Meus livros na “Homenagem a Claudio Willer”

Lembrando: nesta generosa homenagem que Rubens Jardim preparou na livraria e bar Patuá com a participação ativa de leitores meus – nesta terça feira, dia 25, à Rua Luis Murat, 40- V.Madalena, a partir das 19h30 – estarão á disposição exemplares de A verdadeira história do século 20 (Córrego, 2016) e Estranhas experiências (Lamparina, 2004) em oferta promocional a R$ 25,00 o exemplar. E, ainda, os últimos exemplares disponíveis de Lautréamont: Os cantos de Maldoror, Poesias, Cartas (Iluminuras, nova edição de 2015) na venda também promocional a R$ 50,00 cada.

Motivo adicional para prestigiarem, acredito.

A ‘Homenagem a Claudio Willer’

Transcrevo a divulgação preparada pelo organizador, o poeta Rubens Jardim. Lerei poema – escolherei com carinho – e direi algo. Convidados lerão. Haverá livros meus à disposição do público, em oferta promocional. O Patuscada-Livraria & Café tornou-se um ponto de encontro importante de poetas e apreciadores de poesia.

INFORMA RUBENS JADIM, O RUBÃO: Um belo poema de Claudio Willer (Anotações de Viagem), poeta que será homenageado pelo Sarau Gente de Palavra Paulistano, dia 25 de julho, terça feira, a partir das 19h30, no Patuscada-Livraria & Café, Rua Luis Murat, 40- V.Madalena.

MEIO DIA

a Terra respira

formigas transitam por suas nervuras

arabescos de pássaros

pontuam o pausado discurso das nuvens

só existe o espaço

a paisagem lacustre

que agora cobre uma cidade submersa

e sem saber por que vim parar aqui

o que me trouxe a essa fronteira de lugares e sensações

entro n’água

a claridade me leva à deriva

flutuo no amplo

embebido no dia mais que morno

sei-me hóspede de quem tenho sido

(a superfície do lago

se desmancha no movimento dos círculos concêntricos)

 

Novo curso na Casa das Rosas: barroco e surrealismo

 

Onde: Na Casa das Rosas, à Avenida Paulista, 37

Quando: Ao longo da próxima semana, de terça a sexta feira – dias 11 a 14 de julho, das 19 às 21 h.

Aprecio desafios intelectuais. Começarei criticando designarem como “barroco” todo texto mais suntuoso, exuberante, não-linear, valendo-se de tudo o que a estilística e a retórica oferecem; e como “surrealista” tudo o que parecer obscuro, hermético, delirante, incompreensível. Argumentarei que imagem surrealista e metáfora barroca correspondem a poéticas e visões de mundo distintas. Observarei, porém, que correntes literárias e artísticas não são partidos políticos, organizações fechadas. E os barrocos, especialmente os maneiristas, também enlouquecem. Há autores nos quais surrealismo e barroco, metáfora e imagem, se tocam e confundem: pretexto para examinar poetas da minha especial predileção, como García Lorca e Jorge de Lima. Quem sabe, prosadores como Guimarães Rosa ou Campos de Carvalho? O manancial de bons autores hispano-americanos do século 20? Talvez uma nova tentativa de situar Herberto Helder? (ou não, quando trato de Helder começo a falar sem parar) Mas mostrarei como o próprio André Breton expressava-se em prosa de modo barroco. Aliás, Octavio Paz e Julien Gracq também achavam isso, ou algo parecido. Citarei a frase algo irônica do bom estudioso de surrealismo Carlos M. Luís: “Quando leio Breton, ouço Bossuet.” O curso é qualificado como oficina pela Casa das Rosas; por isso, faremos alguns exercícios de leitura – será divertido e instigante.

INFORMA A CASA DAS ROSAS:

CURSO BARROCO E SURREALISMO

Por Claudio Willer

11, 12, 13 e 14/7, terça, quarta, quinta e sexta-feira, às 19h

Carga horária: 8 horas. Inscrição do curso deve ser realizada presencialmente na Casa das Rosas. É necessário confirmar a inscrição frequentando a primeira aula do curso. Faltar na primeira aula implica o desligamento automático do aluno.

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Avenida Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do metrô. Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 10h às 18h. Convênio com o estacionamento Parkimetro: Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados). Telefone: (11) 3285-6986 | (11) 3288-9447 | http://www.casadasrosas.org.br

 

Lançamento dos poemas de Roberto Bicelli

O que é: Antes que eu me esqueça foi lançado em 1977, abrindo a coleção Feira de Poesia. Contudo, não se trata apenas de reedição, porém de um novo livro, preparado pela editora Córrego de Gabriel Kolyniak. Inclui uma quantidade de criações nestas quatro décadas. Prefácio de Claudio Willer (ou seja, meu) também ampliado com relação á edição original, comentando a produção subsequente. E um posfácio inédito de Raul Fiker. Projeto gráfico, novamente, do artista Guto Lacaz. O editor informa que o livro, no lançamento, custará R$ 30,00.

Quando: na próxima terça feira, dia 27 de junho, a partir das 19 h.

Onde: Tapera Taperá, livraria e espaço cultural localizado no segundo piso da Galeria Metrópole, Avenida São Luís 187, loja 29.

