UM NOVO CURSO: OS VISIONÁRIOS – POETAS MÍSTICOS, GNÓSTICOS, REBELDES

Pode ser uma imagem de ‎texto que diz "‎Curso on line (via Zoom): "OS VISIONÁRIOS: POETAS MÍSTICOS & GNÓSTICOS", COM CLAUDIO WILLER Segundas, das 20 às 22 horas De1 27 de setembro de 2021 Informações em: ht:u DNE 多 س‎"‎

Após os ótimos resultados dos cursos ‘on line’ sobre Rimbaud, Piva, surrealismo e geração Beat, agora será a vez das relações entre poetas e rebeliões religiosas. Dando prosseguimento ao que já publiquei e examinei em palestras e cursos, tratarei de tópicos como estes:

O que é misticismo? E gnosticismo? Como pode ser associados? Como se projetam na criação poética?

Quais são as principais polêmicas associadas ao gnosticismo? E à sua relação co0m a criação literária?

Rebeliões fundadas em categorias religiosas: isso ainda existe? Aplica-se a quais poetas? De que modo?

É apropriado chamar Baudelaire de místico? E de gnóstico?

Walt Whitman foi um poeta gnóstico? De que espécie, sob quais aspectos?

O que pode ser acrescentado ao capítulo das relações entre William Blake e o gnosticismo?

Quais foram os principais poetas brasileiros do século XX que poderiam ser associados ao gnosticismo?

O que foi o Espírito Livre? Essa doutrina encontra expressão em poetas modernos?

“Místico em estado selvagem”: o que há de verdadeiro ou correto nesta caracterização de Rimbaud por Paul Claudel?

O que é poética das antinomias? E teologia negativa? Quais os melhores exemplos dessas categorias?

MAIS INFORMAÇÕES:

Os visionários:
poetas místicos, gnósticos & rebeldes

Inscrições abertas

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Informações gerais

Carga horária: 6h (3 encontros de 2h)

Segundas-feiras

dias 13, 20 e 27 de Setembro 

Horário: das 20h às 22h

On-line, ao vivo, via Zoom

R$150,00 à vista,

ou em até 10x pelo pagseguro

Clique no botão abaixo e faça o pagamento via PagSeguro. Depois envie seu comprovante para willer.cursos@gmail.com e aguarde nosso contato com direcionamentos.Comprar

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Agradeço pelo comparecimento e divulgação.

SEGREDOS DA GERAÇÃO BEAT: UM NOVO CURSO

Ginsberg e Kerouac

Nos cursos e palestras que tenho apresentado, não me repito. Procuro trazer novidades. Especialmente com relação à Geração Beat, assunto de que já tratei em dois livros, nas traduções de Allen Ginsberg e Kerouac, em artigos e entrevistas.

Inscritos conhecerão detalhes relevantes e significativos: Por exemplo: qual disco de qual intérprete Ginsberg pôs para tocar quando soube que ia morrer? Por quê? Qual o sentido político dessa escolha? Terão meios para enriquecer a leitura, através do exame de algumas obras seminais. Mostrarei quais são os motivos para considerar Doctor Sax e Vanity of Duluoz de Kerouac obras primas. Apresentarei alguns roteiros de leitura de On the Road, como obra polifônica que uma quantidade de críticos bitolados não entendeu. A propósito, quantas vezes o próprio Kerouac reescreveu On the Road? Quantas mentiras ele contou sobre o processo de criação dessa obra? (Kerouac foi um gênio literário compulsivamente mentiroso).

E William Burroughs? Afinal, quais de suas obras escreveu sozinho ou coletivamente? E a presença anárquica e perturbadora de Gregory Corso, menino de rua, delinquente e presidiário antes de projetar-se como poeta?

Estes e outros tópicos farão parte do curso. O ciclo de três apresentações terá um sentido de resistência cultural, como gênese de uma contracultura, de um movimento pela liberdade, oferecendo argumentos e, quem sabe, instrumentos para fazer frente ao surto de obscurantismo que, por enquanto, somos obrigados a presenciar. 

Todas as informações sobre o curso, aqui:

https://www.facebook.com/cursoswiller/posts/803090777022551?notif_id=1624387016956587&notif_t=page_share&ref=notif

Carga horária: 6h (3 encontros de 2h). Assim como os cursos anteriores, às segundas-feiras: dias 12, 19 e 26 de julho. Horário: das 20h às 22hOn-line, ao vivo, via ZoomPreço: R$ 150,00 (à vista ou em até 10X, sempre pelo PagSeguro)

Informações e inscrições pelo link ou pelo QR Code do banner: https://willercursos.wixsite.com/willer

Em homenagem

Maninha Cavalcante: 21 de dezembro de 1940 – 18 de abril de 2021

As ilustrações:

Retrato. Não me lembrava. Deve ser de uma série pela fotógrafa Linda Conde, por volta de 1970.

