Saiu ‘Um novo continente – Poesia e surrealismo na América’ de Floriano Martins

2015 Um novo continente [Capa 1]A

Desde a década de 1990, Floriano Martins vem publicando coletâneas de e sobre poetas surrealistas deste nosso continente. Um trabalho que foi crescendo, resultou em uma edição na Costa Rica e outra na Venezuela de Un nuevo continente, versões consideravelmente ampliadas de algo já publicado no Brasil (O começo da busca, Escrituras, 2001). Como podem ver pelo índice reproduzido a seguir (junto com a apresentação por Marco Lucchesi), esta é a edição definitiva; a mais completa e, sem dúvida, mais substanciosa de uma enorme produção que precisa, urgentemente, ser lida, divulgada e estudada entre nós. Diria que a bibliografia brasileira sobre surrealismo dá um salto – qualitativo e quantitativo.

Observem que o livro tem que ser encomendado. Do jeito como está isso que, eufemisticamente, pode ser chamado de “mercado editorial” no Brasil, cada vez mais me parece ser o caminho para que tenhamos acesso à informação. O trabalho editorial de Floriano Martins, inseparável da sua produção como poeta, artista visual, ensaísta e tradutor, tornou possíveis preciosidades – através de seu selo ARC ou em parcerias com a Sol Negro e Nephelibata – que tive ocasião de comentar aqui, neste blog. Incluem Aldo Pellegrini, Hans Arp, Vicente Huidobro e muito mais.

Vejam:

FLORIANO MARTINS | Um novo continente – Poesia e surrealismo na América

ARC Edições | Ceará, 2016

Capa, fotografias & vinhetas © Floriano Martins

Traduções © Allan Vidigal (inglês), Eclair Antonio Almeida Filho (francês), Floriano Martins (espanhol), Márcio Simões (inglês), Milene Moraes (francês)

Revisão & projeto gráfico © Floriano Martins & Márcio Simões

Orelhas © Marco Lucchesi

Posfácio © Leontino Filho

Desenho de FM ficha técnica © Fátima Lodo Andrade da Silva

Desenho de FM orelha 1 © Adriel Contieri

Brochura, 560 pgs | Formato 14×21 cm | Peso 810 gm

R$ 100,00 (frete nacional simples incluso)

Brinde de lançamento: Circo Cyclame (teatro automático), de Zuca Sardan & Floriano Martins | ARC Edições | Ceará, 2016 | Participação especial (posfácio-entrevista) © Kazimir Pierre | Desenhos © Zuca Sardan | Capa, colagens, vinhetas & projeto gráfico © Floriano Martins

UM NOVO CONTINENTE

Poesia e Surrealismo na América

Celebração da memória: Notas de acesso

Capítulo 1: Diário de bordo

◊ Primeiras visões: América Latina & Caribe

◊ Visões do exílio: Estados Unidos

◊ Visões da névoa: Brasil

Capítulo 2: Cartografia da inquietude

◊ Labirintos incessantes [enquete]

Afonso Henriques Neto ● Alex Januário ● Alexandre Fatta ● Allan Graubard ● Armando Romero ● Carlos Bedoya ● Carlos M. Luis ● Claudio Willer ● David Nadeau ● Emilio Andrés Padilla Pacheco ● Enrique de Santiago ● Fernando Palenzuela ● Franklin Fernández ● Gabriela Trujillo ● J. Karl Bogartte ● Jorge Valdés Ramos ● Juan Calzadilla ● Ludwig Zeller ● Luis Fernando Cuartas ● Marcus Salgado ● María Meleck Vivanco ● Nelson de Paula ● Oscar Jairo González Hernández ● Pedro Arturo Estrada ● Philip Daughtry ● Raquel Jodorowsky ● Roberto Piva ● Rodrigo Hernández Piceros ● Rodrigo Verdugo Pizarro ● Rubens Zárate ● Thomas Rain Crowe ● Viviane de Santana Paulo ● Zuca Sardan

◊ Caravana de relâmpagos [depoimentos]

Claude Gauvreau por Ray Ellenwood ● Conde de Lautréamont por Juan José Ceselli ● Enrique Molina por Armando Romero ● Eugenio Granell por Carlos M. Luis e Susana Wald ● Freddy Gatón Arce por Manuel Mora Serrano ● Jorge Cáceres por Enrique de Santiago ● Jorge Camacho por Carlos M. Luis ● Juan Antonio Vasco por Rodolfo Alonso ● Juan Sánchez Peláez por César Seco ● Laurence Weisberg por Beatriz Hausner ● Manuel Scorza por Hildebrando Pérez Grande ● Philip Lamantia por Neeli Cherkovski ● Roberto Piva por Floriano Martins ● Yvan Goll por Nan Watkins

◊ A vida imaginária do surrealismo [entrevistas]

Allan Graubard (Estados Unidos) ● André Lamarre (Canadá) ● Armando Romero (Colômbia) ● Beatriz Hausner (Canadá) ● Carlos M. Luis (Cuba) ● Claudio Willer (Brasil) ● Enrique Gómez-Correa (Chile) ● Ernest Pepín (Martinica) ● Leila Ferraz (Brasil) ● Ludwig Zeller & Susana Wald (Chile) ● Manuel Mora Serrano (República Dominicana) ● Sergio Lima (Brasil) ● Thomas Rain Crowe (Estados Unidos) ● Zuca Sardan (Brasil)