Cito, do prefácio:

Obra de reconquista do Eros, assume um compromisso claro e inequívoco. É, em primeira instância, mais um chamado, dentre tantos produzidos por esta arte da resistência e confronto, dirigida a todos os que “oblíquos / escalamos o engaste convulsivo da vida / avec amusement”.

Portanto, estaremos lá, para mais esta celebração.

Acaso objetivo: um relato meu

Decidi reblogar, pelo filme a respeito ora em cartaz

Claudio Willer

Roncador-1

Havia publicado o que vem a seguir entre os comentários a meu próprio post, aqui neste blog. Resolvi, agora, dar-lhe um espaço próprio. E convertê-lo, ao final, em exercício de leitura, ou de criação – não obstante ser tudo verdade. As demais histórias de acaso objetivo, em https://claudiowiller.wordpress.com/2012/05/25/acaso-objetivo/

(Em outra ocasião, anotei que sempre quis ser cronista.)

Julho de 1999.

Passava uma semana ou uns 10 dias em uma fazenda em Mato Grosso, convidado por um amigo, o cineasta João Callegaro. Perto de Xavantina e do Rio das Mortes, quase sopé da Serra do Roncador. Extensões do Centro-Oeste, horizontes luminosos e o perfil tão plástico e poderoso da serra. O Rio das Mortes, que beleza, água bem escura e limpa, atravessando mata virgem. Jacarés e tucunarés. Araras e ariranhas.

É uma terra de lendas e seitas. As famosas inscrições na pedra, os Martírios. Índios e colonos, convivendo – aparentemente, não…

Ver o post original 960 mais palavras

Minha postagem mais acessada no Facebook:

Foi a 13 de outubro de 2016. 685 reações, 242 compartilhamentos e  43 comentários, informa a rede social. Acompanhou-a este texto:

Lembrando que, após ler ‘On the Road’ de Jack Kerouac, o jovem Robert Zimmerman saiu de casa e adotou o nome de Bob Dylan (referência ao poeta galês). Literatura move. Aqui, a foto famosa, Ginsberg e Dylan no túmulo de Kerouac. Estamos em um mundo que dá voltas sobre si mesmo. Polêmicas não faltarão. .

Mais tarde no mesmo dia, declarei (para a Globonews) que poderiam ter dado o prêmio para Patti Smith. Obviamente sem saber disso, Dylan indicaria Patti para o representar na entrega do prêmio. Tarântula de Dylan é prosa poética kerouaquiana de excelente qualidade. Linha M de Patti é memorialística, também em prosa poética, primorosa.

E eu resolvi postar algo ameno, em face da sensação de haverem destampado, neste nosso país, uma enorme cloaca, ou de terem aberto a caixa de Pandora, ou qualquer outra metáfora que se ajuste ao momento presente.

LIVROS MEUS À VENDA, EM OFERTA

Exemplares da mais recente reedição do Lautréamont completo traduzido e organizado por mim, publicada pela Iluminuras – Os cantos de Maldoror , Poesias, Cartas, além de prefácio e outras informações – com uma redução significativa do preço: a R$ 50,00 o exemplar. ONDE: Na bilheteria do Espaço Cênico O Lugar,por ocasião das apresentações de Hotel Lautréamont – Os bruscos buracos do silêncio pela Cia. Corpos Nômades de João Andreazzi, todas as sextas feiras e sábados às 21h, domingos às 20h30,   à Rua Augusta 325,tel. 011-32373224. Sobre a encenação, mais em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?p=3388

 

Estranhas experiências, o livro de poesia lançado em 2004. Com 142 páginas, inclui poemas dos livros anteriores. Pode ser adquirido a R$ 15,00, frete incluído, em Loplop Livros de Alex Januário, diretamente em seu blog. O acesso à Loplop livros: http://loploplivros.blogspot.com.br/ Para quem mora na Zona Oeste de São Paulo, entrega a domicílio. Informações adicionais: Loplop livros edições loploplivros@gmail.com , Avenida Professor Alfonso Bovero 1119, sobreloja, Sumaré / Pompéia, São Paulo, CEP 05019-01, tel. (11) 3862-7268; ou Estante Virtual: https://www.estantevirtual.com.br/loploplivros/Claudio-Willer-Estranhas-Experiencias-363678877

 

A verdadeira história do século 20 é meu mais recente livro de poemas, lançado em 2016 pela Córrego: capa de Maninha Cavalcante, posfácio de Wilson Alves-Bezerra. Vendido a R$ 20,00 (também em promoção!), na página da editora Córrego de Gabriel Kolyniak, em http://www.editoracorrego.com.br/produto/180607/a-verdadeira-historia-do-seculo-20-de-claudio-willer    

Evidentemente, interessam-me leitores, em primeiro lugar. Por isso, recomendo igualmente meus outros livros disponíveis na praça, neste momento. São os ensaios Geração Beat e Os rebeldes: Geração Beat e anarquismo místico, pela L&PM, o ensaio Um obscuro encanto: gnose, gnosticismo e a poesia, pela Civilização Brasileira, e a narrativa em prosa Volta, pela Iluminuras. Essas editoras, mesmo sujeitas aos percalços do que eufemisticamente se poderia chamar, neste momento, de “mercado editorial”, prestam-me contas corretamente.

Mas as vendas dos livros expostos aqui me beneficiam diretamente. A propósito, postei algo no Facebook sobre procurar onde morar.