CLAUDIO WILLER ESTÁ DE MUDANÇA

Na foto, o local.  É no prédio.

Pela burocracia brasileira de telecomunicações, talvez seja mais difícil achar-me – mas abrirei internet. E atenderei celular.

Quem quiser / precisar saber do meu novo endereço, gostaria que se comunicasse comigo por e-mail ou no “inbox” do Facebook – transmitirei com satisfação.

Mudança de local inclui a artista plástica Maninha Cavalcante.

Logo darei mais boas notícias.

Obrigado.

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Palestra sobre Alfred Jarry, autor do Gestas e Opiniões do Doutor Faustroll, Pataphysico

Quando: sábado, dia 9 de dezembro, das 17h às 19h

Onde: Espaço Cênico O Lugar, sede da Cia Corpos Nômades, Rua Augusta, 325 – Consolação – São Paulo – Reservas e informações – (11) 3237-3224 – ciacorposnomades@gmail.com Convênio com estacionamento na Rua Augusta, 108.

Programação da X MOSTRA LUGAR NÔMADE DE DANÇA 2017.Mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3695 Evento gratuito.

Sabem quando dei palestra sobre Alfred Jarry? Em 1985, convidado pela Cooperativa Paulista de Teatro, na preparação do Ubu Rei pela Cia. Ornitorrinco de Cacá Rosset. Voltei a tratar desse gênio, em artigos e capítulos de livros. Ubu tem importância especial, é claro. Mas Jarry é autor de milhares de páginas: as versões de Ubu, de Ubu Rei a Ubu acorrentado (a história de Ubu Rei, ao contrário. aplicando o princípio hermético de cada coisa conter seu contrário), as poesias, Les minutes de sable mémorial, a primeira narrativa em prosa, Haldernablou, e Le sûrmale (O supermacho), O Amor Absoluto, história de um amor incestuoso entre o Cristo e a Virgem Maria; César Anticristo, afirmação de Nero como salvador, invertendo o Apocalipse cristão; Messalina, que vê a grande prostituta como santa; L’autre Alceste, narrativa de um sincretismo extremo.

Doutor Faustroll —Gestas e Opiniões do Doutor Faustroll, Pataphysico – — Romance Neoscientifico, na tradução de Eclair Antonio Almeida Filho e Odulia Capello, é sua obra mais autobiográfica. Vale como declaração de princípios; junto com Os dias e as noites, relato satírico de como prestou serviço militar. Expõe sua visão do mundo; apresenta a Patafísica, ciência dos epifenômenos, “arte das soluções imaginárias”. Viajar em um barco que inventou, acompanhado por um criado, o “Grande Macaco Papião Bossa-de-Nado”. Fascinado pela ciência, além de estudioso de hermetismo e ocultismo, projeta noções de física atômica e eletromagnetismo no mundo de múltiplas dimensões que percorre nessa viagem, antecipando as representações do Universo e do mundo sub-atômico que viriam através da contribuição dos Einstein, Max Plank e Heisenberg.

Antecipando o que pretendo apresentar, dois comentários sobre Jarry. Do ensaísta Roger Shattuck, em The Banket Years, The Origins of the avant-garde in France:

Aquilo que distingue Jarry de toda uma tradição de visionários, de Plotino a Rimbaud, é, antes de tudo, haver tentado, chegando quase ao suicídio, atingir um grau novo de existência, através do mimetismo literário, de confusão entre vida e arte. […] Uma tal transformação pressupõe, como princípio absoluto, uma inteira liberdade do homem.

De André Breton, na Antologia do humor negro:

A literatura, a partir de Jarry, se desloca perigosamente em um terreno minado. O autor se impõe à margem de sua obra. […] Dizemos que a partir de Jarry, muito mais que de Wilde, a diferenciação entre vida e arte, tida por muito tempo como necessária, vai se encontrar contestada, para acabar sendo aniquilada em seu princípio.

O melhor presente para meu aniversário de 77 anos: adquiram meus livros

mk-07-carro

A efeméride será este sábado, dia 02/12. 77 anos. Que cifra mais carregada de sentidos…. Duas vezes o arcano 7 do Tarô, A carruagem. Ou o hexagrama 7 do I Ching, O exército. Ambos, curiosamente, com o mesmo sentido, de avançar – apesar de serem originários de épocas e culturas tão diferentes. O Tarô ou Tarot, tal como o jogamos, foi criado por Aliette ou Eteilla, ocultista do século XVIII, informa-nos Alexandrian, porém baseado em jogos de cartas do Renascimento, por sua vez incorporando imagens do hermetismo de Alexandria. O I Ching é antiquíssimo, do século VI AC, época de Lao-Tsé e Confúcio (que o sistematizou), mas desenvolvendo jogos com varetas e marcas em cascos de tartarugas já existentes.

