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NO FESTIVAL DE INVERSO DO SESC-RIO: OFICINA DE POESIA E XAMANISMO COM CLÁUDIO WILLER

ONDE: Em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo.

QUANDO: de 29 de julho a 06 de agosto de 2017

Será o curso, com adaptações e atualizações, que ofereci recentemente aqui, na Cia. Corpos Nômades. Reproduzo a sinopse, copiada da divulgação do SESC-Quitandinha, de Petrópolis (mas será a mesma nas três localidades).

http://www.festivalsescdeinverno.com.br/programacao/petropolis/oficina-de-poesia-e-xamanismo-com-cl-udio-willer-3661/

A SINOPSE: O que é um xamã? A que modalidades de magos, feiticeiros e sacerdotes se aplica o termo? Até que ponto alguns poetas podem ser identificados a xamãs? O que em suas obras justifica essa associação? Por que uma declaração como “O Eu é um outro” de Rimbaud resume algo típico do xamanismo? Qual a contribuição de Herberto Helder à compreensão das afinidades de poesia e xamanismo? Um poema como “o índio interior” de Invenção de Orfeu de Jorge de Lima pode ser lido como xamânico? O soneto “Versos dourados” de Gérard de Nerval é poesia xamânica? Cabem as associações de Antonin Artaud ao xamanismo? O termo xamã, originariamente aplicado a sacerdotes ou feiticeiros siberianos e uralo-altaicos, deve sua extensão, consideravelmente, a Mircea Eliade, autor de O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase, livro de 1951. O historiador das religiões examinou iniciações com viagens aos céus e ao centro da terra, subidas e descidas ao longo de um eixo do mundo; experiências de morte e renascimento, destruição e reconstituição do corpo; utilização de substâncias psicoativas; o travestimento ou transexualidade; as provas de aquisição de poderes como profetizar, curar, deslocar-se. E a expressão através de outra linguagem –origem da poesia – possibilitando a comunicação com espíritos, animais, a natureza. Serão utilizados estudos e depoimentos mais recentes, a exemplo de A queda do céu de Davi Kopenawa e do que Viveiros de Castro escreveu sobre xamanismo na Amazônia, e dos estudos, por exemplo, de Piers Vitebski e Jerome Rothenberg. Enriquecem esse exame e tornam mais preciso o uso do termo. Será mostrado de que modo temas e traços do xamanismo podem ser encontradas em uma diversidade de autores, desde Dante Alighieri, passando por William Blake, Gérard de Nerval e Rimbaud, até modernos e contemporâneos como Jorge de Lima, Antonin Artaud, Vicente Huidobro, Herberto Helder, Michael McClure, Gary Snyder, Jerome Rothemberg e Roberto Piva. O objetivo é enriquecer a leitura da poesia, possibilitando enxergar mais sentidos.

A PROGRAMAÇÃO: OFICINA LITERÁRIA | POESIA E XAMANISMO | CLÁUDIO WILLER

Unidade: Sesc Quitandinha. Local: Biblioteca. Data: 29 e 30 de julho. Horário: 10h-13h. Classificação etária: livre

Unidade: Sesc Teresópolis. Local: Biblioteca. Data: 03 e 04 de agosto. Horário: 10h-13h. Classificação etária: livre

Unidade: Sesc Nova Friburgo. Local: Biblioteca. Data: 05 e 06 de agosto. Horário: 10h-13h. Classificação etária: livre

LINKS: . Petrópolis: http://www.festivalsescdeinverno.com.br/programacao/petropolis/oficina-de-poesia-e-xamanismo-com-cl-udio-willer-3661/

Nova Friburgo:  http://www.festivalsescdeinverno.com.br/programacao/nova-friburgo/oficina-liter-ria-poesia-e-xamanismo-cl-udio-willer-93692/

(Teresópolis em construção)

Novo curso na Casa das Rosas: barroco e surrealismo

 

Onde: Na Casa das Rosas, à Avenida Paulista, 37

Quando: Ao longo da próxima semana, de terça a sexta feira – dias 11 a 14 de julho, das 19 às 21 h.