Minha foto predileta de nós dois, 1966, ateliê dela na R. Barata Ribeiro. Quem tirou? Regastein Rocha, Irco, outro amigo? não lembro.

Quadro, enviado por Roberto Bicelli.

Uma das ilustrações da edição de 1970 de Os Cantos de Maldoror.

Capa do livro de poesias Areal de Thereza Christina Rocque da Motta, década de 1980.

Ainda postarei mais da obra da obra dela.

MANINHA CAVALCANTE: 21 DE DEZEMBRO DE 1945, 18 DE ABRIL DE 2021.

Décadas de convivência.

Câncer. Muito bem assistida, nos últimos anos, pelo convênio Einstein Unibes.

A seguir, algo sobre a obra dela.

http://www.jornaldepoesia.jor.br/agmaninha7.htm

Um novo curso de surrealismo

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "Sa Percorrendo o Surrealismo, com Claudio Willer"

Em acréscimo ao texto de apresentação a seguir, só para dizer que pretendo mostrar NOVIDADES (detesto me repetir) com relação ao que já disse ou publiquei. Com a plataforma Zoom (seja lá o que for isso) poderá haver uma presença maior de imagens visuais. Será como se eu estivesse operando pelo Datashow (Breton, que expressava restrições à tecnologia – ele e Éluard chegaram a assinar um manifesto contra o cinema falado… – ergueria o sobrecenho) (ah, sim… ! também tratarei desse tema inesgotável, o cinema… – faremos todos cara de cinéfilos) (mas falarei principalmente sobre imaginação, magia, a ruptura de fronteiras) (e poesia, claro…!). Bebé Cadum (que está neste cartaz de apresentação) também comparecerá. O Carteiro Cheval virá.

O TEXTO DE APRESENAÇÃO – agradeço fazerem que circule:

NOVO CURSO: “Percorrendo o surrealismo”, com Claudio Willer “Imaginação, acaso, maravilhoso, visões, o poético.Em um curso de surrealismo em 2012, no Museu da Língua Portuguesa, após examinarmos o Peixe Solúvel de André Breton, sugeri aos participantes que percorressem o Jardim da Luz, em frente do Museu, e procurassem peixe solúvel. Alguns acharam – não o peixe, é claro, porém corporificações de imagens dessa obra. Em outra ocasião, em um curso na Unicamp em 1914, organizei uma visita guiada a uma exposição sobre Frida Kahlo e as conexões entre mulheres surrealistas no México, no Museu Tomie Ohtake; e fomos examinar a adjacente Barão Geraldo, em busca de surrealismo. Em 2014, após percorrer – por imagens – o Castelo das Maravilhas do Carteiro Cheval e paramos na Vila Itororó, sugeri que participantes achassem construções surrealistas em São Paulo – o poeta Gonçalves imediatamente achou uma, dessas pelas quais você passa sem reparar. Assunto não falta. Há tantas outras descobertas, que correspondem a ampliações da percepção. Na metrópole (‘o verdadeiro rosto da metrópole é surrealista’, disse Walter Benjamin), na produção visual, na poesia (em primeira instância), na vida. Em nuvens, em paredes escalavradas. No cinema, sem dúvida. O surrealismo nasceu em um hospício. Relatarei. E na descoberta de produções simbólicas como a da Melanésia, entre outros ‘primitivos’. Na ruptura dos cânones e convenções. Consolidou-se nas experiências do acaso objetivo. Na magia. Na deambulação ao acaso. Sabem o que aconteceu na esquina da Alameda Eduardo Prado e Avenida Rio Branco? Relatarei descobertas e momentos marcantes do surrealismo. Adicionarei algo aos cursos já apresentados e a artigos já publicados. Com os recursos audiovisuais possibilitados pelo modo on-line, percorreremos lugares e obras. Faremos novas descobertas.”

PERCORRENDO O SURREALISMO, com Claudio WillerCurso em três sessões de 2 horas cada Às segundas-feiras, de 15 a 29/03/2021.Das 20 às 22 horas Via Zoom CENTO E CINQUENTA REAIS em até 10x via PagSeguro. INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES PELO LINK https://willercursos.wixsite.com/willer/cursos

LAWRENCE FERLINGHETTI,

Teria havido Beat Generation sem Ferlinghetti? Acho que sim, mas demoraria um pouco mais. O desassombro ao publicar Howl and other poems de Ginsberg, encarando o subsequente processo, é histórico. City Lights já existia há alguns anos. Entre seus primeiros títulos, coletâneas de Antonin Artaud e Jacques Prévert. Atualizou. Sabia onde queria chegar.

