A EDIÇÃO BRASILEIRA DE “A VERDADEIRA HISTÓRIA DO SÉCULO 20”

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Pela editora Córrego. É o livro que saiu em Portugal, pela Apenas Livros, porém com mais páginas e mais poemas e um posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Lançamento será dia 16 de setembro, sexta feira, na Casa das Rosas. Acho que muitos irão querer pela beleza desta capa, com desenho de Maninha Cavalcante. Este é o primeiro informe – enviarei outros. Agradeço boa recepção e divulgação.

NOVAMENTE: MAGIA E CRIAÇÃO POÉTICA – O XAMANISMO

Reapresento o post para fazer uma consulta. Na palestra de julho, esta do post a seguir, sobre poesia e xamanismo, eu cobri apenas alguns dos tópicos de que trataria, sobrou assunto. Principalmente, sobraram poetas. Um Jerome Rothemberg, por exemplo, fundamental, apenas o mencionei. Piva, Jorge de Lima, ia examiná-los, só citei. Achei mais sobre alucinação em poesia, além dos “Versos dourados” de Nerval,  que se aplica.
Tenho assunto para um curso de três sessões. O que acham de fazê-lo? No mesmo local (Rua Salvador Simões, adjacente ao metrô Alto do Ipiranga), e cobraríamos ingressos nas mesmas bases. Poderia ser durante a semana ou aos sábados, sempre no horário das 19 h até as 20h30. O que lhes parece? Há interesse? Respondem. Opinem.
Obrigado!

Claudio Willer

Peço ampla divulgação desta palestra. Venham. Tenho certeza de que apreciarão:

O que é um xamã? A que modalidades de magos, feiticeiros e sacerdotes se aplica o termo? Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs? O que em suas obras justifica essa associação? Por que uma declaração como “O Eu é um outro” de Rimbaud resume algo típico do xamanismo? Qual a contribuição de Herberto Helder à compreensão das afinidades de poesia e xamanismo? Um poema como “o índio interior” da Invenção de Orfeu de Jorge de Lima pode ser lido como xamânico? O soneto “Versos dourados” de Gérard de Nerval é poesia xamânica? Cabem as associações de Artaud ao xamanismo?

 

Local: Rua Salvador Simões, 918, no Ipiranga Business Center (a um quarteirão da estação de Metrô Alto do Ipiranga, saída na Rua Gentil de Moura) (agradeço hospitalidade e cederem espaço)

Data e horário: Sábado, dia…

Ver o post original 421 mais palavras

Amanhã, sábado, 27/08, 20 h, sobre Píva

Retransmito. Faz parte dos esforços pela Biblioteca de Roberto Piva

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Informa Gabriel da editora Córrego:

www.catarse.me/bibliotecarobertopiva Caros amigos, quero convidar todos para a festa La Garçonière, 5a. Edição, neste sábado, no Estúdio Lâmina. Vamos lançar uma plaquete (com tiragem de 100 exemplares) com material inédito do Piva, que decidimos intitular “Carta aos alunos”. A plaquete será carimbada com alguns carimbos que o Piva usava, no final da vida, para autografar seus livros. Divulgo uma delas, que mostra a imagem do gavião-de-penacho.

Estudio Lâmina: Avenida São João, 108 – naque prédio incrível de 1920, por aí, ou antes. Escrevi breve prefácio relatando gênese do texto que está na plaquete. Lerei algo do Piva.

Estréia o documentário “A propósito de Willer”

A propósito de Willer

De Priscyla Bettim e Renato Coelho

Onde e quando: no Festival Internacional de Curtas de São Paulo (Curta Kinoforum), no Panorama Paulista 1, junto com Ocidente / West, filme da Flora Dias. Dia 25 de agosto, quinta feira, às 21h, no Museu da Imagem e do Som – MIS SP; dia 26 de agosto, sexta feira, às 19h, no Espaço Itau De Cinema – Augusta.

Filmagens foram em julho / agosto do ano passado. E assim a filmografia da minha poesia cresce, significativamente.

Minha expectativa sobre essa estréia é, evidentemente, enorme. A seguir, a ficha técnica do filme:

“A propósito de Willer” / “Regarding Claudio Willer”

Super-8mm/8mm, 18’06”, PB/Cor, Documentário/Experimental

São Paulo, Brasil, 2016. Classificação Livre

Realização: Priscyla Bettim e Renato Coelho

Montagem: Caio Lazaneo, Priscyla Bettim e Renato Coelho

Edição de Som: Raphael Lupo

Com: Claudio Willer e Priscyla Bettim

Produtoras: Cinediário e Cuca da Onça

Sinopse: Uma ode ao universo poético de Claudio Willer.