Aprecio desafios intelectuais. Começarei criticando designarem como “barroco” todo texto mais suntuoso, exuberante, não-linear, valendo-se de tudo o que a estilística e a retórica oferecem; e como “surrealista” tudo o que parecer obscuro, hermético, delirante, incompreensível. Argumentarei que imagem surrealista e metáfora barroca correspondem a poéticas e visões de mundo distintas. Observarei, porém, que correntes literárias e artísticas não são partidos políticos, organizações fechadas. E os barrocos, especialmente os maneiristas, também enlouquecem. Há autores nos quais surrealismo e barroco, metáfora e imagem, se tocam e confundem: pretexto para examinar poetas da minha especial predileção, como García Lorca e Jorge de Lima. Quem sabe, prosadores como Guimarães Rosa ou Campos de Carvalho? O manancial de bons autores hispano-americanos do século 20? Talvez uma nova tentativa de situar Herberto Helder? (ou não, quando trato de Helder começo a falar sem parar) Mas mostrarei como o próprio André Breton expressava-se em prosa de modo barroco. Aliás, Octavio Paz e Julien Gracq também achavam isso, ou algo parecido. Citarei a frase algo irônica do bom estudioso de surrealismo Carlos M. Luís: “Quando leio Breton, ouço Bossuet.” O curso é qualificado como oficina pela Casa das Rosas; por isso, faremos alguns exercícios de leitura – será divertido e instigante.

INFORMA A CASA DAS ROSAS:

CURSO BARROCO E SURREALISMO

Por Claudio Willer

11, 12, 13 e 14/7, terça, quarta, quinta e sexta-feira, às 19h

Carga horária: 8 horas. Inscrição do curso deve ser realizada presencialmente na Casa das Rosas. É necessário confirmar a inscrição frequentando a primeira aula do curso. Faltar na primeira aula implica o desligamento automático do aluno.

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Avenida Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do metrô. Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 10h às 18h. Convênio com o estacionamento Parkimetro: Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados). Telefone: (11) 3285-6986 | (11) 3288-9447 | http://www.casadasrosas.org.br

 

CURSO DE POESIA E XAMANISMO: UMA SINOPSE DA PRIMEIRA AULA

Tivemos um bom público, visivelmente interessado. Quem mão conseguiu vir, mas quiser comparecer à próxima sessão, pode, na forma prevista neste informe: https://claudiowiller.wordpress.com/2017/02/22/poesia-e-xamanismo-um-novo-curso/

Esta sinopse, como faremos para que chegue aos participantes? Grupo de e-mails? Grupo de Facebook? Coletar os e-mails? (acho que perdi meus enso de organização em algum lugar no trajeto entre a Av. Paulista e o teatro de Corpos Nômades)

Comecei pelo final, invertendo a sequência que adotei em minha palestra de julho de 2016.