Matéria do NY Times, com uma foto rara.

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Mr. Ferlinghetti, standing, in 1957 at a poetry reading. He was a prolific writer of wide talents and interests whose work evaded easy definition.

Quando traduzi Ginsberg – 1982/83, ele vivia um drama: continuar na City Lights, manter-se fiel a Ferlinghetti, ou passar para a Harper & Collins e mudar de escala, para finalmente manter-se com a venda de livros.

Cadê imagem do evento de 100 anos de Ferlinghetti na Livraria Travessa, outubro de 2019? Quando li aquele incrível poema sobre os velhos italianos. Achar e postar aqui.

Vou publicar mais sobre ele. por enquanto, a sinopse biográfica que está em meu Geração Beat (onde é citado e comentado em inúmeras outras passagens) (a matéria do NY Times acima tem mais) (eu tgeria mais – voltarei ao assunto)

Lawrence Ferlinghetti nasceu em Nova York a 24 de março de 1919.[1] Filho de um imigrante italiano, foi criado por uma tia francesa. Passou seus primeiros cinco anos de vida em Strasbourg, França: outro bilíngüe na beat. Antes de servir no exército, foi jornalista esportivo e pescador; já publicava contos. Na Segunda Guerra participou, como oficial na marinha, da invasão da Normandia em 1944, e, em 1945, chegou a Nagasaki seis semanas depois da explosão da bomba atômica, o que consolidou suas convicções pacifistas. Com uma bolsa para veteranos de guerra, graduou-se e fez mestrado em Columbia, e doutorou-se em literatura na Sorbonne, antes de estabelecer-se em San Francisco em 1953. Atuou como ponte entre a literatura americana e francesa,[2] surrealismo inclusive. Tanto é que entre os primeiros títulos da City Lights estavam coletâneas de textos de Antonin Artaud e Jacques Prévert. É autor de A Coney Island of the Mind, Um Parque de Diversões da Cabeça,[3] outro livro de poesia que já vendeu milhões de exemplares; a reunião de poesias Endless Life, Vida Sem Fim;[4] The Secret Meaning of Things, O Significado Secreto das Coisas; a prosa poética de Her (Dela), textos políticos como Tirannus Nix? e tantos outros. Também é pintor. Sempre esteve presente no front político, incluindo suas viagens a Cuba em 1960, à Nicarágua sandinista nos anos 1980 e, mais recentemente, em apoio aos zapatistas mexicanos.


[1] Até a preparação deste livro, continua vivo.

[2] Conforme mostra Christopher Sawyer-Lauçanno no já citado Escritores Americanos em Paris, 1944-1960.

[3] Ferlinghetti, Um Parque de Diversões da Cabeça, tradução de Eduardo Bueno e Leonardo Fróes, L&PM Pocket, 2007 (reedição, já lançada em 1984)

[4] Ferlinghetti, Vida Sem Fim, tradução Nelson Ascher, Paulo Leminski, Marcos A. P. Ribeiro, Paulo Henriques Britto, Brasiliense, 1984.

Alguns links, com registros de participações: palestras, entrevistas etc.

Algo recente, disponível no meio digital.

  1. A entrevista para Eletrografia, recente, extensa e detalhada, disponível no Youtube – se quiserem saber, acho um belo trabalho de Anderson e Eliakim:
Eletrografia #9 - Claudio Willer

O link da entrevista é este: https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR3kVDHySUQtovtzo8Tp0-BsRuRRfD7hgFWEBvkroZNJH2uvZLuo9gYOobI&v=aUTUUrg8dvs&feature=youtu.be

2. Palestra sobre Alfred Jarry, Patafísica, Ubu (atualíssimo!), Doutor Faustroll, pela Cia. Corpos Nômades / João Andreazzi:

PALESTRA SOBRE ALFRED JARRY, com Claudio Willer e Cia. Corpos NÔmades.

Ou https://www.youtube.com/watch?v=Smv28HNEgm4&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1MpaQctYkhtBs712zTRWqpCyfTBT5aO2QY1PROFQx6vNIu-_KFTq9qvXQ (sei lá, me confundo…)

3. Minha palestra / entrevista sobre William Blake e gnosticismo:

William Blake e o gnosticismo

Abre no link ou como se fosse um link? Espero que sim.