Com relação às minhas obras mais recentes, reproduzo a bela sugestão de compras de fim de ano de Valdir Rocha, artista plástico, editor, interlocutor e amigo de poetas:

Claudio Willer escreveu recentemente cinco ensaios, complementados com Pequenas Antologias, que foram publicados em cinco diferentes livros, com 48 páginas cada um, sobre a obra poética de Celso de AlencarEunice Arruda,Floriano MartinsMirian de Carvalho e Péricles Prade.
Os interessados nesses volumes poderão adquiri-los diretamente com Claudio Willer, dirigindo-lhe mensagem inbox.
Em tempo: as imagens reproduzidas em cada uma das capas são de minha autoria. 

Adiciono: cada livro está por R$ 20,00; meu editor pela Córrego, Gabriel Kolyniak, colabora nas vendas: ele está em https://www.facebook.com/editoracorrego/ ou (11) 99557-9293 ou  gkolyniak@gmail.com. Procurem-no, também tem exemplares dos meus A verdadeira história do século 20, que ele publicou, e Estranhas experiências.

Terminei um livro de crônicas intitulado Dias ácidos, noites lisérgicas. Começarei prospecção de editor. Quero escrever sobre Poesia e Xamanismo –  mas se houver subvenção.

Meus ensaios e seleções de poetas contemporâneos

Claudio Willer

Reproduzo a informação com a bela sugestão de compras de fim de ano de Valdir Rocha, artista plástico, editor, interlocutor e amigo de poetas:

Claudio Willer escreveu recentemente cinco ensaios, complementados com Pequenas Antologias, que foram publicados em cinco diferentes livros, com 48 páginas cada um, sobre a obra poética de Celso de AlencarEunice Arruda,Floriano MartinsMirian de Carvalho e Péricles Prade.
Os interessados nesses volumes poderão adquiri-los diretamente com Claudio Willer, dirigindo-lhe mensagem inbox.
Em tempo: as imagens reproduzidas em cada uma das capas são de minha autoria.

Adiciono:

cada livro está por R$ 20,00;

meu editor pela Córrego, Gabriel Kolyniak, colabora nas vendas: ele está em https://www.facebook.com/editoracorrego/ ou (11) 99557-9293 ou  gkolyniak@gmail.com – procurem-no, também tem exemplares dos meus A verdadeira história do século 20, que ele publicou, e Estranhas experiências;

nós (todos nós) estaremos hoje, sábado 18/11 na Casa das Rosas, na sessão evocativa de Eunice Arruda…

Ver o post original 20 mais palavras

O “HIPSTER”: SIGNIFICADOS, ORIGENS, ETIMOLOGIA

Havia postado no Facebook:

A mudança do sentido de “hipster”, de boêmio da pesada para alguém descolado, criador de moda: isso é coisa de jornalista brasileiro ou aconteceu antes lá, nos Estados Unidos? Mantive “hipster” – “hipsters com cabeça de anjo” – em minha tradução de Uivo de Ginsberg. Tenho algo sobre a etimologia / origem do termo. Acham que valeria a pena postar em meu blog?

Pergunta suscitou interesse. Transcrevo alguns comentários. Em seguida, até onde cheguei quanto à etimologia / origem do “hipster”.

ALGUNS COMENTÁRIOS:

Renata D’Elia: Veio antes dos gringos. Leia sobre o Brooklyn “hipster” de Nova York, Claudio Willer! São chamados de new hipsters. Rola até um padrão de barbas e de vestimentas.

Antonio Bivar: Aconteceu nos States, Claudio Willer, e corre mundo americanizado. Faz tempo, já.

Afonso Luz: Seria fundamental falares disso, pois começou com uma sociologia pouco cuidadosa de associar o “hipster” ao processo de “gentrification” da vida urbana, como se ele fosse o verdadeiro responsável pelos esquemas de operação financeira em áreas degradadas em que habita, quando na verdade há muito mais sob estas escolhas do que uma simples conveniência estética. Desde os anos 80 muitos dos empreendimentos imobiliários tentam transformar traços do experimentalismo em maneirismos decorativos das suas propostas comerciais, muito embora não sejam nunca de fato “hipster” e apenas uma sombra disso, como o art-deco já havia feito com o cubismo no início do século passado. E no Brasil isso ainda fica completamente deslocado, tanto de um lado como de outro, por conta de a gente também incorporar a crítica a esse processo de gentrificação de uma maneira também colonizada (e ressentida), sem que se tenha de fato uma construção reflexiva sobre ela, a ponto de “hipster” ter virado um xingamento da moda na boca daqueles que nem sabem do que estão falando.