  1. Abri com trecho do vídeo de Michael McClure rugindo para leões; li seu relato de experiência semelhante, conversar com animais, leões marinhos.
  2. Xamanismo e sua relação com a poesia segundo Jerome Rothenberg em Etnopoética do milênio
  3. A contribuição de Viveiros de Castro em Metafísicas canibais; o ataque à separação aristotélica, cartesiana e cientificista de sujeito e objeto (disse algo do que penso sobre behaviorismo e cientificismo em estudos literários) (também disse algo sobre mitos da criação do mundo, confrontando Gênesis, tão simples, com a exuberância do Popol Vuh)
  4. Poemas que podem ser lidos como xamânicos, valendo-nos da contribuição de Viveiros de Castro: “Versos dourados” de Gérard de Nerval. Voltarei a tratar de Nerval,a propósito de viagens órficas. “O céu jamais me dê a tentação funesta / de adormecer ao léu, na lomba da floresta” etc (que Roberto Piva declamava quando o conheci) em Invenção de Orfeu de Jorge de Lima.
  5. A distinção de Michel Riffaterre, o semiótico inteligente, entre delírio e alucinação em “Estilística estrutural”. Aplica-se a poemas que designei como xamânicos (ressalvando que no âmbito do xamanismo também há delírio, visões, sonhos e o restante).
  6. Enunciados xamânicos:
    1. “Eu sou um outro” de Nerval; os duplos românticos
    2. “O Eu é um outro” de Rimbaud – a vidência comentada por Rothenberg. Quem é este “outro” em Rimbaud? O bárbaro, o selvagem, conforme a declaração de princípios em “Mau sangue” de Uma temporada no inferno.
    3. O “índio interior” em Invenção de Orfeu de Jorge de Lima: um duplo. Minha leitura delirante de Jorge de Lima, enxergando xamanismo em toda a sua poesia – justifiquei com informação biográfica (e mais um ataque ao “recorte” cientificista de autor e obra)
    4. Os múltiplos “eus” em Michael McClure. O mamífero. “quando um homem não admite que é um animal, ele é menos que um animal”, etc.
  7. A múltipla percepção de animais e humanos, novamente conforme Viveiros de Castro – o morto humano no animal, a presa do animal no humano. Animais na literatura: quando são xamânicos?
    1. O Bestiário ou cortejo de Orfeu de Apollinaire, comparei o tratamento dado ao leão e ao polvo.
    2. A diferença entre a pantera de Rilke e o tigre de Blake, em dois poemas antológicos. A natureza sagrada em Blake, o “grande mamífero” segundo McClure.
    3. Mais animais xamânicos na poesia: a série de “cavalo em chamas” de Jorge de Lima. Remete a Lautréamont, o mais zoófilo dos escritores – comentei. Ou seria Guimarães Rosa o mais zoófilo? – observei que Guimarães Rosa é tão grande que não cabe neste curso.
    4. Herberto Helder: “espaço do leopardo”, “máscara”, “leopardo e leão”, “o idioma bárbaro”, “Estrelas africanas” “paisagem”.
    5. Os animais banidos ou submetidos nos grandes monoteísmos e no cartesianismo (mencionei M. E. Maciel, Literatura e animalidade).
    6. Li trecho de Oswald Spengler sobre deuses, cultos arcaicos e animais. Voltarei ao assunto, citarei Alain Danielou
  8. O xamanismo e o poeta performático segundo Rothenberg –O trickster, a “gargalhada de Deus”; o coiote em Gary Snyder. Artaud, nesse sentido – e em outros – foi intensamente xamânico. Mas Jorge de Lima foi performático? Não. Contudo tratou disso: o “claune”, o “triste palhaço”. Dois poemas que podem ser lidos como reconstituição de cenas xamânicas: “O grande circo místico” e “Exu comeu tarobá”.
  9. Ainda trocamos algumas idéias e informações sobre alucinógenos no xamanismo. Esbocei minha interpretação, mas voltaremos ao assunto.
  10. PRÓXIMA SESSÃO: voltarei a “tricksters”, brincalhões e travessos no xamanismo, pois acho que não examinei isso suficientemente. Há mais correlatos poéticos. E passarei a tratar de iniciação; especialmente, de catabases, viagens ao mundo dos mortos, e de Orfeu – “xamã exemplar” segundo Raymond Christinger.

O Bebê Cadum irá a Campinas, à Unicamp, após ser aclamado em Londrina, na UEL

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Apresentarei e comentarei o personagem de Liberdade ou Amor! de Robert Desnos durante o curso Surrealismo: uma poética do delírio, já anunciado aqui, no Centro Cultural do IEL-Unicamp. Relatarei novamente seu combate com o boneco Bibendum, feito de pneus. Da narrativa de Desnos, também poderemos acompanhar a visita do Corsário Soluço ao Clube dos Bebedores de Esperma e outras belas passagens.

Impressionou em Londrina, e repetirei em Campinas, a projeção da minha tradução de “União livre” acompanhada pela gravação da leitura do poema pelo próprio André Breton (tem no Youtube). Assim como trechos de Os cantos de Maldoror de Lautréamont com projeção de colagens de Max Ernst. E imagens de arquiteturas e casas surrealistas. Em Londrina, apesar de ser uma cidade nova, sem anacronismos, foi achada uma casa surrealista. Houve aproximação de parques e jardins da cidade do Norte do Paraná com o parque das “Buttes Chamont” de O camponês de Paris de Louis Aragon. Uma ponte sobre um dos lagos lembrou a “ponte dos suicidas” (mostrei) do parque invadido por Aragon, Breton e Marcel Noll. Impressionaram O abraço do polvo, o filme comentado em Nadja; e Peter Ibbetson.

A tecnologia está aí para que façamos um uso surrealista dela.

Lembrando, o curso de surrealismo no auditório do Centro Cultural do IEL – Unicamp começa na terça feira, dia 01 de setembro. Segue, todas as terças feiras, por oito semanas. Não se preocupem – já dei cursos de surrealismo de 12 sessões, e cursos de 8 sessões que foram prolongados para 12 por sugestão de participantes.