4. Ah, e teve mais…! O Satyrianas, com tutti quanti, coordenados pela Renata D’Elia: https://www.facebook.com/ossatyros/videos/1512767918921545

(que horror, aparecer na tela acendendo cigarro… em plenos 80 anos… acho que às vezes sou irresponsável… não sigam meu exemplo, só minhas ideias)

HOUVE MAIS. O curso sobre Roberto Piva. O curso sobre Rimbaud. Mas estes, pagos, PRODUÇÃO DA “WILLER CURSOS” (ativos Renata, Eliakim, Ikaro), foram reservados para quem se inscreveu. Três exuberantes sessões, cada um, e sobrou assunto. Impressão de que, nos últimos dois meses, não tirei a cara da frente desta tela. HAVERÁ MAIS. Agradeço sugestões.

“TRÊS VEZES PIVA”, um novo curso

Informam meus colaboradores de Willer Cursos:

NOVO CICLO ONLINE – “TRÊS VEZES PIVA”, com Claudio Willer

Amigos por mais de 50 anos e cúmplices de uma criação poética marcada tanto pela Paulicéia Desvairada quanto pela comunhão com a natureza, os poetas Roberto Piva e Claudio Willer compartilharam uma visão de mundo influenciada pelas tradições mais rebeldes da poesia mundial. Em comum, a mesma reivindicação: a não separação entre poesia e vida, entre erudição e rua.

Marginalizado por décadas por suas ousadias, dicção transgressiva e irreverente, Piva acabou tornando-se, dez anos após sua morte e 57 anos após a estreia em livro com Paranoia, um poeta de especial prestígio entre os que integraram sua geração – aquela dos “Novíssimos” da década de 1960.

Nada mais oportuno do que o próprio Claudio Willer compartilhando o seu olhar sobre Piva neste ciclo de palestras ONLINE!

QUANDO: às quintas-feiras, de 26/11 a 10/12, das 20 às 22 horas (três encontros de 2 horas).

ONDE: Ao vivo no Google Meets

Preço: R$150,00 (Cento e Cinquenta Reais) somente via PagSeguro, à vista ou em até 18X no cartão.

​Inscrições até 24/11! Garanta já sua vaga!

PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CICLO & PAGAMENTO: acesse o site! https://willercursos.wixsite.com/willer

Três sessões, com a duração de duas horas cada, incluindo o exame dos três volumes das obras reunidas pela Globo Livros, lançadas entre 2005 e 2008 – Um Estrangeiro na Legião, Mala na Mão & Asas Pretas, Estranhos Sinais de Saturno, além de publicações mais recentes, como a biografia-reportagem Os dentes da memória, a coletânea de entrevistas Encontros: Roberto Piva lançadas pela Azougue, o volume Antropofagias e outros escritos, pela Córrego / Biblioteca Roberto Piva, e o ainda inédito Corações de Hot-Dog. E a contribuição do que já foi escrito sobre ele: as 21 teses e dissertações – conforme o levantamento na página de internet da Biblioteca Roberto Piva – além de uma quantidade de ensaios e de uma filmografia, composta por documentários, mais a videografia e registros acústicos.

Marginalizado por décadas por suas ousadias, dicção transgressiva e irreverente, Piva acabou tornando-se, dez anos após sua morte e 57 anos após a estreia em livro com Paranoia, um poeta de especial prestígio entre os que integraram sua geração –dos “Novíssimos” da década de 1960. Comprovam-no, além da bibliografia sobre ele, seus leitores, incluindo poetas mais recentes em cuja obra se percebem os traços ou marcas dessa leitura.

Classifica-lo como “delirante”, “louco” ou “alucinado”, sendo procedente, também pode ser simplificador. Principalmente, ao deixar em segundo plano a amplidão de sua cultura e sua condição de entusiástico poeta-leitor.

Além de haver sido amigo e interlocutor de Piva, e de haver participado das bancas de pelo menos metade dessas teses e dissertações, e de constar da bibliografia de todas elas, publiquei vários artigos – alguns deles estão na página de internet Academia.edu. Pretendo, nesta série de palestras, ir além, adicionar ao que já foi dito sobre o autor de Paranoia. Com relação a esse livro, tratar da extraordinária contribuição do artista plástico Wesley Duke Lee, que o ilustrou com fotografias, cujo valor cresce com o tempo.

Esta foto NÃO é de Arthur Rimbaud

Que coisa. Postagem percorreu o mundo digital. Foi acolhida por páginas de internet de qualidade.