Sinopse longa: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Biografia dos diretores:

Priscyla Bettim é cineasta e pesquisadora. Nasceu na cidade de Rio Claro, em 1986. Vive e trabalha em São Paulo.

Renato Coelho é cineasta, pesquisador e professor de cinema. Realizou curtas-metragens como “O cinema segundo Luiz Rô” (2013), “Trem” (2015) e “A propósito de Willer” (2016), entre outros. Nasceu e vive na cidade São Paulo.

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Sobre Federico García Lorca por ocasião de mais uma efeméride, mais um 19 de agosto para lembrar seu assassinato em 1936

Homenagem a Frederico Garcia Lorca Flávio de Carvalho IMG_9147

Resolvi ilustrar com a escultura de Flávio de Carvalho homenageando-o, assim reunindo dois personagens notáveis – aquela mesma escultura depredada por fascistas brasileiros por volta de 1968, que ganhou de volta seu lugar na Praça das Guianas. Participei de manifestações pela recuperação da estátua, além de haver organizado homenagens a Lorca e publicado algo sobre sua vida e sua poesia.

Nunca esquecerei o susto que me provocou a descoberta do Poeta em Nova York – em 1961 ou 1962, eu estava em Poços de Caldas e fazia calor, havia comprado a edição da Losada. Poemas meus do período permanecerão engavetados, pois são epigonais, decalques do que havia lido. Quem me chamou a atenção para o Lorca de Poeta em Nova York foi, evidentemente, Roberto Piva – dizia passagens de cor, reunia amigos para leituras em voz alta, as marcas do Poeta em Nova York são evidentes em Paranóia e já escrevi a respeito.

Desta vez, reapresento o texto de uma palestra de 1998, que agora publico neste valioso Academia.edu. Este:

https://www.academia.edu/27896139/GARC%C3%8DA_LORCA_POETA_E_PERSONAGEM

Foi uma palestra que gostei de dar. Havia organizado um ciclo sobre Lorca na Biblioteca Mário de Andrade. Os espanhóis do Colégio Cervantes foram lá, gostaram do que eu disse e convidaram para seus “actos” por ocasião do centenário do poeta. Falei durante uma hora, sem parar. Sei que está algo desatualizada, que há mais desde Ian Gibson. Retomarei.

Saiu ‘Um novo continente – Poesia e surrealismo na América’ de Floriano Martins

2015 Um novo continente [Capa 1]A

Desde a década de 1990, Floriano Martins vem publicando coletâneas de e sobre poetas surrealistas deste nosso continente. Um trabalho que foi crescendo, resultou em uma edição na Costa Rica e outra na Venezuela de Un nuevo continente, versões consideravelmente ampliadas de algo já publicado no Brasil (O começo da busca, Escrituras, 2001). Como podem ver pelo índice reproduzido a seguir (junto com a apresentação por Marco Lucchesi), esta é a edição definitiva; a mais completa e, sem dúvida, mais substanciosa de uma enorme produção que precisa, urgentemente, ser lida, divulgada e estudada entre nós. Diria que a bibliografia brasileira sobre surrealismo dá um salto – qualitativo e quantitativo.

Observem que o livro tem que ser encomendado. Do jeito como está isso que, eufemisticamente, pode ser chamado de “mercado editorial” no Brasil, cada vez mais me parece ser o caminho para que tenhamos acesso à informação. O trabalho editorial de Floriano Martins, inseparável da sua produção como poeta, artista visual, ensaísta e tradutor, tornou possíveis preciosidades – através de seu selo ARC ou em parcerias com a Sol Negro e Nephelibata – que tive ocasião de comentar aqui, neste blog. Incluem Aldo Pellegrini, Hans Arp, Vicente Huidobro e muito mais.