Mais informações: https://claudiowiller.wordpress.com/2015/07/20/curso-de-surrealismo-na-unicamp-no-centro-cultural-do-iel/

Inscrições gratuitas, através de e-mail para a Secretaria de Extensão do IEL: seee@iel.unicamp.br

Evidentemente, poesia e criação poética são centrais. Mas, além de tratar de outros campos, artes visuais, cinema, objetos, arquiteturas, etnografia, Portugal (indispensável), Brasil etc, quero avançar na relação de surrealismo e vida, no seu caráter “de empreendimento prometeico, totalizante”, no dizer de Jacqueline Chénieux-Gendron. Daí o comparecimento do Bebê Cadum e demais personagens e figuras que acabo de mencionar.

Curso Surrealismo: uma poética do delírio em Londrina

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ONDE: Campus da UEL, Universidade de Londrina, PR, Sala 101 do CLCH –

QUANDO: Dias 21 e 22 de agosto, sexta feira e sábado. HORÁRIOS: 21-08, sexta-feira, das 19h às 23h; 22-08, sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, sala 101.

INSCRIÇÕES de 10 a 19 de agosto 2015, pelo site da UEL (Proex, Divisão de Eventos). Valor: R$ 10,00. PÚBLICO ALVO: alunos de graduação e pós-graduação em Letras, Artes, História, Filosofia, Sociologia, Educação e Áreas afins; demais interessados. Haverá emissão de certificados para comparecimento integral. PROMOÇÃO: Programa de Pós-Graduação em Letras.

Iniciativa da professora Marta Dantas, autora de um belo ensaio sobre Nadja de André Breton e um substancioso livro sobre Arthur Bispo do Rosário, entre outras contribuições relevantes. Já dei minicurso sobre Geração Beat na UEL em 2009, também convidado por ela. Desta vez, será aproveitando a viagem para ser banca da tese sobre Kerouac de Gabriel Pinezi – pelo que tenho visto, inclusive na ocasião anterior em que fui banca, da tese de Ricardo Mendes Mattos sobre Piva no IP da USP, entre outras, a inteligência brasileira vêm se expressando através de trabalhos acadêmicos substanciosos e originais.

Ilustrei o post com uma das máscaras dos índios Hopi que fascinavam Breton. Do mesmo modo como no curso recente que dei na Cia. Corpos Nômades, eu me apoiarei em imagens, tratando de poesia e da relação de surrealismo e cidade, objetos surrealistas, outras culturas e o mundo mítico. Agradeço retransmissão e outros modos de divulgação.

Preparei uma ementa:

O tema “poética do delírio” será abordado através de dois ensaios de André Breton, “Le méssage automatique” e “Situação surrealista do objeto”, além do que está em meu ensaio “Surrealismo e filosofia”: os três, tratando do confronto de subjetividade e objetividade. Serão examinados os modos de confusão das duas instâncias, subjetividade e objetividade, na criação poética, e também nas artes visuais, cinema, arquitetura. E na própria vida, através da errância ou disponibilidade; do sonho; das aproximações a outras culturas e sociedades; dos encontros e da categoria criada por Breton, o acaso objetivo. Os tópicos serão ilustrados através da exibição de material audiovisual, além das leituras de textos. Conseqüentemente, o curso poderá interessar a estudantes, pesquisadores e outros interessados não só da área de literatura, porém de artes visuais, cinema, filosofia e antropologia.

Vou me apoiar bastante em dois livros maravilhosos: Le Surrealisme et le Rêve de Sarane Alexandrian (livro dele sobre surrealismo e artes visuais também é ótimo), e Le Miroir du Merveilleux de Pierre Mabille. Textos sugeridos para leitura prévia, da minha página no Academia.edu, https://independent.academia.edu/ClaudioWiller :

https://www.academia.edu/…/A_PROP%C3%93SITO_DO_SURREALISMO_…

https://www.academia.edu/…/MAGIA_POESIA_E_REALIDADE_O_ACASO…

https://www.academia.edu/6542…/Sobre_surrealismo_e_filosofia

E do meu blog: https://claudiowiller.wordpress.com/2012/02/09/andre-breton-pierre-mabille-haiti-vodu/

Em breve haverá mais, inclusive um curso como este, mas com oito sessões, na Unicamp.  Agradeço divulgarem, propagarem, difundirem, fazerem circular a informação

Curso de Geração Beat no IEL-Unicamp em maio

Em tempo – postado a 30/04: sou informado que curso já tem 74 inscritos e será realizado no auditório do IEL, maior. Ótimo. Utilizarei algum recurso audiovisual, Datashow, especialmente na sessão sobre jazz e leitura em voz alta.