 Capítulo 3: Vanguarda clandestina

◊ Vértices magnéticos do horizonte

Jotamario Arbeláez: Colômbia e Nadaísmo ● Juan Calzadilla: Venezuela e El techo de la ballena ● Margaret Randall: México, Estados Unidos e El corno emplumado ● Miguel Grinberg: Argentina e Eco contemporáneo

◊ Celebração da memória: Últimas pistas

Posfácio

◊ Aventuras da poesia no tempo: o inteiro continente revelado, por R. Leontino Filho

“Floriano Martins escreveu um livro de rara probidade intelectual. Diante de um repertório vasto, difícil e inacabado, elaborou uma articulação ousada e bem sucedida entre partes consideradas dispersas e intrafegáveis. Enfrentou a princípio – e com galhardia – uma nuvem de ideias em contínua migração. O primeiro passo foi dado com O começo da busca, que era um livro sem aduanas ideológicas ou embargos culturais. Era o anteprojeto de uma ousada cartografia. Não a que se faz dentro de um cômodo gabinete, de censuráveis a prioris e de outras imposturas intelectuais, conceitos que mal se adequam a uma geografia porosa, vibrátil, em que as ilhas distantes, porventura, podem formar um arquipélago inesperado, partindo-se de um insight, ou de uma atenção polifônica, nas camadas mais profundas da harmonia. O mapeamento de Floriano está para Borges e Calvino. Preciso e marcado de potencialidades. Atento a percursos mal visitados, como quando aborda certas formas clandestinas do Surrealismo, que não tomam parte sequer de um proto-cânone. Floriano está no microcentro de Buenos Aires e entre os Mapuches do Chile, interage com os poetas do México e com os de Cuba, com uma desenvoltura, uma atenção, um respeito que hoje anda quase perdido. O seu gabinete fica – como dizia Antonio Carlos Villaça – entre a estante e a rua, a escuta precisa e a polêmica aguda, provocadora, nunca próxima da gratuidade, a serviço de mais oxigênio e coragem.

Aplaudo sobremodo a arquitetura deste livro e a forma pela qual os capítulos crescem, à medida que avançamos, como se formassem uma afortunada espiral. A selva bibliográfica diz tudo: uma riqueza sem proporção, atenta às grandes linhas dos temas consagrados, bem como aos mais diversos e interessantes aspectos capilares. Floriano atinge a dimensão quase impenetrável do presente, de antenas abertas aos folhetos de vida breve e a uma zona viscosa e variável do que se costumou definir como sendo a blogosfera. E nem por isso abandona a diacronia, e nem se perde tampouco em concepções historicistas, em detrimento de uma historiografia forte.

Tenho Floriano Martins como um dos nomes cruciais para a compreensão das culturas da assim chamada América Latina – e não estou só nesta quadra. Poucos no continente possuem hoje um trânsito físico e mental como o dele, para todas as latitudes deste nosso velho Mundo Novo. Sua aventura espiritual bebe na fonte de um José Martí e sonha uma integração poética mais profunda e marcada pelo estatuto da emancipação. E, afinal, será preciso sublinhar que este livro foi escrito por um poeta de marca, um ensaísta vigoroso e um artista plástico que não separa a instância crítica da própria criação?

[Marco Lucchesi]

Este livro é uma espécie de fruto múltiplo de várias árvores. Seus ramos são diversos o suficiente para destacar o radical de mestiçagem que o define. Nasce de um breve texto escrito em 1994, quando ensaiei uma primeira e tímida aproximação do Surrealismo na América Latina. Desde então já me incomodava o fato de que o Surrealismo em nosso continente era visto – aceito ou rejeitado – como se houvera simplesmente saído das páginas dos manifestos redigidos por Breton. Tal embaraço acabou por dificultar a percepção do raio de atuação das vanguardas eclodidas no continente – em momentos distintos não por sintoma tardio, mas sim porque frutos de questionamentos culturais pertinentes a cada país –, notadamente aquelas que mantiveram relações estreitas com o Surrealismo.

[Floriano Martins]

Pedidos para o território nacional através de e-mail a

floriano.agulha@gmail.com

informando endereço completo para remessa de exemplar e anexando confirmação de depósito no valor de R$ 100,00 (cem reais) em favor de

FLORIANO BENEVIDES JÚNIOR • Banco BRADESCO

Agência 3456-8 • Conta corrente 17920-5 • CPF 169.613.313-00

Exemplar do livro (+ brinde) será postado de imediato, através de frete simples já incluído no valor da aquisição.

Pedidos para o exterior, favor entrar em contato com a editora

floriano.agulha@gmail.com

reservando exemplar e solicitando maiores informações.

Rua Poeta Sidney Neto 143 Água Fria 60811-480 Fortaleza CE Brasil

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2 responses to this post.

  1. Bom dia, Willer, como vai?
    Parabéns por esta excelente publicação sobre mais um Livro do Floriano (sim, com L maíusculo mesmo, como são todos os livros dele, referência de qualidade e bom gosto em se tratando de poesia).
    E parabéns por todo o diferenciado conteúdo do seu blog, onde quem aprecia o que é a boa literatura não se arrepende de entrar.
    Um abraço do Remisson
    https://oestadoms.websiteseguro.com/flip/17-08-2016/19.pdf

    Responder

  2. Posted by Willians "Cabeça de Gohan" Kihara on 29/08/2016 at 01:03

    Fiquei curioso. Será que é bom mesmo? Tem gente do Brasil além de você e o Piva?

    Responder

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