Vejam:

FLORIANO MARTINS | Um novo continente – Poesia e surrealismo na América

ARC Edições | Ceará, 2016

Capa, fotografias & vinhetas © Floriano Martins

Traduções © Allan Vidigal (inglês), Eclair Antonio Almeida Filho (francês), Floriano Martins (espanhol), Márcio Simões (inglês), Milene Moraes (francês)

Revisão & projeto gráfico © Floriano Martins & Márcio Simões

Orelhas © Marco Lucchesi

Posfácio © Leontino Filho

Desenho de FM ficha técnica © Fátima Lodo Andrade da Silva

Desenho de FM orelha 1 © Adriel Contieri

Brochura, 560 pgs | Formato 14×21 cm | Peso 810 gm

R$ 100,00 (frete nacional simples incluso)

Brinde de lançamento: Circo Cyclame (teatro automático), de Zuca Sardan & Floriano Martins | ARC Edições | Ceará, 2016 | Participação especial (posfácio-entrevista) © Kazimir Pierre | Desenhos © Zuca Sardan | Capa, colagens, vinhetas & projeto gráfico © Floriano Martins

UM NOVO CONTINENTE

Poesia e Surrealismo na América

Celebração da memória: Notas de acesso

Capítulo 1: Diário de bordo

◊ Primeiras visões: América Latina & Caribe

◊ Visões do exílio: Estados Unidos

◊ Visões da névoa: Brasil

Capítulo 2: Cartografia da inquietude

◊ Labirintos incessantes [enquete]

Afonso Henriques Neto ● Alex Januário ● Alexandre Fatta ● Allan Graubard ● Armando Romero ● Carlos Bedoya ● Carlos M. Luis ● Claudio Willer ● David Nadeau ● Emilio Andrés Padilla Pacheco ● Enrique de Santiago ● Fernando Palenzuela ● Franklin Fernández ● Gabriela Trujillo ● J. Karl Bogartte ● Jorge Valdés Ramos ● Juan Calzadilla ● Ludwig Zeller ● Luis Fernando Cuartas ● Marcus Salgado ● María Meleck Vivanco ● Nelson de Paula ● Oscar Jairo González Hernández ● Pedro Arturo Estrada ● Philip Daughtry ● Raquel Jodorowsky ● Roberto Piva ● Rodrigo Hernández Piceros ● Rodrigo Verdugo Pizarro ● Rubens Zárate ● Thomas Rain Crowe ● Viviane de Santana Paulo ● Zuca Sardan

◊ Caravana de relâmpagos [depoimentos]

Claude Gauvreau por Ray Ellenwood ● Conde de Lautréamont por Juan José Ceselli ● Enrique Molina por Armando Romero ● Eugenio Granell por Carlos M. Luis e Susana Wald ● Freddy Gatón Arce por Manuel Mora Serrano ● Jorge Cáceres por Enrique de Santiago ● Jorge Camacho por Carlos M. Luis ● Juan Antonio Vasco por Rodolfo Alonso ● Juan Sánchez Peláez por César Seco ● Laurence Weisberg por Beatriz Hausner ● Manuel Scorza por Hildebrando Pérez Grande ● Philip Lamantia por Neeli Cherkovski ● Roberto Piva por Floriano Martins ● Yvan Goll por Nan Watkins

◊ A vida imaginária do surrealismo [entrevistas]

Allan Graubard (Estados Unidos) ● André Lamarre (Canadá) ● Armando Romero (Colômbia) ● Beatriz Hausner (Canadá) ● Carlos M. Luis (Cuba) ● Claudio Willer (Brasil) ● Enrique Gómez-Correa (Chile) ● Ernest Pepín (Martinica) ● Leila Ferraz (Brasil) ● Ludwig Zeller & Susana Wald (Chile) ● Manuel Mora Serrano (República Dominicana) ● Sergio Lima (Brasil) ● Thomas Rain Crowe (Estados Unidos) ● Zuca Sardan (Brasil)

 Capítulo 3: Vanguarda clandestina

◊ Vértices magnéticos do horizonte

Jotamario Arbeláez: Colômbia e Nadaísmo ● Juan Calzadilla: Venezuela e El techo de la ballena ● Margaret Randall: México, Estados Unidos e El corno emplumado ● Miguel Grinberg: Argentina e Eco contemporáneo

◊ Celebração da memória: Últimas pistas

Posfácio

◊ Aventuras da poesia no tempo: o inteiro continente revelado, por R. Leontino Filho