Betty Vidigal, citando: “”Initially, hipsters were usually middle-class white youths seeking to emulate the lifestyle of the largely black jazz musicians they followed.”

Assis de Mello: Não deixe de postar, Willer!! Esse sentido de “hipster” atual macula a imagem tão temida, mas tão dadivosa, atribuída pela sociedade americana nas décadas de 50 e 60. Esse termo é para os beat e os hippie que ousaram tentar mudar o mundo para melhor. Kerouac, Ginsberg, Ken Kesey, Leary, e todos os outros, não merecem a sombra desses poodles de passarela de hoje.

Tito Martino: o termo vem da subcultura do Jazz anos 40 –Hipster or hepcat, as used in the 1940s, referred to aficionados of jazz, in particular bebop, which became popular in the early 1940s. The hipster adopted the lifestyle of the jazz musician, including some or all of the following: dress, slang, use of cannabis and other drugs, relaxed attitude, sarcastic humor, self-imposed poverty, and relaxed sexual codes.

Rodrigo Schaeffer: Convém lembrar que Kerouak fez uso do neologismo no clássico On the Road, onde ao elogiar o boêmio existencialista amante do jazz, viria a criar origem da palavra hippie, do hipster ou seja, algo como super, hiper… Lembro dessa mesma discussão ainda nos anos 80, antes da palavra ganhar status mainstream, onde revistas como cHiclete com Banana, do Angeli, trazia a tona a vanguarda passada a limpo no início da Abertura política na república das bananas. ..

ETIMOLOGIA / ORIGEM:

Em dicionários etimológicos, é observado que o exuberante blueseiro Cab Calloway (aprecio muitíssimo) havia utilizado a expressão “hepcat” nos anos de 1930. “Hipster” e “hip cat” viriam de “hepster”, palavra também misteriosa. Aliás, Kerouac vê um “hepcat” diante de sua janela, em Desolation Angels.

Mas eu tenho outra interpretação. Aliás, admitida por algum dos dicionários etimológicos que consultei há tempos. Seguinte: existe a “Hip flask”. Aquela garrafinha de bolso, achatada, contendo bebida alcoólica, preferencialmente uísque, de um tamanho que coubesse no bolso lateral do paletó – na altura do quadril, o “hip”. Muito usada por bebuns durante a Lei Seca, para encherem a cara discretamente. Portanto, vem dos anos de 1920 – a desastrosa proibição de comercializar bebida alcoólica, para satisfação de contrabandistas, destiladores clandestinos e mafiosos, durou de 1921 a 1933. Originariamente, “hip cat” seria, penso, quem trazia consigo a “hip flask”. “Hipster”, o doidão completo; e assim o termo estendeu-se para usuários de outras coisas e boêmios em geral.

Hippies? Aparecem em 1965/67. Crias dos beatniks e dos hipsters. Lembrando que a expressão “Beat Generation” foi criada por Jack Kerouac e John Clellon Holmes em 1948 – antes, os da turma tinham-se como “hipsters”.

No mais, concordo inteiramente com o que foi dito sobre a banalização do termo, agora desprovido do que tinha de transgressivo ou subversivo. Imaginem, os “angelheaded hipsters” de Ginsberg visualizados como barbudos descolados, instalando-se em “lofts” elegantes.

E, convenhamos, há caipiras! Fotos de uns agentes da PF conduzindo figurões para a cadeia – pela pinta de galãs, foram designados na matéria como “hipsters” … ! A que ponto chegamos … Estou chocado, escandalizado.

O melhor presente para meu aniversário de 77 anos: adquiram meus livros

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A efeméride será este sábado, dia 02/12. 77 anos. Que cifra mais carregada de sentidos…. Duas vezes o arcano 7 do Tarô, A carruagem. Ou o hexagrama 7 do I Ching, O exército. Ambos, curiosamente, com o mesmo sentido, de avançar.

Com relação às obras mais recentes, reproduzo a bela sugestão de compras de fim de ano de Valdir Rocha, artista plástico, editor, interlocutor e amigo de poetas:

Claudio Willer escreveu recentemente cinco ensaios, complementados com Pequenas Antologias, que foram publicados em cinco diferentes livros, com 48 páginas cada um, sobre a obra poética de Celso de AlencarEunice Arruda,Floriano MartinsMirian de Carvalho e Péricles Prade.
Os interessados nesses volumes poderão adquiri-los diretamente com Claudio Willer, dirigindo-lhe mensagem inbox.
Em tempo: as imagens reproduzidas em cada uma das capas são de minha autoria.

