparado e os comentários sobre o que se passa agora. E a precisão de Fabiano como entrevistador, por ele conhecer bem o conteúdo, os temas de suas perguntas.

Palestra: “Os Cantos de Maldoror e a poesia selvagem de Lautréamont”

(Quando divulgada por Jean-Jacques Lefrère em 1977, esta foto de Lautréamont / Isidore Ducasse suscitou dúvidas; contudo, outra, em companhia de colegas identificáveis do Liceu de Tarbes, confirmou ser mesmo ele)

Quando: dia 20 de maio, sábado, das 18 h. até aproximadamente as 19h45, incluindo conversar com o público.

Onde: Espaço Cênico O Lugar da Cia. Corpos Nômades de João Andreazzi, à Rua Augusta 325, fone 011-32373224

EVENTO GRATUITO. Contudo, por motivos óbvios, convém inscrever-se no Espaço Cênico O LUGAR – Cia. Corpos Nômades.

Além de traduzir e prefaciar a obra de Lautréamont, e de publicar artigos, dei inúmeras palestras sobre ele. Não obstante, conseguirei preencher um tríplice propósito, sem repetir-me:

  1. Oferecer uma introdução geral a Lautréamont, com algumas chaves importantes para sua leitura;
  2. Mostrar conexões com a encenação de “Hotel Lautréamont: os bruscos buracos do silêncio” de João Andreazzi, em cartaz neste Espaço Cênico O Lugar;
  3. Apresentar alguma interpretação adicional com relação ao que já publiquei. Por exemplo, argumentar que o título do capítulo “Lautréamont: elucubrações de um serial killer” em A literatura e os deuses de Roberto Calasso pode ser tomado no sentido literal. E falar mais sobre Poesias, e não apenas Os cantos de Maldoror.

Lembrando que exemplares da mais recente reedição de Lautréamont completo publicada pela Iluminuras – Os cantos de Maldoror , Poesias, Cartas, além de prefácio e outras informações – estão à venda no teatro, com uma redução significativa do preço: a R$ 50,00 o exemplar. Já autografei alguns na estréia.

A palestra possibilitará que leitores absorvam os perfumes e as emanações sulfúreas do delicado escrínio (estou novamente imitando o estilo dele).

Um artigo meu disponível no meio digital: Lautréamont, leitor de Baudelaire, em https://www.academia.edu/16274999/LAUTR%C3%89AMONT_LEITOR_DE_BAUDELAIRE

Com a peça em cartaz e a palestra, que tal transformarmos maio de 2017 em mês Lautréamont?