Nova oficina de surrealismo em abril

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A seguir, o informe divulgado na programação da Cia. Corpos Nômades em http://www.ciacorposnomades.art.br/wordpress/?cat=3: OFICINA: SURREALISMO, UMA POÉTICA DA ALUCINAÇÃO com Claudio Willer – GRATUITO Dias 08, 15, 22, 29 de abril de 2015. Quartas 19h30 às 21h30 Número de Vagas: 30 Público Alvo: Pessoas com interesse em literatura e criação artística em geral Inscrições até 03/04/2015 através do e-mail ciacorposnomades@gmail.com – anexar uma carta sucinta de interesse e escrever no assunto Oficina com Claudio Willer. Na sede da Cia. Corpos Nômades – Espaço Cênico O LUGAR Rua Augusta, 325 – São Paulo – SP Lembrando o produtivo trabalho com o grupo dirigido por João Minelli Andreazzi que resultou na bem sucedida adaptação de Os cantos de Maldoror de Lautréamont, intitulada “Hotel Lautréamont: os bruscos buracos do silêncio”. Permaneceu em cartaz de 2009 a 2011, repetindo temporadas com aclamação do público e crítica. Desta vez, pretendo fazer uma abordagem original do surrealismo. Avançar na questão do sonho, do objeto, da alucinação. Interessará aos que já assistiram a palestras e seminários meus sobre o tema, e aos que ainda não tiveram essa ocasião. André Breton, no Segundo Manifesto do Surrealismo, proclamou: “Tudo indica a existência de um certo ponto do espírito, onde vida e morte, real e imaginário, passado e futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo, cessem de ser percebidos como contraditórios”. O que é o “ponto do espírito”? Algo abstrato ou concreto? Pode ser visto, experienciado? Sim. Na opinião de Octavio Paz, “Filho do desejo, nasce o objeto surrealista: a reunião de montanhas é outra vez cena de gigantes, as manchas na parede ganham vida, põem-se a voar e são um exército de aves que, com seus bicos terríveis rasgam o ventre da formosa acorrentada.” Os deslocamentos de objetos, caminhar ao acaso e ter encontros inesperados, o método paranóico-crítico de Salvador Dali, os registros de sonhos, a escrita automática, segue Paz, não são “exercícios gratuitos de caráter estético”, pois “Seu propósito é subversivo: abolir esta realidade que uma civilização vacilante nós impôs como a só e única verdadeira”. A destruição da falsa realidade revela outra, que “se levanta de sua tumba de lugares comuns e coincide com o homem”, na qual “somos de verdade”. Nela, “o mundo já não se apresenta como um ‘horizonte de utensílios’, mas como um campo magnético.” O curso “O surrealismo: uma poética da alucinação”, combinado sessões expositivas, leituras e práticas de criação, convidará a todos os seus participantes a empreender a destruição da falsa realidade; a enxergar, ouvir e sentir mais, assim dando conta das aproximações ao maravilhoso. O surrealismo será exposto em seus fundamentos e praticado. (ilustrei com o conhecido quadro de Max Ernst, mostrando como via os surrealistas)

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One response to this post.

  1. Posted by Raul Fiker on 23/03/2015 at 06:31

    Auspicioso.

    Responder

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