 Vejam que beleza o pôster com esta reunião fraterna de Kerouac, Cassady, Ginsberg, Ferlinghetti –deve ser na porta da City Lights de Ferlinghetti, década de 1950:  Cursos-beat Serão quatro sessões. Às terças feiras. A partir de 05 de maio. Das 14 h. até as …? (depende de vocês, assunto não falta) (acho que falarei durante 2h e 15 minutos, intervalo para cafezinho a critério de quem vier) Inscrições através deste e-mail: eventos@iel.unicamp.br Sou informado de que já temos 20 inscritos. Agradeço avisarem aos interessados em Campinas e região. Venham. Pretendo refinar leitura de narrativas de Kerouac, mostrando seu valor e riqueza simbólica. Tratarei também de Gregory Corso e abordarei Burroughs, além do indispensável Ginsberg. Servirá como guia de leitura. O auditório do Centro Cultural do IEL-Unicamp tem bons recursos audiovisuais. Pretendo utilizá-los, especialmente para tratar de jazz e prosódia. Poster foi criado por Leandro Louback( Draco), informa Paulo Vasconcelos.

Nova oficina de surrealismo em abril

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A seguir, o informe divulgado na programação da Cia. Corpos Nômades em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?cat=3: OFICINA: SURREALISMO, UMA POÉTICA DA ALUCINAÇÃO com Claudio Willer – GRATUITO Dias 08, 15, 22, 29 de abril de 2015. Quartas 19h30 às 21h30 Número de Vagas: 30 Público Alvo: Pessoas com interesse em literatura e criação artística em geral Inscrições até 03/04/2015 através do e-mail ciacorposnomades@gmail.com – anexar uma carta sucinta de interesse e escrever no assunto Oficina com Claudio Willer. Na sede da Cia. Corpos Nômades – Espaço Cênico O LUGAR Rua Augusta, 325 – São Paulo – SP Lembrando o produtivo trabalho com o grupo dirigido por João Minelli Andreazzi que resultou na bem sucedida adaptação de Os cantos de Maldoror de Lautréamont, intitulada “Hotel Lautréamont: os bruscos buracos do silêncio”. Permaneceu em cartaz de 2009 a 2011, repetindo temporadas com aclamação do público e crítica. Desta vez, pretendo fazer uma abordagem original do surrealismo. Avançar na questão do sonho, do objeto, da alucinação. Interessará aos que já assistiram a palestras e seminários meus sobre o tema, e aos que ainda não tiveram essa ocasião. André Breton, no Segundo Manifesto do Surrealismo, proclamou: “Tudo indica a existência de um certo ponto do espírito, onde vida e morte, real e imaginário, passado e futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo, cessem de ser percebidos como contraditórios”. O que é o “ponto do espírito”? Algo abstrato ou concreto? Pode ser visto, experienciado? Sim. Na opinião de Octavio Paz, “Filho do desejo, nasce o objeto surrealista: a reunião de montanhas é outra vez cena de gigantes, as manchas na parede ganham vida, põem-se a voar e são um exército de aves que, com seus bicos terríveis rasgam o ventre da formosa acorrentada.” Os deslocamentos de objetos, caminhar ao acaso e ter encontros inesperados, o método paranóico-crítico de Salvador Dali, os registros de sonhos, a escrita automática, segue Paz, não são “exercícios gratuitos de caráter estético”, pois “Seu propósito é subversivo: abolir esta realidade que uma civilização vacilante nós impôs como a só e única verdadeira”. A destruição da falsa realidade revela outra, que “se levanta de sua tumba de lugares comuns e coincide com o homem”, na qual “somos de verdade”. Nela, “o mundo já não se apresenta como um ‘horizonte de utensílios’, mas como um campo magnético.” O curso “O surrealismo: uma poética da alucinação”, combinado sessões expositivas, leituras e práticas de criação, convidará a todos os seus participantes a empreender a destruição da falsa realidade; a enxergar, ouvir e sentir mais, assim dando conta das aproximações ao maravilhoso. O surrealismo será exposto em seus fundamentos e praticado. (ilustrei com o conhecido quadro de Max Ernst, mostrando como via os surrealistas)