“Floriano Martins escreveu um livro de rara probidade intelectual. Diante de um repertório vasto, difícil e inacabado, elaborou uma articulação ousada e bem sucedida entre partes consideradas dispersas e intrafegáveis. Enfrentou a princípio – e com galhardia – uma nuvem de ideias em contínua migração. O primeiro passo foi dado com O começo da busca, que era um livro sem aduanas ideológicas ou embargos culturais. Era o anteprojeto de uma ousada cartografia. Não a que se faz dentro de um cômodo gabinete, de censuráveis a prioris e de outras imposturas intelectuais, conceitos que mal se adequam a uma geografia porosa, vibrátil, em que as ilhas distantes, porventura, podem formar um arquipélago inesperado, partindo-se de um insight, ou de uma atenção polifônica, nas camadas mais profundas da harmonia. O mapeamento de Floriano está para Borges e Calvino. Preciso e marcado de potencialidades. Atento a percursos mal visitados, como quando aborda certas formas clandestinas do Surrealismo, que não tomam parte sequer de um proto-cânone. Floriano está no microcentro de Buenos Aires e entre os Mapuches do Chile, interage com os poetas do México e com os de Cuba, com uma desenvoltura, uma atenção, um respeito que hoje anda quase perdido. O seu gabinete fica – como dizia Antonio Carlos Villaça – entre a estante e a rua, a escuta precisa e a polêmica aguda, provocadora, nunca próxima da gratuidade, a serviço de mais oxigênio e coragem.

Aplaudo sobremodo a arquitetura deste livro e a forma pela qual os capítulos crescem, à medida que avançamos, como se formassem uma afortunada espiral. A selva bibliográfica diz tudo: uma riqueza sem proporção, atenta às grandes linhas dos temas consagrados, bem como aos mais diversos e interessantes aspectos capilares. Floriano atinge a dimensão quase impenetrável do presente, de antenas abertas aos folhetos de vida breve e a uma zona viscosa e variável do que se costumou definir como sendo a blogosfera. E nem por isso abandona a diacronia, e nem se perde tampouco em concepções historicistas, em detrimento de uma historiografia forte.

Tenho Floriano Martins como um dos nomes cruciais para a compreensão das culturas da assim chamada América Latina – e não estou só nesta quadra. Poucos no continente possuem hoje um trânsito físico e mental como o dele, para todas as latitudes deste nosso velho Mundo Novo. Sua aventura espiritual bebe na fonte de um José Martí e sonha uma integração poética mais profunda e marcada pelo estatuto da emancipação. E, afinal, será preciso sublinhar que este livro foi escrito por um poeta de marca, um ensaísta vigoroso e um artista plástico que não separa a instância crítica da própria criação?

[Marco Lucchesi]

Este livro é uma espécie de fruto múltiplo de várias árvores. Seus ramos são diversos o suficiente para destacar o radical de mestiçagem que o define. Nasce de um breve texto escrito em 1994, quando ensaiei uma primeira e tímida aproximação do Surrealismo na América Latina. Desde então já me incomodava o fato de que o Surrealismo em nosso continente era visto – aceito ou rejeitado – como se houvera simplesmente saído das páginas dos manifestos redigidos por Breton. Tal embaraço acabou por dificultar a percepção do raio de atuação das vanguardas eclodidas no continente – em momentos distintos não por sintoma tardio, mas sim porque frutos de questionamentos culturais pertinentes a cada país –, notadamente aquelas que mantiveram relações estreitas com o Surrealismo.

[Floriano Martins]

Pedidos para o território nacional através de e-mail a

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informando endereço completo para remessa de exemplar e anexando confirmação de depósito no valor de R$ 100,00 (cem reais) em favor de

FLORIANO BENEVIDES JÚNIOR • Banco BRADESCO

Agência 3456-8 • Conta corrente 17920-5 • CPF 169.613.313-00

Exemplar do livro (+ brinde) será postado de imediato, através de frete simples já incluído no valor da aquisição.

Pedidos para o exterior, favor entrar em contato com a editora

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reservando exemplar e solicitando maiores informações.

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O Portal Marcos Faerman, finalmente pronto e disponível

O lançamento será na próxima quarta feira, dia 17 de agosto, no Teatro Gazeta, Avenida Paulista 900, às 19 h. Tem reprodução de suas reportagens, informação biográfica, depoimentos, artigos e muito mais informação relevante. Algo bonito para ser visto. Realização de um projeto ao qual sua filha, Laura Faerman, se dedicou intensamente desde 2013. Teve colaboradores (inclusive eu) . O convite:

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Foram três amigos especiais, aos quais sou reconhecido: o poeta Roberto Piva (veja o post precedente), o editor Massao Ohno e o jornalista Marcos Faerman. Tenho tido a ocasião de me manifestar publicamente sobre eles. O portal traz textos meus sobre o valor literário e outras de suas qualidades. Participo do vídeo que será exibido na ocasião.

Já havia publicado sobre Faerman aqui, ao iniciar-se o projeto:

https://claudiowiller.wordpress.com/2013/06/09/marcos-faerman-1944-1999/

É pouco, merece mais. Pela contribuição cultural, pela qualidade humana.

 

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