Adiciono: cada livro está por R$ 20,00; meu editor pela Córrego, Gabriel Kolyniak, colabora nas vendas: ele está em https://www.facebook.com/editoracorrego/ ou (11) 99557-9293 ou  gkolyniak@gmail.com. Procurem-no, também tem exemplares dos meus A verdadeira história do século 20, que ele publicou, e Estranhas experiências.

Terminei um livro de crônicas intitulado Dias ácidos, noites lisérgicas. Começarei prospecção de editor. Quero escrever sobre Poesia e Xamanismo –  mas se houver subvenção.

 

 

 

Volto a falar sobre Jorge de Lima

Desta vez, sobre Poemas Negros, em uma programação do SESC-Osasco, intitulada Livros além da prova. Na foto, estou na Serra da Barriga, reduto de Zumbi dos Palmares – tirada na ocasião em que fui a União dos Palmares, Alagoas, e dei palestra sobre Jorge de Lima em sua cidade natal. Com os poetas Claufe Rodrigues, que organizou, e Mano Melo.

É oportuno examinar a defesa da diversidade cultural por Jorge de Lima; seu repúdio ao racismo e ao preconceito, entre outras de suas qualidades literárias e éticas. Dividirei a sessão com o ator / autor teatral Marco Antonio Garbelinni, que examinará Claro enigma de Carlos Drummond de Andrade. O problema dos que comparecerem não será, portanto, a falta de poesia de qualidade.

MAIS SOBRE A PROGRAMAÇÃO:

Quando: dia 14 de novembro, terça feira, às 19 h.

Onde: SESC-Osasco, à Avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1.300, Jardim das Flores – no Quiosque 4..

O que é: Encontros mediados com especialistas e artistas sobre obras selecionadas pelos vestibulares, direcionados a estudantes e demais interessados. Bate-papo sobre as temáticas comuns entre autores, obras e períodos históricos, mescladas a leituras dramatizadas e performáticas. Para além dos conteúdos pautados pelos vestibulares, contribuindo para uma discussão mais crítica e formativa sobre a importância dos livros selecionados no contexto literário internacional.

O Lírico e o Cotidiano em Jorge de Lima e Carlos Drummond de Andrade com MARCO ANTÔNIO GARBELINNI E CLAUDIO WILLER

Partindo das obras Claro Enigma e Poemas Negros, os convidados irão dialogar com as formas poéticas de relatar seu tempo.

Marco Antonio Garbelinni 
Formado pelo Instituto de Artes e Ciências – Curso Técnico de Ator (1997/2000). Pesquisa a transposição de obras literárias para o universo teatral desde 2000, quando iniciou o projeto “Anjo Torto” inspirado na obra poética de Carlos Drummond de Andrade. Apresentou-se no SESC – Pompéia (2003) no projeto “Cartas aos Amigos” da obra de Mario de Andrade, e poemas da Coletânea os 100 maiores poetas brasileiros do século – no projeto “Luzeiros” de sua autoria em 2006. Rios de Machado apresentou “O Alienista” da obra de Machado de Assis (2008/10) SESC pompéia e Santos –  Leitura de Contos de Machado no SESC Consolação (2008) – “Adonirando Causos e Canções” de Adoniran Barbosa – SESC carmo/pompéia (2009/10). Adaptou, Produziu e atuou nos espetáculos Anjo Torto de Carlos Drummond de Andrade (2000), Fala Comigo Doce Como a Chuva de Tennessee Williams (2005) e Na Cadeira com os Pés na Varanda (2007) premio PAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo – Querência (2008/9) –  “O Rascunho de um Rio” da obra de João Guimarães Rosa no Sesc Santos (2010)

Claudio Willer 
Poeta, ensaísta e tradutor com vários livros publicados – poesia, ensaios, narrativa em prosa e traduções – além de participações em antologias e periódicos, no Brasil e no exterior. Doutor em Letras pela USP com a tese Um Obscuro Encanto: Gnose, gnosticismo e a poesia moderna (em livro: Civilização Brasileira, 2010). Pós-doutorado na USP com o tema “Religiões Estranhas”, Misticismo e Poesia. Coordenou dezenas de oficinas de criação e rodas de leitura (para escritores, agentes culturais, professores e estudantes), além de haver ministrado cursos, conferências e ciclos de palestras em instituições como a USP (curso de Letras), UFSCar (São Carlos – curso de Letras), Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), Instituto Moreira Salles, Escola Livre de Literatura da Secretaria em Santo André, Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Criança de Barueri, Clube Paulistano, Museu da Língua Portuguesa.

Local: Quiosque 4
Retirada de senha com 15 minutos de antecedência no local. 30 vagas.