Mas não. De jeito nenhum. A foto documenta a derrubada do obelisco da Plâce Vendôme pelos insurretos da Comuna de Paris. E isso aconteceu a 16 de maio de 1871. A famosa “Carta do Vidente” de Rimbaud, a Paul Demeny, é de 15 de maio de 1871. Escrita em Charleville. Há outra carta de Rimbaud a Demeny, também em Charleville, de 14 de maio.

Então, de duas uma: ou Rimbaud estava em Charleville, ou em Paris.

Conforme a biografia ou sinopse biográfica, Rimbaud esteve ou teria estado na Comuna de Paris, na caserna de Baylone, mas no final de abril daquele ano. Por alguma razão, desistiu da Comuna, evadiu-se. Atravessou linhas inimigas – o cerco do exército alemão – a pé e conseguiu chegar a Charleville no começo de maio. Segundo Marasso e Petitfils, o poema “Coeur volé” (Coração roubado ou Coração logrado conforme a tradução) expressaria sua decepção com essa experiência de participação direta.

Outra coisa: a foto famosa, de Étienne Carjat (ilustra meu post precedente), é de outubro de 1871. Se as duas fotos fossem dele, teria rejuvenescido.

O Curso Rimbaud

“E à aurora, armados de ardente paciência, entraremos nas cidades esplêndidas”

VISÕES DE RIMBAUD: UM GUIA PARA A LEITURA

Terá sido Arthur Rimbaud o poeta do final do século 19 que exerceu maior influência na contemporaneidade? Por que? Sem deixar de lado sua biografia e sua lenda, o curso abordará a revolucionária poesia em prosa de “Uma Temporada no Inferno e “Iluminações”, além de toda a sua obra em versos.

Inscrições abertas até 16/10/2020

Informações gerais: ​Carga horária: 6h (3 encontros de 2h). Às terças-feiras, de 20/10/2020 até 03/11/2020. Horário: das 20h às 22h. Ao vivo, pelo Google Meets. Por R$150,00 (em até 12 vezes pelo pagseguro).

Através de https://pag.ae/7WtVqrDB7

Em detalhe:

Pague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Envie seu comprovante de pagamento para o e-mail:  willer.cursos@gmail.com

Do que tratará o curso?

Respostas possíveis estão nessas observações do notável prosador francês Julien Gracq:

“Em lugar de ver no sentimento poético o resíduo, em meio a uma sociedade submetida às normas da razão, de uma maneira de viver e de sentir condenada, objeto de discretos suspiros e piedosos lamentos, Rimbaud o invoca ao contrário como um pressentimento, uma solicitação veemente de ser preciso “mudar a vida” para levá-la à altura da lancinante revelação. De lamentação nostálgica e lamento estéril, a poesia para ele e através dele se torna o selo de uma promessa, chamado, grito de convocação, incitação à mobilização dos novos homens que se põem em marcha.”

Gracq ilustra, com algumas de suas frases fulminantes, expressões de um pensamento utópico e visionário, convocações ou anunciações da realização da poesia:

É mais que certo, é oráculo o que digo. … Eis o tempo dos Assassinos ….

Um toque de teu dedo no tambor liberta todos os sons e começa a nova harmonia.

Quando iremos afinal, além das praias e dos montes, saudar o nascimento do trabalho novo, da nova sabedoria, a fuga dos tiranos e demônios, o fim da superstição, para adorar – os primeiros! – o Natal na terra! O canto dos céus, a marcha dos povos!

… e então me será lícito possuir a verdade em uma alma e um corpo.

É a vigília, contudo. Acolhamos todos os influxos de vigor e de autêntica ternura. E à aurora, armados de ardente paciência, entraremos nas cidades esplêndidas.

VISÕES DE RIMBAUD: UM GUIA PARA A LEITURA incluirá reflexões sobre outras das frases que chamo de “fulminantes”, como “É preciso ser absolutamente moderno”, “Na Grécia, já o disse, versos e liras ritmam a Ação”. E, principalmente, “O EU é um outro” e “Eu digo que é preciso ser vidente, se fazer vidente. O poeta se faz vidente por um longo, imenso e pensado desregramento de todos os sentidos.” Será examinado o conjunto da sua obra; a produção poética em versos, a revolucionária poesia em prosa de Uma temporada no inferno e Iluminações, e sua marginalia, precursora, como o Álbum Zútico e Os Stupra, publicados apenas em 1942. Isso, sem deixar de lado a biografia, o modo como se constituiu em lenda para todos os que saíram de casa depois que o leram, além dos místicos, dos adeptos da alquimia, dos formalistas, dos surrealistas e dos experimentalistas.

Poemas serão projetados na tela ao serem comentados. Participantes receberão resumo de cada aula, e poderão encaminhar perguntas e comentários por e-mail.